🔒Como entender Russell Westbrook

🔒Como entender Russell Westbrook

Não é de hoje que Russell Westbrook é polêmico – nem tanto pelo seu comportamento em si, mas sim por seu estilo de jogo em quadra. Por anos, Westbrook ganhou a alcunha de descerebrado para alguns e de gênio do basquete para outros. É comum que grandes estrelas do esporte causem certa polarização, com jogadores como Kobe Bryant, LeBron James e Stephen Curry sendo amados e odiados provavelmente em igual medida por torcedores rivais. No entanto, o ódio direcionado a esses grandes nomes costuma habitar o terreno do “não gosto”, “não me agrada”, ou do “não gosto do comportamento” – dificilmente ele é direcionado ao jogo dessas estrelas em si. Westbrook está em outro território: seu jogo pouco ortodoxo, sua abordagem frente ao esporte e seu estranho conjunto de talentos e limitações fazem com que seu modo de jogar seja dificilmente digerível. Olhado sob determinados critérios, Westbrook é um dos maiores jogadores de todos os tempos; adotando outros critérios, Westbrook é um jogador caótico, um TREM DESCARRILHADO, auxiliado por um momento histórico adequado e um esquema tático complacente.

Essa confusão e completa ausência de unanimidade sempre foi responsável em alguma medida por tirar Westbrook dos grandes palcos da NBA, mas a temporada atual do armador é impossível de ser ignorada. Prestes a igualar a marcar de Oscar Robertson de 41 triple-doubles em uma temporada – e tudo leva a crer que Westbrook ultrapassará esse recorde com considerável vantagem – Westbrook está tendo a temporada mais NA TUA CARA que os números são capazes de proporcionar. As estatísticas que o cercam são um SOCO NO QUEIXO, desde a média de triple-double em pontos, rebotes e assistência ao longo de quase 80 jogos, os mais de 55% de aproveitamento do seu time na temporada mesmo com um elenco PELADO, até o triple-double com mais pontos marcados na história, quando fez 57 pontos. São números demais, feitos demais, que nos afogam num mar de informações sobre o candidato a MVP. Afinal de contas, para o que deveríamos estar olhando na hora de tentar entender quão bom – ou quão limitado – é Russell Westbrook?

🔒Efeitos colaterais

🔒Efeitos colaterais

Na Copa do Caribe de Futebol em 1994, a seleção de Barbados enfrentou Granada numa partida da fase de grupos. Barbados precisava vencer por dois gols de diferença para se classificar para a fase de mata-mata e passou a administrar o placar assim que conquistou o 2 a 0 no placar. Faltando 7 minutos para o final do jogo, Granada conseguiu marcar um gol, passando a ser a equipe classificada para a próxima fase. Barbados tentou marcar um gol desesperadamente até os 42 minutos do segundo tempo, quando perceberam que a tarefa era quase impossível no pouco tempo que restava e resolveram então simplesmente MARCAR UM GOL CONTRA. Por que isso aconteceu?

🔒Filtro Bola Presa #40

🔒Filtro Bola Presa #40

Amigos assinantes, estamos de volta com mais um Filtro, um resumo que deveria ser de tudo o de FRUGAL que aconteceu na última semana, mas que, devido às minhas férias, virou um apanhado do que rolou na última semana + último mês! O Danilo resgatou alguns bons causos na edição passada, mas fiquem tranquilos que ainda tem muuuito mais!

🔒Filtro Bola Presa #39

🔒Filtro Bola Presa #39

Estamos de volta com mais um Fitro após um pequeno hiato, fruto de minha total e completa incapacidade de organizar nossa tradicional lista de amenidades sem a tutela fantástica do Denis, o rei-da-filtragem! É hora de correr atrás do tempo, então: comecemos com causos da NBA que datam de até um mês atrás e, apertando um pouco do ritmo, em breve alcançaremos os dias atuais. Venha dobrar o espaço-tempo com a gente e matar a saudade de nossa seção exclusiva para assinantes!


Essa história é da vitória do Warriors fora de casa em cima do Thunder no mês passado. Quando Kendrick Perkins foi trocado para o Thunder para levar “defesa e liderança” para a equipe em 2011, parte do seu modo “Kevin Garnett” de fazer as coisas passava por chamar os seus companheiros de equipe mais molengas nos treinos de “cupcakes”. A expressão pegou na equipe e persistiu mesmo depois do Perkins ir embora, com Westbrook e Durant usando-a constantemente. Foi por isso que quando Westbrook ficou sabendo que Durant havia assinado com o Warriors, apenas postou silenciosamente uma foto de um cupcake em sua conta do Instagram.

🔒A lição em New York

🔒A lição em New York

O futuro do Brooklyn Nets está condenado: sua escolha no tão antecipado draft de 2017 será substituída pela escolha do Celtics, que certamente estará no final da primeira rodada; em 2018 será ainda pior, com a escolha do Nets sendo enviada para o Celtics sem que nenhuma escolha de Boston seja enviada em troca. A situação é ainda pior porque o time precisa desesperadamente de uma reconstrução, estando na última posição da NBA com apenas 12 vitórias em 65 jogos. No Leste, o time em pior situação depois do Nets, o Magic, tem o DOBRO de vitórias. O pior colocado na Conferência Oeste, o Lakers, tem 20 vitórias na temporada até aqui e um núcleo de jovens jogadores para desenvolver num futuro próximo. Não há pior situação do que a do Nets, um desastre sob quaisquer pontos de vista.

É por isso que o Knicks entrou em parafuso quando perdeu ontem para o Nets, apenas a quarta vitória da equipe de Brooklyn contra times da Conferência Leste. O time que tinha expectativas reais de brigar nos Playoffs, e a quem Derrick Rose chamou de “um dos melhores elencos da NBA”, não conseguiu vencer o maior desastre ambulante da Liga no momento em que depende de cada vitória para sonhar com uma vaga cada vez mais distante para a pós-temporada. Com 26 vitórias até aqui e 7 partidas atrás do atual oitavo colocado, o Knicks parece estar tentando ressignificar a definição de “desastre”. Ontem, até o Nets pareceu ter um futuro mais promissor do que seu rival de New York.

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