Danilo

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

“Para salvá-lo de si mesmo”

“Para salvá-lo de si mesmo”

Sem maiores explicações, Rajon Rondo foi retirado de quadra pelo técnico Fred Hoiberg no intervalo de uma partida contra o Pacers, no final do ano passado, e não recebeu um minuto sequer por 5 jogos consecutivos a partir de então. Rondo afirmou desconhecer os motivos; Hoiberg afirmou que as razões eram estritamente relacionadas ao basquete, ou seja, que estavam relacionadas ao rendimento da equipe em quadra. Mas o incidente, incomum pela ausência de explicações claras, foi suficiente para que se abrissem as COMPORTAS do passado de Rajon Rondo, pipocando pela internet todos os inúmeros incidentes que ele teve com seus técnicos desde o seu tempo de aluno colegial. Ao todo, Rondo bateu boca com seus técnicos (e eventualmente foi colocado no banco como punição) no seu tempo de escola, na sua passagem pela Universidade de Kentucky, no Celtics de Doc Rivers, no Mavs de Rick Carlisle, no Kings de George Karl e, por fim, no Bulls de Fred Hoiberg. Há um padrão claro que não pode ser negado e que, segundo alguns, sepulta em definitivo a carreira de Rondo no basquete.

No entanto, pouco se fala de um outro padrão que também surge ao se desenterrar o passado de Rondo: o de um gênio que exige ser ouvido. Seu técnico de escola é categórico ao afirmar que o jovem Rajon Rondo era um gênio em sua compreensão do basquete e o chamou para ser assistente técnico da equipe ainda DURANTE seu tempo de jogador por lá. Rondo e seu técnico editavam e analisavam as gravações da equipe, desenhavam os planos táticos e estudavam os adversários. Foi daí que surgiram as primeiras tretas entre os dois: seu técnico pedia uma coisa, Rondo fazia outra alegando que, por não estar na quadra, seu treinador “não conseguia SENTIR O JOGO como ele”. Nesses casos de desobediência as discussões e as punições são inevitáveis, mas o técnico hoje admite que na maior parte das vezes Rondo estava mesmo certo – os outros é que, na época, não conseguiam perceber.

Protegido: 🔒 A NBA está piorando? – Parte 1

Protegido: 🔒 A NBA está piorando? – Parte 1

Charles Barkley, ex-jogador da NBA famoso por suas afirmações polêmicas, vem lutando recentemente uma cruzada contra o basquete atual. Em seu entendimento, o basquete jogado hoje em dia é “pior” e “mais fraco” do que o de sua época, com menos times competitivos e mais super-equipes que tornam o campeonato desequilibrado. Recentemente, Barkley foi assunto na impresa com a seguinte afirmação:

“Se você olhar por toda a NBA, todo mundo está tentando jogar baixo. Temos um monte de caras arremessando bolas de três que não são bons arremessadores. Agora estamos tentando tirar os pivôs do jogo. Mas se você olhar o quadro geral – e isso não é um vovô odiando os mais novos – a NBA está pior do que jamais foi, de cima a baixo. Nós temos um ou dois, três ou quatro bons times, e o resto desses times fede.”

Depois do riso inicial de ver Barkley contanto de um a quatro, resolvi tentar analisar estatisticamente suas afirmações. Será que a NBA realmente está piorando e nós, acostumados com ela e distante dos velhos tempos, simplesmente não conseguimos perceber? Ou será Barkley que, “no instinto”, acredita estar vendo algo que não está realmente aqui? Acredito que os números podem nos ajudar a jogar alguma luz na questão e apontar um caminho melhor para entendermos essa percepção.

Podcast Bola Presa – Edição 95

Podcast Bola Presa – Edição 95

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta edição falamos muito do Atlanta Hawks, ou do que restou dele. Comentamos a troca de Kyle Korver para o Cleveland Cavaliers em troca de Mike Dunleavy e uma escolha de Draft, e especulamos se, quando e pra onde Paul Millsap será negociado pela equipe de Atlanta. Claro que falamos do impacto de um dos melhores arremessadores DA TERRA ao lado de LeBron James e ainda sobrou tempo para falar da situação de Rajon Rondo no Chicago Bulls.

No Both Teams Played Hard respondemos questões de um treinador individual de jovens talentos do basquete, sobre a insistente relação entre hip hop e basquete na televisão brasileira e falamos do impacto de Dario Saric no Philadelphia 76ers. Também revemos o caso do cara apaixonado por uma youtuber gringa e tentamos ajudar um leitor que quer casar com o LeBron James. Ou era o Boris Diaw?

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O fardo de Paul George

O fardo de Paul George

Quando a temporada retrasada estava prestes a começar, Frank Vogel, então técnico do Indiana Pacers, anunciou que Paul George deixaria sua posição tradicional – small forward, o ala tradicional – para jogar cada vez mais como power forward, o ala de força ou ala-pivô. A resposta de Paul George, à época, foi imediata: não se sentia confortável com a transição e nem acreditava ser o momento certo de sua carreira para mudar seu modo de jogo. Houve um cuidadoso trabalho da comissão técnica e até mesmo dos dirigentes, incluindo o diretor do Pacers, Larry Bird, para que o jogador sequer topasse fazer uma tentativa. Depois da primeira partida na pré-temporada, já saiu dizendo que não havia funcionado, que ele precisaria analisar os vídeos e conversar com a comissão para descobrir se realmente fazia sentido continuar insistindo com aquela loucura. Três meses depois, no começo de 2016, já não se via nem sinal do experimento. Seus minutos como ala de força foram diminuindo progressivamente, até que chegou o momento que o franzino CJ Miles (que não chega a dois metros de altura) já havia se estabelecido inteiramente na posição toda vez que o Pacers insistia em jogar pequeno, se arriscando no small ball. Se Paul George jogou como ala de força após isso foi por mero acaso, situação circunstancial, tapando buraco de alguma coisa que saiu do planejado. A estrela do Pacers pode dormir tranquila: sua posição é no perímetro.

Protegido: 🔒Relatório dos últimos dois minutos

Protegido: 🔒Relatório dos últimos dois minutos

A jogada final do último Warriors e Cavs, carro-chefe da gloriosa rodada de Natal, não poderia ter sido mais controversa: perdendo por apenas um ponto, o Warriors colocou a bola nas mãos de Kevin Durant que, marcado por Richard Jefferson, caiu no chão desequilibrado sem conseguir sequer tentar um arremesso antes do estouro do cronômetro. Para alguns, falta clara; para outros, contato normal. A polêmica durou até que a NBA liberasse seu “Relatório dos últimos dois minutos”, onde apontou não apenas que Richard Jefferson pisou no pé de Durant, cometendo uma falta, mas também que LeBron James deveria ter recebido uma falta técnica por ter se pendurado por tempo demais no aro cerca de um minuto e meio antes do final do jogo.

Os “Reatórios dos últimos dois minutos” são realizados pela própria NBA relatando todas as faltas que deveriam ou não deveriam ter sido marcadas nos últimos dois minutos de todos os jogos em que a diferença de pontos era de 2 pontos ou menos no início desse período de tempo. Sua intenção declarada é educar os fãs sobre as regras do esporte enquanto mostra que a NBA está analisando seus árbitros e tomando nota de seus erros e seus acertos. Suas intenções ocultas, no entanto, são mais complexas. Em prática desde março de 2015, os “Relatórios dos últimos dois minutos” são uma resposta direta ao escândalo causado pelo ex-árbitro Tim Donaghy.

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