A primeira vez

Desde que Russell Westbrook chegou ao Thunder, 394 jogos atrás, a equipe nunca teve que entrar em quadra sem ele. A sequência de jogos sem contusão, descanso ou suspensão não apenas mostram que o Westbrook é puro aço, mas também nos impede de imaginar o Thunder sem ele. Alvo de muitas críticas por seu estilo ultra-agressivo, por sua falta de leitura de jogo e por às vezes deixar o Durant chupando o dedo, nunca faltaram fãs e especialistas que queriam ver como o time se comportaria sem ele. Pois a noite de ontem foi a primeira chance de ver tal cenário: Westbrook lesionou o joelho numa jogada banal, foi parar na mesa de cirurgia e não estava disponível para a terceira partida do

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Thunder contra o meu Houston Rockets nos playoffs.

 

Durant x Rockets

Essa experiência bizarra de jogar sem o armador titular pela primeira vez em anos teve resultados positivos – vitória contra o Houston, classificação praticamente garantida para a próxima fase nos playoffs, e 41 pontos para Kevin Durant – mas teve também muitas dificuldades que muita gente irá ignorar por não aparecerem nos números. Analisar a fundo essa partida, então, não é apenas entender como essa série de primeira rodada se desenrolou, mas também entender como o Thunder (até semana passada o grande favorito para levar o Oeste) vai se virar daqui pra frente.

O primeiro ponto importante a analisar é que após a primeira derrota para o Thunder na série, o Houston resolveu entrar com uma formação de anõezinhos: Patrick Beverley entrou como titular na armação, ao lado de Lin e James Harden, além de Parsons de ala e Omer Asik como o poste solitário embaixo da cesta. O motivo é bem simples: não dá pra atacar o garrafão ou jogar de costas para a cesta quando Perkins é uma parede humana, Ibaka é um monstro na cobertura e todo o elenco do Thunder consegue correr na velocidade da luz para congestionar o garrafão. A formação menor do Houston tenta explorar os pontos fáceis de contra-ataque e ter arremessadores de três pontos preparados quando o Ibaka surgir voando pelos céus e o pobre jogador que estiver infiltrando tiver que passar a bola para longe.

Isso nos dá algo a considerar sobre a última partida de Kevin Durant: ele só foi marcado por jogadores menores do que ele. O marcador principal era pra ser James Harden, justamente por ser o jogador mais forte disponível e poder contestar o posicionamento de Durant, mas como ele cometeu faltas muito rápido, acabaram sendo vários outros: Chandler Parsons, Carlos Delfino e por fim Francisco Garcia, o único que teve algum sucesso na empreitada. Durant não teve que enfrentar um marcador à sua altura e passou boa parte do jogo olhando a quadra de cima, por vezes como o cara mais alto em jogo.

Na partida 2 da série, Westbrook simplesmente ignorou esse fato. Para o bem ou para o mal, o armador joga sempre do mesmo jeito. Se estiverem perdendo por 80 pontos, ele vai atacar com o mesmo ímpeto, manter o plano e colocar seu corpo em risco rumo à cesta. Mas quando Durant está sendo marcado por um anão de biquíni, Westbrook também não percebe e continua fazendo o que sempre fez durante sua carreira. Sem o armador, Durant supostamente teria mais chances de se aproveitar dos marcadores menores, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

Na falta de um armador para substituir o Westbrook na criação de jogadas (que geralmente são criadas graças à sua agressividade), a bola ficou nas mãos de Kevin Durant. Com sua velocidade, altura e força física, a ideia é que ele mantivesse a pressão e com isso criasse espaço para os outros jogadores. Durant é talentoso, mas acima disso ele é muito, muito bonzinho. Toda vez que havia espaço ele soltava a bola, deixando seus companheiros se aproveitarem disso, e a bola às vezes não voltava mais. O Thunder não é um time acostumado a colocar a bola nas mãos do Durant e isolá-lo, e o mais legal foi ver o Durant ficando visivelmente frustrado com isso às vezes. Em alguns momentos o time ia simplesmente usando os espaços, gerando arremessos de gente menos capacitada, enquanto Kevin Durant era solenemente ignorado em quadra. Quando outra pessoa armava o jogo ou trazia a bola para o ataque, o Houston resolveu defender Durant pela frente, não por trás, impedindo que ele recebesse a bola ou então obrigando que o passe seja por cima do marcador e portanto mais longo, permitindo que os defensores do Houston pudessem cobrir ou interceptar a bola.

Quando Durant trazia a bola da quadra de defesa (cansado de não conseguir receber a bola no ataque) e resolvia simplesmente atacar o garrafão sozinho, por vezes foi capaz de explodir o Sétimo Sentido, correr na velocidade da luz e enterrar na cabeça de todo mundo. É um troço absurdo, lindo de se ver e um testemunho de quão fora de série Durant é fisicamente, ele é por vezes imparável. Mas em alguns momentos Durant cortou seu marcador para bater rumo à cesta simplesmente para ter a bola roubada por algum outro jogador que surgiu de repente na ajuda, ou então acabou trombando num monte de gente entre ele e a cesta. Durant é mais alto e menos explosivo do que Westbrook, a bola pinga por mais tempo, e há mais oportunidades de tirar a bola das suas mãos depois que ele faz o primeiro corte. Tenho que deixar claro: nenhum marcador foi capaz de parar na frente do Durant, mas a partir de um ponto na partida o Houston passou a se aproveitar disso. Francisco Garcia grudava no cangote e ao ser batido lá estava algum armador para interceptar a bola à altura do chão. A melhor defesa do Houston, que colocou o time no jogo depois de estar perdendo por 26 pontos ainda no segundo quarto, foi marcando individualmente com alguém colado no Durant o tempo inteiro (até na quadra de defesa) e dois defensores deixando a zona morta livre para poder congestionar o garrafão quando Durant infiltrasse. Isso gerou arremessos fáceis para o Thunder na zona morta, mas muitos deles não caíram. É melhor deixar esse espaço do que deixar a bola nas mãos de quem sabe o que faz.

De onde saíram os 41 pontos do Durant, então? Bom, o principal é que ele chuta traseiros e soube ser eficiente mesmo sem receber a bola e tendo dificuldades com a defesa. Quão bom é esse sujeito? Foram QUARENTA E UM PONTOS mesmo com essa tonelada de dificuldades. Mas ajudou bastante o fato de que assim que Harden cometeu sua segunda falta ainda no começo do primeiro quarto, ele continuou em quadra e o Houston passou a ter que marcar por zona para poupar a defesa. Nessa hora Durant brilhou e o Thunder construiu sua vantagem de 26 pontos. Na zona, basta o Durant cortar seu marcador para ter muito espaço para arremessar de meia distância. E é ali que Durant é realmente, realmente eficiente, não infiltrando e tendo que passar a bola para os seus companheiros.

Kevin Durant

Vendo que o Durant precisava parar de tentar infiltrar e ganhar espaço na meia distância, Scott Brooks colocou o ala jogando dentro do garrafão no último período ao lado de Nick Collison, mas para isso tirou Ibaka. Essa é a maior cagada que se pode fazer: o Houston passou a atacar a cesta com mais confiança e também a girar a bola até o lado contrário do Collison (que sabe tão bem cavar faltas de ataque) para ter, finalmente, algum jogo de garrafão. Não compensa para o Thunder. Vale lembrar que Omer Asik não recebeu NENHUMA bola no ataque durante todo o jogo 3, simplesmente porque ele não tem chances contra a ajuda defensiva do Ibaka. O mundo nunca percebeu, mas Perkins, Collison e Ibaka garantem que o Thunder não precise marcar o pick-and-roll, o elenco pode manter a marcação no perímetro (dobrando no Harden quando quiserem, por exemplo), e os três acabam sendo os jogadores mais importantes em quadra um bom punhado de vezes. Com o Durant jogando no garrafão, isso não acontece.

O Houston Rockets perdeu 3 jogos e não tem mais chance (nenhum time jamais foi capaz de ganhar uma série depois de perder por 3 a 0), chegou a perder por 26 pontos no jogo 3, mas a verdade é que só não ganhou as últimas duas partidas porque errou bolas muito, muito fáceis, e os arremessos finais em cada jogo. No jogo 3, o Harden errou lances-livres cruciais para virar o placar que poderiam ter transformado a história da série. E isso porque o Houston, apesar de manter seus planos de jogo mesmo quando tudo dá errado (o que é impressionante para a equipe mais jovem de toda a NBA), não tem os defensores necessários para segurar Durant e nem jogadores capazes de acertar com constância os arremessos de perímetro que acaba ganhando ao movimentar a bola. É uma demonstração clara de que o Thunder é consideravelmente frágil, e que Durant está completamente fora da sua zona de conforto quando é obrigado a jogar armando. Mesmo sendo ignorado por Westbrook às vezes, ao menos ele pode se concentrar sempre naquilo que faz de melhor.

Estranhamente os temperamentos de Durant e Kevin Martin, ambos tão humildes e incapazes de exigir a bola em mãos, fizeram o Thunder chegar até onde está sem que o time os procure com a frequência devida no ataque. Tive meus dias de crítica ao Westbrook e ainda acho que ele lê o jogo mal demais para um armador, mas essa equipe sentirá sua falta muito mais do que a maioria dos que acompanham NBA poderia imaginar.

As falhas do Thunder estão mais expostas e as lições estão aqui, deixadas pelo Houston para os próximos adversários. Primeiro: nunca, nunca, em hipótese alguma, marque o Thunder por zona. Segundo: abra espaços descaradamente em quadra desde que você impeça o Durant de receber a bola, para tirar o ritmo ofensivo da equipe e forçar os jogadores piores a ter que arremessar (coisa que não poderia ocorrer com Westbrook em quadra). Terceiro: se o Durant bater para dentro no mano-a-mano, deixe que passe pelo primeiro marcador e tenha certeza de que outros jogadores mais rápidos estarão lá para interceptar a bola (que não fica tão junta ao corpo quanto ficaria com Westbrook ou um armador menor). Quarto: reze para que o aro seja menos amigo do Durant, a intimidade deles chega a ser constrangedora. Quinto: espere Ibaka sentar e coloque suas maiores armas de garrafão em quadra, atacando a cesta o tempo todo. E aí está, suas maiores chances de vitória contra a melhor equipe do Oeste. Algo que Warriors, Nuggets e Spurs podem fazer tranquilamente…

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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