As trocas menores

As trocas menores

Já analisamos por aqui as principais movimentações que ocorreram até a data limite para trocas na NBA durante essa temporada: Serge Ibaka para o Raptors, DeMarcus Cousins para o Pelicans e outras trocas menores como Nerlens Noel para o Mavs, Lou Williams para o Rockets e Bojan Bogdanovic para o Wizards. Mas ainda sobraram algumas trocas que, embora possam receber menos atenção, podem ter impacto significativo numa das temporadas mais disputadas dos últimos anos. No Leste, apenas 4 jogos separam o décimo segundo colocado, o Knicks, da oitava vaga para os Playoffs. No Oeste, o décimo terceiro colocado, também 4 jogos atrás do dono da oitava vaga para os Playoffs, acabou de adquirir DeMarcus Cousins e tem chances reais de classificação assim como todos os times acima dele. Nesse cenário, em que o panorama de classificados pode ser completamente alterado por qualquer sequência mediana de vitórias ou de derrotas, qualquer troca pequena pode ser crucial para a classificação ou a garantia de mando de quadra.

Trocando para sobreviver

Trocando para sobreviver

A temporada de trocas parecia que seria intensa nas últimas semanas em que as negociações eram permitidas entre as equipes da NBA. Começou com Serge Ibaka indo para o Toronto Raptors, depois nos chocamos com DeMarcus Cousins deixando o Sacramento Kings a preço de banana rumo a New Orleans. A movimentação da peça mais valiosa das especulações faria o mercado deslanchar ou empacar? Calhou que empacou. Nada de Jimmy Butler ou Paul George mudando de lados, apenas Nerlens Noel foi um nome de mais impacto (mas longe de ser uma estrela ainda) a trocar de time, indo do Philadelphia 76ers para o Dallas Mavericks em troca de duas escolhas de segunda rodada e Andrew Bogut.

Agora pensemos: depois do Sixers discutir Jahill Okafor com cerca de 200 times nas últimas semanas, por que Noel é quem foi negociado? Não era Noel que, em teoria, tinha mais chances de funcionar ao lado de Joel Embiid? E não era melhor só segurar o rapaz ao invés de trocá-lo por tão pouco? O processo (o novo, não o do Sam Hinkie) não é sempre claro. Estamos ansiosos para analisar as trocas – e faremos isso -, mas nunca é demais lembrar que nesses casos estamos comentando quebra-cabeças incompletos.

Kings contra a parede

Kings contra a parede

O contrato entre a Associação dos Jogadores da NBA e a Liga não era renegociado desde 2011, o fatídico ano em que um impasse nas negociações fez com que a temporada começasse apenas em dezembro. Dessa vez, o contrato (conhecido como CBA) foi assinado sem maiores conflitos assim que um problema apontado pelos donos dos times encontrou uma solução que agradou os jogadores: temendo que estrelas abandonassem suas equipes de formação para criar “super-times” como o Golden State Warriors, as equipes da NBA queriam melhores chances de manter seus jogadores; a solução foi permitir que apenas aqueles que tenham feito uma extensão com o time que os draftou possam assinar um SUPER-MEGA-HIPER-BLASTER contrato máximo, que apelidamos aqui no Bola Presa de “pote de ouro” e que certamente agradou os bolsos dos poucos jogadores que se qualificam para recebê-lo. Para entender mais sobre todas as novas regras salariais, vale a pena dar uma ouvida em nosso podcast especial que destrincha todas as mudanças entre o acordo atual e aquele que estava em vigor desde 2011.

Draftado pelo Kings em 2010 e previsto para encerrar sua primeira extensão na temporada que vem, DeMarcus Cousins é um dos raros jogadores que poderiam se aproveitar das novas regras salariais imediatamente.

A troca necessária

A troca necessária

Em quantas palestras você precisa ir até descobrir que uma crise pode ser também uma oportunidade? Acho que nenhuma, mas é sempre bom lembrar que problemas podem ser bons para obrigar os envolvidos a sair do casulo e buscar uma solução.

Há algumas semanas discutíamos se o Toronto Raptors deveria tentar ou não uma troca, de preferência em busca de um jogador para a posição 4, a de Power Forward. Há tempos que existe um buraco no time nesta função e até agora ninguém realmente convenceu. No ano passado tentaram, sem sucesso, Luis Scola. Depois arriscaram small ball com DeMarre Carroll. Para este ano contrataram Jared Sullinger e até começaram o ano dando a vaga de titular para o novato Pascal Siakam. Mas o time só era bom mesmo nos minutos em que Patrick Patterson vinha do banco e jogava com os titulares. O problema é que Patterson não só rendia menos quando era titular, como costumava perder impacto quando era utilizado por longos minutos. Sua presença no time titular ainda tirava um trunfo que o time canadense tinha sobre os adversários, um banco mais forte.

Os pivôs armadores de Denver

Os pivôs armadores de Denver

As últimas duas semanas foram movimentadas para a família Plumlee, com dois dos três irmãos sendo trocados para diferentes equipes. Primeiro foi a vez de Miles Plumlee, que estava recebendo poucos minutos no Bucks apesar do contrato robusto, ser enviado para o Hornets em troca de Spencer Hawes e Roy Hibbert, dois outros pivôs que também não possuem muito espaço na NBA atual. E agora foi a vez de seu irmão mais novo, Mason Plumlee, ser trocado para o Denver Nuggets após uma última temporada surpreendente em Portland.

O Denis comentou recentemente por aqui sobre como o Blazers foi pego de surpresa pela melhora do elenco na temporada passada e gastou uma fortuna para manter jogadores que não necessariamente melhoraram na temporada atual. Já acima do teto salarial, a equipe teria que gastar ainda mais na temporada que vem para manter Mason Plumlee, que recusou uma simples extensão de contrato por achar que merece muito mais. De fato, nos Playoffs passados Plumlee se mostrou uma das peças mais importantes da equipe, e não foi naquilo que costumamos esperar de um pivô tradicional: sua contribuição aconteceu na cabeça do garrafão através de passes precisos para seus companheiros.

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