🔒Basquete Cabeça

🔒Basquete Cabeça

De um tempo para cá tenho tido a tendência de analisar os jogos cada vez mais pelo seu lado tático. Ao lado do talento bruto, a estratégia é essencial para transformar um bando de bons jogadores da NBA em uma equipe de verdade. Mas a decisão de olhar mais para a prancheta também acontece porque sou incapaz de ver o que se passa dentro da cabeça dos jogadores. Em uma liga tão nivelada em termos de talento individual, com tantos bons técnicos, assistentes e managers, o psicológico pode ser decisivo: quem é mais confiante? Quem lida melhor com altos e baixos? Quem rende mesmo num vestiário dividido? Que time aparece mais motivado ou medroso na hora H? E, mais importante para o blogueiro, como diabos a gente percebe tudo isso?

🔒Filtro Bola Presa #47

🔒Filtro Bola Presa #47

O Cleveland Cavaliers está numa sequência impecável de vitórias desde que LeBron James publicou a foto do punho fechado do personagem de desenho Arthur. É mais ou menos o que aconteceu com o Golden State Warriors após o caso da TORRADEIRA autografada por Klay Thompson. Ouso dizer então que o Filtro Bola Presa é mais do que só um apanhado de amenidades, causos e estatísticas, mas o grande fator decisivo da história da NBA.

🔒As torres solitárias

🔒As torres solitárias

Juntar no mesmo quinteto titular Anthony Davis e DeMarcus Cousins pode parecer um sonho, a princípio. Com apenas 24 e 27 anos respectivamente, a dupla ainda é jovem, caminhando para o auge de suas carreiras, e em termos de talento são sem sombra de dúvidas dois dos melhores jogadores da NBA na atualidade. Mas essa união cobra um preço imediato: como unir dois pivôs simultaneamente em quadra num momento em que o basquete mostra cada vez mais o sucesso de times sem pivô algum? Com os pivôs tradicionais perdendo valor de maneira frenética, desaparecendo dos principais elencos da Liga, eis que presenciamos o técnico Alvin Gentry encarar a ingrata tarefa de usar dois pivôs ao mesmo tempo – e, mais do que isso, dois pivôs que nunca estiveram cercados por muita disciplina tática e que não conhecem muito bem o prazer de vencer jogos de basquete.

🔒Esperança para Andre Drummond

🔒Esperança para Andre Drummond

O técnico Stan Van Gundy é o responsável por montar um Orlando Magic que chegou às Finais da NBA em 2009. Seu conceito, ousado na época, era manter Dwight Howard como única peça de garrafão e cercá-lo de arremessadores de três pontos – inclusive pagando um polêmico contrato que tornou o especialista em bolas de três pontos Rashard Lewis um dos 10 jogadores mais bem pagos da NBA naquele momento. Para termos uma ideia, aquele Magic arremessava 26 bolas de três pontos por jogo (uma a menos que o líder da NBA, o Knicks, e 5 a mais do que o terceiro colocado), liderando a Liga em bolas de 3 pontos convertidas por jogo com 10. A estratégia dava a Dwight Howard mais espaço para atuar embaixo da cesta ao mesmo tempo em que colocava pouco a bola em suas mãos, fazendo com que ela rodasse continuamente no perímetro.

Quando Stan Van Gundy foi contratado para comandar o Pistons em 2014, esperava-se que ele repetisse a mesma estratégia, mas dessa vez com o promissor Andre Drummond no lugar de Dwight Howard. Com as bolas de três pontos em alta, o plano de Van Gundy não seria ousada, mas simplesmente “antenado com os novos tempos”. O plano era finalmente tornar o Detroit Pistons um time moderno.

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