“Eu não quero estar aqui”

“Eu não quero estar aqui”

A estreia do Phoenix Suns nessa temporada foi certamente traumática: uma derrota para o Blazers, jogando em casa, por 124 a 76, nada menos do que 48 pontos de diferença – e isso porque o Suns cortou a diferença, que chegou a CINQUENTA E OITO PONTOS no meio do quarto período. Os dois jogos seguintes não foram muito melhores: o Suns tomou 132 pontos do Lakers numa derrota apertada, e depois tomou 130 pontos do Clippers numa derrota por 42 pontos de diferença. Era evidente que algo não estava normal, que os jogadores não estavam comprometidos, que o time estava se desmanchando como gelatina.

Mas não é como se as derrotas fossem algo fora do normal em Phoenix nos últimos anos. Na temporada passada foram apenas 24 vitórias, uma mini-micro-nano melhora da temporada anterior, quando venceram míseras 23 partidas. Basicamente, o Suns não é um lugar muito fácil para se estar – ou para torcer – desde as Finais da Conferência Oeste em 2010, quando o time iniciou uma reconstrução que já recomeçou mais de uma vez.

Por isso o desabafo de Eric Bledsoe no Twitter, com um simples e seco “Eu não quero estar aqui”, foi perfeitamente compreensível. É difícil ser um bom jogador e estar num ambiente tão contaminado pelas derrotas e pela falta de perspectiva.