60 em 29

60 em 29

Nessa segunda-feira contra o Pacers, Klay Thompson marcou 60 pontos – o que já seria, em si, uma marca memorável. O fato de que isso aconteceu com o jogador em quadra por apenas VINTE E NOVE MINUTOS, no entanto, foi o que colocou o mundo em polvorosa, colocar fogo na própria cueca e sair correndo. Sua média na partida de 2.07 pontos por minuto o colocam lado a lado com os 2.08 pontos por minuto de Wilt Chamberlain na sua lendária partida de 100 pontos em 1962. São números impressionantes, inesquecíveis, que colocam Klay Thompson em definitivo dentro de um seleto grupo dos nomes históricos do seu tempo. Simplesmente assistir à compilação de todas as cestas de Klay na noite de segunda é suficiente para tirar o ar até do fã mais calejado e nos faz imaginar quais recordes serão estabelecidos na NBA sem que possamos ainda concebê-los.

Podcast Bola Presa – Edição 91

Podcast Bola Presa – Edição 91

Bem amigos do Bola Presa, mais um podcast no ar!

Nesta edição, gravada na calada da noite como se fosse uma sessão no Congresso, falamos e nos embasbacamos com Russell Westbrook, que encerrou o primeiro mês de temporada com MÉDIA de triple-double. Também falamos sobre o crescimento do Golden State Warriors, o deslize confuso do Los Angeles Clippers e damos um geral na disputada Conferência Leste.

No Both Teams Played Hard respondemos questões sobre horóscopo, basquete de clones (relacionados a horóscopo), um homem traído, filosofia de autoajuda, basquete colegial em São Bernardo e Hora de Aventura. Por fim, falamos um pouco sobre a grande tragédia esportiva que abalou todo mundo essa semana: #ForçaChape, vamos viver nosso luto e vamos jogar!

Assine o feed do Bola Presa no iTunes ou qualquer outro agregador de podcasts!

O esporte e o desastre

O esporte e o desastre

​Em um clássico episódio da série Seinfeld, o personagem George Costanza conhece um jogador de beisebol famoso, o grande Keith Hernandez. Numa tentativa nervosa de puxar qualquer forma de papo e chamar sua atenção, ele pergunta se o atleta nunca temeu que o avião de um time caísse. Afinal, com tantas equipes e tantas viagens numa liga com quase 30 times e 162 jogos cada, era uma questão de probabilidade. É claro que o jogador não vê a menor graça no questionamento e, pelo contrário, fica bem ofendido. A ofensa não era só pela hilária falta de delicadeza, mas por uma perturbadora razão REAL escondida atrás da pergunta nervosa: sim, é bem possível que aconteça um dia. Mostrar o quanto esse é um medo justificável e explicitar isso de maneira tão banal é colocar o maior dos tabus, a morte, bem em cima da mesa de jantar da família. Não queríamos falar disso.

https://www.youtube.com/watch?v=mgKNzXOpuGQ

E não é só medo, é história. Existem casos onde isso já aconteceu, desde o famoso acidente aéreo da Torino tetra campeã italiana até o caso de hoje, da Chapecoense, que inspira esse texto no dia mais cinza do ano para quem é ou já foi apaixonado por qualquer time de futebol.

Um tempo ideal para Dwight Howard

Um tempo ideal para Dwight Howard

Há pouca discussão a respeito de Dwight Howard ser ou não ser um grande jogador – o real motivo de qualquer polêmica a seu respeito é quais aspectos do seu jogo fazem de Howard um grande jogador e como é possível utilizá-los sem prejudicar a equipe que está ao seu redor. Quando ele alcançou as Finais da NBA em 2009, por exemplo, era sem dúvidas um dos maiores jogadores do momento, dono do prêmio de Melhor Jogador de Defesa e líder de um time de elenco questionável que, graças ao seu jogo, tinha chances reais de título. Mas aquilo que ele contribuía para a equipe era uma questão dúbia, difícil de verdadeiramente identificar, e completamente diferente daquilo que aprendemos a ver como um pivô dominante após os títulos de Shaquille O’Neal.

A confiança de Nick Young

A confiança de Nick Young

Uma das características mais importantes para um jogador da NBA é a confiança. Ela não resolve tudo, não supera treino, talento ou mesmo vontade, mas a sua falta pode jogar todo o resto no lixo. Arremessar sem confiança é receita básica para que a mecânica não saia do jeito treinado, uma hesitação a mais durante uma infiltração e a defesa já está na sua orelha. Gosto sempre de dar o exemplo do Jeremy Lin, que deslanchou na carreira só quando conseguiu jogar sem medo, agressivo, sem pensar duas vezes para nada; e que depois deu mil passos pra trás quando as coisas começaram a dar errado e ele perdeu o ímpeto inicial.

No último Filtro Bola Presa (para assinantes), contei sobre os óculos que Kawhi Leonard e Stephen Curry usam para treinar. É uma tecnologia maluca que faz uma “luz de balada” na cara do jogador enquanto ele treina e, por algum motivo, faz tudo parecer mais lento. O treinador individual do armador do Golden State Warriors, comentando a estratégia de usar os óculos, falou o seguinte:

“Lembre-se, estamos buscando melhoras de milésimos de segundo. A diferença entre conseguir ou não dar um arremesso sobre a defesa está nas frações de tempo, não podemos desperdiçar nada”.

Acho que o mesmo argumento vale ao falar da confiança de um jogador. Se o novato está pensando se ele deve mesmo arremessar, se deve passar para o veterano ou se vai tomar bronca do técnico, ele está desperdiçando importantes frações de segundo. E conseguir manter essa confiança lá no alto ao longo de toda uma carreira de altos e baixos é um desafio que nós, que pensamos demais e adoramos uma auto-crítica, nunca vamos entender.

Disse tudo isso para chegar a um jogador que está ainda na NBA basicamente por causa de sua confiança, além de alguns golpes de sorte, claro. Esse cara é Nick Young, que se tornou o grande personagem da última semana ao fazer o game-winner mais divertido da temporada:

1 2 3 4 5 6 98