A receita simples

A receita simples

Menos de 30 vitórias na temporada passada, um elenco nada coerente e um dos piores ataques da NBA. Esse era o Orlando Magic, um dos piores times da Liga e claramente um dos mais sem rumo. Ainda esperançosos com o pivô Nikola Vucevic, mesmo assim pagaram uma fortuna no também pivô Bismack Biyombo e trocaram Victor Oladipo, um dos raros casos de potencial na equipe, pelo protetor de garrafão Serge Ibaka, numa ausência total de lógica e sentido. Treinados por Frank Vogel, responsável pela defesa matadora do Pacers que chegou nas Finais de Conferência duas vezes consecutivas em 2013 e 2014, o Magic da temporada passada era um time lento, de ataque estagnado, uma dificuldade desesperadora para infiltrar no garrafão e um monte de jogadores medianos, que dariam uns RESERVAS BACANAS, mas que não conseguiam criar jogadas para si mesmo ou para os outros. Sem grandes mudanças e tendo que contar com a melhora individual de jogadores limitados, a receita para essa temporada deveria ser MAIS DO MESMO: talvez encontrar alguém em quem confiar, apostar no seu desenvolvimento e trocar as outras peças. Estavam lá na parte de baixo do meu ranking de times para se assistir.

🔒 O inevitável

🔒 O inevitável

O Boston Celtics era uma das melhores histórias dessa temporada: um time jovem, surpreendente, que abriu mão de sua reconstrução bem sucedida na temporada anterior para adicionar duas grandes estrelas e entrar em definitivo na disputa por um título. O processo encontrava paralelos no Celtics de 2007, que enviou uma série de jovens cheios de potencial e escolhas de draft para adicionar Kevin Garnett e Ray Allen e ganhar o título em 2008. A situação atual era diferente apenas em alguns poucos detalhes.: enquanto Gordon Hayward e Kyrie Iving não são nem de longe tão consagrados quanto Garnett e Allen, tentam compensar sendo bem mais jovens e oferecendo ao Celtics uma janela de oportunidade mais longa para lutar pelo anel de campeão. Além disso, aquele Celtics estava muito mais longe do sucesso do que o time do ano passado, que misteriosamente alcançou as Finais do Leste. Abrir mão de Isaiah Thomas também foi mais difícil, ao menos psicologicamente, do que entregar Al Jefferson na época: Isaiah foi um símbolo de dedicação e resistência ao continuar sua campanha nos Playoffs mesmo após a morte de sua irmã, fato chocante que uniu todos os torcedores da equipe numa incrível rede de apoio e admiração. Al Jefferson podia até ser uma promessa para dominar os garrafões no futuro, mas não representava muito, do ponto de vista simbólico, para a franquia. Da mesma maneira, Avery Bradley era a face de uma cultura de esforço e dedicação, perceptíveis em sua defesa enlouquecida, com a qual a torcida era capaz de se identificar naqueles duros momentos de ausência de talento e perspectiva.

Podcast Bola Presa #134 – É pra valer?

Podcast Bola Presa #134 – É pra valer?

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Agora que a maioria dos times já fez pelo menos seus 4 ou 5 jogos é hora da gente começar a especular. Entre o começo animador do Orlando Magic, o aproveitamento de lances-livres de Andre Drummond, as vitórias apertadíssimas de Houston Rockets e a defesa do Portland Trail Blazers, o que é pra valer e o que é geleia? Estendemos ainda a especulação para os arremessos de Russell Westbrook e a média de pontos de Tobias Harris, Victor Oladipo e Kyrie Irving.

No Both Teams Played Hard respondemos a perguntas sobre Bill Simmons, tanking, dedos-duro de League Pass e retomamos histórias antigas: primeiro dois ouvintes contam que vivem histórias semelhantes com as narradas na última semana, depois ficamos sabendo do final da TRILOGIA de um dos casos mais comentadas do BTPH, o da Jovem Senhora.

A semana das conclusões precipitadas

A semana das conclusões precipitadas

A primeira semana de temporada 2017-18 ainda está acontecendo e vivemos aquela fase onde queremos-mas-não-podemos tirar conclusões: é a Small Sample Size Week, a semana da amostragem pequena. “Meu Deus, o Tobias Harris tem média de pontos igual a do Michael Jordan… por três jogos”, esbravejamos, num misto de empolgação pela volta do basquete e a angústia para entender logo o que está acontecendo.

Como blogueiros sérios que somos, vamos disfarçar nossas conclusões precipitadas como meros questionamentos. Separei, portanto, 8 questões que me chamaram a atenção nesses primeiros jogos e que merecem nossa atenção nas próximas semanas para ver como as coisas se desenrolam.


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