A novela de Nowitzki

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“Ich habe sie geliebt”

Essa história merece uma breve interrupção na semana do Draft.

O Nowitzki comentou essa semana para a revista alemã Bild o caso da mulher que foi presa na sua casa cerca de um mês atrás. Para quem não sabe, a história é a seguinte:

Durante a série de segunda rodada dos playoffs entre Mavs e Nuggets, foi presa uma mulher dentro da casa do Nowitzki. Na época anunciaram que essa mulher, uma tal de Cristal Taylor, era um “stalker“, ou seja, uma mulher que ficava perseguindo o Nowitzki o tempo todo.

Um detalhe bizarro é que o Luke Walton e o Derek Fisher também tiveram problemas com mulheres os perseguindo nessa temporada. A NBA está ficando popular demais, David Stern.

Essa Cristal Taylor trabalhava em um “clube masculino”, as más línguas dizem que ela era stripper, ela afirma que era apenas garçonete. A mulher de 37 anos tinha uma longa ficha na polícia, com acusações de fraude de documentos e uso de um cartão de crédito falsificado e acabou presa depois desse episódio. A história parecia encerrada.

Porém, o boato que agora saiu como verdade da boca do próprio Dirk é que a tal stalker não era uma seguidora coisa nenhuma, era a namorada, digo, noiva, do Nowitzki. Essa mesma mulher já tinha tido um caso com um ex-quarterback da NFL chamado Tony Banks, que disse que teve um relacionamento “tumultuado e bizarro” com a moça em 1997.

Segundo o alemão, eles se conheceram durante um engano no telefone! Ela ligou em busca do irmão dela mas, sem querer (ingênuo), ligou no telefone do Nowitzki. Acabaram batendo papo, xaveco pra lá, pra cá, e viraram flertadores virtuais. Durante três anos trocavam mensagens de celular e e-mails como se fossem dois adolescentes que moram em cidades distantes.

Um dia então resolveram se conhecerr e a coisa deu certo. “Ela era interessante. Era engraçada e nunca entediante“. Boa, Dirk! Só não era bonita, certo? Dá um look no visual de traveco da guria:

Sério, eu sei que com 2,13m de altura você precisa de um mulherão, mas mesmo nesse submundo das mulheronas deve haver muita coisa melhor que um milionário boa pinta como o Nowitzki poderia arranjar. Você precisa vir no Brasil conhecer umas mulheres-fruta, não ficaria decepcionado.

Mas nas palavras do Dirk: “Bem, todo mundo tem gostos diferentes. Uns gostam de comida italiana, outros não“. Firmeza Dirk, não sou ninguém pra falar de você, mas nesse caso todo mundo gosta de comida italiana. Todo mundo.

Mas não vamos mais zoar, o coitado do alemão disse que essa prisão da guria foi a maior decepção de sua vida: “Eu amava ela“. O Dirk disse que não sabia nada desse passado sombrio e criminoso dela e nunca mais foi falar com a mulher depois de sua prisão. Ela, por outro lado, já deu uma entrevista depois que foi detida se dizendo desesperada porque está presa, quebrada e grávida. Sim, grávida, pra parecer mais novela. Só falta ser gêmeos e um ter Síndrome de Down e chamar Clarinha.

Na entrevista ela se mostrou desesperada e esperando que o Dirk volte, também disse que nunca contou nada do seu passado por medo. Atenção, Manoel Carlos, anote tudo.

Os dois estavam noivos desde dezembro e tinham planejado se casar. O Dirk falou que não tinham data definida, já a Cristal disse que seria no dia 18 de julho. Mas agora acabou tudo e o Dirk não planeja nunca mais ver a guria, ele apenas pediu que se faça um exame de DNA assim que nasça esse filho. Se não for dele, ele dá o fora, se for ele vai pedir a guarda.

“Eu ainda quero ter uma família, mas preciso me recuperar antes. Eu quero ter uma família e ter uns pequenos Dirks correndo por aí. Mas não será fácil ganhar meu coração de novo”.

Amarelo Manga

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Kidd tenta soltar raios pelas mãos para marcar Carmelo

A partida entre Hawks e Cavs pode ser resumida num simples espaço de 10 segundos: minutos finais de jogo, perdendo por 6 pontos, o Hawks acabara de pegar um rebote ofensivo e tentou uma bola de três pontos. Errou, pegou o rebote ofensivo de novo e imediatamente tentou de novo, com Flip Murray. Errou, mais um rebote ofensivo e mais uma tentativa imediata, dessa vez com Joe Johnson. Foi mais um erro, mas dessa vez sem rebote ofensivo, e o jogo estava acabado. Quando mais importou, frente ao milagre de três rebotes ofensivos contra um dos melhores times em rebote de toda a NBA, ninguém conseguiu fazer uma maldita bola de três pontos. Vale lembrar, também, que graças ao colapso do Cavs em garantir seus rebotes, todo mundo estava dentro do garrafão e cada um desses arremessos foi consideravelmente livre. Ou seja, “funhé!” para o Hawks e férias merecidas, o que no fundo era tudo que o time de Atlanta implorava para não ter que passar mais vergonha.

Foi exatamente o oposto da partida entre Mavs e Nuggets, em que nos momentos mais cruciais estavam em quadra jogadores especialistas em converter arremessos decisivos: Carmelo Anthony, Chauncey Billups e, vejam só, Dirk Nowitzki. Para comentar esse trio que para muitos pode parecer inusitado, vou me valer de uma das colunas “8 ou 80” do Denis, uma sobre “arremessos decisivos” que, infelizmente, está fora do ar por motivos técnicos.

Através de estatísticas do site 82.games, com dados sobre os arremessos dados nas últimas 5 temporadas quando um time está perdendo por 1 ou 2 pontos ou então empatados, sempre com 24 segundos ou menos restando para o fim do jogo, o Denis lida com alguns mitos e analisa se são reais ou não (quase um Mythbusters, mas ele não usa bigode):


“Dirk Nowitzki amarela em finais de partida”

Falso. Assim como Vince Carter, Dirk Nowitzki não carrega boa fama em momentos decisivos, mas sob o olhar dos números tal fama parece infundada. Em 37 oportunidades de vencer jogos, Dirk acertou 12 bolas, um acerto de 32%, aproveitamento superior a de jogadores como Joe Johnson, Kobe Bryant, Dwyane Wade, e empatado com o Gilbert Arenas, que fez tanta fama com suas bolas de último segundo.

“Chauncey Billups é o ‘Mr. Big Shot'”

Falso. Apesar do apelido “Mr. Big Shot” que ele ganhou por acertar arremessos decisivos em momentos importantes dos jogos, Billups não reproduz esses arremessos quando seu time está perdendo na última posse de bola do jogo. Ele é o jogador, ao lado de seu antigo parceiro Rasheed Wallace, com pior aproveitamento de arremessos: 6 acertos em 37 tentativas, 16%. Para compensar, ele já decidiu os jogos muitas vezes em lances livres: dos 19 que tentou na situação estudada, acertou 18.

O Denis, em seguida, utiliza outras estatísticas, que lidam com apenas os últimos 5 minutos de jogos em que nenhum time fica na frente por mais de 5 pontos. A descoberta é sensacional:

“O líder em pontos é LeBron James, que em média faz 57 pontos a cada 48 minutos de jogos decisivos, ou facilitando as coisas, em média 6 pontos a cada final de jogo apertado. Seguido dele está Carmelo Anthony e Kobe Bryant, ambos com 5,6 pontos nos minutos decisivos. A diferença essencial entre os três é que Carmelo tem um aproveitamento muito melhor quando o jogo mais importa. Ele acerta assustadores 59% de seus arremessos em geral e 66% das bolas de 3 que tenta! Para se ter uma idéia, LeBron acerta 51% dos arremessos e Kobe 47%. Nas bolas de 3, LeBron acerta 36% e Kobe 50%.

Na eterna discussão sobre quem melhor finaliza jogos, parece que Carmelo Anthony é o verdadeiro vencedor de que ninguém nunca lembra. (…) Somando todos os dados analisados, a conclusão que podemos chegar é que enquanto o mundo acha que Kobe e LeBron decidem melhor os jogos, os números apostariam em Carmelo Anthony.”

Incrível como esse lance de “jogador decisivo” tem muito mais a ver com fama do que com a realidade mesmo. Por causa da série contra o Warriors, Nowitzki ficou conhecido por não atacar a cesta. Por causa de alguns momentos ruins em jogos importantes (incluindo uma atuação fantástica no jogo anterior contra o Nuggets, mas com um quarto período apagado e silencioso), acabou com fama de amarelão. Dia desses brinquei que o alemão poderia colocar seu troféu de “jogo roubado pela arbitragem” em sua estante amarela, mas o Nowitzki não tem senso de humor e sempre nos lembra de que ele falha às vezes, como qualquer jogador, mas que sempre carrega seu time nas costas. O que ele fez na noite de ontem, no quarto período, não foi nem amarelão e nem teve nada a ver com a fama de “fobia de garrafão” que o Nowitzki ostentou contra o Warriors. O vídeo abaixo não mente:

Não é engraçado que a maioria de seus pontos no vídeo tenha sido dentro do garrafão, com direito a receber pancadas, cestas com falta, e até umas enterradas desengonçadas? Ele não é o ser humano mais coordenado do mundo indo para o aro, mas é bastante eficiente e é isso que importa (o Shawn Marion não tem o arremesso mais bacanudo do mundo, mas quem é que vai reclamar?). Mesmo eficiente no garrafão, foi com um arremesso em sua cara, no entanto, que Kenyon Martin ficou vendo estrelinhas de desenho animado e o Mavs passou à frente no placar de forma definitiva, apenas coroando a vantagem depois com uma série de lances livres nos segundos finais.

Enquanto isso, Billups tem até um apelido fodástico por acertar arremessos importantes, mas quem realmente merece ter a bola quando conta é Carmelo Anthony, que por anos tem sido um dos jogadores mais eficientes da NBA em finais de jogos. Sempre bato o pé que o Carmelo tem o maior e mais técnico arsenal ofensivo da liga, mas todo mundo ri da minha cara, me tranca no armário e rouba meu lanchinho. O que ele pode fazer no ataque é fora de série e ainda incomparável na NBA, nem mesmo Kobe tem um arsenal tão completo, por não poder jogar dentro do garrafão, de costas para a cesta, abusar de ganchos e “tear-drops” (aquela bola “vou tacar pra cima e ver no que dá” que Tony Parker e agora Rajon Rondo levaram à perfeição). Carmelo já decidiu partidas importantes nesses playoffs, incluindo a bola que deu a vitória contra o Mavs naquele lance imbecil em que sofreu falta do Antoine Wright mas a arbitragem só apita contato de quem eles sabem o nome.

De acordo com as estatísticas, tínhamos tudo para ter uma série entre Nuggets e Mavs que lembrasse a inesquecível série entre Celtics e Bulls, com milhares de bolas decisivas acertadas, mudanças de liderança e mais prorrogações do que a Mari Alexandre tem capas de revista masculina. Todo mundo sabe que o Nuggets tem mais time, isso nem se questiona, mas o Lakers também tem mais time do que meu Rockets e nem por isso a série está sem graça. Agora é que voltamos a ser atormentados pelo fantasma da arbitragem: sem aquela lambança na falta em cima de Carmelo, a série poderia estar empatada em 2 a 2, com cada time tendo vencido dentro de casa, e agora teríamos a promessa de jogos espetaculares com Carmelo e Nowitzki trocando lideranças enquanto seriam ignorados pela mídia ou chamados de amarelão. Se a série fosse um passeio, como eu imaginava (defendo-me: simplesmente não entendo esse Mavs!), o erro dos árbitros não mudaria nada no bom andamento da série. Mas agora, com 44 pontos e 13 rebotes de um Nowitzki endiabrado mesmo quando o espírito do time deveria ter descido pelo ralo com a derrota dentro de casa, está claro que a série não é tão desigual assim. Poderia estar emocionante, competitiva, coroando a temporada aos trancos e barrancos do Mavericks com uma disputa digna, honrada. Mas não, um par de carinhas com apitos estragaram tudo, para desespero do nerd-mas-milionário Mark Cuban, que não sabe nem para onde apontar seus dedos (já pagou tantas multas por criticar juízes na NBA que agora pareceu mais fácil xingar o Kenyon Martin na frente da pobre mãe do rapaz, provavelmente porque o K-Mart bateu no Nowitzki, por quem Cuban é completamente apaixonado e deve ter fotos dele no quarto e num altar onde faz rituais satânicos).

A verdade é que o Dallas poderia – e deveria – ter ganhado o jogo antes da lambança da arbitragem se tivesse acertado seus arremessos no quarto período, mas não se trata de um padrão (como é o caso do Magic em perder grandes lideranças), foi mais um deslize. Punidos pela arbitragem, a série não tem qualquer esperança e já está morta e enterrada, embora ainda exista, tipo o Silvio Santos. Mas o Dallas ainda tem algo a provar, Nowitzki ainda tem uma fama para enfiar na orelha, e o Mark Cuban ainda tem algumas multas milionárias para pagar pro David Stern. Todo mundo no Mavs está jogando por alguma coisa e outra noite de 44 pontos do alemão provavelmente nos espera. Que o time possa ao menos ser eliminado de forma justa, mostrando que trata-se de uma grande equipe, e engrosse a série para o Nuggets. Sonhando alto, dá até para imaginar um Jogo 7 e aí, com tantos especialistas em decidir partidas, teríamos um espetáculo realmente memorável. Mesmo que o Mavs não tenha muitas chances de avançar para a Final de Conferência, o Nowitzki pode ganhar mais um troféu de “Valeu a tentativa”, para colocar em sua estante amarela-cor-de-manga. Só porque ele é um cara antenado e sabe das cores da estação, veja bem.

Cada jogo a mais que o Mavericks arranjar deve nos tirar um sorriso. Porque a sensação, infelizmente, é de que vemos os últimos suspiros desse time. Tirem fotos, mostrem para os seus filhos, comprem camisetas: Mark Cuban é nerd mas não é bobo e, depois de ir assistir ao filme do Star Trek, vai começar a reconstruir essa equipe. Das certezas, apenas uma: o alemão fica. Não importa que cor a torcida ache que ele tenha.

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Só é falta se o juiz contar até 10 e você não levantar

Depois de uma primeira rodada de playoffs cheia de surpresas, jogos 7 e momentos memoráveis, a NBA já está de volta à sua normalidade: LeBron James está passeando como sempre (dessa vez foram 47 pontos na cabeça do Atlanta), o Hawks só perde feio (o Cavs se nega a marcar o Josh Smith no perímetro, obrigando ele a tentar – e errar – apenas arremessos de longe), o Mavs não vence jogo nenhum, o Nowitzki erra os arremessos no final dos jogos, o Artest foi expulso e o Yao Ming, vejam que legal, quebrou o pé. Se eu estivesse perdido numa ilha deserta sem contato com o mundo exterior e tivesse que chutar como estão sendo os playoffs da NBA para a minha bola de vôlei Wilson, teria acertado tudo direitinho. Mas eu iria chutar que o Yao quebraria o pé antes e o Houston teria sido eliminado na primeira rodada, então ao menos alguma coisa acabou saindo do padrão.

O azar do Houston já era mais do que esperado, tinha que acontecer em algum momento porque vi o Tracy McGrady perto do banco de reservas dia desses e miséria e agonia sempre acontecem num raio de 50 metros em volta do pobre coitado. Yao Ming jogou boa parte da terceira partida da série contra o Lakers mancando um bocado, aguentando o que parecia ter sido uma torção após cair de mal jeito num arremesso. Assim, incapaz de ser efetivo no segundo tempo inteiro (após ter chutado traseiros no primeiro tempo, com 14 pontos), permitiu que o Houston fosse caindo num buraco sem volta, mesmo jogando dentro de casa. Ele tentou, se arrastou, puxou aquela perna que deve pesar mais do que toda a população do Acre, e só foi sentar nos segundos finais do jogo, quando ficou óbvio que já não dava mais para vencer o jogo. Nesse momento, Ron Artest já havia sido expulso numa faltinha mais-ou-menos no Pau Gasol.

Negócio é o seguinte: parece que minha função no planeta é reclamar, porque nunca dá para estar satisfeito. Eu bato o pé porque a arbitragem da NBA é muito severa, chata e impede as expressões pessoais dos jogadores; aí depois a arbitragem entra em “clima de playoff” e permite que o jogo vire uma disputa de judô, com quinhentas cotoveladas para todos os lados. Torci para uma partida mais tranquila, mas aí uma falta simples de Artest foi imediatamente punida com expulsão, e eu já não sei mais do que reclamo: da arbitragem apitar demais ou da arbitragem apitar de menos?

Em todo caso, fica bem óbvio que qualquer coisa que o Artest faz já dá arrepios em todos os engravatados na NBA e, portanto, todo cuidado é pouco. Sabendo que qualquer mínimo confronto pode virar um espetáculo nas mãos de Ron Artest, que corre para cima dos adversários, bate boca, atiça a torcida e deita nas mesas dos juízes, quando ele espirra é melhor deixá-lo fora do jogo. Numa falta tão comum quanto o Shaq errar lances livres, Artest foi expulso para que não pudesse mais haver espetáculo. Fica até difícil culpar a arbitragem porque eles não são uma tela em branco e, portanto, têm o direito de entrar em quadra munidos de memórias, medos e preconceitos. Sabem que as coisas funcionam diferente com Artest e por isso acabam reagindo diferente, mas sem dúvida não é justo com o jogador do Houston. Felizmente ele tem sido cada vez mais e mais sensato em suas entrevistas coletivas, elogiou a postura dos árbitros que explicaram para ele o que tinha acontecido e colocaram ele pra fora de maneira calma e polida, e então torceu para que a falta fosse “repensada” pela NBA. De fato foi e tornou-se apenas uma falta flagrante, que não levaria a nenhuma expulsão, e ainda assim acho exagero. Mas que seja, o Artest tem sua fama, seja ela merecida ou não, e os árbitros reagem a ela como podem. Acabou não mudando os rumos do jogo e pelo menos não tivemos uma partida de hockey dessa vez.

Mas a arbitragem acabou mudando completamente o rumo de outra partida, entre Nuggets e Mavs. Após dominar completamente o jogo e amarelar no finalzinho, Nowitkzi viu seu time vencendo por 2 pontos nos segundos finais. Tentaram cometer uma falta em Carmelo Anthony, uma daquelas táticas “oi, meu nome é Spurs e eu sou um desgraçado” de enviar o jogador para a linha de lances livres para que ele possa fazer no máximo dois pontos, ao invés dos três necessários. Além disso, o Nuggets tinha uma falta sobrando, então ainda poderia tentar roubar a bola na cobrança de lateral após a falta. Acontece que a arbitragem ignorou as duas faltas em sequência que Antoine Wright tentou fazer em Carmelo Anthony. Mais uma vez não podemos culpar tanto a arbitragem porque, se eles não leram a nossa coluna “Desconhecido do Mês” do Antoine Wright, simplesmente não sabiam que ele existia e não marcariam uma falta num jogador invisível. Parte da culpa vai para o Wright, também, que não anda armado: depois dos dois empurrões dados em Carmelo, ele claramente deveria ter dado dois tiros certeiros na altura do peito, evidenciando a agressão. Por outro lado, se fosse Bruce Bowen, podemos ter certeza de que ao invés de um empurrão teria sido uma voadora e Carmelo Anthony jamais teria conseguido dar o arremesso que deu a vitória ao Denver Nuggets. Ironicamente, se ao invés do Carmelo fosse o Ginóbili, ele teria se jogado no chão após o empurrão mesmo que o melhor a se fazer fosse arremessar. Força do hábito, sabe como é.

Numa hora só são marcadas “faltas de playoff”, ou seja, se não sangrar não foi nada, mas em outras qualquer faltinha é falta flagrante. Onde diabos foi parar o critério? Achei que os árbitros ruins só fossem apitar Spurs e Suns, mas parece que agora eles estão se espalhando para as outras partidas mais rápido do que produtos com a cara da Maísa! Toca a NBA, toda hora, ficar revendo os lances e mudando de opinião: a falta do Artest foi amenizada, e a falta do Antoine Wright não marcada foi reconhecida como um erro dos árbitros presentes. Legal, o Mavericks agora pode levar para casa o troféu “Perdemos mas com um asterisco”, tenho certeza de que o Nowitzki vai adorar colocar em sua estante amarela.

As lambanças de arbitragem, no entanto, só estão levando as coisas aos seus rumos esperados (as próprias lambanças são bem normais e esperadas). Era bem claro que o Houston ganhar a primeira partida fora de casa havia sido um acidente de percurso, e agora sem Yao o Lakers vai passear. Do mesmo modo, é bem claro que Nuggets e Cavs são muito superiores aos seus adversários e deveriam emplacar simples 4 a 0 e ir pra casa tirar um cochilo. Nas Finais de Conferência, talvez, tenhamos séries mais disputadas e divertidas.

Quanto ao Yao, talvez seja o momento de admitir que um ser humano não foi feito para ter 2,29m e ficar correndo de um lado para o outro humilhando Greg Odens e Andrew Bynums no caminho. Sua estrutura óssea não é adequada para a tarefa, seus ossos sempre vão trincar em algum lugar, e o Houston sempre vai ficar na mão nos piores momentos possíveis. Com Yao, T-Mac e Artest, esse time é sempre um acidente esperando para acontecer.

Mas pensem pelo lado bom: dessa vez passamos do primeiro round. Podemos começar, agora, uma maldição milenar de não conseguir passar do segundo round. Talvez meus netos vejam o Houston perdendo nas Finais de Conferência, vamos lá, um passinho de cada vez.

Defesa, defesa!

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Como marcar um alemão, capítulo 1: chute sua canela

Existe uma dúvida que persegue os homens desde os velhos tempos de Shakespeare: “dobrar ou não dobrar, eis a questão”, já dizia o escritor inglês (ou algo do tipo, não me recordo muito bem). Em nosso tempo, em que a NBA permite praticamente qualquer tipo de defesa e não tem mais aquelas frescuras de proibir marcação por zona, por exemplo, as marcações duplas são cada vez mais agressivas e eficientes. Ainda assim, há sempre um certo receio em colocá-las em prática.

A partir da temporada 2001-02, a tal da “Defesa Ilegal” virou farofa. O termo se referia a um intricado conjunto de regras que delimitava a marcação por zona e o posicionamento de um marcador que estivesse no “lado fraco”, ou seja, no lado oposto da bola, impedindo a efetividade da marcação dupla e deixando o garrafão mais livre. Ainda tem muita gente por aí achando que essas regras ainda existem, defendendo que o basquete internacional marca por zona e na NBA isso não é permitido, ou alegando que as defesas na Europa são mais fortes porque podem dobrar em quaisquer condições. Pois bem, na NBA é a mesma merda faz quase 10 anos, com a única diferença de que um jogador que não esteja marcando ninguém não pode ficar mais de 3 segundos dentro do garrafão defensivo.

Bem, quando o Yao Ming tem dois sujeitos expremendo o coitado no garrafão, um empurrando suas costas enquanto o outro se mantém à frente do chinês, essa defesa é perfeitamente legal. Mas se o Yao abandonar o seu homem na defesa para ficar embaixo do garrafão dando toco em todo mundo, isso não vale. É simples e impede justamente esses postes gigantes de ficarem “guardando caixão”, já diria quem brincou de esconde-esconde alguma vez na vida. O garrafão continua mais aberto, permitindo mais infiltrações e garantindo que, fora o Warriors, a NBA não seja um grande e gordo campeonato de bolas de três pontos (como é o caso do nosso campeonato brasuca e até mesmo dos campeonatos europeus, conforme mostrado nos artigos do Rodrigo Alves, lá no Rebote).

Se pode marcar por zona, se pode dobrar a marcação quando todo mundo bem entender, então por que as práticas não são utilizadas à exaustão? Bem, perguntem para o Phoenix Suns. Em todas as séries de playoffs dos últimos anos, em que o Suns foi freguês do chato do Spurs, Tim Duncan provou que a dobra não é uma decisão fácil. Toda vez que dois marcadores apertavam o homem, seus músculos não se moviam mas um passe perfeito se dirigia para fora do garrafão, onde a bola então rodava para um homem livre encaixar uma bola de três pontos. O time inteiro do Spurs acertava as bolas, entrava no jogo, pegava ritmo e acabava carregando o piano sozinho. Sem a marcação dupla, no entanto, o Duncan parecia estar tirando um cochilo enquanto o placar acusava que ele acabara de fazer 40 pontos. A dúvida, então, sempre foi deixar o resto do Spurs livre e torcer para que errassem os arremessos, ou então se contentar com o Duncan fazendo chover e se concentrar em marcar o resto do elenco.

Nesses playoffs, o Dallas optou por não fazer a dobra da marcação no Duncan e simplesmente aceitar que ele e Tony Parker (que não pode ser marcado, porque atingiu o Sétimo Sentido e se movimenta na velocidade da luz) fizessem 500 pontos por jogo. Se o resto do elenco não conseguisse pontuar de jeito nenhum, o Spurs não seria capaz de sair com a vitória e, como bem sabemos, foi justamente o que aconteceu.

A mesma decisão foi tomada na partida de ontem, mas dessa vez pelos adversários do Dallas. O Denver Nuggets optou por não dobrar no Nowitzki, nunca, e simplesmente manter uma marcação simples, individual e muito, muito física. Como todos nós aprendemos quando o Warriors eliminou o Dallas, então primeiro colocado do Oeste, na primeira rodada dos playoffs uns anos atrás, o alemão não sabe jogar quando alguém mais baixo e mais forte gruda em seu cangote e joga fisicamente contra ele. Desacostumado a bater para dentro do garrafão, já que é um dos melhores arremessadores da NBA (talvez um dos melhor grandalhões a arremessar em toda a história?), foi duramente criticado por manter-se longe do aro na série contra o Warriors, nunca jogar de costas para a cesta, não cobrar lances livres e não conseguir jogar com Stephen Jackson apertando, empurrando e contestando. Foi um fracasso, uma vergonha, o Boris Casoy até ficou indignado em seu telejornal.

Grandes jogadores aprendem com seus erros, e foi exatamente o que o Dirk fez. Com aquela coordenação de pernas de um nerd bailarino, o alemão começou a atacar mais a cesta e não fugir do contato físico. As críticas da série contra o Warriors quase acabaram com sua carreira, quase não se fala mais dele por aí, mas a verdade é que ele tornou-se um jogador melhor, mais completo. Contra o Spurs, recebeu marcações duplas incessantes mas, alto e esperto que é, encontrou sempre seus companheiros livres com passes rápidos. O Dallas venceu a série no perímetro, na infinidade de arremessos de três pontos convertidos, o que era algo de se esperar de um time que é um dos líderes em pontos de contra-ataque mas que tem fobia de garrafão. Dobrando em Dirk, o Spurs cavou sua cova.

O Nuggets escolheu a abordagem Warriors, ou seja, marcar individualmente e com toda agressividade possível. O bizarro é que, se eu tivesse que escolher o que seria mais provável de acontecer entre o Nuggets defender agressivamente e a Britney Spears ficar gostosa de novo, teria escolhido o primeiro. Incrível como o mundo nos engana e a Britney fica cocotinha de maquiagem, enquanto o Nuggets tem uma defesa esforçada e intimidante. Na partida de ontem, a torcida berrava a plenos pulmões o mantra “Defesa, defesa” sem cair na risada, o que teria acontecido apenas uma temporada atrás. Debaixo de gritos, Chris Andersen desviou trocentos arremessos (foram 6 tocos), todos os passes eram contestados e até o porcaria do Anthony Carter desviava assistências como se fosse o King Kong dando petelecos nos aviõezinhos. Jogadores do Mavs foram duramente atirados no chão ainda no primeiro quarto, com o Dirk recebendo uns bons “chega-pra-lás”. Mas o Nowitzki ainda assim tentou atacar a cesta, bateu para dentro, enterrou, tomou e deu um par de ombradas. Acabou esfriando no jogo, depois de um começo espetacular, cobrou apenas 5 lances livres e foi meio inútil apesar dos 28 pontos. O resto do time não ficou livre para os arremessos de três como estavam acostumados.

Quando o Dirk começou o jogo acertando vários arremessos, a tentação era dobrar a marcação nele imediatamente, usar uma marcação por zona ou qualquer outra coisa. Mas o técnico George Karl manteve o plano, sabia que cedo ou tarde o alemão iria odiar a marcação física e individual que estava recebendo e seu rendimento iria cair horrores. Foi uma decisão ousada, criticada nos primeiros minutos mas louvada ao fim do jogo. Cada um tem sua resposta para a pergunta ancestral de dobrar ou não dobrar, mas George Karl agora parece um gênio defensivo, inteligente, meticuloso e focado, depois de parecer um burro completo nas temporadas anteriores. O que diabos aconteceu? Teria sido tudo isso obra de Billups, será que Iverson fede tanto assim na defesa, ou seria Marcus Camby e seus quinhentos tocos por jogo os responsáveis por uma equipe sem padrão defensivo ou vontade de defender? O garrafão agora é melhor sem ele, mais forte e atlético, e conta com as assustadoras recuperações de Kenyon Martin (sempre contundido), Nenê (depois de ter até câncer no testículo) e Chris Andersen (depois de ouvir o “pó pará com o pó“), mas isso não pode ser o real motivo para um time tão empolgado e defensivo.

Num intervalo do jogo, o Geroge Karl gritava com seus jogadores que eles haviam chegado até ali defendendo, que o resto vinha apenas como resultado, e que era para eles manterem o esforço defensivo. Diabos, parece que acordei no Mundo Bizarro, é como se o Don Nelson falasse para o Warriors defender por que foi assim que conseguiram tudo que alcançaram. Tem algo errado nesse Nuggets, uma defesa desse nível não surge do nada, mas o que importa é que ela está aí e uma pessoa definitivamente sofrerá com ela: Dirk Nowitzki. Seu amiguinho Josh Howard já saiu do primeiro jogo mancando, com um pé torcido, e muito mais disso virá. Num momento crucial do jogo, em 13 posses de bola seguidas o Dallas cometeu 7 desperdícios e errou 6 arremessos, ou seja, enfiaram o pé no cocô graças à pressão defensiva adversária.

Vale, claro, lembrar que o Nenê chutou traseiros: marcou seu recorde de pontos em playoffs ainda no primeiro tempo, com 18, e acabou o jogo com 24. Não tem ninguém no Dallas forte o bastante ou alto o bastante para impedir que Nenê e Kenyon Martin batam para dentro como touros. No primeiro tempo, Nenê foi um buraco negro, forçou o jogo e provou que o Dallas tem um monte de meninas de trancinha no garrafão. No segundo tempo, recebendo dobra de marcação, achou companheiros livres que terminaram o serviço. Ou seja, a velha dúvida de novo. Mas o Nuggets parece, definitivamente, saber o que está fazendo.

Ilusão de óptica

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“Põe a mão no joelho, dá uma abaixadinha…”

Já faz um tempo que eu desisti do Dallas Mavericks. Um dos poucos times a carregar a bandeira do “corra pela sua vida” do basquete veloz e puramente ofensivo, surpreendeu a todos quando começou a mostrar sinais de defesa sobre o comando do técnico Avery Johnson. Parecia o time perfeito mas algo sempre faltava, o garrafão não tinha alguém capaz de amarrar os próprios cadarços, e as expectativas com o time sempre eram altas demais. Veio a troca pelo Jason Kidd, que eu tanto apoiei à época, mas que obviamente não funcionou porque faltava um esquema tático adequado. Com o novo técnico nerd Rick Carlisle, o que não faltaria seriam esquemas táticos até para fritar ovo e tirar meleca do nariz. Mas mesmo assim o time não deu certo, o Jason Kidd foi uma decepção, o Nowitzki é amarelão, o Josh Howard um maconheiro, o time fede e vai ficar de fora dos playoffs. Opa, espera, não vai não! Atualmente em sétimo no Oeste e com reais chances de acabar em sexto, o Dallas pode terminar a temporada com apenas 4 vitórias a menos do que o segundo colocado na Conferência. Que diabos? É como passar a vida inteira chamando a Mari Alexandre de burra para então descobrir, de repente, que ela é doutora em antropologia com ênfase no pós-estruturalismo francês.

A sina do Mavs parece ser mais sua fama do que qualquer coisa real. Por muito tempo o time ficou marcado como incapaz de defender, mesmo quando tornou-se uma defesa muito respeitável repentinamente. O Nowitzki sofre barbaridades com essa estranha fama de ser pipoqueiro, mesmo decidindo uma porção de jogos decisivos e sendo um dos maiores cestinhas da NBA nos últimos anos. O Denis, aliás, provou na sua coluna “8 ou 80” (estranhamente fora do ar por algum motivo técnico bizarro), através das suas já famosas estatísticas, que o Nowitzki não é amarelão coisa nenhuma e é um dos melhores para decidir jogos em bolas decisivas. Até mesmo a afirmação de que o Jason Kidd está velho e rendendo muito menos não faz muito sentido quando a gente lembra que, ao ser trocado, ele vinha de uma das melhores temporadas da sua carreira, em termos de números, lá no Nets. A diferença nos seus números, em especial nos quesitos pontos e rebotes, apenas demonstram que agora ele tem companheiros de equipe capazes de levantar os braços e alguém com a capacidade de fazer pontos sozinho, sem sua ajuda. Não tenho muitas dúvidas de que o Kidd fede mais pelo esquema tático do que pela idade, e começo a desconfiar se ele ficou um defensor tão horrível por causa das pernas cansadas ou se, no Nets, sua péssima defesa era disfarçada de algum modo – talvez, simplesmente, ninguém assistisse aos jogos do Nets e então ninguém tinha como saber o tamanho da farsa. Quando se trata do Dallas Mavericks, estou aprendendo a duvidar de tudo.

Após um punhado de jogos ruins do Mavs que acompanhei de perto, decretei que o time fedia e que era hora de reconstruir. Derrotas para times que fedem demais apenas confirmaram minha ideia do time. Torcedores reclamando da equipe também. Mas alcançar 50 vitórias na temporada apesar de aparentemente feder é um feito inexplicável e que parece contradizer tudo que eu aceitei sobre a equipe. De mansinho, sem ninguém perceber, sumiram de qualquer conversa sobre “não conseguir sequer a oitava vaga para os playoffs” e começaram a escalar a tabela. Quando a temporada apertou, Josh Howard voltou de contusão mas os frutos de sua ausência continuaram fazendo diferença, como o surgimento da estrela de ligas de verão, JJ Barea, e a volta do homem que usou um DeLorean para voltar no tempo e jogar como se fosse jovem de novo, Jason Terry. Tudo parece estar se encaixando para o time, que venceu 8 de suas últimas 10 partidas no momento em que a água estava batendo na bunda.

Mas aí os velhos preconceitos contra o Mavs parecem retornar quando a gente dá uma olhada direitinho no que aconteceu nessas 10 partidas. Pra começar, a primeira derrota dessa série de jogos foi contra o Memphis Grizzlies, que fede e não está na briga nada, talvez apenas pelo domínio do berçário. Depois, tem a última vitória do Dallas, contra o Wolves, conseguida nos últimos segundos após ter passado um sufoco e ter dado todas as impressões de que iria perder. Que diabos de time precisa vencer a todo custo e perde para Grizzlies e, moralmente, para o Wolves? Mas aí a gente olha os jogos vencidos e vê vitórias emblemáticas contra Suns, Jazz e Hornets, coisa de quem tem que ser levado a sério. Mas apenas para confundir, após ter vencido o Hornets apesar dos 42 pontos de Chris Paul, o Mavs perdeu para o mesmo Hornets com quase um triple-double gordo do Chris Paul: 31 pontos, 9 rebotes, 17 assistências.

Do mesmo modo que, quando o negócio mais importou, o Mavs foi lá e venceu o Wolves num arremesso decisivo de Jason Terry, dá para perceber que o time melhorou muito na parte final da temporada e garantiu seu lugar entre os grandes. Mas, assim como passar sufoco com o Wolves é bastante ridículo, perder para o Grizzlies é um claro sinal de que a temporada foi um tanto estranha em matéria de altos e baixos. Veja bem, nenhum time que se preze iria comemorar tanto assim um arremesso contra os lobinhos mequetrefes:

Ainda não sei o que achar da equipe, mas sei admitir que muito do que eu acreditava ser verdade era apenas preconceito, senso comum ou dias ruins do Dallas, que não representam o talento real da equipe. Ainda não vi eles jogando pra valer quando interessa de verdade, e portanto não sei o que esperar deles nos playoffs. Por isso mesmo é que tenho medo! Na noite de hoje, o Houston enfrenta o Dallas na última partida das equipes na temporada – um luta pela segunda colocação no Oeste, o outro pode acabar até em sexto. É muito possível que se enfrentem novamente nos playoffs, logo na primeira rodada, seja o Houston em terceiro e o Dallas em sétimo sexto, seja o Houston em segundo com o Dallas em sétimo. Sei que meu amado Rockets perderia do Jazz, sei o que esperar de um confronto contra o Hornets, mas não tenho idéia de como seria jogar contra Nowitzki e seus amigos numa melhor de 7 jogos. Afinal, o Dallas fede ou chuta traseiros? Minha única certeza real é que o Aaron Brooks faria a festa, porque o Kidd não defende nem ponto de vista em mesa de bar. Talvez esse seja o maior problema para o próprio Houston, já que provou-se que nunca é uma boa idéia centrar o jogo da equipe nas mãos do armador principal nesse esquema, seja ele quem for. Aguardando a partida de hoje à noite, analisando atenciosamente e fazendo umas macumbas para acabar em segundo lugar no Oeste e só ter que pegar o Lakers numa eventual final de conferência, deixo meu apelo para os fãs do Mavs: afinal, o que vocês acham do time de vocês? Não vale quem, como eu, só deu o azar de pegar os jogos ruins. Quero saber se o time é ruim ou se é só ilusão de óptica.

Com o fim da temporada regular, o Bola Presa se prepara para uma cobertura maluca dos playoffs, mas antes disso vamos dar uma olhada nas previsões que fizemos nos últimos tempos, todos os pés que apostamos, o que achamos que aconteceria com cada time (e com o Dallas com Jason Kidd), e vamos ver o que erramos e acertamos. Algo me diz que vai valer umas risadas, é só esperar. Vai ser em breve, prometo não levar 4 anos como a coluna “Both Teams Played Hard“, ok?