A real surpresa

*Antes de mais nada, uma explicação. Muita gente tem questionado/reclamado sobre a falta de posts do Bola Presa. Estou levando o blog sozinho há um bom tempo e não chego a ganhar mais do que 30 reais por mês com esses banners que vocês veem por aqui. Acabei a faculdade, mas tenho dois trabalhos e uma paciência que não é das maiores. O blog vai ficar um tempo sem Resumos da Rodada, sem posts e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Simplesmente não dá pra viver de blog sem se adaptar ao “mercadologicamente correto”. Mas de vez em quando eu venho aqui, escrevo e tento manter a qualidade dos últimos anos. Valeu!*

 

Quando o assunto são as surpresas da temporada 2012-13 da NBA, três nomes são os mais citados. Primeiro o Los Angeles Lakers e sua 12ª colocação no Oeste, depois o New York Knicks, líder do Leste e, finalmente, o Golden State Warriors, atualmente colocado no disputadíssimo Oeste.

A má colocação do Lakers é uma surpresa, a que mais chama a atenção. Ninguém contrata Steve Nash e Dwight Howard e espera só fazer figuração, mas algumas coisas estão sendo ignoradas. O time começou a temporada com um técnico e o mandou embora depois de 5 jogos. O novo treinador nem pode assumir logo de cara porque se recuperava de uma cirurgia. Pau Gasol está com tendinite nos joelhos, Dwight Howard apressou uma volta de contusão e, pelo menos pra mim, parece obviamente mais lento e longe de seu ideal. Steve Nash, por fim, praticamente ainda não jogou.

Então claro que é uma surpresa, mas vamos esperar mais um pouco? Em Janeiro o Lakers deve estar com Gasol e Nash saudáveis e com ritmo de jogo, Dwight com menos dores nas costas, Mike D’Antoni conhecendo bem seu elenco e o time todo entrosado. Lá será mais justo julgar essa surpresa negativa.

Já a liderança do NY Knicks eu não vejo com tanta surpresa assim. Ok, talvez a maioria das pessoas apostassem neles lá pelo 4º lugar do Leste, mas mesmo assim não é algo tão revolucionário que eles tenham começado bem o campeonato. O Knicks acabou a temporada passada voando e deram sinais de que tinham se achado com Mike Woodson no banco de reservas e Carmelo Anthony na posição 4.

 

Então de todas as surpresas, nenhuma é mais surpresa do que o Golden State Warriors. A principal razão é porque as mudanças para essa temporada não são exatamente dessa temporada. O técnico Mark Jackson, por exemplo, chegou para assumir o time na temporada passada, não nessa, mas não conseguiu mudar em absolutamente nada a cultura DonNelsística do time de Oakland na temporada do locaute.

Eu gostava do Mark Jackson dos tempos de jogador. Como armador, sabia ler o jogo e organizar o time embora não fosse genial. Como comentarista, era fraquíssimo. Rei do lugar comum, divagava em frases longas e que não acrescentavam muita coisa. Cheguei a achar que ele seria o famoso técnico boleiro, que sabe falar a língua dos jogadores mas seria incapaz de grandes renovações táticas.

E, pelo menos por um ano, achei que minha previsão tinha dado certo. Na temporada passada o Warriors continuava o mesmo time dos últimos anos: correria, irresponsabilidade, individualismo, quintetos baixos, nenhuma defesa e arremessos de longa distância. Onde foi parar todo o discurso de defesa que Mark Jackson fez ao assumir o time? A única coisa concreta que indicava uma real mudança foi a troca de Monta Ellis, uma minúscula máquina de fazer pontos, por Andrew Bogut, pivô que nos últimos anos se tornou um ótimo defensor.

Mas se na prática essa mudança não tinha dado certo na última temporada, para essa mostrou um novo time. Parece que a temporada de locaute, praticamente pela falta de tempo de treino, não deu a chance de um técnico-novato como Mark Jackson impôr sua marca a equipe. No maior estilo Corinthians-Tite, o time viu o fracasso, mas viu também a chance de melhora pela insistência. Já que apostaram nele, que o dessem ao menos uma temporada normal para ele mostrar o seu valor.

O resultado é uma revolução. Um dos primeiros times a adotar o Small Ball na década passada, o Warriors desse ano faz de tudo para jogar sempre com um garrafão alto em quadra. Os seus 6 quintetos mais usados na temporada tem dois jogadores de garrafão, variações nas combinações de David Lee, Carl Landry, Festus Ezeli, Andris Biendris e Andrew Bogut. O 7º quinteto mais usado tem na posição 4 o novato Draymond Green, o homem que provocou LeBron James e fez a cesta da vitória sobre o Miami Heat. A presença de um especialista em defesa mostra a real motivação dessa escalação baixa do Warriors, ela é usada não porque o time quer jogar baixo, mas quando é necessário parar um adversário que atua assim.

A troca Ellis-Bogut era mesmo uma aviso do que Mark Jackson queria para seu time no futuro. Mais defesa, mais rebotes e mais tamanho mesmo em uma liga que joga cada vez mais baixo. Sem dúvida a mudança tem dado resultado, são 16 vitórias e 8 derrotas e o 5º lugar do Oeste, mas o mais curioso é que eles tem feito isso sem o próprio Andrew Bogut! O pivô australiano está machucado (façam cara de surpresa) e só fez 4 jogos nessa temporada.

Mesmo sem ele o Golden State Warriors é o time que mais pega rebotes de defesa por jogo (34) e o líder em porcentagem de rebotes defensivos por jogo, uma estatística que leva em consideração quantos rebotes o time poderia ter pego ao longo do jogo. Eles garantem 75.6% dos rebotes defensivos possíveis. Na temporada passada o Warriors era o último colocado nessa porcentagem e apenas 25º em total de rebotes defensivos. Pularam da lanterna para o topo da NBA em rebotes! E, repito, sem Andrew Bogut! Se isso não é surpresa, não sei o que é.

Dominar os rebotes tem dado resultado. Dos 24 jogos disputados até agora, o Warriors venceu a batalha dos rebotes (defensivos+ ofensivos) em 15 ocasiões, venceu o jogo em 14 delas. Nos jogos onde perderam nos rebotes, portanto, têm 2 vitórias e 7 derrotas.

Como já dissemos várias vezes aqui (geralmente para defender o Carlos Boozer), rebote é uma parte essencial da defesa. Não

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adianta nada marcar perfeitamente se quando o cara errar o arremesso, aparecer alguém pegando o rebote ofensivo e ganhando mais 24 segundos de posse de bola. Então os rebotes são o ponto alto de outra melhora impressionante, a da defesa do Golden State Warriors. Na temporada passada eles sofriam 109 pontos a cada 100 posses de bola, 4ª pior marca da NBA. Nesse ano sofrem

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103 pontos, 12º lugar entre os 30 times da liga. O ideal é entrar no Top 10, mas pular da posição 27 para a 12 em uma temporada, sem mudança considerável de elenco, é um feito e tanto. Até porque os números de ataque, 105 pontos por 100 posses de bola, se mantém igual. Melhoraram a defesa sem comprometer o ataque.

Para a defesa é importante destacar o nome de Michael Malone. Um dos principais assistentes de Mark Jackson e que fez sucesso na NBA ao trabalhar no New Orleans Hornets na época em que era assistente de Monty Williams. Juntos, transformaram o Hornets no time que mais evoluiu defensivamente na NBA em 2011.

 

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Embora o maior talento do time seja Steph Curry, o gatilho mais rápido do Oeste, ninguém representa mais o Warriors dessa temporada do que David Lee. Seus números não são tão diferentes da temporada passada, aliás são quase idênticos em tudo o que é ofensivo: pontos, aproveitamento de arremesso, arremessos tentados. E na defesa só os rebotes que pularam de 9.6 para 11.5, mostrando o comprometimento do time com esse quesito. Mas o que mudou é a maneira com que Lee faz tudo o que faz. Na temporada passada ele fazia o que Zach Randolph chama de “pegar o lixo”. O ala do Memphis Grizzlies revolucionou sua carreira quando parou de exigir jogadas desenhadas para ele, quando deixou de ser o maior fominha da NBA, e passou a catar lixo na quadra. Rebotes ofensivos, jogadas quebradas, bolas brigadas no garrafão. Assim ele aumentou sua eficiência e deixou o resto do time brilhar.

O caminho de Lee é o inverso. Na temporada passada ele assistia Monta Ellis e Steph Curry jogarem basquete enquanto para ele sobravam alguns rebotes de ataque ou um passe quando a marcação tripla afogava os nanicos. Ele fazia seus pontos assim, mas de alguma forma parecia um coadjuvante em quadra. Nesse ano não, agora ele executa o pick esperando receber a bola quando faz o roll. Não importa se o time joga num ritmo mais rápido ou lento, o que varia de jogo para jogo, mas eles improvisam menos, fazem jogadas mais planejadas e David Lee é parte delas.

Outro mérito de Mark Jackson é que ele conseguiu não só envolver David Lee no time, mas outros jogadores com bem menos talento e experiência que o ala-pivô. É o caso do novato Festus Ezeli, um pivô ainda perdido, mas que sabe fazer a diferença na defesa. Ou de Harrison Barnes, outro novato com papel importante que está conseguindo ser relevante mesmo tendo jogo parecido com o de Klay Thompson. Jackson também mostrou confiança em um terceiro novato, Draymond Green e tem colhido bons frutos com sua defesa. Por fim, foi uma ótima aposta contratar Jarrett Jack e por muitos momentos deixar ele armando o jogo enquanto Steph Curry faz o que mais sabe, arremessar.

 

Eu resumiria o sucesso do Warriors dizendo que eles sabem usar o que tem. Até o ano passado eles estavam tentando jogar na velocidade e com arremessos de longe, mas não tinham todo o material para isso. Sim, eles tinham excelentes arremessadores, mas e um armador de verdade para criar as melhores situações de arremesso? E os rebotes de ataque? Até a opção de infiltração sumiu quando Monta Ellis foi trocado.

Nesse ano eles estão aproveitando o que o elenco oference. O time tem vários pivôs, então mesmo que alguns sejam fracos no ataque (Biendris, Ezeli), compensam nos rebotes. Curry e Thompson são arremessadores e passam menos tempo com a bola na mão para que Jarrett Jack construa as jogadas. David Lee é um jogador inteligente então vira algo mais do que um simples Reggie Evans branco.

O Golden State Warriors não é um time mais talentoso que no ano passado, talvez sejam até menos quando Bogut não joga, mas é uma equipe tão mais inteligente e entrosada que todas as limitações parecem ser compensadas. Talvez o 5º lugar do Oeste não se sustente quando o Minnesota Timberwolves estiver finalmente inteiro e entrosado, quando o LA Lakers se encontrar ou até mesmo quando o Denver Nuggets tiver um alívio no calendário mais difícil desse começo de NBA. E ainda tem o Mavericks aguardando a volta de Dirk Nowitzki. Ou seja, o Warriors pode até acabar fora dos Playoffs, mas mesmo que as coisas não deem certo, dessa vez não será com a justificativa dos anos anteriores, não são mais um bando de peladeiros.

8 ou 80

– O Golden State Warriors venceu 6 dos 7 jogos que fez fora de casa no seu último tour pela Conferência Leste. Foi a primeira vez que ganharam 5 jogos seguidos fora de casa desde 1971!

– O Warriors já conseguiu virar 5 jogos nessa temporada onde chegaram a perder por mais de 10 pontos de diferença. É o 3º time com mais viradas assim na NBA.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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