🔒Efeitos colaterais

🔒Efeitos colaterais

Na Copa do Caribe de Futebol em 1994, a seleção de Barbados enfrentou Granada numa partida da fase de grupos. Barbados precisava vencer por dois gols de diferença para se classificar para a fase de mata-mata e passou a administrar o placar assim que conquistou o 2 a 0 no placar. Faltando 7 minutos para o final do jogo, Granada conseguiu marcar um gol, passando a ser a equipe classificada para a próxima fase. Barbados tentou marcar um gol desesperadamente até os 42 minutos do segundo tempo, quando perceberam que a tarefa era quase impossível no pouco tempo que restava e resolveram então simplesmente MARCAR UM GOL CONTRA. Por que isso aconteceu?

🔒Filtro Bola Presa #40

🔒Filtro Bola Presa #40

Amigos assinantes, estamos de volta com mais um Filtro, um resumo que deveria ser de tudo o de FRUGAL que aconteceu na última semana, mas que, devido às minhas férias, virou um apanhado do que rolou na última semana + último mês! O Danilo resgatou alguns bons causos na edição passada, mas fiquem tranquilos que ainda tem muuuito mais!

🔒Filtro Bola Presa #39

🔒Filtro Bola Presa #39

Estamos de volta com mais um Fitro após um pequeno hiato, fruto de minha total e completa incapacidade de organizar nossa tradicional lista de amenidades sem a tutela fantástica do Denis, o rei-da-filtragem! É hora de correr atrás do tempo, então: comecemos com causos da NBA que datam de até um mês atrás e, apertando um pouco do ritmo, em breve alcançaremos os dias atuais. Venha dobrar o espaço-tempo com a gente e matar a saudade de nossa seção exclusiva para assinantes!


Essa história é da vitória do Warriors fora de casa em cima do Thunder no mês passado. Quando Kendrick Perkins foi trocado para o Thunder para levar “defesa e liderança” para a equipe em 2011, parte do seu modo “Kevin Garnett” de fazer as coisas passava por chamar os seus companheiros de equipe mais molengas nos treinos de “cupcakes”. A expressão pegou na equipe e persistiu mesmo depois do Perkins ir embora, com Westbrook e Durant usando-a constantemente. Foi por isso que quando Westbrook ficou sabendo que Durant havia assinado com o Warriors, apenas postou silenciosamente uma foto de um cupcake em sua conta do Instagram.

🔒A lição em New York

🔒A lição em New York

O futuro do Brooklyn Nets está condenado: sua escolha no tão antecipado draft de 2017 será substituída pela escolha do Celtics, que certamente estará no final da primeira rodada; em 2018 será ainda pior, com a escolha do Nets sendo enviada para o Celtics sem que nenhuma escolha de Boston seja enviada em troca. A situação é ainda pior porque o time precisa desesperadamente de uma reconstrução, estando na última posição da NBA com apenas 12 vitórias em 65 jogos. No Leste, o time em pior situação depois do Nets, o Magic, tem o DOBRO de vitórias. O pior colocado na Conferência Oeste, o Lakers, tem 20 vitórias na temporada até aqui e um núcleo de jovens jogadores para desenvolver num futuro próximo. Não há pior situação do que a do Nets, um desastre sob quaisquer pontos de vista.

É por isso que o Knicks entrou em parafuso quando perdeu ontem para o Nets, apenas a quarta vitória da equipe de Brooklyn contra times da Conferência Leste. O time que tinha expectativas reais de brigar nos Playoffs, e a quem Derrick Rose chamou de “um dos melhores elencos da NBA”, não conseguiu vencer o maior desastre ambulante da Liga no momento em que depende de cada vitória para sonhar com uma vaga cada vez mais distante para a pós-temporada. Com 26 vitórias até aqui e 7 partidas atrás do atual oitavo colocado, o Knicks parece estar tentando ressignificar a definição de “desastre”. Ontem, até o Nets pareceu ter um futuro mais promissor do que seu rival de New York.

🔒 O Warriors contra o abuso

🔒 O Warriors contra o abuso

Às vezes, por uma confluência de fatores, algumas personalidades históricas acabam se colocando no olho do furacão, no centro de todos os conflitos e polêmicas, e tornam-se emblemas de um modo de pensar característico de seu tempo. Tornam-se figuras centrais para se entender uma época, símbolos das rupturas que acontecem durante as mudanças de geração. Trata-se de um processo que ocorre aos poucos: parece que, ao estarem em evidência como representação de um certo tipo de pensamento, essas figuras tornam-se polarizadoras e, ao ganhar a admiração e o ódio de diferentes indivíduos, adquirem mais força para abordar outras questões que a colocam ainda mais em evidência e cada vez mais profundamente dentro das questões pertinentes ao seu tempo.

Pois bem: o Golden State Warriors parece ter embarcado em definitivo nessa direção. É difícil pensar em outro conjunto de figuras públicas que tão bem represente as diferenças culturais das gerações atuais e das gerações anteriores. Se a princípio tratava-se apenas de um “novo modo de se jogar basquete”, baseado nas análises estatísticas avançadas e consequentemente nas bolas de três pontos e na movimentação de bola, muito rapidamente o Warriors cresceu para se tornar uma imagem ambulante de tudo aquilo que um dia já se pensou que era correto no basquete, mas que agora aparece como possivelmente equivocado. A lista avoluma-se: locais para se arremessar na quadra, maneiras de se montar defesas coletivas, distribuição de arremessos no ataque, uso de reservas, papel dos pivôs, abordagem do técnico na beira da quadra, rituais pré-jogo, postura em quadra, ausência de disciplina militar, etc, etc. Tudo que o Warriors faz vai contra a tradição, contra aquilo que combinou-se imaginar como um time vencedor de basquete, e o impacto tático é inegável: nunca os outros times arremessaram tanto de três pontos e os pivôs estão tendo que se reinventar para encontrar espaço nesse novo estilo de jogo.

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