Prêmios Alternativos do Bola Presa – 14/15

Os Prêmios Alternativos do Bola Presa datam do longínquo ano de 2008, quando o mundo ainda era um lugar habitado por espécies estranhas como Matt Harpring, Chucky Atkins, Ike Diogu, Troy Murphy e Daniel “Boobie” Gibson. Os tempos mudaram, a NBA mudou, mas os prêmios seguem nem tão firmes e fortes.

A tradição nasceu como resposta aos enfadonhos prêmios de fim da temporada que rendem tantas discussões infrutíferas na internet. Se é pra dar prêmio que não vale nada, se é pra gerar discussões vazias e premiar coisas aleatórias, vamos fazer do jeito certo!

Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

Prêmios Alternativos 12/13

Prêmios Alternativos 13/14

Prêmios Alternativos do Bola Presa – 13/14

Os Prêmios Alternativos do Bola Presa são uma tradição que se remontam desde o longínquo ano de 2008, época em que não tinha essa violência e pouca vergonha na TV brasileira, que as crianças podiam brincar na rua e que iPhone ainda era lançamento, coisa de grã-fino. A palavra grã-fino ainda era utilizada.

Muita coisa mudou de lá pra cá: agora vemos NBA no League Pass, somos adultos formados e pedimos cafezinho ao fim das refeições. Mas apesar de tanta maturidade, o mundo internético ainda insiste em discutir prêmios de MVP, Jogador-que-mais-evoluiu, Melhor Defensor e Zzzzzzz… vamos ao que interessa? Vamos aos prêmios que só mostram como prêmios são estúpidos e arbitrários?

Abaixo os links para os vencedores dos anos anteriores. Divirtam-se!

Prêmios Alternativos 07/08

Prêmios Alternativos 08/09

Prêmios Alternativos 09/10 

Prêmios Alternativos 10/11

Prêmios Alternativos 11/12

Prêmios Alternativos 12/13

 

1. Jogada Bola Presa do Ano

Infelizmente não podemos premiar jogadas que aconteceram em mundiais Sub-17 femininos, senão já teríamos um vencedor. Mas mesmo assim, tivemos um bocado de jogadas absurdas acontecendo na NBA no último ano: Dedé Bargnani tentou jogar uma partida no lixo; o árbitro Joey Crawford (sempre ele) brigou feio com o menino do rodo; Lance Stephenson mandou uma ponte aérea para seu amigo imaginário; DeAndre Jordan conseguiu amassar uma bola; Tony Parker teve o pior lance-livre da história do esporte moderno.

Respirem, teve mais:

Amar’e Stoudemire pede aos céus ajuda para defender; torcedor do Lakers trolla Dwight Howard; Joakim Noah dá o olhar do Luigi para seu companheiro Tony Snell por falta de entusiasmo; Kendrick Perkins tem excesso de confiança. Já deu, né?

Chegamos, finalmente, ao vencedor. Neste ano o prêmio vai para a TRILOGIA NICK YOUNG. Afinal a Jogada Bola Presa do Ano não é só um erro, não é só bizarrice, é a malemolência do basquete-moleque, é a soberba do jogador mediano, é a alegria contagiante do cara que esquenta o banco de reservas. É a vitória da falha do improviso sobre o basquete mecânico. Um viva a Swaggy P!

Começamos com Young comemorando uma cesta de 3. Que não entrou.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=JG_wClmLUh8[/youtube]

Passamos para ele tomando pó de pirlimpimpim de Shawne Williams…

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=1kTsx73CMzE[/youtube]

…e chegamos ao seu clássico 360 que sai do nada e para no lugar nenhum

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=fjNpPUm3_ps[/youtube]

 

2. Troféu Kareen Rush de melhor atuação de um jogador ruim

Todo ano uma homenagem ao jogo 6 da Final do Oeste de 2004: Lakers e Wolves numa série apertada e emocionante, 3 a 2 para o Lakers e aí Kareen Rush resolve que é dia de acertar uma gazilhão de bola de 3 pontos (6, na verdade, a maioria no fim do jogo) e tirar de Kevin Garnett a chance de disputar um jogo 7 em casa. Kareen Rush. Não é um jogo acima da média de, sei lá, Derek Fisher, é o KAREEN RUSH! Deu pra entender, né?

Neste ano foi difícil escolher um vencedor. O Vitor, nosso autor-convidado do Draft, me ajudou a lembrar dos 42 pontos de Jodie Meeks, dos 30 pontos e 15 assistências de Randy Foye e eu fiquei tentado a dar o prêmio para os 41 pontos de Jordan Crawford pelo Warriors contra o Nuggets, ou ainda a Marcus Thornton, outro que passou dos 40 na temporada.

Mas eis que outro jogo apareceu no caminho. Em uma vitória do Philadelphia 76ers (só por isso já é uma grande atuação de jogadores ruins) sobre o Houston Rockets, James Anderson, aquele cara que você não precisa se sentir mal por não conhecer, marcou incríveis 36 pontos, incluindo a bola de 3 que levou o jogo para a prorrogação.

Lá, o Sixers ganhou com uma enterrada de Spencer Hawes (18 pontos, 9 rebotes, 4 assistências, 3 roubos, 3 tocos) nos lances finais. No meio do caminho ainda vimos Jeremy Lin meter 34 pontos e 11 assistências e, preparem-se: UM TRIPLE DOUBLE DE TONY WROTEN! 18 pontos, 10 rebotes e 11 assistências. É como se essa partida tivesse acontecido num gerador aleatório de resultados do Elifoot.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=SsZ4in7CNAU[/youtube]

Temos que lembrar aqui que os prêmios, embora estejam sendo dados de maneira atrasada neste ano, são originalmente feitos para premiar a temporada regular. Se englobassem os Playoffs, não poderíamos deixar de premiar Troy Daniels, o Kareen Rush por excelência desta temporada. Resgatado da D-League, Daniels quase não entrou em quadra pelo Rockets até que, de repente, salvou a temporada de James Harden, Dwight Howard e companhia com cestas histórica na série contra o Portland Trail Blazers.

 

3. Troféu Lonny Baxter de jogador que só joga nas Summer Leagues

Esse divertido prêmio é para atletas que só ameaçam virar grandes jogadores e aí nem entram em quadra na temporada. Muitos jogadores aparecem nas ligas de verão e ganham lugar na NBA, como Jeremy Lin. Outros brilham lá e… nada. Nessa temporada, pelo conjunto da obra, resolvi dar o troféu para Jordan Hamilton.

O ala do Houston Rockets saiu da liga de verão de Las Vegas com boas médias de 15.8 pontos e 5.8 rebotes. Ainda jogando pelo Denver Nuggets na época, ele repetiu a grande atuação que havia tido na Summer League do ano anterior, quando tinha marcado 19.2 pontos por jogo e 6.8 rebotes por partida. Mas na VIDA REAL? Nada disso, Hamilton não conseguiu se firmar no Nuggets nem com a lesão de Danilo Gallinari e mal chegou aos 7 pontos por jogo. No Rockets, depois de ser trocado no meio da temporada, não conseguiu brilhar nem onde Troy Daniels virou herói.

Tem nome de Jordan, mas só brilha em Las Vegas.

 

4. Troféu Isiah Thomas de troca do ano

O célebre armador, um dos melhores da história da NBA, viveu o bastante para dar nome ao troféu de troca mais estúpida da temporada. Não dá pra vencer todas, né?

Neste ano acho que não tem para ninguém, o prêmio vai para a MAÇÃ ENVENENADA que Sam Hinkie, manager do Philadelphia 76ers, enviou para Larry Bird e o Indiana Pacers. Que tal, senhor Bird, ficar com o promissor Evan Turner e em troca nos enviar apenas esse vovô do Danny Granger e mais alguns mimos?

Coincidência ou não, foi a partir daí que começou a ruína do Pacers. Derrotas seguidas, brigas (envolvendo Turner) nos treinos, boatos de time rachado e um grupo meio puto que viu seu líder veterano indo embora no meio da temporada. E para piorar, o próprio Turner se deu mal ao quase não pisar em quadra nos Playoffs. Viu seu valor de mercado despencar em poucos meses. Se conseguir um contrato de valor pouco inferior ao de Avery Bradley no Celtics, será lucro.

Evan Turner

 

5. Troféu Grant Hill de jogador bichado do ano

É triste como os candidatos ao prêmio mais triste da temporada se repetem ano após ano. Na temporada passada o troféu foi, em conjunto, para o Minnesota Timberwolves, mas no texto de premiação eu cito Andrew Bynum e Derrick Rose como jogadores que claramente poderiam vencer.

Um ano se passa e não é que os dois estão lá de novo? Dois dos melhores jogadores de sua posição em toda a NBA e não conseguem jogar de jeito nenhum! Andrew Bynum ameaçou jogar um pouco no Cleveland Cavaliers, depois foi sopro de esperança para o Indiana Pacers, mas acabou dispensado sem jogar e ainda com fama de ser má influência no vestiário. Já Derrick Rose é adorado por seus companheiros de time, mas quando se recupera de um joelho, tem problemas no outro.

Podemos lembrar de outros que se lesionaram bastante nesta temporada, mas ninguém vai superar o drama dessa dupla, que há anos insiste em lembrar Grant Hill pelo pior motivo possível.

Rose Bynum

Surreal que exista uma foto dos dois jogando AO MESMO TEMPO, né?

 

6. Troféu Darius Miles de atuação surpresa na última semana

Esta é quase que uma extensão do prêmio de melhor atuação de um jogador ruim, mas tem um charme diferente. Ao invés de premiar um cara que, no meio da temporada regular, explode para uma grande atuação, este troféu é feito para celebrar a última semana da temporada, um dos momentos mais malucos do ano.

Em um canto da liga estão times esfolados só esperando o Draft; de outro, equipes poderosas só querendo descansar seus jogadores. No meio, times jogando pela vida e a vaga na pós-temporada. No meio da sopa, jogadores completamente ALEATÓRIOS sobram com 48 minutos de jogo ou com liberdade para arremessar sem tomar bronca. E é aí que as bizarrices acontecem!

Nesta temporada fiquei em uma dúvida cruel: prêmio para o pivô Timofey Mozgov que impressionou com 23 pontos e VINTE E NOVE rebotes contra o Golden State Warriors;

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=KvVz2-zVgKM[/youtube]

do outro, Corey Brewer, que mal sabe arremessar, marcou CINQUENTA E UM pontos contra a defesa simbólica do Houston Rockets

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=vC1srGqOrK4[/youtube]

Pensei em premiar Brewer já que ele deu a entrevista mais feliz que vi na vida! Seu sorriso após o jogo faz parecer que ele acabou de ser pai, ver seu time ganhar a Libertadores, acertar na loteria e dar um beijo da Alinne Moraes ao mesmo tempo. Por outro lado, Mozgov rendeu o erro de estagiário mais legal da temporada. O prêmio vai para o russo.

 

7. Troféu Shawn Bradley de enterrada na cabeça

Shawn Bradley, o Yao Ming sem talento. Branquelo gigante de 2,25m ficou famoso pela cara de bobo, pela participação no Space Jam e por ser protagonista do Top 10 mais embaraçoso da história do YouTube. Em homenagem a esses gloriosos jogadores que se humilham para o nosso prazer, o prêmio Shawn Bradley de melhor cravada na cabeça!

Vou ser caseiro demais se der mais um prêmio para o Los Angeles Lakers? Não me importo.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=7h8zVlCmX4w[/youtube]

Mas devo admitir que outras duas poderiam ter vencido esta: JJ Hickson voando por cima de Marvin Williams e Terrence Ross desafiando a física, a lógica, a anatomia humana e passando por dentro de Kenneth Faried.

 

8. Troféu Michael Schumacher de volta frustrada

Alguém POR FAVOR me ajuda a dar um nome novo para este prêmio?! De repente ele deixou de ser uma piadinha com a Fórmula 1 e virou algo de mal gosto com alguém a beira da morte. Estou aberto a sugestões.

Com peso no coração eu dou o prêmio para Chauncey Billups, que quis voltar para o Detroit Pistons, onde se consagrou como o “Mr. Big Shot” e saiu de lá com apenas 17 jogos disputados, média de 3.8 pontos por partida e um time recheado de derrotas.

Bbbbbbillups

 

9. Troféu Zach Randolph de melhor jogador em time que só perde

O nosso glorioso gordinho passou boa parte da sua carreira fazendo 20 pontos e pegando 10 rebotes em times que mal passavam das 30 vitórias por temporada. Hoje ele brilha em um time que tem tudo pra ir longe nos Playoffs, não concorre mais, apenas dá nome ao prêmio.

Legal ver que no ano passado citamos LaMarcus Aldridge e John Wall como candidatos para este prêmio, e que neste ano os dois estavam na segunda rodada dos Playoffs. Mas o campeão do ano passado, Kyrie Irving, e o quase-vencedor, DeMarcus Cousins continuam na pesada briga entre o bonzão dos perdedores. Kevin Love até poderia levar também, mas acho que isso é pegar pesado com o Wolves, que nem foi tão mal assim e até seria finalista de conferência se ficasse um pouco mais ao Leste no mapa.

Dou o troféu então para Anthony Davis, o Monocelha, que evoluiu demais no último ano e mostrou ser a potência ofensiva e defensiva que todos esperavam dele e que ficou devendo um pouco em sua difícil temporada de novato. Médias de 20 pontos, 10 rebotes e quase 3 tocos com apenas 20 anos de idade? Difícil imaginar um time que não sonhe em ter um jogador assim. Só falta o detalhe simbólico de vencer jogos.

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=o1JdsCybeK4[/youtube]

 

10. Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu

Gary Payton foi de ser um dos melhores armadores do mundo para esquentar banco do Derek Fisher em questão de meses, é sempre exemplo de jogadores que, de repente, param de jogar o que sabem.

Harrison Barnes assustou com um começo de temporada péssimo, mas se recuperou ao longo do ano e, mesmo reserva, fez bons Playoffs. Mas o mesmo não aconteceu com Alexey Shved, que entrou numa espiral de falta de confiança que transformou o promissor novato do ano passado em um cara que simplesmente não podia ficar em quadra. Nem pelo corte de cabelo engraçado valia a pena o ver em quadra nesta temporada.

Sua média de pontos caiu de 8.4 pontos para 4, o aproveitamento de arremessos de 43% para 31% e sua presença na rotação do time de Rick Adelman foi para o espaço mesmo com um elenco bem magro. O fracote Robbie Hummels estava na frente dele em boa parte do ano.

Shved

 

11. Troféu Bruce Lee Bowen de jogada suja da temporada

O San Antonio Spurs mostrou nesse ano que dava pra ter sido campeão sem apelar pra esses malas. Mais legal assim, não é?

Mas a liga ainda tem muito babaca para mostrar que o legado não morreu. Só uma diferença em especial nesse ano: repararam como as pessoas aprenderam a ser idiotas sem realmente agredir um ao outro? Teve tênis desamarrado, refrigerante no chão de propósito e o famoso “Sopro de Stephenson”

O tênis
[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=jNpB1vPVVMI[/youtube]

 

O refri

 

O sopro

 

12. Troféu 8 ou 80 de Estatística Bizarra do Ano

Nessa aqui eu pedi ajuda para o Vitor também. Ele me falou do jogo em que o Indiana Pacers pegou só 19 rebotes contra QUARENTA E QUATRO do Washington Wizards, mas logo eu lembrei que o Wolves tinha algumas estatísticas estranhas sobre jogos decididos por poucos pontos. O Vitor correu atrás e voltou com os seguintes absurdos numéricos:

– O Wolves teve 21 jogos na temporada decididos por 5 pontos ou menos. Isso é praticamente um quarto da temporada! E pior, só venceram 7 dessas partidas.

– O número aumenta para 37 jogos (!!!) quando buscamos partidas que estiveram com 3 pontos ou menos de diferença nos últimos 5 minutos disputados.

– Nesses minutos finais, o Wolves tem média de -28 pontos por 100 posses de bola em comparação a seus rivais! O Celtics, com -14, foi o time mais próximo.

Esqueci alguma coisa? Paciência. Deu trabalho e eu não vou editar. Espero que tenham gostado assim mesmo!

>Preview 2010-11 / Philadelphia 76ers

>

-Vêm nimim! 

Objetivo máximo: Ter alguma perspectiva de futuro
Não seria estranho: Continuar se condenando por gastar tanto dinheiro com o Elton Brand
Desastre: Evan Turner não dá em nada e o time despenca na tabela

Forças: Time muito forte nos contra-ataques e roubos de bola
Fraquezas: Todos os quesitos do basquete que não são roubos e pontos de contra-ataque

Elenco:

…..
Técnico: Doug Collins

De todas as mudanças de técnico dessa offseason essa foi a decisão que me deixou mais frustrado. Não porque eu não goste do Sixers ou do Doug Collins, mas é que ele era, de longe, o meu comentarista favorito na TV americana. O Jeff Van Gundy faz uns comentários hilários, é verdade, mas o Doug Collins entende muito de basquete e cada jogo comentado por ele era uma aula. Muitas coisas que eu comento aqui aprendi ouvindo ele nos últimos anos.

Mas acho que essas pessoas que sempre viveram nas quadras não conseguem passar muito tempo fora delas. Vocês lembram desse post onde, no finalzinho, eu conto a história da final olímpica de 1972 quando a URSS venceu os EUA num jogo muito polêmico? Quem acerta os últimos lances livres a favor dos EUA é o Doug Collins, que um ano depois foi a primeira escolha do Draft de 73 pelo mesmo Sixers que defende hoje.

Sua carreira como jogador sofreu muito com contusões e foi encerrada precocemente por elas, mas no meio do caminho ele foi um bom jogador, sempre beirando os 20 pontos por jogo e foi peça importante do Sixers campeão do Leste em 1979. Por ser novidade na época em que sua carreira já acabava, o armador Doug Collins só deu um arremesso de três em toda carreira. E errou.

Logo depois que se aposentou foi para a vida de técnico, começou em nível universitário e em 1986 se tornou técnico do Chicago Bulls. Lá treinava os pivetes Michael Jordan e Scottie Pippen. O resultado foi bom e o time foi longe, alcançando a final do Leste em 1989, mas a derrota na beira da Final deixou o manager do time achando que talvez fosse a hora de dar uma chance para o assistente técnico de Collins, o estreante Phil Jackson. Analisando mais de vinte anos depois dá pra dizer que foi uma boa decisão.

Ele montou um bom time no seu emprego seguinte, com o Pistons de 1995 a 1998, mas novamente não alcançou a final da NBA, embora o time tivesse até potencial pra isso. Passou três anos como comentarista até ser chamado por Michael Jordan, que o queria como técnico na sua volta ao basquete no Wizards. Lá ele passou bem longe dos playoffs e Collins ainda foi peça importante no desastre que foi o começo da carreira de Kwame Brown, como vocês devem lembrar.

Depois desse fracasso homérico ele ficou quase dez anos longe das quadras, só comentando jogos. O pior é que não é que ele queria assim, tentou vagas no Bucks duas vezes e no Bulls e nunca conseguiu o emprego. Quando você é dispensado duas vezes pelo time do veadinho é porque a coisa tá feia! Mas o Sixers estava desesperado por alguém que fizesse o Elton Brand jogar e o Collins tem uma história grande na franquia. Mas isso quer dizer que vai dar certo? Discutiremos na análise do time, logo depois de ver o Tyrus Thomas quase matar o Doug Collins no ano passado.

…..
O elenco do Sixers não é de todo mal. Tem jogadores bons em todas as posições e fez o que pôde na offseason para corrigir alguns problemas. O Elton Brand e até o meu querido Iguodala talvez recebam grana demais para não serem jogadores que carregam o time nas costas, e ter os dois tira a chance do Sixers contratar qualquer outro grande jogador num futuro próximo por causa do teto salarial. Era ainda pior com o salário monstro do Samuel Dalembert, mas o contrato do haitiano de repente ficou atrativo por estar no seu último ano e eles o mandaram para o Kings em troca de Andres Nocioni e Spencer Hawes.

Essa troca já foi a primeira visando uma necessidade do time, arremessos de três pontos. O mesmo motivo levou o Sixers a buscar o Jason Kapono, branquelo que não sabe o que é basquete mas é um dos melhores arremessadores de três da história da NBA. No ano passado o Sixers teve o nono pior aproveitamento de bolas de três da NBA, 34%. Eles chegam para complementar um time que só tinha jogadores com força física, velocidade e que marcam pontos na correria, atacando a cesta. Caras como Iguodala, Marreese Speights e Thaddeus Young.

Esses caras formaram um time limitado, mas bom, há dois anos, quando tinham a oitava melhor defesa da NBA, o que dava muitas chances de contra-ataque. No ano passado, quando tiveram a sexta pior defesa, as chances diminuíram e as deficiências no jogo de meia quadra ficaram ainda mais evidentes. Elas se resumiam a deixar o Iguodala bater a bola até ver no que ia dar ou em todo mundo ficar parado vendo o Elton Brand errar um arremesso forçado.

O desafio do Doug Collins é pegar esses bons jogadores que eu citei, juntar com o promissor armador Jrue Holiday, que além da força nominal jogou muito no fim da temporada passada e ainda mais nas Summer Leagues, e Evan Turner, segunda escolha no Draft, jogador que parece muito bom, mas que jogou bem mal na mesma liga de verão que seu companheiro de time se destacou. Como juntar tudo isso e criar uma identidade para o time? Que estratégia usar em um elenco escolhido no shuffle?

Se formos buscar na história de Doug Collins vamos encontrar três times bem parecidos. Tanto o Bulls dos anos 80, o Pistons dos 90 e o Wizards dos 2000 eram times lentos e que concentravam a bola na mão de um jogador central, que era o responsável por ou decidir a jogada ou dar a assistência no final. Era tudo na mão de um jovem Jordan, de Grant Hill ou do Jordan-velho. Deu certo com os dois primeiros e errado com o último, já que colocar um time nas mãos de um idoso nunca dá certo antes da categoria Masters.

Se ele tentar isso no Sixers vai ser um desastre. Andre Iguodala já fez isso nos últimos anos e para cada ponto e assistência que ele dá são 7 turnovers. Para um ala ele tem bom controle de bola e bom passe, é o meu LeBron James Jr na Liga de Fantasy, mas precisa errar muito mais para fazer bem menos que o King James. E fazer o coitado do pivete do Jrue Holiday ter essa responsabilidade é demais. Em um time em que sua maior estrela é um role player de luxo essa estratégia tem tudo pra dar muito errado, ainda mais se ele tentar dar um ritmo lento para esses jogadores que só sabem jogar de patins.

Por outro lado o mesmo Doug Collins recebeu no Bulls o apelido de “Play-a-Day Collins” porque ele aparecia todos os dias com novas idéias, táticas e jogadas novas para seus jogadores aprenderem. Ele é um nerd do basquete e estuda muito o jogo. Não quer dizer que seja um bom técnico por isso, mas manja do assunto. Se ele usar todo o seu conhecimento e criatividade para testar, testar e testar diferentes esquemas táticos e jogadas até encaixar nesse time, talvez dê certo. Não acho que vá dar playoffs logo de cara, mas o que eles mais querem hoje é perspectiva de futuro. Não querem continuar se achando um time encalhado em contratos gigantescos, condenados a serem ruins até o contrato do Elton Brand acabar e o Iggy fugir como Free Agent. 

Sucesso para eles seria ver o Elton Brand jogar metade do que jogava no Clippers, o Andre Iguodala atuando ainda em alto nível mas errando menos e a dupla Jrue Holiday e Evan Turner se mostrando capaz de formar uma dupla titular entrosada. Com todos funcionando junto dá pra pensar em alguma coisa para depois.

>Summer Leagues – Os novatos

>

Se eu não contar na legenda ninguém vai saber quem é esse cara

Acabou na última semana a Summer League de Las Vegas, a mais longa e importante do calendário de verão americano. Antes dela foi disputado outro torneio, menor, em Orlando. Atualmente essas são as duas competições de verão disputadas pelos times da NBA, mas até pouco tempo atrás era diferente.
Antes existiam várias ligas ao redor dos EUA e alguns grupos de times da NBA iam se encaixando onde mais convinha. Então vários times do Leste disputavam a de Orlando, os do Oeste disputavam uma em LA e ainda tinham outras espalhadas por aí, como Rocky Mountain Revue, em Salt Lake City. A liga de Los Angeles nem tinha só times da NBA pra você ter uma idéia do nível amador da coisa! Além de Lakers, Clippers, Warriors e outros times da região, tinham uns combinados amadores que juntavam jogadores não draftados e veteranos da região, uma bagunça.
De uns anos para cá a NBA começou a dar mais atenção para os eventos e passou a dar sua chancela. Então hoje só existem duas, a de Orlando e uma em Las Vegas. Ambas com cobertura no site da NBA (antes você tinha que caçar box scores em PDF para saber de alguma coisa) e transmissão ao vivo pela NBA TV, o que é um avanço absurdo se você pensar que até o ano passado tinham apenas algumas transmissões e elas eram feitas com apenas uma câmera! Para saber o placar era só no intervalo, quando a câmera focalizava o painel eletrônico do ginásio. Mas valia a pena porque os jogos eram comentados por dois caras hilários que passavam a tarde vendo os jogos e contando piada, com a transmissão oficial fomos reféns do Rick Kamla, Chris Webber e outros malas da NBA TV. Em compensação, foi um alívio poder assistir ao resumo de todos os jogos e ver as estatísticas no site oficial da NBA, ficou bem mais fácil de acompanhar.
As ligas de verão são uma criação que visa apenas a testar jogadores, simples assim. Não tem campeão e a vitória nos jogos pouco importa, é um campo de testes. Times com o elenco já formado jogam lá seus jogadores mais novos para que ganhem ritmo de jogo e testem na prática o que fazem nos treinos. Times que ainda buscam por novos jogadores para fechar o time observam alguns jogadores sem contrato para ver quem se encaixa. A maioria dos jogadores que disputam os torneios nunca terá vaga na NBA, é fato, mas alguns conseguem aí sua oportunidade na liga. As estrelas do torneio são os que já estão dentro da NBA, os jogadores que já disputaram a temporada passada e seus times querem vê-los jogando por mais tempo ou espiar os novatos draftados há menos de um mês que terão seu primeiro gostinho de NBA.
Sabendo disso, explico como vou fazer a minha análise das ligas de Orlando e Las Vegas: vou separar os jogadores nos grupos “novatos“, que engloba os recém-draftados, “veteranos“, que tem os que atuaram na NBA no ano passado e “Outros“, que pegam aqueles que nem foram escolhidos no draft ou que já tentaram a sorte na NBA mas estavam de fora. Hoje falo dos novatos, que são muitos, e no próximo post falo do resto.
Novatos
John Wall (PG – Washington Wizards) – Foi eleito o melhor jogador da Summer League de Las Vegas, a única que disputou, e com razão. Fez 23.5 pontos por jogo (cestinha do torneio), 7.3 assistências (também líder em assistências) e dominou quase todos os seus jogos, apenas foi mal contra o Dallas Mavericks. Estava claramente um nível acima de todos que disputaram a Summer League. Por outro lado, já deixou claro dois aspectos que vai precisar cuidar até começar sua carreira oficialmente: desperdiçou muitas bolas tentando forçar infiltrações e errou muitos arremessos de média e longa distância.
As duas coisas estão relacionadas. Com um arremesso ruim os times vão dar espaço para ele e só vão fechar quando ele tentar infiltrar. Penetrar no garrafão adversário fica muito mais difícil quando sabem que é só isso que você sabe fazer. Um bom arremesso de meia distância já será o bastante para desafogar o seu jogo, um pouco de ritmo de jogo e entrosamento com os companheiros também deve fazer o número de erros (5.2 por jogo em Las Vegas) cair bastante.
Podem preparar as piadas e trocadilhos que vamos falar muito do João Paredão na próxima temporada.
Evan Turner (SG – Philadelphia 76ers) – Nada de elogios para a segunda escolha do draft. Tirando uma partida decente em que marcou 13 pontos, o resto foi uma droga. Ele mesmo admitiu que suas atuações estavam um lixo depois das duas primeiras partidas. Mas apesar de perceber o fedor, não soube contorná-lo. Ele só teve 9 pontos de média por jogo e 33% de aproveitamento nos arremessos. Pra fechar, o número de assistências, 2.8, foi menor que o de erros, 3.4.
Em defesa do Turner, pareceu que ele estava bem fora de forma e sem ritmo de jogo. O garoto já mostrou muito talento no basquete universitário e é melhor deixar ele ter tempo de treinar e melhorar o condicionamento antes de sair chamando ele de Darko 2.0.
DeMarcus Cousins (PF/C – Sacramento Kings) – Quando se é uma escolha Top 5 no Draft como foi Cousins, vive-se uma experiência bizarra: ao mesmo tempo que é sua estréia no mundinho da NBA, todo mundo sabe quem você é e de brinde até ganha marcação dupla, pelo menos na Summer League. Foi assim com Wall, Evans, Favors, e não seria diferente com Cousins. Mas ele, como poucos, gostou do papel de estrela do time.
O ataque do Kings passou muito pelas mãos de Cousins e ele soube o que fazer na maior parte das vezes. O aproveitamento ficou nos 33% assim como o de Turner e os turnovers foram até mais altos que o armador do Sixers, 4.8 por jogo. Mas não dá pra medir o impacto dele no jogo, sempre começando a rotação da bola do lado certo quando a marcação dobrava nele, acertou bons arremessos de meia distância, abrindo o garrafão para os companheiros, e foi um líder dentro do jogo. Quem estava lá disse que ele comandou vocalmente o time de dentro da quadra. Para ter pelo menos um ponto numérico e mensurável ao seu lado, liderou as Summer Leagues com média de 9.8 rebotes por jogo.
Hassam Whiteside (C – Sacramento Kings) – O “Lado Branco” também se destacou em Las Vegas, apesar de confirmar que ainda precisa aprender muito de basquete e que é uma negação ofensiva. Mas pelo menos compensou com rebotes e muitos tocos. Um crítico americano até o chamou de “a presença de garrafão mais intimidante do campeonato”. Aprendendo com Samuel Dalembert no Kings tem tudo para melhorar ainda mais nos tocos e nunca fazer uma cesta na vida.
Derrick Favors (PF – New Jersey Nets) – O Favors jogou mal na maior parte dos jogos, mas acabou com uma atuação tão impressionante que apagou quase tudo de ruim que fez antes. Depois de 4 jogos só tinha alcançado uma vez a marca de 12 pontos e em um dos jogos acabou com mais faltas, 7 ( não há limites de faltas nas ligas de verão), do que pontos, 4. Mas no último jogo, contra o Celtics, fez 23 pontos, pegou 11 rebotes, acertou 10 dos 17 arremessos que tentou e não cometeu nenhum erro.
Antes do draft muitos diziam que o Nets havia escolhido um grande talento, mas ainda incapaz de contribuir com regularidade em alto nível. Isso sim é scout bem feito.
Damion Jones (SG – New Jersey Nets) – Ao contrário do seu parceiro Favors, Jones foi o jogador mais regular do Nets nas Summer Leagues. Acabou com média de 18.8 pontos e quase um roubo por jogo, além de uma atuação espetacular de 30 pontos, uma das melhores de todas da competição. Ele ataca muito bem a cesta, cobrando trocentos lances livres. Todo time precisa de um Maggette e o Nets parece ter achado o seu.
Indiana Pacers – O Pacers levou três novatos para a Summer League de Orlando e todos tiveram atuações fantásticas. A escolha de 1º round Paul George (SF) fez 15.8 pontos por jogo e pegou 7.2 rebotes, além de ser o homem que decidiu todos os jogos apertados que o time fez no torneio.

Lance Stephenson (SG), o cara que a gente avisou que era bom mas que tinham medo da sua “atitude”, se mostrou um excelente defensor e atacou a cesta com segurança e velocidade. Magnum Rolle (SF/PF), o campeão nominal da NBA inteira, conseguiu sólidos 13 pontos e 7 rebotes por jogo e tem jeitão daqueles bons jogadores de garrafão que vem do banco para mudar o jogo. As ligas de verão foram o primeiro momento de alegria e esperança dos torcedores do Pacers desde que Ron Artest subiu na arquibancada do Palace of Auburn Hills para bater em uns torcedores folgados.
Ed Davis (PF – Toronto Raptors) – O coitado vai sofrer por um bom tempo as comparações com o Chris Bosh, já que chegou no time logo depois que o Bosh saiu, mas se depois de um tempo esquecerem disso ele deve se dar bem. Teve média de 12 pontos e 6 rebotes por jogo em apenas 25 minutos e mostrou bastante técnica no ataque. Ainda falta juntar força com essa técnica, ganhar experiência e mais muitas outras coisas, mas vejo ele como titular desde seu primeiro dia em Toronto.
Luke Harangody (SF/PF – Boston Celtics) – Eu acho que o Harangody tem cara de jogador de rugby, apostaria 100 pratas nisso se o visse na rua, mas perderia feio. O cara joga basquete e joga bem! Apesar de ter sido só a 52ª escolha no draft, se destacou em todos os jogos do Celtics. Teve média de quase 17 pontos por jogo, 6.6 rebotes e um aproveitamento assustador de 50% nas bolas de três pontos. Para um time que já chegou a colocar o Scalabrine em quadra para ter mais opções de bolas de longe, o Harangody cai como uma luva.
Los Angeles Lakers – Com a maior folha salarial da NBA e todo o Mid-Level Exception gasto com Steve Blake, era essencial que o Lakers conseguisse bons jogadores no draft para suprir as possíveis saídas de Jordan Farmar, Shannon Brown, Adam Morrison, Josh Powell e DJ Mbenga do banco de reservas. David Ebanks (SF) não conseguiu manter o ritmo durante todos os jogos, mas foi ótimo em alguns momentos. Quem o comparou com o Trevor Ariza pela primeira vez merece um prêmio, até o jeito de correr e de arremessar é o mesmo, é assustador! Para o garrafão o Lakers tem agora a ajuda de Derrick Caracter (PF), que fez double-double em 3 dos 5 jogos que disputou e acabou com média de 15 pontos e 8 rebotes.
O técnico do Lakers na Summer League, Chuck Person, disse em entrevista que a Summer League para o time não era para vencer ou perder, era pra descobrir quem sabia jogar dentro do esquema dos triângulos. Quem sabia quando cortar em direção à cesta, quem sabia passar a bola e quem só queria saber de jogar individualmente. Segundo ele, tanto Ebanks quanto Caracter passaram no teste, mas nem falou nada do Gerald Green, ex-campeão de enterradas que jogou pelo Lakers e pouco se destacou. Mais uma vez deve ficar de fora da NBA apesar de todo o talento que tem, mais uma vez por falta de cérebro. Esse é o exemplo desse ano de como os times usam a Summer League, no ano passado o melhor exemplo foi o Wizards, em que cada jogador desempenhava o papel de outro que não estava lá, lembro do Nick Young dizendo “Eu sou o Arenas e sei lá quem é o Jamison”, pareciam crianças brincando de faz-de-conta.
Dominique Jones (SG – Dallas Mavericks) – O Mavs já tem Kidd, Barea, Beoubois e Butler. Não sei onde diabos vão achar espaço e tempo para o Dominique Jones jogar na próxima temporada, mas deveriam dar um jeito. Ele teve momentos ótimos na Summer League, não só atacando (fez 17 pontos por jogo), mas também defendendo. Na melhor partida que fez, contra o Wizards, marcou 28 pontos e forçou John Wall à sua pior partida na competição. Ah, e ele é o cara da foto do topo do post.
Greg Monroe (PF/C – Detroit Pistons) – Falaremos mais do Detroit no próximo post, que viu muitos de seus jogadores de segundo ano terem ótimas atuações, mas hoje basta falar de Greg Monroe. Depois de um primeiro jogo péssimo, passou dois jogos sendo ignorado por seus companheiros de time, mas respondeu com duas atuações memoráveis nos últimos jogos: 20 pontos e 6 rebotes contra o Heat e 28 pontos e 14 rebotes contra o Knicks.
Apesar de bons momentos, ele ainda não pode ser um pivô na NBA. Não é aceitável um cara que quer jogar lá embaixo da cesta dar apenas 2 tocos em 5 jogos. Já seria um número ruim para um ala de força, para um pivô é digno de pagar suicídio no próximo treino.
Larry Sanders (C – Milwuakee Bucks) – O garrafão do Bucks fica cada vez mais com a cara do Scott Skiles. Feia e babando por defesa! Eles trocaram para ter o brucutu Jon Brockman com o Kings ontem e o segundo-anista chega para brigar por minutos com Larry Sanders, que além dos rebotes e dos tocos que todo mundo esperava ainda fez 14 pontos por jogo. Ele era tudo, absolutamente tudo, que o Bucks queria no ano passado quando o Andrew Bogut quebrou o braço. Sanders foi o líder das Summer Leagues com 3.2 tocos por partida!
Landry Fields (SF/PF – New York Knicks) – Nem citei o Fields e nem outro novato do Knicks no meu post de ontem sobre o time porque nenhum deles tem contrato garantido. Mas Fields saiu na frente para conseguir o seu salário mínimo e poder comprar pão com mortadela para as crianças. Ele se destacou pela raça, pela vontade, por fazer o trabalho sujo e cometer pouquíssimos erros. O Mike D’Antoni já teve jogadores assim antes e acho que vai gostar de tê-lo no banco de reservas.
Al-Farouq Aminu (SF – Los Angeles Clippers) – O Clippers começou a Summer League com um buraco na posição três em seu elenco oficial, era a chance de Aminu provar que poderia ser titular desde o primeiro dia. Mas depois de ver suas atuações e da contratação de Ryan Gomes pelo time 2 de LA, acho que fica pra próxima. Aminu não jogou mal, longe disso, mas não pareceu pronto para ser titular. Gomes é um jogador mais inteligente, mais completo e o Aminu deve fazer mais estrago vindo do banco de reservas. Ele ainda parece tomar más decisões com a bola na mão. Compensou os arremessos ruins batendo pra dentro e ganhando pontos fáceis na linha de lance livre, é verdade, mas tem muito o que aprender ainda.
Apesar das críticas estou mais empolgado com a escolha do Clippers hoje, depois de vê-lo em ação em Las Vegas, do que no dia do Draft. Ele tem futuro e não duvido de que ganhe a posição de titular sim, mas só mais perto do fim da temporada.
Clippers é Clippers, né? Aminu teve sua melhor partida no último jogo contra um combinado de jogadores da D-League. No mesmo jogo o armador Eric Bledsoe teve seu jogo mais completo. Mas não só o Clippers perdeu como foi do jeito mais dolorido, vejam o vídeo. E, claro, foi a única vitória do combinado da D-League no torneio.
Novatos que não jogaram
Cole Aldrich (C- Thunder) – Foi draftado pelo Hornets para ser mandado para o Thunder, mas como a troca só poderia ser finalizada no dia 8 de julho, não teve tempo de ser inscrito.
Xavier Henry (SG – Grizzlies) – O Grizzlies e o jogador estão com discussões sobre bônus no contrato e por isso ele ainda não foi assinado, sem contrato o ala não pode jogar.
Ekpe Udoh (PF – Warriors) – Com uma cirurgia no pulso não pode jogar e talvez fique fora até o começo da temporada.
Wesley Johnson (SF – Wolves) – Até começou uma partida, mas logo machucou a coxa e não jogou mais.
Avery Bradley (SG – Celtics) – Com uma contusão no tornozelo está fora de ação pelos próximos meses.
Top 10 – As melhores enterradas das Ligas de Verão