Chris Paul para o Rockets

Chris Paul para o Rockets

Por 6 temporadas, Chris Paul e Blake Griffin estiveram unidos no Los Angeles Clippers. Por 6 temporadas, não alcançaram nada além de fracasso. A empolgação inicial, com Blake Griffin e DeAndre Jordan comemorando a chegada de Chris Paul aos gritos de “lob city” (algo como a “cidade da ponte-aérea”) foi aos poucos esmorecendo conforme maldições das mais diversas acabavam com os sonhos de título da equipe.

Varrida pelo Spurs na primeira tentativa, eliminação para o Grizzlies com 4 derrotas seguidas depois de estar liderando a série por 2 a 0, escândalos contra o então dono Donald Sterling que levaram a jogos sob protesto por parte dos jogadores, eliminação pelo recém-relevante OKC Thunder, 3 derrotas seguidas para o Rockets depois de liderar a série por 3 a 1 (incluindo uma vantagem de 19 pontos desperdiçada no Jogo 6), lesões seguidas de Blake Griffin e Chris Paul em momentos decisivos (incluindo Griffin quebrando a mão ao socar um funcionário) e por fim, nessa última temporada, uma inexplicável derrota em casa para o jovem Jazz no Jogo 7 da primeira rodada. São desastres suficientes para justificar os ~boatos~ do time ser fundado em cima de um amaldiçoado cemitério indígena – e isso sem nem precisar voltar para os misteriosos fracassos que assolaram a franquia nos anos 80 e 90. Nenhum outro time conseguiu colocar tantos All-Star juntos na última década sem ao menos alcançar uma Final de Conferência.

Análise do Draft 2017 – Parte 1

Análise do Draft 2017 – Parte 1

A análise do Draft é uma tradição do Bola Presa. Foi falando do Draft de 2007, há exatos 10 anos, que nós começamos a existir como um grão de areia na BLOGOSFERA do basquete. As coisas, porém, mudaram em todos esses anos: se antes a gente queria emular vários dos sites gringos que faziam as mais legais análises, dando notas e tirando sarro dos managers burros, agora a gente está mais rodado e sabe que nunca é bem assim.

Como já falamos em um podcast especial para assinantes sobre a história do Draft, é IMPOSSÍVEL prever o futuro. Parece óbvio, né? Mas nessas horas a gente se empolga e quer cravar que tal jogador é ótimo, que outro é péssimo e tudo mais. Mas são tantas variáveis que prever o que um jovem jogador vai ser daqui tantos anos é inviável. Ele pode se machucar, pode crescer, pode ter problemas pessoais, pode achar o técnico perfeito, pode aprender a arremessar, pode jogar fora de posição… ou tudo isso junto e misturado de alguma forma. E as pessoas são diferentes! Não só não sabemos pelo que elas vão passar como não sabemos como vão reagir.

Parte 1 (Sixers, Lakers, Celtics e Suns)

Parte 2 (Kings, Magic, Bulls, Knicks, Mavericks e Hornets)

Parte 3 (Blazers, Pistons, Jazz, Heat, Wolves, Bucks, Pacers, Hawks, Thunder, Nets)

Parte 4 (Cavs, Nuggets, Warriors, Rockets, Clippers, Grizzlies, Pelicans, Spurs, Raptors, Wizards)

A troca de Jimmy Butler

A troca de Jimmy Butler

Quando o Chicago Bulls trocou Derrick Rose, há exatamente um ano atrás, decretamos o fim da Síndrome de Estocolmo que atormentava a equipe. Foram anos demais esperando que o antigo MVP voltasse à forma e muitos grandes times desperdiçados no caminho, presos na esperança de recuperar seu líder nas quadras. Enquanto isso, Jimmy Butler subiu rumo ao estrelato e assumiu a equipe. No pouco tempo em que jogaram juntos ficou evidente não apenas que a dupla não funcionaria, mas também que Rose já não era o mesmo. Trocar o armador foi se livrar dos erros passados, de toda a carga emocional que as lesões de Derrick Rose deixaram, de toda a esperança frustrada que aquele prêmio de MVP entregou à equipe e começar de novo, dessa vez ao redor de Jimmy Butler. Foi finalmente o Bulls aceitando uma reconstrução.

O problema foi que uma série de jogadores bateram na porta do Bulls logo após essa decisão e a GANÂNCIA acabou falando mais alto. Dwyane Wade, sentindo-se desvalorizado pelo Heat, deixou a equipe em péssimos termos com Pat Riley e correu para Chicago – alegadamente um “sonho de infância”. Em seguida, Rajon Rondo, engatinhando em uma retomada da carreira, ofereceu seus serviços para o Bulls por um contrato módico de apenas dois anos. A diretoria simplesmente não foi capaz de resistir: Wade, Rondo e Jimmy Butler parecia ser mais talento do que o time havia coletado em anos. A reconstrução então saiu de cena para colocar em prática uma tentativa de chegar às Finais da Conferência Leste através de um time bizarro, postiço e que caiu no colo da franquia.

Podcast Bola Presa – Edição 116

Podcast Bola Presa – Edição 116

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesse episódio especial sobre o Draft 2017 falamos sobre os principais jogadores escolhidos na noite desta quinta-feira. Mas para entender tudo que aconteceu, começamos com as principais trocas: D’Angelo Russell deixando o Lakers em troca de Brook Lopez e a bombástica ida de Jimmy Butler para o Wolves em troca de Zach LaVine e Kris Dunn. Discutimos bastante os motivos do Bulls para a troca e o que esperar do Wolves com a adição de uma estrela. Depois falamos de nossas expectativas com o Sixers, de Lonzo Ball oficialmente no Lakers, da polêmica escolha do Knicks, dos motivos para o Celtics não ter feito nenhuma troca durante o draft, das boas escolhas do Kings, dos planos do Brooklyn Nets, do Spurs preparando o seu futuro, da troca de Dwight Howard para o Hornets e até do Warriors, que conseguiu uma escolha na segunda rodada que indignou toda a NBA. Pra fechar, ainda fizemos um breve draft de Força Nominal para celebrar os grandes nomes dessa safra. Afinal, Ntilikina é ou não uma grande força nominal?

Pra conseguir falar de tudo isso nessa data especial – a noite de draft é a Noite de Ano Novo para os fãs de basquete – tivemos que deixar de lado o “Both Teams Played Hard”. Mas podem ficar tranquilos que as perguntas voltam na semana que vem, quando a NBA certamente estará menos movimentada!

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Hoje tem Draft!

Hoje tem Draft!

Caros amigos, chegou aquele dia. O dia em que não são só os torcedores do Golden State Warriors estão felizes, mas em que toda a NBA se junta para SONHAR um futuro novo. Alguns fãs se empolgam com o novo jovem jogador, outros se desesperam pela oportunidade perdida e uns tantos falam “quem é esse cara do SEILAQUISTÃO que meu time pegou na segunda rodada?” e correm para o YouTube para chegar a conclusão que ele é o novo Dirk Nowitzki. Sim, essa é a magia do Draft! Um evento onde vemos o futuro da NBA ser desenhado… mas sem perceber exatamente como.

Para quem caiu de paraquedas neste amado blog, duas coisas: (1) assine o Bola Presa! e (2) o Draft é o evento onde os times da NBA podem selecionar os jovens jogadores que ainda não são profissionais, em geral atletas universitários, mas também uns gringos sub-22 que se inscrevem com o sonho de ir para a melhor liga do mundo. A ordem das escolhas é definida num sorteio (que explicamos aqui) que em geral favorece os PIORES times, para que eles tenham a chance de se recuperar pegando os destaques da grande Copa São Paulo de Juniores que é a NCAA.

O Draft será transmitido pela ESPN a partir das 20h desta quinta-feira (22)!