O que aprender com Victor Oladipo

O que aprender com Victor Oladipo

Ao fim da temporada 2011-12, o Orlando Magic entrou oficialmente em processo de reconstrução, encarando um futuro sem Dwight Howard pela primeira vez em quase uma década. Como de costume, portanto, toda nova escolha de draft a partir de então era vista como uma chance de encontrar uma nova estrela, um jogador capaz de oferecer um futuro promissor para a franquia. Naquele ano o Magic escolheu Andrew Nicholson, um ala de força que teve médias de quase 8 pontos e 3 rebotes como calouro. Em sua segunda temporada, regrediu: suas médias de aproveitamento de arremessos despencaram junto com sua produção ofensiva, que não chegou aos 6 pontos de média. A partir dali o Magic simplesmente desistiu de Nicholson: seus minutos desapareceram, seu contrato não foi renovado e após breve passagem por outras duas franquias, foi parar na China. Virou um mero rodapé no hall de más escolhas que o Orlando Magic acumulou ao longo dos anos.

🔒Filtro Bola Presa #48

🔒Filtro Bola Presa #48

Mais um Filtro Bola Presa no ar para nossos assinantes! Nessa semana temos LeBron James de todo jeito: sendo gênio, gamer, expulso, brincando de Michael Jordan e até apresentando a nova geração. Também trouxemos desastres de Russell Westbrook e Thabo Sefolosha, o retorno de Chris Bosh ao que ele faz melhor, muito Star Wars e ótimos momentos dos nossos MASCOTES. Bora lá!

Podcast Bola Presa #140 – Free Jah

Podcast Bola Presa #140 – Free Jah

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta edição falamos da troca de Jahill Okafor e Nik Stauskas, que foram LIBERTADOS da prisão do Philadelphia 76ers por uma chance de redenção no Brooklyn Nets, que cedeu Trevor Booker. Também gastamos saliva para falar de possíveis cenários para a troca de DeAndre Jordan, que parece mais próxima de acontecer agora que ele contratou um agente para cuidar de sua carreira após anos. Por fim, falamos do recorde de EXPULSÕES de Kevin Durant e dos desafios psicológicos do Golden State Warriors.

No Both Teams Played Hard respondemos a perguntas sobre a dura carreira no jornalismo, damos um BASTA nas mensagens de gente que quer só PEGAR TODO MUNDO sem culpa e abordamos questões sobre pessimismo, Jayson Tatum, o arremesso de Gorgui Dieng e o prêmio de MVP de Russell Westbrook.

🔒Basquete Cabeça

🔒Basquete Cabeça

De um tempo para cá tenho tido a tendência de analisar os jogos cada vez mais pelo seu lado tático. Ao lado do talento bruto, a estratégia é essencial para transformar um bando de bons jogadores da NBA em uma equipe de verdade. Mas a decisão de olhar mais para a prancheta também acontece porque sou incapaz de ver o que se passa dentro da cabeça dos jogadores. Em uma liga tão nivelada em termos de talento individual, com tantos bons técnicos, assistentes e managers, o psicológico pode ser decisivo: quem é mais confiante? Quem lida melhor com altos e baixos? Quem rende mesmo num vestiário dividido? Que time aparece mais motivado ou medroso na hora H? E, mais importante para o blogueiro, como diabos a gente percebe tudo isso?

O experimento Chris Paul

O experimento Chris Paul

O Houston Rockets atual é montado em cima de dois preceitos: o primeiro, estocar o máximo possível de talento, correndo atrás de qualquer estrela que fique minimamente disponível, sem medo de fazer trocas; o segundo, arremessar o máximo possível de bolas de 3 pontos. O problema é que nem sempre o primeiro preceito favorece o segundo. O Rockets fez questão de adicionar Dwight Howard em 2013, por exemplo, mesmo que ele não se encaixasse nos planos táticos da equipe, tudo com a alegação de que “talento era o mais importante, o resto fariam funcionar”. Dica: não funcionou. Na primeira temporada sem Dwight o Rockets venceu 55 partidas, a terceira melhor campanha da Liga. Antes disso, ainda com o pivô, foram apenas 41 vitórias e uma suada oitava colocação no Oeste.

Mas é claro que, seguindo os dois preceitos, o time de 55 vitórias da temporada passada não durou muito tempo. Patrick Beverley e Lou Williams, membros importantes do elenco, foram trocados por Chris Paul, prova inquestionável do conceito de estocar o máximo possível de talento quando algum jogador é colocado no mercado. Chris Paul é um dos maiores passadores da história da NBA e um dos grandes nomes da sua geração, de modo que o Rockets jamais seria capaz de resistir à oportunidade – mesmo que, em teoria, Chris Paul e James Harden parecessem excludentes, dois jogadores que demandam a bola e que não poderiam, em condições normais, co-existir na mesma quadra. “Talento é o que importa, a gente faz o resto funcionar”. Foi balbuciando essas palavras que o fantasma do Dwight Howard de vermelho puxou o pé de todos os torcedores do Rockets de noite, e nos ensinou que nenhum jogador é bom o suficiente para encaixar em qualquer esquema tático, em qualquer situação.