Aprendendo com o Houston Rockets

Aprendendo com o Houston Rockets

Quem nos acompanha há algum tempo deve saber que eu adoro o Daryl Morey, General Manager do Houston Rockets. Para quem não lembra, eu explico os motivos: Morey é um dos primeiros caras importantes da NBA a não ter um passado dentro do basquete. Não era ex-jogador, técnico ou garoto da água, ao invés disso se formou em ciências da computação e aos poucos foi se metendo no mundo do basquete. Começou no Boston Celtics como Vice Presidente de Operações e Informações, onde introduziu na franquia mais tradicional da NBA novas maneiras de analisar, medir e interpretar um jogo de basquete. Sua maneira nerd de ver o basquete faz parte dessa revolução que vimos na liga nos últimos anos. Não pense que em 2002 as pessoas discutiam basquete falando de número de posses de bola por jogo, eficiência ofensiva ou que existia análise em vídeo que media o aproveitamento de arremesso de um jogador em jogadas de pick-and-roll do lado esquerdo da quadra. Esse processo de mudança começou com Billy Beane, o General Manager do time de beisebol Oakland Athletics. Como na história contada no livro e no filme Moneyball, o time usou da tecnologia, estatísticas avançadas e qualquer tipo de porcentagem que possa ser medida em um jogo para ser competitivo em uma liga onde não existe teto salarial. Em 2002, temporada retratada na história, o time foi campeão da sua divisão mesmo tendo a 3ª menor folha salarial da liga. Para se ter uma ideia, nesse ano eles gastaram 39 milhões de dólares em salários contra 125 milhões dos NY Yankees ou 103 milhões do Boston Red Sox. Claro que não demorou para essa revolução estatística chegar em outros esportes e Daryl Morey foi um dos primeiros a adotar as chamadas “estatísticas avançadas” na NBA. Com seus próprios modelos de análise de atletas o Houston Rockets tem achado muitos jogadores bons, montado times divertidos e competitivos, mas estão empacados no meio da tabela. Não são bons o bastante para lutar pelo título e nem ruins o bastante para ganhar boas escolhas no Draft. Afinal, o que estava dando errado no plano de Morey?   O ponto é que na NBA existem muitos times bons, acabam sendo campeões os times que são bons e ao mesmo tempo tem pelo menos um jogador muito acima da média para fazer a balança pesar. Os últimos 20 anos da NBA podem se resumir a múltiplos títulos de Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, Shaquille O’Neal, Tim Duncan e Kobe Bryant. Entre os intrometidos com “apenas” uma conquista ainda estão jogadores bastante razoáveis como LeBron James, Dirk Nowitzki e Kevin Garnett. Exceção mesmo só aquele Detroit Pistons sem estrelas de 2004, um exemplo tão raro que nunca conseguiu ser repetido. Ou seja, Morey estava tendo muito sucesso em achar bons jogadores espalhados pela liga ou até no exterior. Que atenção a NBA dava a Luis Scola antes dele ir para o Rockets? E quem eram Chase Budinger, Chandler Parsons, Kyle Lowry ou Aaron Brooks? Ninguém. Eles sabem analisar jogadores e tirar o melhor deles, mas faltava uma estrela que pudesse fazer a diferença. Foi percebendo isso que Morey resolveu que faria tudo o que fosse possível e imaginável para conseguir o grande Free Agent da próxima temporada, Dwight Howard.   Mas existe mais coisas legais em Daryl Morey além de sua tara por números. Ele, como bom nerd que é, tratou de estudar todo o novo contrato entre times e jogadores (o bendito CBA) que foi assinado para encerrar o último locaute. E é com ajuda de Morey e do Rockets que vamos entender algumas dessas regras. Anistia A regra da anistia já existiu uma vez, era chamada de Allan Houston Rule porque parecia ter sido feita sob medida para que o New York Knicks pudesse se livrar do contrato gigantesco do seu eterno machucado ala. Segundo essa regra, um jogador anistiado continuaria recebendo todo seu salário como combinado, mas seria dispensado e o time poderia limpar aquele dinheiro todo da conta do teto salarial. Ou seja, o jogador não perde grana mas o time ganha flexibilidade para novas contratações. Ironicamente o Knicks não usou a Regra do Allan Houston com o Allan Houston, mas a ideia ficou. Ela foi recuperada na última temporada e continua valendo agora, mas com algumas diferenças. A mais importante é que o jogador dispensado não fica livre para assinar com qualquer time, ao invés disso ele fica disponível para um leilão entre todos os times que estão abaixo do teto salarial. Cada um dos times comportados economicamente oferece uma quantia para o jogador e quem deu o maior lance leva. A única obrigação de quem dá o lance é que a duração do contrato deverá ter a mesma duração do contrato antigo. Ah, a anistia também só vale para contratos feitos antes do locaute. Darei um exemplo real. Ontem o Rockets anunciou a anistia de Luis Scola, então times que estão abaixo do teto salarial (como Mavericks ou Bobcats, por exemplo) poderão oferecer algo pelo argentino, mas terão que dar um contrato de 3 anos, que era o que restava de tempo no seu contrato em Houston. Entendida a regra (que já foi usada também em Elton Brand pelo Sixers), vem a pergunta: Pra que dispensar um baita jogador como Scola?! O bom senso faz a gente pensar que um cara como Scola deveria valer alguma coisa numa troca, mas um veterano com 21 milhões sobrando em 3 anos de contrato nem sempre apetecem muitos times. Coisas dos negócios da NBA. Aí o Rockets achou que o melhor caminho para abrir espaço salarial era dispensar um de seus melhores jogadores nos últimos anos. Com o contrato de Scola fora do caminho, o Rockets ganha duas coisas na batalha por Dwight Howard: Mais espaço para adquirir contratos ruins do Orlando Magic (se quiserem mandar Jason Richardson ou Hedo Turkoglu o Rockets pode aceitar) e assim ficam com espaço para assinar dois contratos máximos da NBA (os mais caros) na próxima temporada. Além de Dwight Howard, Chris Paul, que recusou uma extensão com o LA Clippers, poderá mudar de time também. Isso nos leva ao próximo assunto.   Contratação de Free Agents Times podem contratar Free Agents de duas maneiras: Ou estão abaixo do teto salarial e oferecem um contrato com esse espaço livre ou usam as chamadas “exceções”. As exceções são contratos baixos criados para times gastões continuarem com chance de se mexerem, mas não costumam ter valor quando se trata dos grandes nomes da NBA. Para esses caras o que interessam são contratos grandes, caros e longos. Ou seja, na briga por Dwight Howard e Chris Paul no ano que vem só vão estar os times que estão comprometidos com poucos e baratos contratos. Importa que Dwight Howard queira jogar em Brooklyn com o Nets? Não mais, com os contratos novos de Deron Williams, Joe Johnson e Brook Lopez não há mais como eles contratarem o pivô, passaram do teto. Só poderia ser por troca, uma possibilidade que o Magic já descartou.   Peças valiosas É bem simples o motivo que leva o Nets a não conseguir fechar o negócio: eles não tem peças de troca interessantes. Pra que o Orlando Magic iria querer o limitado Brook Lopez com um contrato longo e caro? Eles querem jogadores jovens, baratos e o máximo de escolhas de Draft possíveis, é assim que se faz uma reformulação. Contratos baratos, curtos e muitos pirralhos. Sabem qual a mais nova proposta do Rockets por Dwight Howard? Respirem fundo porque demora: Kevin Martin (está no último ano de contrato), Patrick Patterson, Marcus Morris, Chandler Parsons e todos os três jogadores escolhidos por eles no Draft desse ano: Jeremy Lamb, Royce White e Terrence Jones. Claro que ainda adoçaram a proposta com pelo menos mais duas escolhas de 1ª rodada, incluindo a valiosa escolha do Toronto Raptors que receberam na troca de Kyle Lowry na semana passada. Tudo isso ainda aceitando receber os contratos que não interessam mais ao Magic: Glen Davis, Chris Duhon e Jason Richardson. Sinceramente eu não pensaria duas vezes na hora de aceitar o pacote.  

A carinha de nerd denuncia. Já fechou todos os pokemons 17 vezes

Bird Rights Muitas pessoas estão criticando esse plano do Daryl Morey de dar até a mãe, esposa, filho e passarinho para ter Dwight Howard. Afinal ele é Free Agent e ano que vem e pode decidir ir embora mesmo assim, certo? Sim, mas é pouco provável. Pense bem, quem poderia dar um contrato grande para Howard no ano que vem? Entre os times bons praticamente ninguém, talvez só o Dallas Mavericks. Mas o Mavs com Nowitzki em fim de carreira é tão atraente assim? Deron Williams já não quis ir jogar por lá. E com o Brooklyn Nets fora da briga não sobram muitas opções vencedoras para o Dwight Howard, que diz querer sair do Magic para brigar por títulos. Se não tem opções em times prontos, o Houston Rockets passa automaticamente a ser a melhor opção em termos financeiros e basquetebolísticos. O
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primeiro caso por causa dos Bird Rights, que é uma regra que dá uma vantagem aos times que estão prestes a perder um Free Agent. É assim, enquanto todos os outros times podem oferecer 4 anos de contrato para um jogador, o time que tem seus Bird Rights (o time onde ele acabou seu contrato) pode oferecer 5 anos. Em contratos grandes isso pode significar uma diferença de mais de 20 milhões entre uma oferta e outra. Deron Williams recusou 4 anos/78 milhões com o Mavs para receber 5 anos/98 milhões no Nets. Mesmo que Dwight Howard faça birra, será que ele recusaria esses 20 milhões? Eu duvido. E tem a questão do time também. Com a anistia de Luis Scola o Rockets poderá oferecer essa fortuna toda a Dwight Howard e mesmo assim ter espaço para assinar mais uma super estrela. Aí Howard pode usar todo seu carisma para xavecar Chris Paul, Josh Smith, James Harden ou qualquer outro cara que estará livre na próxima temporada e assim tentar montar seu esquadrão da morte em Houston.   Mas e o resto do time? Outra crítica ao plano maligno de Morey diz “Os dois times só vão trocar de elenco então? Qual a diferença?”. É aí que Morey volta a acreditar em sua análise estatística. Ele já achou dezenas de ótimos role players antes, é só fazer de novo. Existe um novo Chase Budinger, Chandler Parsons ou Kyle Lowry espalhado pela NBA ou até fora da liga. Ele está tentando conseguir a raridade primeiro, o super pivô, para depois rodear o cara com o mais simples. Free Agents Restritos e a Regra Gilbert Arenas O trabalho para montar o elenco em volta de Dwight Howard já começou. E é claro que Daryl Morey está tentando fazer tudo de um jeito pouco tradicional. É assim, ele foi atrás de dois Free Agents Restritos, Jeremy Lin e Omer Asik, e fez ofertas muito sacanas. Acho que antes é necessária uma rápida explicação para os novatos: Free Agents Irrestritos podem ir para qualquer time. Free Agents Restritos (como Lin, Asik, Eric Gordon, Nicolas Batum) podem assinar com qualquer time, mas a equipe anterior deles tem o direito de igualar a oferta e segurar o jogador. O Houston Rockets queria dois dos caras restritos, mas precisava de um jeito que seus antigos times pensassem duas vezes antes de igualar a oferta. Foi quando Morey folheou o CBA e viu a Regra Gilbert Arenas. Em 2006 o Washington Wizards ofereceu um contrato de 60 milhões por 6 anos (antigamente o máximo era de 6 anos) pelo jogador que estava no outro lado do RPG, o Warriors. Só que havia um problema, como Arenas tinha sido uma escolha de 2ª rodada, ele não era um Free Agent Restrito, mas irrestrito e o Warriors nem tinha nenhum Bird Right sobre o jogador. Sem espaço salarial, perderam um grande jogador em sua melhor forma. Então mudaram a regra, fazendo com que jogadores escolhidos na 2ª rodada ou mesmo não draftados (casos de Asik e Lin) pudessem ter esses direitos para favorecer os times que apostaram neles. Até aí parece que a regra está ajudando o Chicago Bulls, time de Omer Asik, e o Knicks, equipe de Jeremy Lin. Mas não, tem mais: Nos dois anos seguintes do contrato esses jogadores podem receber no máximo cerca de 5 milhões de dólares, mas para o resto do contrato o limite é muito maior. Ou seja, a proposta do Rockets por Omer Asik de 24 milhões por 3 anos daria ao pivô turco 5 milhões no 1º ano, 5 milhões no 2º ano e assustadores 14 milhões no último. E é aí que entra a pegadinha de Morey. Essa regra dos 5 milhões de limite serve apenas para o time que já tinha o jogador, no caso Bulls e Knicks, não para o Rockets. Então na conta do teto salarial o Rockets pagaria 8 milhões nos 3 anos de contrato, algo justo para um bom pivô defensivo. Mas se ele ficar no Bulls, eles não tem essa vantagem da divisão igual e daqui 3 anos terão que gastar 14 milhões do seu espaço salarial para um pivô reserva. Assim na temporada 2014/15 o Bulls teria salários de 14 milhões ou mais para Carlos Boozer, Derrick Rose, Joakim Noah e Omer Asik. Simplesmente muito caro e sem chance de manter Luol Deng. Se o Bulls quer ter alguma chance de manter Asik pode só torcer para o Rockets se arrepender. Afinal eles não estavam próximos de Dwight Howard quando acertaram essa oferta com Asik, que mesmo podendo jogar de ala é bem menos necessário se o Howard for contratado. Como a proposta não foi assinada ainda, o Rockets pode dar pra trás, mas não é de bom tom. Causaria uma impressão ruim na NBA com jogadores e agentes. Mas a proposta de Jeremy Lin, de 25 milhões por 4 anos, com o mesmo crescimento súbito nos anos finais, já foi assinada hoje. O Knicks tem 3 dias para decidir se fica ou não com o jogador que mais vendeu camisetas na última temporada. Só um pitaco sobre isso. Apesar de caro, acho que o Knicks deveria igualar a oferta. Jeremy Lin foi muito bem na última temporada, seu único problema foi o excesso de desperdícios de bola. É um problema grave para um armador, mas é o que acontece quando você coloca todo o ataque de um time nas costas de um pirralho. Novatos cometem erros e na prática Lin era um novato. Com o tempo ele deve melhorar, é natural. Sem contar que gostei da entrevista de Jason Kidd, contratado pelo Knicks, dizendo que terá muito prazer em ensinar coisas para Lin. Nas palavras do vovô com nome de criança, “Lin joga muito bem, mas em só uma velocidade. Espero ensinar ele a jogar em outro ritmo também”. Será que não vale a aposta? O Rockets não vai se incomodar, Daryl Morey encontra mais gente parecida por aí.

O fim do Big 3 em Boston

O fim do Big 3 em Boston

O Twitter, o boteco mais movimentado da internet mundial, bombou na noite de ontem quando foi anunciado que Ray Allen acabou oficialmente com a era do Big 3 em Boston e está levando seus talentos para South Beach. Pois é NBA, tema. Aquela bizarrice do Jogo 5 da Final, com Mike Miller acertando 800 bolas de 3 pontos, pode ser repetida agora todo santo jogo com um dos melhores arremessadores de todos os tempos se juntando a Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh no Miami Heat.

As reações se dividiam em duas partes. Quem só se importa com o aspecto tático e técnico do basquete estava pensando em que armas de fogo, venenos ou golpes de jiu-jitsu poderiam ser aplicados para parar o Heat quando eles resolverem usar Wade, LeBron, Bosh, Battier e Allen em quadra ao mesmo tempo. A outra parte, mais preocupada com valores morais, estava questionando o quanto Ray Allen poderia ser considerado um traidor por deixar o Celtics de lado em nome do maior rival deles na atualidade. Acho uma reação natural para torcedores, que não tem obrigação nenhuma de

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serem racionais ou razoáveis em suas interpretações, mas pensando bem não é pra tudo isso.

 

Veja bem. De todo o Big 3 de Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen, qual foi o único que já foi envolvido em discussões de troca? Ray Allen. Duas vezes. A última, no meio da temporada 2011/12 para o Memphis Grizzlies por OJ Mayo, chegou a ser notificada ao ala, mas logo depois a diretoria voltou atrás e disse que nada foi fechado. Isso sem contar que Ray Allen se machucou durante a temporada e na volta virou reserva do jovem Avery Bradley. Não questiono a atitude do técnico Doc Rivers, afinal o time melhorou com Bradley, mas é o tipo da coisa que machuca o ego de um cara com tanta história como Allen. Isso já seria motivo o bastante para ele cogitar encerrar a carreira em outro lugar, mas tem mais: Kevin Garnett ganhou uma extensão de 32 milhões de dólares por 3 anos há alguns dias, para Allen eles ofereceram 12 milhões por 2 anos. Um bom dinheiro, até bem mais do que o Heat está dando (9.7 milhões por 3 anos), mas que mostra como ele era o elo mais fraco das estrelas de Boston.

A cereja no topo desse bolo de merda estava a relação de Ray Allen com Rajon Rondo, que não se bicavam. Nunca houve briga, mas muitos diziam que Allen fazia muito esforço para ignorar a personalidade complicada do armador do time. O desentendimento é bem explicado nessa matéria do Adrian Wojnarowski do Yahoo!, que entrevistou membros da comissão técnica do Boston Celtics: “Ninguém nunca culpou Rondo ou Allen por isso. É o tipo de coisa que acontece em qualquer lugar. Como um membro da comissão disse: ‘Em muitos sentidos eles são completamente opostos. Ray é filho de militares, tem todo o respeito do mundo por autoridades. Ele trabalha duro todos os dias. Já Rajon Rondo é diferente, é um espírito livre, é brilhante. Quando Ray encara tudo de maneira séria, Rondo pode se mostrar desinteressado. Doc fez um tremendo trabalho com Rondo e ele melhorou todos os anos, mas ainda existe uma enorme diferença entre os dois'”. Ele também comenta sobre como era desconfortável para Allen receber ordens, dentro de quadra, de um pirralho como Rondo.

Dá realmente para culpar Ray Allen por querer sair de um time que o tentou trocar duas vezes, onde ele era reserva? E tem mais, eles acabaram de contratar Jason Terry, que joga na mesma posição que ele e é conhecido justamente por sua contribuição vindo do banco de reservas. Que diacho de papel estava destinado para Ray Allen? Por fim, não é como se ele tivesse feito carreira no Celtics. Foi onde se sagrou campeão, mas foram só 5 temporadas, 1/3 de sua carreira. Ele também passou 5 anos no Milwaukee Bucks e mais 5 no falecido Seattle Supersonics. Então sair não é motivo de críticas, talvez ir exatamente para o Miami Heat que tenha pesado bastante para a torcida.

Mas veja bem, nessa altura da carreira, com o seu físico não rendendo tanto ele tem que pensar em ir para um time onde ele possa ajudar, mas sem ser muito exigido. É aquele difícil equilíbrio onde o cara quer se sentir querido, necessário, mas onde não esteja tudo em suas costas. Exigente, eu sei, mas nessa idade, com o nome que ele tem na liga, os caras se dão ao luxo de pedir essas coisas. E foco na parte do ser querido. Na mesma matéria do Yahoo! é dito que Ray Allen não sentia mais que o pessoal em Boston queria tanto ele. Pode soar como frescura (e pode até ser para alguns), mas se é importante pra ele, fazer o que? Acho que no fundo muitas pessoas gostam de voltar das férias no trabalho e ter as pessoas dizendo que fizeram falta, é melhor do que você chegar e teu chefe dizer “Olha, demos sua função praquele tal Avery Bradley que ninguém ouviu falar e melhoramos com ele”.

Com essas coisas em mente, Ray Allen pensou em 3 lugares para ir nessa temporada: Phoenix Suns, Los Angeles Clippers e Miami Heat. O Suns logo virou farofa quando eles decidiram que não iam mais ser um asilo. Adeus Steve Nash, adeus Grant Hill e nada de Ray Allen. Em seguida o Los Angeles Clippers cancelou a visita que teria com Ray Allen porque eles tinham acabado de assinar a renovação de Chauncey Billups e um novo contrato com Jamal Crawford. Sem muito papo sobrou só o Heat, que o convidou para Miami e marcou um jantar com o dono do time, Micky Arison, o General Manager Pat Riley, o técnico Erik Spoelstra e ainda Alonzo Mourning. Sem contar os inúmeras entrevistas e tuitadas de LeBron James dizendo que seria uma honra ter Allen por lá. Puxaram todo o saco do mundo e deu certo. Ele foi para onde deram a entender que ele seria importante. Pat Riley ainda garantiu com todas as letras que ele não será trocado em nenhum momento desses 3 anos de contrato.

 

E, sinceramente, acho que foi muito bom para o Boston Celtics. Eles estavam começando a parecer o Detroit Pistons da última década. Depois de serem campeões em 2004 com um grupo muito unido, ficaram se cagando de medo de perder a unidade, de destruir a família, então ficaram insistindo num grupo até quando ele passou a não dar mais certo. Foi lindo nos anos que deu, mas chega uma hora que é pra mudar. Ao invés disso eles só remendavam tudo com veteranos. Foi Chris Webber e Antonio McDyess no Pistons, Shaquille O’Neal e Rasheed Wallace no Celtics. Nenhuma vez isso rendeu novos títulos, só derrotas no quase.

Renovar com Kevin Garnett mostrou que o Celtics não estava pronto para jogar tudo para o alto e recomeçar, o que de certa forma está correto. Eles estiveram a uma vitória de vencer a conferência e não sabemos se Chicago Bulls, Indiana Pacers ou New York Knicks terão força para brigar com Miami Heat tão cedo, dá pra insistir. Mas insistir não é repetir tudo,o grupo inteiro, é repetir o que deu certo. Kevin Garnett deu certo, fez trocentos mil double-doubles nos Playoffs, engoliu marcadores mais baixos e foi mortal no pick-and-pop com Rajon Rondo. Mas pra que insitir com Ray Allen? Sim, ele tem história, é ótimo ainda e jogou baleado, mas o time não melhorou com Avery Bradley? E com Jason Terry eles conseguiram um cara que já aceita a posição de 6º homem, sem contar que Terry é melhor que Allen em criar arremesso para si mesmo, outra coisa que eles sentiram falta em muitos jogos que Paul Pierce não estava tão bem. Também nunca é condenável a ideia de trocar um cara velho que vem de contusões por outro mais duradouro. Se eles sobreviveram à quebra do grupo com a troca de Kendrick Perkins (mesmo depois de sofrer por um bocado de tempo), já estão calejados para lidar com a saída de Allen. E até podem tratar ele como vilão se isso ajudar a motivá-los.

Ainda na área de insistir no que deu certo, fiquei feliz que ontem anunciaram a renovação de contrato de Brandon Bass. Ele teve jogos ótimos, se entrosou bem no garrafão com Kevin Garnett e assim coloca menos pressão sobre os novatos Jared Sullinger e Fab Melo, eles terão espaço, mas se não forem bem tem lá KG e Bass para assumir os minutos importantes. Isso sem falar de Jeff Green, que está prestes a assinar um novo contrato. Acho que os 40 milhões por 4 anos que estão cogitando para Green é algo exagerado, especialmente para um cara que acabou de perder um ano com problemas cardíacos, mas pensando só no basquete é uma ótima adição. Joga nas posições 3 e 4, sabe defender jogadores de perímetro, faz trabalho decente contra alas de força não tão fortes (Chris Bosh!) e é um belo coringa para deixar o banco de reservas deles, um problema da última temporada, mais forte.

Aqui o meu momento favorito de Ray Allen no Celtics: 51 pontos contra o Chicago Bulls na série de Playoff mais divertida dos últimos tempos

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Ao invés de se preocupar com a saída de Ray Allen, o torcedor do Celtics deveria estar feliz com o resto das coisas que o time tem feito nessa offseason. Se conseguirem, de alguma forma, um reserva melhor para Rajon Rondo e se os novatos conseguirem contribuir minimamente o time estará lá brigando pelo título da conferência de novo. Isso, claro, se poupar bem os minutos de Garnett e Pierce na temporada regular. Eles só ficam mais velhos.

Mas sabe uma coisa interessante do Ray Allen no Miami Heat? Às vezes temos a impressão que o Heat é um time imbatível quando seus arremesso de fora estão caindo, mas sabe se pegarmos os 16 jogos na última temporada onde eles acertaram 8 ou mais bolas de 3 pontos, venceram apenas 9. Ou seja, quase 50% de aproveitamento quando as bolas de longe caíram. Bem pouco para o campeão da NBA, abaixo da média geral de vitória deles, aliás. Acho que ter Ray Allen vai ajudar bastante, vai resolver o problema em alguns dias onde o garrafão adversário estiver muito fechado e obviamente os deixa mais fortes, mas na temporada passada não foi tão automático quanto pareceu nos Playoffs. O Heat precisa de mais do que bolas de 3 pontos para vencer jogos e ser imbatível. De qualquer forma, foi um ótimo primeiro passo para deixar o elenco do time mais poderoso. Falta apenas mais um bom jogador de garrafão e o Heat pode se dar por satisfeito nessa offseason.

Steve Nash é do Lakers

Steve Nash é do Lakers

Como vocês podem ver na nossa Planilha de Free Agents 2012, as contratações estão correndo a todo vapor. Difícil acompanhar tudo com comentários no blog, especialmente com esse Feriado da Libertação Corinthiana no meio do caminho, mas aos poucos a gente chega lá. Depois de falar da permanência de Deron Williams, o FA mais concorrido da temporada, no Brooklyn Nets, é hora de falar de outro armador requisitado. Indo contra a maioria das previsões, Steve Nash vai jogar a próxima temporada no Los Angeles Lakers.

 

Pois é, eu fiquei tão surpreso quanto vocês. Acompanhando as notícias dos EUA, sabia que o Toronto Raptors já tinha feito proposta milionária para seu conterrâneo, sabia que o New York Knicks o queria comandando o ataque de Carmelo Anthony e seu ex-companheiro Amar’e Stoudemire. Também lia sobre a chance dele ficar em Phoenix, que tanto gosta, ou até de voltar para o Dallas Mavericks para jogar ao lado de seu amigo Dirk Nowitzki. Todas eram possibilidades bem realistas, já o Lakers nem tanto, Nash chegou a comentar que seria estranho jogar num time que foi rival por tanto tempo.

Claro que o Lakers soa como uma opção mais segura que essas outras para a busca por um título a curto prazo, mas Nash nunca foi um desses veteranos pirados por ser campeão a qualquer custo. Nessa entrevista ao TrueHoop ele diz que não ficaria traumatizado de se aposentar sem título, que a sensação não é tão ruim se você sabe que fez tudo o que estava a seu alcance para conseguir. Na mesma diz que “Ir só para onde você pode ser campeão é uma visão muito estreita. Penso em qualidade de vida, no ambiente, se eu seria feliz jogando basquete lá. Penso também na minha família e no dinheiro, claro”. Ele explica que pode acontecer de você topar ganhar pouco para jogar em um time competitivo e aí ser sendo trocado alguns meses depois. Ele tem razão, imagine se Nenê tivesse aceitado um contrato menor para ficar na sua amada Denver, hoje estaria ganhando mixaria no Wizards.

Essa matéria do Arizona Central diz que no fim da temporada passada o Nash chegou a pensar em se aposentar e o principal motivo seria para passar mais tempo com seus filhos, que moram próximos a Phoenix, não muito longe da Califórnia, com sua ex-mulher. A ideia de ir para Toronto ou Nova York, do outro lado do país, o desanimava em relação a família, embora fosse boa financeiramente. Ficar em Phoenix, mais próximo de seus filhos, deixou de ser uma possibilidade depois de uma conversa que o armador teve com a direção da franquia, que estava claramente indo para uma nova direção, a renovação. Depois de cogitar veteranos como Ray Allen e Grant Hill, o que vemos hoje é o Suns contratando os jovens Goran Dragic, Michael Beasley e fazendo o possível para ter Eric Gordon. Era hora de sair.

No fim das contas, quem poderia oferecer ao mesmo tempo a chance de ser campeão, a proximidade com os filhos e um salário alto? O Lakers. O dinheiro não era o mais alto de todos, é verdade, mas ainda não era nada mal. Se nos outros times Nash receberia entre 10 e 12 milhões no seu primeiro ano de contrato, o Lakers poderia dar cerca de 9 milhões por ano, o contrato final é de 27 milhões por 3 temporadas. Quer dizer, oficialmente o Lakers, por estar acima do teto salarial, só poderia oferecer o mini mid-level de 3 milhões, mas lembram daquela troca do Lamar Odom no ano passado? Quando o Lakers mandou Odom para o Mavs antes do começo da temporada 2011-12, não recebeu em troca nenhum jogador, mas sim uma trade exception, uma espécie de vale-troca, no valor de 8.9 milhões de dólares. Essas trade exceptions não são dinheiro vivo que podem ser usados para contratações de Free Agents, mas podem ser usados em trocas. Bastava apenas fazer a proposta para o Suns, que aí assinaria uma renovação com Nash e imediatamente o mandaria para Los Angeles. Claro que o Suns não faria isso de graça, ainda mais para um rival, mas conseguiram achar um negócio: O Lakers mandou duas escolhas de 1ª rodada (2013 e 2015), duas escolhas de 2ª rodada (2013 e 2014) e mais 3 milhões de dólares só pro pessoal lá comprar champanhe e pagar umas strippers.

 

A contratação de Steve Nash é mais uma vitória do rebatedor de Mitch Kupchak, General Manager do Lakers, o rei dos home runs. Gosto muito do termo “go for the home run” que eles usam nos Estados Unidos. Fazendo referência à jogada de mesmo nome do beisebol, fala de pessoas que arriscam tudo em nome do que vale mais. Ao invés de fazer as coisas pequenas, pelo caminho mais longo, arrisca tudo numa tacada só para ganhar mais. O Manager do Lakers não é dos maiores gênios nas contratações menores, já gastou dinheiro com Troy Murphy, Josh McRoberts, Brian Cook e nunca teve grandes achados no fim de um Draft. Ele conseguiu perder caras bem mais ou menos com Jordan Farmar e Sasha Vujacic e ser tão incompetente na reposição que hoje o torcedor sente falta desses merdinhas.

Em compensação ele foi genial na hora de mudar a cara do time. Conseguiu trazer Trevor Ariza quando um defensor de perímetro era tudo o que o time precisava e fez, claro,  aquela troca genial pelo Pau Gasol que o dá direito de errar pelo menos umas 100 vezes sem ser demitido. Também draftou Andrew Bynum quando ele ainda nem tinha pêlos no saco. Quando ele arrisca e acerta faz muita diferença, compensa todas as asneiras. Foi o que aconteceu dessa vez, depois de penar anos com a falta de um armador o cara vai lá e mesmo sem espaço para contratações consegue dar um baita contrato para Steve Nash, só um dos melhores armadores de todos os tempos. Vocês tem noção que o Lakers tem um cara com mais troféus de MVP que o Kobe Bryant?

Nos últimos dias Steve Nash comentou que Kobe ligou empolgado para ele, feliz que iriam jogar juntos. Os dois já tiveram séries de Playoffs brigadas entre eles, já teve enterrada de um na cara do outro (vídeo abaixo), mas nunca tiveram problemas pessoais. E sério, alguém consegue não gostar do Steve Nash? No âmbito pessoal não tem erro, Nash só deve ajudar no clima às vezes pesado do Lakers. Problemas, só alguns, estarão dentro de quadra.

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=xWvH2l1-_dQ[/youtube]

 

A chegada de Steve Nash resolve alguns problemas imediatamente, mas cria outras situações que o técnico Mike Brown terá que quebrar a cabeça para resolver. Vamos ver o que se encaixa em cada uma das situações?

Onde Nash ajuda
O Lakers precisa de um jogador que possa simplesmente pegar a bola na defesa, levar para o ataque e criar alguma coisa. Como chama isso? Armador, né? É só ver como o time melhorou com a chegada do mediano Ramon Sessions para perceber como essa é uma necessidade básica do Lakers. O time tem ótimos passadores e ainda usa muito dos triângulos do Phil Jackson, um sistema tático que não precisa tanto assim de um armador, mas isso deixava o time muito previsível e sem opções. Faltava um armador para infiltrar, costurar a defesa, impôr velocidade, criar situações para outros jogadores quando as coisas ficavam estáticas.

Outra necessidade da equipe eram bolas de 3 pontos. De que adianta ter dois dos melhores pivôs da NBA se o outro time não precisa ter medo de mandar marcação dupla ou tripla? Era só tirar a bola da mão de Andrew Bynum ou Pau Gasol e esperar Metta World Peace ou Ramon Sessions errar uma bola de 3 sem marcação. Nos raros dias que MWP e Steve Blake estavam com a mão calibrada o Lakers realmente parecia um time difícil de ser batido. Steve Nash é um dos melhores arremessadores da NBA há anos, vai fazer muita diferença. Ele também será ótimo para dar os difíceis entry passes, o passe que acha o pivô no garrafão, que o Lakers penava tanto para conseguir e colocar Bynum dentro do jogo, ainda com o bônus de poder ficar esperando a bola voltar para mandar o arremesso preciso de longa distância.

 

Onde o time precisará se ajustar
Sabem o pick-and-roll, a jogada mais básica do basquete? Pois é, é a especialidade de Steve Nash. Entre pontos marcados por ele ou por quem recebe seus passes, Nash criou 23 pontos por jogo nessa jogada. Isso o coloca em 12º lugar entre todos os TIMES da NBA na última temporada. Sim, Nash produzia mais pontos via pick-and-roll que mais da metade da liga. Isso inclui o Los Angeles Lakers, claro. O pick-and-roll finalizado pelo jogador que controla a bola foi apenas a 6ª jogada mais usada pela equipe na temporada, 8,6% das posses de bola. Já o pick-and-roll finalizado pelo jogador que faz o bloqueio só era usada em 3,6% das posses de bola, quase a jogada menos usada pelo Lakers em toda a última temporada. Dá pro Nash mudar isso?

(Ah, se você não sabe o que é pick-and-roll, abaixo um vídeo com 12 minutos dessa jogada. Tudo feito pelo Steve Nash no seu tempo de Phoenix Suns entre 2004 e 2010)

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=6FcVuag7KvE[/youtube]

Sinceramente, não sei. Claro que faz muita diferença ter Steve Nash comandando o pick-and-roll e ter Derek Fisher ou Ramon Sessions. O armador canadense tem muito mais recursos, muito mais visão de jogo, maior arsenal de passes, bandejas e arremessos. São tantas possibilidades quando ele está comandando a jogada que o outro time sempre é obrigado a se comprometer em defender uma coisa e abrir mão de outra. Quantas vezes já não vimos a defesa dobrar a marcação sobre ele só para ele achar um passe (sei lá por onde!) que virou enterrada? Ou quando tentaram evitar o passe e ele fez um arremesso perfeito? O cara é foda.

Por outro lado, tem a perspectiva do cara que faz o bloqueio. Por que Amar’e Stoudemire fazia 25 pontos por jogo assim e Hakim Warrick e Marcin Gortat não chegavam nem perto disso? Stoudemire fazia bons bloqueios, tinha velocidade indo para a cesta, explosão, boas mãos para segurar os passes e sabia finalizar próximo da cesta, mesmo sem equilíbrio. Será que Pau Gasol e Andrew Bynum conseguem?

Difícil saber baseado nos dados dos anos anteriores porque o Lakers usou muito pouco essa jogada, seja com Mike Brown ou Phil Jackson. Lembro que Gasol era bastante usado nos pick-and-rolls com Phil Jackson em quartos períodos, mas de uma maneira diferente: Kobe Bryant comandava a jogada e usava o bloqueio do pivô espanhol, mas como a defesa sabia que o principal ponto da jogada era livrar Kobe para um chute, dobravam a marcação nele. Aí Kobe achava Lamar Odom que saia debaixo da cesta para o topo do garrafão para então passar a bola para Pau Gasol. Tiveram muito sucesso com essa jogada, mas ela é possível sem Lamar Odom? No ano passado o espanhol teve apenas 37% de acerto de arremessos em jogadas de pick-and-roll. Andrew Bynum teve 57%, ótimo número, mas em compensação só foi envolvido nessas jogadas 35 vezes em toda a temporada! Quase uma vez a cada 2 jogos, apenas. Inexplicável.

Pessoalmente, acho que tudo isso pode ser arrumado com muito treino. Talvez Gasol e Bynum não sejam os caras ideais para receber a bola de frente da cesta e atacar, como faziam Amar’e Stoudemire ou Marcin Gortat no Suns, mas o pick-and-roll não serve só para isso. Pode ser para causar uma troca de marcação, para deixar Pau Gasol em situação de arremesso de meia distância sem marcação ou até para repetir a jogada de Phil Jackson: um passe que abre espaço para outro passe. Se o Lakers já era um dos times que melhor passava a bola na liga, com Nash tem tudo para encantar a NBA com trocas de bola envolventes. Acrescentar o pick-and-roll ao arsenal é uma importante adição, mas não precisa virar o centro do ataque como era no Suns, Steve Nash é mais que isso.

Outra questão a ser adaptada envolve Steve Nash e Kobe Bryant. Nunca em sua carreira Kobe jogou com um armador como Nash, que gosta de controlar a bola, que centraliza o jogo e distribui assistências. Enquanto Nash tem recordes históricos de temporadas com mais de 10 assistências, Kobe só jogou uma vez ao lado de alguém que deu mais de 8 passes decisivos em uma temporada: Nick Van Exel no longínquo ano de 1997.

Eu apostaria que pode dar certo porque Kobe não tem mais a velocidade de outros tempos para ficar criando arremessos para ele mesmo o tempo todo. Nos últimos anos uma de suas melhores jogadas tem sido de costas para a cesta, próximo ao garrafão, sobre defensores menores que ele. Mas o difícil era ter alguém montando a jogada para que ele recebesse a bola nessa situação. E prefiro não entrar nas discussões metafísicas que leem a mente de Kobe Bryant, não sei ele é tão competitivo que não vai se importar de ficar menos com a bola em nome da vitória. Também não sei se ele vai se irritar em ter Nash centrando o jogo e vai boicotar tudo. Vamos esperar até pelo menos a primeira semana de temporada para a análise psicológica da situação?

O que é interessante de pensar são as jogadas que Nash e Kobe podem fazer juntos. Uma é o pick-and-pop, jogada tradicional de Rajon Rondo/Kevin Garnett e Ricky Rubio/Kevin Love. É uma variação do pick-and-roll, mas que ao invés de correr para a cesta, quem fez o bloqueio abre para o arremesso. Kobe Bryant fez muito pouco essa jogada no ano passado, mas quando o fez teve excelente aproveitamento de 44% de seus chutes de média e longa distância. Esses bloqueios entre dois jogadores baixos são cada vez mais usados na NBA, podemos ver entre Kevin Durant e Russell Westbrook, Dwyane Wade e LeBron James, Paul Pierce e Ray Allen… o Lakers pode arriscar e tem chances de dar certo. Por outro lado, Kobe apenas teve 36,5% de acerto nas bolas de spot-up, aquela jogada onde o cara fica paradinho esperando o passe para apenas chutar. Sabemos como Nash gosta de operar com a quadra aberta, cheia de gente espalhada esperando seu passe para arremessar. Treinar esse tipo de chute não deve ser problema para alguém como Kobe Bryant, mas precisa ser algo treinado e planejado.

….

A verdade é que o Lakers não poderia ficar parado. O ideal era não mexer no garrafão de Pau Gasol e Andrew Bynum, um dos mais poderosos da NBA, mas até pouco tempo atrás parecia que não existia outro jeito de remexer o elenco a não ser mandando o espanhol ir passear. Mas não é que deu certo? O time conseguiu o armador que sonhava, não estragou o grupo e ainda tem Steve Nash paquerando seu amigo Grant Hill para que ele se junte ao time de Los Angeles. O time ainda tem problemas, como o banco de reservas e a necessidade de um defensor mais veloz para lidar com essa pivetada rápida como Chris Paul e Russell Westbrook, mas já foi uma enorme melhora.

Como no ano passado, Mike Brown tem mil ajustes para fazer e mil pessoas duvidando que ele é capaz disso. Mas dessa vez ele tem toda uma offseason, training camp e calendário menos apertado para fazer funcionar. Já é uma das histórias mais divertidas de se acompanhar na temporada 2012/13.

Análise do Draft – Parte Final

Análise do Draft – Parte Final

Depois de longo e tenebroso inverno (ou quase uma semana), chega ao fim nossa tradicional análise do Draft. Na versão 2012 usamos Selos de Qualidade Bola Presa™ sobre as pentelhas redes sociais para avaliar a performance de cada time na seleção de ninfetas. Abaixo o link com as primeiras 4 partes da análise e um resumo do que significa cada selo.

Parte 1: Hornets, Bobcats e Wizards
Parte 2: Cavaliers, Kings, Blazers, Warriors, Raptors e Pistons
Parte 3 – Rockets, Suns, Bucks, Sixers, Magic, Nuggets e Hawks
Parte 4 – Celtics, Mavericks, Bulls, Thunder, Grizzlies, Pacers e Nets

 

Twitter: Eu sei que o Twitter pode ser um porre, acredite, já me irritei muito com comentários idiotas durante jogos desses Playoffs. Mas ele é o que junta as melhores coisas das redes sociais: Pode ser engraçado, é o melhor jeito de acompanhar eventos ao vivos e informa bem. E você nem tem essa obrigação de ficar seguindo amiguinho. Lugar onde fakes ainda são respeitados e isso é bom. Selo para os times que mandaram bem demais, que tem jogadores completos na mão e que vão olhar pra trás com orgulho do Draft 2012.

Orkut: Nem me venham falar em Orkutização, elitismo social não tem vez no Bola Presa, mano! Admitam que o Orkut tem bem menos frescura que o ~Feice~ e comunidades geniais como “Uma rodada de suco pra galera” e “Qualquer coisa with lasers”. Bons tempos da internet malandra, moleque e menina. Sem frescuras, cutucadas e com muito stalk. Selo para os times que fizeram como o Orkut: não brilharam, mas fizeram a coisa certa.

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4square: Tal pessoa acabou de dar check-in no aeroporto para, sutilmente, dizer que está viajando para o estrangeiro. Aquela mala sem alça se marcou na baladinha X para mostrar que tem amigos. Idiota, mas não chega a ofender. Selo para os times que não pegaram nenhum grande jogador, mas fizeram o que dava na hora.

Instagram: Parece o máximo, parece que vale 1 bilhão, mas cedo ou tarde vão perceber que é só o maior cardápio do mundo e todas as comidas parecem velhas. Tantos anos de evolução tecnológica para as fotos parecerem velhas e borradas? Tá muito errado e não vai demorar para sacarem isso. É o selo para o time está achando que fez uma coisa boa, mas que vai quebrar a cara em breve.

Facebook: O cu das redes socias. A mais popular também. Por que a gente gasta horas da nossa vida vendo as pessoas postarem indiretas para amigas falsas, frases motivacionais e versos de Caio F. Abreu? Não sei. Mas aprendi que tenho muitos amigos felizes, bonitos, que viajam para a Europa e não veem a hora de chegar sexta-feira. Selo para os times que erraram feio e deveriam se envergonhar disso.

Miami Heat
(45) Justin Hamilton, C

O Miami Heat tem que preencher vários buracos em um elenco que se mostrou pouco confiável ao longo dos Playoffs. O time pareceu frágil na ausência de Chris Bosh, chegou a ter o ridículo Dexter Pittman como titular num jogo da série contra o Indiana Pacers e na final estava usando praticamente apenas 3 reservas: Norris Cole, Udonis Haslem e James Jones. Sim, James Jones. A possível aposentadoria de Mike Miller também não ajuda na conta.

Com isso em mente o Heat tinha duas opções. Ou usava sua escolha 27 para pegar um jogador que pudesse entrar na rotação do time e ajudar desde o começo de sua carreira, ou trocava a escolha para não ocupar o pouco espaço que o time tem para contratações. No fim das contas não acharam que Arnett Moultrie era tão bom assim e preferiram não arriscar com o joelho de Perry Jones III, a opção foi então trocar a posição com o Philadelphia 76ers, que mandou uma escolha futura de 1ª rodada para eles.

Entendo que um time formado via Free Agents confie mais no seu taco com contratação de veteranos do que apostando que algum pirralho vai dar conta desde o começo. Deixaram passar alguns talentos interessantes, mas era um dos poucos times com moral para poder ignorar esse Draft. A escolha recebida do Sixers também pode se mostrar valiosa em futuras negociações. Já na 2ª rodada eles pegaram Justin Hamilton, um pivô sem grandes atrativos mas que pode completar elenco de um time sem garrafão. Se der uns tocos e pegar uns rebotes na Summer League de Las Vegas pode receber um contrato de valor mínimo.

 

Utah Jazz
(47) Kevin Murphy, SG

Sem que as pessoas deem muita atenção (afinal é só o Jazz), a franquia dos mórmons tem conseguido uns bons achados nos últimos anos. Desde 2003 encontraram Mo Williams, CJ Miles, Paul Millsap e Jeremy Evans na 2ª rodada do Draft, além de terem contratado Wesley Matthews, que nem pelo Draft passou. Pode parecer pouco, mas é extremamente raro encontrar jogadores que duram na NBA nesse 2º round.

Nesse ano parecem que tem alguma chance de terem acertado de novo. Sempre difícil prever nessa altura das escolhas, mas Kevin Murphy lembra muito CJ Miles, escolha de 2ª rodada deles em 2005 que pode sair do time como Free Agent. Murphy tem arremesso rápido, não precisa de muito espaço ou tempo para preparar o chute e teve aproveitamento de 41% de seus chutes de longa distância na NCAA, nada mal para um cara que arremessava bastante e tentava bolas difíceis. Não faz muito além disso, mas em um time que usa tanto o garrafão o ala pode ganhar seu espaço aproveitando as bolas que sobram pra ele.

 

New York Knicks
(48) Kostas Papanikolaou, SF

O ala grego estava aqui no Brasil enfrentando a Seleção de Ruben Magnano quando foi selecionado pelo New York Knicks. Seguindo a tradição milenar, a escolha foi vaiada por todos os torcedores do Knicks presentes no Draft, mas eles não sabiam o que estavam fazendo. Kostas Papanikolau, nossa medalha de prata em Força Nominal, é bom jogador e parece bem empolgado na foto acima.

Como todo europeu, os olheiros americanos ficam meio receosos porque o cara não vai de um canto a outro da quadra em 2 segundos e nem enterra pulando da linha do lance-livre, mas já cansamos de ver exemplos que provam que isso não faz tanta falta assim. Porém dizem por aí que sua moral caiu porque historicamente jogadores gregos não se adaptam à NBA ou à vida nos EUA. Isso faz sentido, mesmo tendo gerações espetaculares por lá, não são muitos que se arriscam na liga americana. Mesmo Vassilis Spanoulis, que teve sucesso no Houston Rockets, decidiu voltar pra casa depois de apenas 2 temporadas.

Mas se Papanikolau não tiver problemas de adaptação, tem tudo pra dar certo. Ele é alto para a posição 3 onde joga, tem bom arremesso, bons fundamentos e entende muito de basquete, sabe o que faz dentro de quadra. Aliás, sua visão de jogo é seu quesito mais elogiado, e isso faz diferença em qualquer nível ou campeonato no mundo. Ele foi muito bem na última Euroliga pelo Olympiakos, campeão do torneio, e isso não é pouca coisa. Ainda não se sabe quando ele vai pra NBA, seu agente diz que somente na temporada 2013/14. Mas isso não é ruim, o Knicks está com dificuldade para manter seu elenco nessa temporada e é bom que não façam mais contratos. Precisam de espaço para renovar com caras importantes que estão caros no mercado (Jeremy Lin, Steve Novak, JR Smith...). Não se comprometem esse ano e ao mesmo tempo tem bom nome já para a outra temporada. Para quem tinha tão pouco, ótimo Draft do Knicks.

 

Los Angeles Clippers
(53) Furkan Aldemir, SF/PF

Outro da cota turca do Draft, mas esse com nome de zagueiro de time do interior. Dizem que é excelente reboteiro, mas juro que não achei muitas informações sobre o cara. Se um dia aparecer na NBA, será daqui alguns bons anos. Tinham nomes mais confiáveis depois (Darius Johnson-Odom, Scott Machado, Hollins Thompson, Henry Sims), mas nada que faria tanta diferença assim. O lado bom do Draft para o Clippers é que eles só não tiveram uma escolha de 1ª rodada porque mandaram a que tinham (vinda do Wolves) para conseguir Chris Paul. Se foi pelo CP3 então tá tudo certo, tudo em casa, dane-se o Draft.

 

Los Angeles Lakers
(55) Darius Johnson-Odom, SG
(60) Robert Sacre, C

Por um segundo me senti naquelas lojinhas super alternativas da 25 de Março. Sabe aquelas que vendem HiPhone, PolyStation e pilhas Durabell? Pois é. Isso porque o Lakers consegui trazer Odom, mas não aquele, é o Darius Johnson-Odom. Para saber quem é a versão pirata fui conferir no NBADraft.net e vejo que o comparam com… Allan Ray. Não o Ray Allen, o Allan Ray, uma versão pirata do jogador do Celtics que jogou justamente no time verde em 2006-07. Tá muito xing ling esse Draft do Lakers.

Mas fica pior. Pelo menos os PolyStations da vida são baratos, Johnson-Odom não foi. O Lakers não tinha a escolha 55, era do Dallas Mavericks, para ter o direito de escolher o jogador tiveram que pagar 500 mil dólares! Sim, meio milhão para ter o direito de talvez assinar um jogador. Só tiro o selo Facebook o dia que o Johnson-Odom fizer a cesta da vitória num jogo de Playoff. Esse é o mundo da NBA que reclama que dá pouco ou nenhum lucro. Pelo menos tem gente que conhece mais o Johnson-Odom e diz que ele é um dos caras de 2ª rodada que realmente tem chance de ter uma carreira na NBA. Não sei, mas dizem que é especialista em defesa e pode marcar armadores, o time realmente precisa disso.

O Lakers também teve a última escolha do Draft, posição que o escolhido ganha o título simbólico e desagradável de “Sr.Irrelevante”. O selecionado o pivô Robert Sacre, que chegou a ganhar prêmios de defesa no basquete universitário, mas não parece ter tamanho e força para replicar isso na NBA. Como o Lakers não tem garrafão, pode acabar sobrando lá por falta de opção, mas é bom não botar muita fé. A história das escolhas 60 não é muito boa (embora tenha uns caras bons que acabaram ficando pela Europa), mas de destaque na NBA apenas Steve Kerr e o Irrelevante do ano passado, o bom armador Isaiah Thomas do Sacramento Kings.

 

Minnesota Timberwolves
(58) Robbie Hummel, SF

O Wolves tinha a antepenúltima escolha do Draft e pegou um branquelo com cara de analista de sistema à lá Fred Hoiberg, lembram dele? Robbie Hummel fez carreira em Purdue como bom arremessador e pode conseguir contrato em um time que adora chutar de longa distância. Mas se não der certo, não fará muita falta também.

A escolha de 1ª rodada do Wolves, a 18, foi trocada com o Houston Rockets por Chase Budinger. Achei que foi uma ótima decisão de criticado General Manager David Kahn! O time já tem jovens o bastante e ano passado ameaçava vaga nos Playoffs até Ricky Rubio se machucar, nessas horas às vezes é mais válido pegar um sólido jogador mediano do que continuar arriscando com novatos. Budinger foi bem como titular no ano passado pelo Rockets e tem todas as características (bola de 3 da zona morta, movimentação sem a bola, velocidade, bons cortes em direção à cesta) para ser o queridinho de Rick Adelman em Minneapolis. Adelman, aliás, treinou Budinger quando este era novato.

 

San Antonio Spurs
(59) Marcus Denmon, PG

Preciso mesmo ir lá pesquisar e contar uma historinha sobre Marcus Denmon? Foi o Spurs que escolheu, como seria ruim? Se você realmente se importa, leia o que o Spurs Brasil escreveu sobre o cara, ficou bem legal e completo. A verdade é que os novatos que o Spurs realmente quer e precisa já foram escolhidos faz tempo: Nando De Colo e Erzan Lorbek podem ir finalmente para a NBA. Se der certo eles tem grandes chances de melhorar ainda mais o ótimo time de Gregg Popovich.

Análise do Draft – Parte 4

Análise do Draft – Parte 4

Ainda tem muito time pra analisar, então sem enrolação, mano!

Parte 1: Hornets, Bobcats e Wizards
Parte 2: Cavaliers, Kings, Blazers, Warriors, Raptors e Pistons
Parte 3 – Rockets, Suns, Bucks, Sixers, Magic, Nuggets e Hawks

 

E se você não nos prestigiou é sinal que precisa lembrar quais são nossos já tradicionais Selos de Qualidade™ que servem para avaliar as decisões de cada time na noite da última quinta-feira.
Twitter: Eu sei que o Twitter pode ser um porre, acredite, já me irritei muito com comentários idiotas durante jogos desses Playoffs. Mas ele é o que junta as melhores coisas das redes sociais: Pode ser engraçado, é o melhor jeito de acompanhar eventos ao vivos e informa bem. E você nem tem essa obrigação de ficar seguindo amiguinho. Lugar onde fakes ainda são respeitados e isso é bom. Selo para os times que mandaram bem demais, que tem jogadores completos na mão e que vão olhar pra trás com orgulho do Draft 2012.

Orkut: Nem me venham falar em Orkutização, elitismo social não tem vez no Bola Presa, mano! Admitam que o Orkut tem bem menos frescura que o ~Feice~ e comunidades geniais como “Uma rodada de suco pra galera” e “Qualquer coisa with lasers”. Bons tempos da internet malandra, moleque e menina. Sem frescuras, cutucadas e com muito stalk. Selo para os times que fizeram como o Orkut: não brilharam, mas fizeram a coisa certa.

4square: Tal pessoa acabou de dar check-in no aeroporto para, sutilmente, dizer que está viajando para o estrangeiro. Aquela mala sem alça se marcou na baladinha X para mostrar que tem amigos. Idiota, mas não chega a ofender. Selo para os times que não pegaram nenhum grande jogador, mas fizeram o que dava na hora.

Instagram: Parece o máximo, parece que vale 1 bilhão, mas cedo ou tarde vão perceber que é só o maior cardápio do mundo e todas as comidas parecem velhas. Tantos anos de evolução tecnológica para as fotos parecerem velhas e borradas? Tá muito errado e não vai demorar para sacarem isso. É o selo para o time está achando que fez uma coisa boa, mas que vai quebrar a cara em breve.

Facebook: O cu das redes socias. A mais popular também. Por que a gente gasta horas da nossa vida vendo as pessoas postarem indiretas para amigas falsas, frases motivacionais e versos de Caio F. Abreu? Não sei. Mas aprendi que tenho muitos amigos felizes, bonitos, que viajam para a Europa e não veem a hora de chegar sexta-feira. Selo para os times que erraram feio e deveriam se envergonhar disso.

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Boston Celtics
(21) Jared Sullinger, SF/PF
(22) Fab Melo, C
(51) Kris Joseph, SF

Tenho minhas dúvidas se manter Kevin Garnett (já confirmado) e Ray Allen (uma possibilidade) é uma ideia tão boa assim, mas falo disso depois. O fato é que o Boston Celtics conseguiu bons jogadores no Draft 2012. Não só de talento puro, mas são jogadores que tem características que podem contribuir com o que faltou no time que ficou a uma vitória da Final da NBA.

A primeira escolha foi Jared Sullinger, um cara que tinha tudo para ser um dos 10 primeiros selecionados não fossem as preocupações com suas dores nas costas, sua hérnia de disco o custou alguns milhões de dólares. Alguns sites especializados fazem listas pré-Draft com os melhores jogadores disponíveis, ignorando idade, potencial, saúde e comportamento, é só técnica. Em nenhuma lista que eu vi Sullinger ficou fora do Top 8! Entre todos os jogadores selecionados, Sullinger foi quem teve os melhores números de porcentagem de rebote defensivo e ofensivo na última temporada universitária. Vale ou não vale o risco para o pior time em rebotes na última temporada da NBA?

A outra escolha do time na 1ª rodada foi o brazuca Fab Melo. No ano passado em Syracuse ele teve problemas de comportamento e mostrou talento nulo no ataque, mas comento essa escolha com um nome: Kendrick Perkins. Há alguns anos o Celtics draftou um pivô enorme, grosso, que não sabia atacar e que vinha direto do colegial, era o homem-que-não-sorri, Perkins. Depois de começo de carreira discreto, ele deslanchou quando encontrou a combinação perfeita: Tom Thibodeau, assistente, e Doc Rivers, técnico, são especialistas em defesa e souberam ensinar isso ao pivô. Além disso Kevin Garnett chegou à equipe e adotou Perkins como seu pupilo. O gigante pouco melhorou no ataque, embora saiba fazer uma coisa ou outra, mas se tornou um dos melhores defensores de garrafão da NBA.

O brasileiro Fab Melo, se tiver cabeça, pode traçar o mesmo caminho. Seu físico é de dar inveja, seus 2,13m de altura são ideais para um pivô e ele já tem boa noção defensiva, sendo especialmente bom nos tocos. Acho que vai fazer muitas faltas no seu primeiro ano, mas se não tiver cabeça pequena (dizem que Garnett torna um inferno a vida dos pirralhos que não querem aprender com ele) pode seguir o mesmo caminho de Perkins e em poucos anos se tornar o pivô titular do time mais tradicional da NBA.

Na 2ª rodada o Celtics pegou Kris Joseph, atlético ala que foi companheiro de Melo em Syracuse. Na última temporada o Celtics sentiu falta de jogadores com físico melhor na hora de enfrentar times mais novos (todos), então ter Joseph pode acabar sendo útil. Apesar de minutos limitados, deve ser uma aposta barata.

 

Dallas Mavericks
(24) Jared Cunningham, SG
(33) Bernard James, PF
(34) Jae Crowder, SF/PF

Tem muito torcedor do Dallas Mavericks que sofreu na última temporada toda vez que via Brendan Haywood como pivô da equipe. Ele já teve bons momentos na NBA, mas deixa a desejar. Por isso era animadora a ideia de ter Tyler Zeller no elenco. Mas aí, de repente, trocaram a escolha 17 (Zeller) pelas 24, 33, e 34 com o Cleveland Cavaliers. Por que quantidade foi mais importante que qualidade?

A principal preocupação do Mavs nessa offseason é usar o dinheiro aberto por fim de contratos (Jason Terry, Jason Kidd) para contratar bons jogadores. Quanto mais alta a escolha de Draft, mais dinheiro gasto e mens espaço para contratações. Até por isso correu um boato que o Mavs tentou trocar também essa escolha 24 por mais algumas de 2ª rodada, que são contratos não garantidos, ou seja, não contam imediatamente na folha salarial. Acabou não acontecendo e com a negociação da posição 17 pela 24 o Mavs economizou singelos 400 mil dólares.

Se a economia foi pouca (dentro do mundo bizarro dos contratos da NBA), pelo menos deu espaço para o Mavs apostar em diferentes tipos de jogadores. Jared Cunningham é explosivo, sabe atacar a cesta e pode formar uma boa combinação no banco de reservas ao lado de Rodrigue Beoubois, não custa arriscar. Na 2ª rodada pegaram Bernard James, um jogador de garrafão estupidamente forte e com história de vida curiosa: Ele vai ser o novato mais velho da NBA com 27 anos de idade e não jogou basquete competitivo até 2003, que foi quando entrou nas Forças Armadas dos EUA. Serviu no Iraque, Afeganistão, Qatar para só depois ir estudar em Florida State, jogar os 4 anos de basquete universitário e aí ser escolhido no Draft. Mark Cuban, patriota dono do Mavs, se apaixonou pela história de James e não duvidem que isso influenciou a escolha.

Legal o que James disse antes de ser escolhido. “Sou muito diferente desses garotos que estão comigo hoje. Muitos deles não viram muito da vida, só jogaram basquete desde sempre, não sabem como é ter um emprego comum. Eu sei como ser profissional, sou disciplinado e sei ser parte de uma equipe. Alguns dos mais jovens são individualistas, treinaram sozinhos desde criança para chegar aqui. Eu não, tive uma vida inteira antes de disso. O basquete veio depois”. Certamente é uma das histórias mais únicas que eu já vi na NBA. E não acho que algum técnico vai reclamar da disciplina militar de seu comandado.

Por fim, escolheram Jae Crowder também na 2ª rodada. Vi alguns analistas bem empolgados com a escolha, mas outros parecem ter dúvidas se com sua baixa estatura e físico fraco poderá ter o mesmo impacto defensivo que teve em Marquette. Como o Mavs era todo sobre apostas baratas, não custa tentar. Draft discreto do campeão de 2011.

 

Memphis Grizzlies
(25) Tony Wroten, PG/SG

 

O Memphis Grizzlies continua dando chance para os renegados. Depois de dar apoio para Allen Iverson, Zach Randolph e Gilbert Arenas, escolheram no Draft um dos jogadores que todos temiam selecionar por ser preguiçoso, difícil de ser treinado, indisciplinado e meio doido dentro de quadra, Tony Wroten. Sim, eles precisam de um reserva para Mike Conley, mas Marquis Teague não era a escolha mais segura? Até entendo pegar jogadores “arriscados” nesse ponto do Draft, mas acho que tinham uma melhor opção a mão.

De qualquer forma, o que pode ajudar Wroten na NBA é que ele é alto e pode jogar na posição 2 também. Caso suas decisões dentro de quadra não o deixem ser reserva imediato de Conley, terá uma chance de entrar no lugar de Tony Allen, já que OJ Mayo que deve deixar a equipe. Com ótimo físico e velocidade, pode se beneficiar do sistema do Grizzlies, muito bom em contra-ataques.

 

Indiana Pacers
(26) Miles Plumlee, C
(36) Orlando Johnson, SF

Essa foi, sem dúvida alguma, a escolha mais criticada do Draft 2012. Por mais que digam que Terrence Ross ou Dion Waiters saíram cedo demais, tem gente que pensa que Miles Plumlee nem tem talento para ser um jogador da NBA. Não dá pra condenar, quantos branquelos desengonçados de 2,13m que nem foram tão bem na faculdade já brilharam na NBA? Pois é.

O comparam com um dos caras mais adorados pela torcida de Indiana, Jeff Foster, um pivô branquelo e sem jogo ofensivo que fez carreira no Pacers. Mas Foster era um dos melhores reboteiros de ataque da NBA (embora fizesse só isso) e chegou a ter 25 pontos por jogo quando jogava na faculdade, Plumlee não chegou nem nos 14. Teria sido uma escolha comum na 2ª rodada, uma aposta para fim de banco, mas usar um contrato garantido de 1ª rodada nele foi demais.

Na segunda rodada, para compensar, compraram a escolha 36 do Sacramento Kings e selecionaram o ala Orlando Johnson. Ele jogou todos os anos da faculdade e chega na NBA com alguma experiência, pode ajudar mas não salva o Draft do Pacers.

 

Oklahoma City Thunder
(28) Perry Jones III, SF/PF

 

Peguem o que escrevi sobre Jared Sullinger na escolha do Celtics e coloquem aqui. Perry Jones também era idolatrado pelo seu talento, mas problemas no joelho fizeram todo mundo pensar 10 vezes antes de escolher o versátil ala. Mas o Thunder, com seu elenco já prontinho para o título, não tinha nada a perder. Por que não arriscar?

O grande problema do Thunder é que será praticamente impossível manter esse elenco nos próximos anos. Eles precisam renovar com James Harden e Serge Ibaka, mas se os dois receberem valores de mercado compatíveis com o que jogam (cerca de 9 a 11 milhões por ano para cada um), o Thunder extrapola absurdamente o teto salarial e pagaria multas gigantescas. A solução seria arranjar um substituto para um dos dois o mais rápido possível. Bizarramente Perry Jones pode se encaixar em qualquer lado. Ele tem as características de ser bom controlando a bola e criando situações de ataque

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por conta própria como Harden, mas tudo isso com o tamanho do Ibaka! Uma aberração. Ele tem boas chances de ser um cara muito bom se seus joelhos deixarem, ótima escolha do Thunder.

 

Chicago Bulls
(29) Marquis Teague, PG

 

O Bulls tem um problema enorme em mente agora, precisa decidir se iguala a oferta mirabolante que o Houston Rockets fez pelo seu bom pivô reserva Omer Asik. Mas enquanto não decidem o que fazem com o garrafão, já resolveram o problema no outro extremo das posições.

A contusão séria de Derrick Rose no joelho irá o tirar de um pedaço da próxima temporada e mesmo quando ele voltar, será aos poucos. CJ Watson fez boa temporada, mas nos Playoffs mostrou como é limitado, além de ser Free Agent e poder ir embora. Ou seja, o Bulls precisava de um armador. Não botava fé que iriam conseguir um na 29ª posição do Draft, mas Marquis Teague, armador do time campeão de Kentucky sobrou e foi selecionado. Parece o cara ideal: Tem boa infiltração, sabe criar seu próprio arremesso, mas melhorou muito no jogo de meia quadra com o passar da última temporada. Se compreender bem o ataque do Bulls pode dar certo desde o início. Se até John Lucas rendia armando para o Bulls na última temporada, por que Teague não pode? Ah, o sobrenome não é coincidência. Ele é irmão de Jeff Teague, armador do Atlanta Hawks.

 

Brooklyn Nets
(41) Tyshawn Taylor, PG/SG
(54) Tornike Shengelia, SF
(57) Ilkan Karaman, SF

O Nets está torrando grana em super estrelas. Renovou por 10 milhões por ano com Gerald Wallace, trocaram pelo caríssimo Joe Johnson e ainda querem oferecer um contrato máximo para Deron Williams. Gastando tanto assim com o time titular é capaz que sobre espaço para umas escolhas de 2ª rodada que ganham uma mixaria. Por mixaria entenda “Salário mínimo da NBA, mais do que eu ou você iremos ganhar na vida”. A nota baixa vai pelo fato de terem trocado a 6ª escolha por Gerald Wallace, um cara que virou um Free Agent caro poucos meses depois.

O armador Tyshawn Taylor é bom individualmente, sabe atacar a cesta e cavar faltas. Se conseguir isso na NBA já terá espaço no banco de reservas. Tornike Shengelia tem uma Força Nominal perturbadora, o que não sei se é boa ou ruim. Jogou pouco na última temporada no Valência, difícil prever o que pode render na NBA. Por fim, o que dizer de Ilkan Karaman? Nada, só posso colocar a reação de um torcedor do Nets no momento de sua escolha:

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A parte importante do Draft já acabou, os times que tiveram escolhas na 1ª rodada já foram avaliados. Mas voltamos mais tarde para fechar a conta, faltam apenas New York Knicks, Utah Jazz, Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs, Los Angeles Clippers e Minnesota Timberwolves.

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