Podcast Bola Presa – Edição 93

Podcast Bola Presa – Edição 93

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta semana falamos sobre o melhor ataque da NBA (dica: não é quem você espera!), sobre como DeMar DeRozan segue regras próprias e sobre diversos ataques bem-sucedidos, incluindo o surpreendente Houston Rockets. Ainda sobrou tempo para falar sobre pivôs, com o caso feliz de JaVale McGee e seus amigos tolerantes, e a polêmica de DeMarcus Cousins e sua inesperada rivalidade com Meyers Leonard.

No Both Teams Played Hard tivemos perguntas sobre a mais importante decisão da vida, que é para qual time da NBA torcer, e a retomada do já clássico caso de uma certa “jovem senhora”.

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🔒Filtro Bola Presa #32

🔒Filtro Bola Presa #32

Mais uma semana se passou na NBA. Já repararam como a vida parece andar mais depressa durante a temporada? Na offseason é uma lentidão de tédio que dá vontade de chorar e cair no mundo da perdição, mas agora parece que todo dia já estou fazendo um filtro da semana novo! Por sorte a NBA tem jogo demais e causos o bastante para encher este post. Vamos lá!

A notícia mais triste da semana, sem dúvida alguma, foi a morte de Craig Sager após uma longa batalha contra um câncer. O já lendário repórter da TNT fez fama pela alegria, brincadeiras, entrevistas e, claro, seus ternos coloridos. Ele era bom em falar com os jogadores e técnicos onde estes estavam mais despreparados, impulsivos e imprevisíveis, na beira da quadra logo após difíceis vitórias ou derrotas. Lá ele conseguiu duas coisas bem difíceis: não parecer um idiota e ser respeitado pelos seus interlocutores.


Em qualquer ambiente profissional é difícil achar um cara que seja unanimidade, um que seja admirado por todos, simpático a todos. Sager foi esse cara. Até Gregg Popovich, técnico do Spurs que odeia as entrevistas no meio dos jogos que Sager era obrigado a fazer, era um dos maiores admiradores do cara em toda a liga. Ao fim do primeiro jogo após a morte do repórter, Pop não falou nada de basquete, só do amigo:

Steve Kerr, que trabalhou com Craig Sager quando era comentarista de TV, falou sobre o amigo antes da partida entre Golden State Warriors e New Orleans Pelicans.

E na última semana vários times usaram camisetas inspiradas num dos ternos ~alegres~ usado por Sager para homenageá-lo.

A TNT, lar de Sager por tantos anos, fez uma bonita homenagem para lembrar sua carreira e o modo em que encarou sua profissão e sua vida, algo que já era admirável e que o câncer, aquele mesmo que o matou, fez com que ele se tornasse um ícone e recebesse todo o tipo de amor e admiração ainda em vida, algo que poucos conseguem. Ah, e alguma surpresa que Sager trabalhou como MASCOTE na juventude? Nenhuma.


Trabalhar com televisão não deve ser fácil, especialmente quando se lida com a cobertura de assuntos delicados, como a morte de alguém conhecido. A TNT conseguiu fazer um trabalho bonito ao falar de Craig Sager, mas tudo foi por água abaixo na cidade de Tampa, na Flórida. Na transmissão local de lá, por algum acordo comercial muito mal pensado, o primeiro comercial a aparecer logo após a homenagem ao repórter foi o anúncio de um show da Little Sassee Cassee, a MENOR STRIPPER DO MUNDO!


Mas estamos aqui também para ver coisas menos grandiosas, menos sublimes e até tolas, né? A vida cotidiana da NBA segue e com ela temos comerciais do novo tênis do Matthew Dellavedova… comerciais do Matty Delly? O pior é que eu gostei da peça e achei o tênis bonito. Precisamos de mais campanhas com as não-estrelas do jogo.

Campeão, Dellavedova recebeu o seu anel de campeão quando o Milwaukee Bucks foi visitar o Cleveland Cavaliers. E claro que os ex-companheiros de Delly fizeram questão de DERRUBAR o anel no chão antes que ele pudesse recebê-lo:

Alguns dias antes o mesmo tratamento de violência carinhosa havia sido dado a outro campeão que deixou o time, Timofey Mozgov:


Na temporada passada tínhamos sempre o MOMENTO BOBAN DA SEMANA com algum lance ou momento divertido do Boban Marjanovic. Mas seu tempo no Detroit Pistons tem sido mais de ficar no banco do que na quadra, então ele está sumido. Nessa semana, porém, apareceu duas vezes:

Primeiro com o post-up mais engraçado da temporada! Bobby Portis fica só cheirando o suvaco de Boban quando ele resolve virar e fazer dois pontinhos.

O segundo caso foi contado por Manu Ginóbili na cerimônia que aposentou a camisa de Tim Duncan no San Antonio Spurs. Ele disse que no ano passado Duncan viu Boban treinando seu jogo de costas para a cesta e se ofereceu para defendê-lo. Com quase 40 anos de idade e dor nos dois joelhos, um dos maiores jogadores da história ficou lá servindo de sparring para um novato que jogava meia dúzia de minutos por jogo. Quando falam que ele foi o melhor líder e companheiro de time da história, falam com alguma razão.


O lado ruim do lance acima de Boban é que ele só estava na quadra devido àquele detalhe no canto inferior direito da tela: o placar. Olha só a SURRA que o Pistons estava tomando. E isso que no dia anterior, após três derrotas seguidas, os jogadores resolveram ter um encontro a portas fechadas para discutir a relação. Todos saíram dizendo que foi ótimo colocar tudo pra fora, mas na quadra não deu certo.

E Stan Van Gundy, técnico e pizzaiolo do time, disse que “Reunião do time o cacete, eu não tenho nada a falar sobre isso. A atuação de hoje foi nojenta, embaraçosa, não profissional e humilhante.”


Se no Pistons o clima está meio merda, no Golden State Warriors está tão bom que os jogadores dão risada enquanto apontam que o próprio companheiro de time andou com a bola! Muito dedo-duro esse Iguodala.

No jogo entre Orlando Magic e Toronto Raptors também tivemos uma estranha demonstração de carinho, com Jonas Valanciunas acertando um gancho sobre seu ex-companheiro Bismack Biyombo e depois dando um belo tapa na sua bunda, só pela zoeira. Adoro como tapas na bunda são carinhosos na cultura do basquete.

Em Atlanta também temos jogadores sendo simpáticos com seus amiguinhos, tipo o Taurean Prince imitando a clássica pose que o Kent Bazemore faz depois de seus arremessos:

E para fechar o momento de camaradagem, que tal Jae Crowder e Avery Bradley decidindo quem vai bater o lance-livre da falta técnica no jokenpo? Crowder venceu, mas errou o arremesso. Pelo jeito a influência japonesa chegou em Boston!


Teremos um post maior nessa semana falando sobre DeMarcus Cousins, mas acho importante fazer um resumo das suas últimas semanas:

  • Brigou no bar
  • Brigou com o repórter que escreveu sobre a briga no bar
  • Brigou com Julius Randle
  • Brigou com Meyers Leonard

A briga no bar nós relatamos na semana passada, vocês lembram? Depois disso um jornalista do Sacramento Bee escreveu sobre o assunto, citando no fim do texto uma briga que o irmão do Cousins teve em um bar na offseason, quando o jogador também presente. Cousins não gostou de ver o irmão citado e PIROU quando viu o cara na frente dele:

Jaleel Cousins joga no Texas Legend da D-League, é uma personalidade pública, e estava ao lado do irmão do Kings nesta outra briga. Parece algo relevante para a coluna, não uma menção covarde à família como Cousins fez parecer.

Ele foi multado em 50 mil dólares pelo time por seu comportamento, e respondeu com seu melhor jogo na temporada: 55 pontos na cara do Portland Trail Blazers, mas não sem antes passar por todo o drama. Se desentendeu com Meyers Leonard, se engalfinhou com Mason Plumlee, cometeu 3 faltas bobas nos últimos minutos e por pouco não saiu com 6. Aí, logo depois de fazer a cesta que seria da vitória, cuspiu o protetor bucal em direção ao banco do Blazers e foi expulso. Por algum motivo (medo ou ingenuidade), os juízes decidiram que a cusparada não tinha sido proposital, então Cousins VOLTOU DO VESTIÁRIO, deu um toco em Damian Lillard, venceu o jogo e PERDEU A CABEÇA na entrevista pós-jogo. Primeiro dizendo que sofre perseguição, que a arbitragem é ridícula e depois xingando os adversários, aí foi quando ele teve o microfone cortado. Eu não tenho mais palavras para descrever esse cara.

Ele tem solução, né gente? Ele vai amadurecer!

Ainda insisto que uma troca entre Sacramento Kings e Denver Nuggets envolvendo Cousins poderia ser boa para todas as partes. Ou talvez não resolvesse nada pra ninguém, admito, mas seria legal. E o Kings deve ter uma coceira de pegar o telefone quando vê Nikola Jokic, que voltou a ter espaço no time, mostrar que pode ser um dos melhores pivôs passadores do futuro. Olha isso, gente…

Sério, o cara é diferente:


Vocês querem ver como é um sonho molhado de Daryl Morey, GM do Houston Rockets? Aqui está:

O dia em que o seu time chutou SESSENTA E UMA bolas de 3 pontos (recorde da história da NBA) e acertou 24 (recorde da temporada regular). Um absurdo! Tudo sendo possível porque eles têm Mike D’Antoni, James Harden, Ryan Anderson e nenhum pingo de pudor. Quando o técnico diz em voz alta que nunca mandaria o COREY BREWER parar de arremessar, é porque a luz nunca deixa de ser verde.

Também ajuda que Eric Gordon, depois de tantos anos com lesões, está tendo o ano de sua vida. Ele está conseguindo a façanha de rivalizar com Steph Curry no total de bolas de 3 feitas na temporada!

Pra falar a verdade, a briga é por qual dupla vai ser chamada de ‘Splah Brothers’:

As bolas de três não são o futuro da NBA, são o presente. Todo mundo está treinado e tentando ser ao menos razoável nesse tipo de chute para continuar relevante. Até Joakim Noah, que desde o ano passado tem dificuldade até de acertar bandejas. Enquanto ele treinava arremessos de 3 da zona morta, Al Jefferson, que chegava no ginásio para se aquecer antes de Pacers/Knicks, mandou um “até você está arremessando isso agora?”


Na ERA DOS IRMÃOS na NBA, eventualmente ia acontecer de um dar um tocaço em outro. Aqui foi Markieff mandando Marcus para o chão:


MASCOTES POWER RANKING

Não sei se vocês viram, talvez tenham ouvido falar, mas um tal de Tim Duncan teve sua camiseta aposentada pelo San Antonio Spurs, franquia onde ele passou um par de anos e ganhou uns troféus aí. Ser o centro das atenções pareceu ser demais para Duncan, mas ele aceitou a homenagem em bom humor, falou por uns 40 segundos e valeu por Gregg Popovich nos revelar que seu jogador é viciado em bolo de cenoura e para Manu Ginóbili contar de quando ele queria se trancar no quarto após ter errado uma bola decisiva nos Playoffs e Duncan fez de tudo para falar com ele e o chamar para jantar. Sério, o cara é o maior líder de todos e basicamente a única coisa que ele fazia era ficar quieto às vezes e ser um cara legal.

Consciente do momento histórico que vive, o Coyote, mascote do San Antonio Spurs, fez o seu belo e emocionante tributo ao maior ídolo da história da franquia que ele representa, o cara com quem ele quase divide o número 21. Se você não chorar é porque não gosta do Duncan, de basquete ou não respeita mascotes:

E se o Coyote ganhou os 10 pontos da semana por esse vídeo, ele ganha ainda mais CINCO porque usou uma camiseta dizendo “Timmy ainda é meu animal espiritual”.

Não tem pra ninguém! Essa semana é Coyote em PRIMEIRO e SEGUNDO lugar e leva 15 pontos.

Benny > 20
Coyote > 20
Raptor > 10
Moondog > 10
Grizz > 10
Hugo > 10
Rumble > 10
Gorilla > 10
Harry > 5
Clutch > 5
Stuff > 5
Hooper > 5


É isso, pessoal! Um feliz Natal do Kevin mais famoso dos filmes de Natal, Kevin McCallister. Ou é o Kevin Love?

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🔒De bom para ótimo

🔒De bom para ótimo

Diz a lenda que transformar uma equipe ruim em uma equipe boa na NBA é fácil, difícil mesmo é transformar uma equipe boa em uma equipe ótima. Como os piores times tem acesso facilitado às melhores escolhas de draft e um punhado de jogadores minimamente consistentes são capazes de tornar qualquer equipe rapidamente digna em quadra, a passagem de equipes ruins para equipes médias é bastante frequente na NBA. Dificilmente vemos equipes passarem muitos anos consecutivos no final da tabela de classificação, salvos os casos de péssima administração ou nenhum planejamento. Basta ver como nos últimos anos a Conferência Leste, que era motivo de piada na NBA, conseguiu ser tomada por uma enxurrada de boas equipes construídas na base de contratações modestas, escolhas de draft, bons técnicos e muita coletividade. Nesse momento, apenas 6 equipes da Conferência Leste possuem aproveitamento menor do que 50% e é perfeitamente possível que apenas 4 delas acabem a temporada nessa condição. O problema da Conferência, entretanto, está lá no topo da tabela: apenas duas equipes possuem aproveitamento acima dos 55%, mantendo o Leste dominado por duas super-equipes, Cavs e Raptors. Planos para transformar essas equipes todas emboladas no meio da tabela em potências da Conferência não faltam, mas é evidente que esse é um passo mais difícil – e raro – de ser alcançado. Conseguir se classificar para os Playoffs já coloca qualquer equipe entre a elite da Liga, mas é a passagem para candidato a título que intriga general managers, técnicos e analistas. Criar super-equipes ainda é uma ciência inexata visivelmente mais complexa do que arrancar times da lama.

Podcast Bola Presa – Edição 92

Podcast Bola Presa – Edição 92

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta semana falamos sobre fim de novela. Não é o tipo de novela que eu gosto, porém, mas o famoso caso de amor e ódio entre Donatas Motiejunas e o Houston Rockets, que finalmente deixou o jogador livre para fazer o que bem entender. Também falamos sobre o New York Knicks, que chegou ao TERCEIRO lugar do Leste e do Los Angeles Lakers, que acumula 8 derrotas seguidas =(

No Both Teams Played Hard respondemos questões sobre estatísticas, Hassan Whiteside, grupos no WhatsApp, Overwatch, ciúmes da Alinne Moraes, pessoas de pijama na faculdade, um cara que descobriu que não sabe beijar e temos update no caso do Aldebaran, o cara que foi traído pela mulher e resolveu mandar a RELA.

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🔒Filtro Bola Presa #31

🔒Filtro Bola Presa #31

Voltamos com mais um Filtro Bola Presa, nossa coleção semanal de causos charmosos da NBA. Tudo que não virou ou não virará um gigantesco post de mil parágrafos vem parar aqui para que possamos contemplar a beleza do lado alternativo do basquete. Nessa semana corrida o Filtro demorou um pouquinho a mais (o que significa que ele está mais RECHEADO de coisas!), mas pelo menos podemos nos orgulhar de não ter demorado tanto quanto o Antetokounmpo para cobrar um lance livre.

No que são provavelmente os 6 minutos MAIS CHATOS DA HISTÓRIA HUMANA, é possível acompanhar abaixo um vídeo da temporada passada com todos os oito lances livres cobrados pelo Antetokounmpo contra o Blazers e como o DESESPERO da equipe de Portland vai aumentando conforme eles percebem que estão envelhecendo, que seus filhos estão se formando e que poderiam estar fazendo algo melhor com suas vidas do que assistir ao grego olhar para a cesta. A partir dos 5 minutos de vídeo os jogadores do Blazers começam até a contar em voz alta para mostrar como o limite de 10 segundos para cobrar lances livres é estourado todas as vezes. Mas os juízes não marcaram uma única vez.