O fardo de Paul George

O fardo de Paul George

Quando a temporada retrasada estava prestes a começar, Frank Vogel, então técnico do Indiana Pacers, anunciou que Paul George deixaria sua posição tradicional – small forward, o ala tradicional – para jogar cada vez mais como power forward, o ala de força ou ala-pivô. A resposta de Paul George, à época, foi imediata: não se sentia confortável com a transição e nem acreditava ser o momento certo de sua carreira para mudar seu modo de jogo. Houve um cuidadoso trabalho da comissão técnica e até mesmo dos dirigentes, incluindo o diretor do Pacers, Larry Bird, para que o jogador sequer topasse fazer uma tentativa. Depois da primeira partida na pré-temporada, já saiu dizendo que não havia funcionado, que ele precisaria analisar os vídeos e conversar com a comissão para descobrir se realmente fazia sentido continuar insistindo com aquela loucura. Três meses depois, no começo de 2016, já não se via nem sinal do experimento. Seus minutos como ala de força foram diminuindo progressivamente, até que chegou o momento que o franzino CJ Miles (que não chega a dois metros de altura) já havia se estabelecido inteiramente na posição toda vez que o Pacers insistia em jogar pequeno, se arriscando no small ball. Se Paul George jogou como ala de força após isso foi por mero acaso, situação circunstancial, tapando buraco de alguma coisa que saiu do planejado. A estrela do Pacers pode dormir tranquila: sua posição é no perímetro.

O problema e a solução

O problema e a solução

A arte de pedir desculpas sem se desculpar vive o seu auge, desde Vin Diesel e o clássico “SE eu ofendi alguém, foi mal” até DeMarcus Cousins e a estratégia de pedir perdão a TODOS os envolvidos, menos aquele que foi agredido.

“Existe hora, lugar e maneira de dizer tudo, e eu fiz as escolhas erradas. Como a maioria das pessoas, sou muito protetor com meus amigos e família, e deixei minhas emoções tomarem conta de mim nesta situação. Entendo que minhas ações são indesculpáveis e me comprometo a sustentar o padrão de profissionalismo do Kings e da NBA. Peço desculpas a meus companheiros de time, fãs e ao Sacramento Kings pelo meu comportamento e pela distração, e espero seguir em frente e me focar no basquete.”

O Natal da final

O Natal da final

O Golden State Warriors é o melhor time da NBA em muitas coisas: é a equipe que mais dá assistências, o que tem melhor aproveitamento de arremessos, o que mais rouba bolas, o que mais dá tocos e o que força os adversários ao pior nível de acerto de seus chutes. É uma máquina de jogar basquete! Mas aquele time campeão lá de Cleveland tem um talento mais especial que todos esses junto: o Cavs sabe enfrentar o Warriors.

E eles não têm medo dos caras também, olha só a foto que botaram no vestiário dos visitantes. E reparem no anel de campeão PHOTOSHOPADO na mão de LeBron… cruel, cruel.

https://twitter.com/SBNationNBA/status/813099562802040832

Interpretando um urso

Interpretando um urso

Depois das primeiras derrotas do Sixers na temporada passada, ficou óbvio que ninguém – nem mesmo o próprio time – esperava que eles vencessem. Derrotas, que são uma coisa perfeitamente normal dentro de qualquer prática esportiva e que acontecem com qualquer equipe por melhor que ela seja, se tornaram para o Sixers muito mais do que meros acidentes de percurso – viraram a própria identidade do time. Perder se tornou uma marca, uma característica fundamental, um traço identitário. Ficou evidente na primeira metade da última temporada que ninguém no elenco sequer julgava que vencer fosse uma possibilidade válida.

Todos nós que já passamos por uma vida escolar sabemos que a historinha que contamos ao nosso respeito determina em grande medida aquilo que somos dentro de um ambiente social restrito. Isso é particularmente verdadeiro em escolas, já que os alunos são crianças ou adolescentes com pouca experiência de vida, poucas vivências significativas fora do ambiente escolar, e fica muito fácil acabar acreditando que a escola é todo o mundo que existe. Quando nesse mundo se espera que você seja engraçado, é muito difícil acordar de manhã e não tentar ser engraçado. O mesmo vale para a alcunha de preguiçoso, de inteligente, de burro, de simpático ou qualquer outra que lhe seja imposta.

Mike D’Antoni está chegando

Mike D’Antoni está chegando

Em 22 jogos na temporada até aqui, o Houston Rockets converteu 307 bolas de três pontos, recorde da história da NBA em arremessos do perímetro convertidos em tão pouco tempo. Nesse processo, chegou a arremessar 50 bolas de três pontos numa partida contra o Kings (acertando 21 delas) para estabelecer o novo recorde de bolas de três pontos tentadas numa partida. Também quebrou o recorde da NBA com 17 jogos consecutivos com ao menos 10 bolas de três pontos convertidas por partida. Eric Gordon, lentamente definhando em sua passagem pelo Pelicans, converteu 4 ou mais bolas de três pontos nos últimos 7 jogos pelo Rockets, número recorde para a franquia. Quando vemos esses números se aproximando no horizonte, atravessando a muralha, invadindo os vilarejos, sabemos que só podem significar uma coisa: Mike D’Antoni está chegando. Pensamos que ele estivesse há muito perdido, que ele não passasse de uma lenda antiga de tempos mais ingênuos. Ignoramos os sinais, ficamos confortáveis demais. Deixamos que ele se juntasse a James Harden e Daryl Morey, agora já é tarde. O Rockets está em quarto lugar no Oeste e melhorando a cada dia. Foi contra D’Antoni que o Warriors teve sua única derrota nos últimos 17 jogos, um embate de duas prorrogações em que o Rockets mostrou que o perigo é real. Como foi que não percebemos essa ameaça chegando?

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