🔒 O botão vermelho

🔒 O botão vermelho

Um dos artifícios mais tolos e rasos da construção de uma narrativa é aquele em que uma grande solução, uma “arma secreta”, é guardada até o último segundo possível e então resolve tudo. A ideia é criar um grande clímax no final do filme/livro/episódio, mas logo desperta a questão do “por que raios não usaram isso antes?”. O exemplo que todos nós vivenciamos em nossa infância é o dos Power Rangers ou qualquer seriado do mesmo tipo. Por que eles não MORFAM logo? Por que não juntam suas armas logo? Por que diachos não montam esse MEGAZORD logo de uma vez e esmagam qualquer inimigo? Tudo pela boa história. E quando as crianças percebem o quanto é ridículo, é sinal que tá na hora de assistir a coisas mais complexas mesmo…

🔒 O melhor quarto da História das Finais

🔒 O melhor quarto da História das Finais

O primeiro quarto do Jogo 4 entre Cavs e Warriors foi mais do que um atestado de talento e resistência: foi também o melhor quarto já jogado por um time, ofensivamente, em toda a História das Finais da NBA. Nunca antes um time havia marcado 49 pontos num período das Finais e o Cavs atingiu a marca justamente quando seu ataque estava mais desacreditado.

O Cavs dominou o jogo inteiro, mas foi o primeiro quarto que verdadeiramente decidiu a partida. O Warriors perdeu o segundo e o quarto período por apenas 2 pontos cada e o terceiro período por um mísero pontinho, e isso em modo pânico, forçando arremessos estúpidos para tentar desesperadamente cortar a desvantagem colossal no placar. Foi o rolo compressor do quarto inicial que mudou toda a dinâmica da partida e impediu o Warriors de conseguir se recuperar a tempo do fim do jogo.

Como o Cavs conseguiu esse primeiro período perfeito? Quais mudanças táticas aconteceram para que o Cavs terminasse o período inicial com 22 lances livres cobrados, 7 bolas de três pontos convertidas e 58% de aproveitamento nos arremessos? Como Tristan Thompson pegou 3 rebotes ofensivos no primeiro quarto depois de ter somado 3 rebotes ofensivos nas duas partidas anteriores INTEIRAS?

🔒Os arremessos errados

🔒Os arremessos errados

O Cleveland Cavaliers teve sua melhor atuação nesta Final no Jogo 3. Atuando em casa, o time errou menos na defesa, viu Kevin Love marcar bem e a dupla Kyrie Irving e LeBron James combinar para 77 pontos, como fizeram nos jogos decisivos da Grande Virada de 2016. O time também teve a torcida barulhenta a seu favor, conseguiram liderar por boa parte do segundo tempo e em alguns momentos a equipe até fez o Golden State Warriors  errar e se desesperar.

🔒Mais Amor, por favor

🔒Mais Amor, por favor

Por cerca de 5 minutos durante o primeiro quarto do Jogo 2, o Cavs esteve à frente do placar. A vantagem durou pouco, no entanto: o Cavs ficou atrás no marcador durante todo o restante da partida, terminando o primeiro tempo com uma defasagem de 3 pontos e por fim perdendo o jogo por uma diferença de 19 pontos. Ainda assim, por alguns poucos minutos não apenas o jogo esteve parelho como o Cavs conseguiu impor seu plano de jogo e ser o melhor time em quadra. O que esses curtos minutos do primeiro quarto tiveram de tão diferente do restante da partida? A estranha resposta: Kevin Love. Abaixo, vamos assistir e comentar alguns momentos selecionados do começo da partida para ver como Love foi fundamental para o bom começo da equipe, apontar alguns erros e acertos e tentar encontrar um caminho para que ele seja ainda mais efetivo nos próximos jogos.

🔒 Como o Warriors se preparou para LeBron e Kyrie

🔒 Como o Warriors se preparou para LeBron e Kyrie

Na decisão da última temporada, o Cleveland Cavaliers achou uma fórmula nem tão secreta para derrotar o poderosíssimo Golden State Warriors. Ela parecia tão perfeita que conseguia, ao mesmo tempo, com pouco esforço, atacar tudo o que incomoda o adversário: desgastava Steph Curry fisicamente enquanto tirava proveito do fato dele não ser o melhor defensor do time; forçava a cobertura defensiva do Warriors, abrindo espaço para rebotes de ataque; e ainda é um estilo de jogo lento, normalmente à prova de turnovers, que impede o adversário de adotar a sua costumeira e mortal correira de contra-ataques.

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