Análise do Draft – Parte 3

Já passamos pelos 9 times que tiveram as 11 primeiras escolhas no Draft 2012. Se você não nos prestigiou com sua presença nos últimos dias, seguem os links:

Parte 1: Hornets, Bobcats e Wizards
Parte 2: Cavaliers, Kings, Blazers, Warriors, Raptors e Pistons

E se você não nos prestigiou é sinal que precisa lembrar quais são nossos já tradicionais Selos de Qualidade™ que servem para avaliar as decisões de cada time na noite da última quinta-feira.
 Twitter: Eu sei que o Twitter pode ser um porre, acredite, já me irritei muito com comentários idiotas durante  jogos desses Playoffs. Mas ele é o que junta as melhores coisas das redes sociais: Pode ser engraçado, é o melhor jeito de acompanhar eventos ao vivos e informa bem. E você nem tem essa obrigação de ficar seguindo amiguinho. Lugar onde fakes ainda são respeitados e isso é bom. Selo para os times que mandaram bem demais, que tem jogadores completos na mão e que vão olhar pra trás com orgulho do Draft 2012.

 Orkut: Nem me venham falar em Orkutização,  elitismo social não tem vez no Bola Presa, mano! Admitam que o    Orkut tem bem menos frescura que o ~Feice~ e comunidades geniais como “Uma rodada de suco pra galera” e  “Qualquer coisa with lasers”. Bons tempos da internet malandra, moleque e menina. Sem frescuras, cutucadas e com muito stalk. Selo para os times que fizeram como o Orkut: não brilharam, mas fizeram a coisa certa.

 4square: Tal pessoa acabou de dar check-in no aeroporto para, sutilmente, dizer que está viajando para o  estrangeiro. Aquela mala sem alça se marcou na baladinha X para mostrar que tem amigos. Idiota, mas não  chega a ofender. Selo para os times que não pegaram nenhum grande jogador, mas fizeram o que dava na hora.

 Instagram: Parece o máximo, parece que vale 1 bilhão, mas cedo ou tarde vão perceber que é só o maior  cardápio do mundo e todas as comidas parecem velhas. Tantos anos de evolução tecnológica para as fotos  parecerem velhas e borradas? Tá muito errado e não vai demorar para sacarem isso. É o selo para o time está achando que fez uma coisa boa,  mas que vai quebrar a cara em breve.

 Facebook: O cu das redes socias. A mais popular também. Por que a gente gasta horas da nossa vida vendo as  pessoas postarem indiretas para amigas falsas, frases motivacionais e versos de Caio F. Abreu? Não sei. Mas  aprendi que tenho muitos amigos felizes, bonitos, que viajam para a Europa e não veem a hora de chegar sexta-feira. Selo para os times que erraram feio e deveriam se envergonhar disso.

 

 Houston Rockets
 (12) Jeremy Lamb, SG
 (16) Royce White, SF/PF
                  (18) Terrence Jones, SF/PF

Esse não era o Draft dos sonhos para o Houston Rockets, por isso não tem nota máxima, mas mandaram bem. A ideia era coletar o máximo de escolhas de 1ª rodada possível para usar em uma troca com um time do Top 10, de preferência do Top 5. Eles pensavam que só com uma posição lá em cima que poderiam arriscar uma troca por Dwight Howard ou até Josh Smith. Conseguiram trocar Samuel Dalembert e a escolha 14 com o Milwuakee Bucks pela posição 12, mas daí não conseguiram se mexer mais. E pior, acabaram selecionando Jeremy Lamb, que provavelmente teria sobrado na posição 14 de qualquer jeito.

Mas tirando essa troca desnecessária de Sam Dalembert, que fez boa temporada ano passado no Rockets, foi um bom Draft. Jeremy Lamb me lembra um jogador que o Rockets gosta bastante, embora não tenha embalado por causa de contusões e entrosamento, Kevin Martin: É magricelo, braços longos, ótimo pontuador e faz seus pontos como se fosse um role player, sem exigir muitas jogadas desenhadas para ele ou controle de bola em tempo integral. Acredito que em um bom time, com bom armador e entrosamento ele pode fazer uma renca de pontos por jogo. Seus braços enormes e mecânica de arremesso serão infernais de serem defendidas para os outros jogadores da posição 2 na NBA.

A segunda escolha da noite para o Rockets foi o excêntrico Royce White, provavelmente a pessoa e talento mais único desse Draft 2012. Imaginem um cara que tenha altura para ser um ala de força, mas visão de jogo para comandar um ataque. Devem ter pensado em jogadores raros como Lamar Odom e Boris Diaw, certo? E pensaram certo, mas Royce White, além disso, tem uma potência física que nem Odom e muito menos Diaw, aquele gordo, sonham em ter. O cara é grande, pesado, mas ainda ágil. É sempre perigoso comparar, mas o estilo e corpo dele lembram muito o de Charles Barkley: Enorme, mas que corria a quadra e batia a bola como um armador.

Só isso já seria motivo para Royce White ser um dos jogadores a serem observados nesse ano, mas tem mais. White sofre com distúrbios de ansiedade, morre de medo de andar de avião (coisa que um jogador da NBA faz várias vezes por semana) e teve vários problemas de comportamento na universidade, incluindo roubo de computadores. Preparar esse cara para usar todo o talento dele será um dos grandes desafios do técnico Kevin McHale nos próximos anos.

Por fim, a 18ª escolha foi Terrence Jones, outro campeão universitário por Kentucky. Ele tem agilidade para jogar na posição de Small Forward (3) e tamanho para jogar de Power Forward (4), seu jogo de frente para a cesta é ótimo e pode complicar alguns jogadores de garrafão acostumados a marcar caras mais pesados. Sua versatilidade ofensiva e o físico que não o coloca em uma posição fixa tem lado positivo em negativo: O bom é que é difícil defender caras assim, jogadores menores sofrem com o tamanho e envergadura, os maiores com a velocidade. Só ver Thaddeus Young jogando para ter uma ideia. O lado ruim é que jogadores versáteis às vezes demoram para achar sua identidade na NBA, tudo é mais fácil quando você é só um especialista.

O estranho para o Rockets é que Jones e White podem jogar como alas de força, a posição 4. Além deles o time tem do ano passado Marcus Morris, Luis Scola e Patrick Patterson nessa posição. Na troca de Dalembert vieram Jon Leuer e Jon Brockman da mesma posição, e eles ainda tem Donatas Motiejunas e Diamon Simpson no elenco. Por mais que um ou outro possa ser deslocado para outra posição, é muita gente fazendo a mesma coisa. O Rockets vai se mexer muito ainda nessa Offseason e os novatos podem acabar mudando de casa cedo ou tarde.

 

Phoenix Suns
(13) Kendall Marshall, PG

 

O Phoenix Suns precisa de um armador e conseguiu um bom armador. Simples, né? Embora ainda exista a chance de Steve Nash ficar por lá, é muito provável que ele dê o fora desse time que não parece ter solução a curto prazo. Bom já conseguir alguém para comandar o novo ataque do Suns e se, por milagre, Nash continuar lá, será bom para o garoto amadurecer um ano na reserva.

Comandando o time de North Carolina, Marshall fez um excelente trabalho. É um armador com visão de jogo, com bom passe, que sabe controlar o ritmo do jogo e que pode fazer um time correr sem que ele precise sair voando por aí. Lembra, nesse caso, Rajon Rondo. Talvez com um elenco fraco a sua volta não pareça tão bom em um primeiro momento, mas se o Suns melhorar com o passar do tempo ele possa mostrar que foi uma escolha valiosa.

 

 Milwaukee Bucks
 (14) John Henson, PF
 (42) Doron Lamb, SG

Comentários diversos sobre esse Draft do Bucks. Algumas pessoas acharam espetacular que eles conseguiram um pivô titular (Samuel Dalembert) apenas abrindo mão de duas posições no Draft. Outras acham que adicionar Dalembert e John Henson não mudam a cara do time, e que faria mais sentido ficar com a posição 12, pegar Jeremy Lamb e ganhar um pontuador para a ala.

Eu acho que tudo depende do que eles pretendem com o time. Sim, eles precisavam de um pivô titular e Sam Dalembert é isso, mas ele não tem o estilo passador que fez relativo sucesso com Drew Gooden no ano passado. Para isso teria sido melhor ter escolhido Tyler Zeller, que tem muito mais recurso de ataque. Por outro lado, talvez a ideia seja retomar um pouco da identidade defensiva de uns anos atrás, muito mais a cara do técnico Scott Skiles. Podem estar pensando em criar um paredão defensivo no garrafão, deixando o ataque nas mãos de Monta Ellis e Brandon Jennings. Se essa segunda ideia é a vigente, nada mal conseguir John Henson, um ótimo defensor, especialmente nos tocos. Se ele se entrosa com Dalembert na defesa pode acabar sendo um garrafão bem difícil de entrar. Por outro lado, o que fazer com Larry Sanders, Ekpe Udoh, Luc Mbah a Moute e Drew Gooden? Muita gente pra pouca posição.

A escolha de Doron Lamb na 2ª rodada foi uma boa pedida. É um bom arremessador de perímetro, algo que eles vão precisar com a possível saída de Carlos Delfino do time. Não ataca a cesta, mas seu arremesso deve dar a ele uma chance na NBA.

 

 Philadelphia 76ers
 (15) Moe Harkless, SF
 (27) Arnett Moultrie, PF

Sabe aquele seu amigo que parece estar pegando sempre a mesma menina? Pode ser uma diferente por semana, mas ele tem um tipo tão definido que é como se não fizesse diferença. Esse é o Philadelphia 76ers com seus jogadores. Dá pra definir Moe Harkless e Arnett Moultrie como jogadores atléticos, raçudos, velozes, que defendem com vontade e velocidade. Mas também não tem arremesso de longa distância ou jogo de meia quadra. Ou seja, nada que não façam Andre Iguodala ou Thaddeus Young. Ou que não faziam o trocado Mareese Speights, por exemplo. Mesmo em outras posições que não as alas o perfil não muda muito, com as óbvias diferenças que cada posição oferece. Nenhum time tem tanto um tipo como o Sixers.

Mas e aí, pegar mais do mesmo é bom ou ruim? O lado bom é que todo mundo parece ter certeza que Harkless e Moultrie tem chance de se dar bem na NBA, especialmente em um time que sabe usar seus talentos. Por outro lado a situação atual do time pedia algo a mais. Depois de ficar a um jogo da final do Leste era de se esperar que o time buscasse corrigir os problemas que faltavam (pontuar em meia quadra, armador reserva, arremesso de fora, substituto para Lou Williams) ao invés de só reforçar o que já era bom.

Mas por que eu dei uma nota boa para o time então? Plano a longo prazo e sorte: É bem possível que Elton Brand receba a anistia, aí será dispensado e todo o dinheiro economizado poderá ser usado em Free Agents. Essas contratações é que devem dar conta dos problemas do time. Um substituo para Brand seria um problema novo e esse Arnett Moultrie pode resolver. Como disseram no Ball Don’t Lie, “teria sido uma escolha boa se o tivessem selecionado na posição 15, na 27 foi um achado”. A posição 27 era do Miami Heat, que também precisava de alguém como Moultrie, mas o Sixers ofereceu uma escolha protegida do ano que vem e saiu com um belo ala de força que pode os ajudar desde já. Foi muita sorte ter conseguido ele tão longe e isso salvou muito o Draft do Sixers, pura sorte.

Mas se Moultrie ajuda desde já, não diria o mesmo de Harkless. Ele acabou de fazer 19 anos e ainda tem muito o que aprender, mas pode ser um cara que já esteja sendo preparado para algo que cedo ou tarde pode acontecer, uma troca de Andre Iguodala. Caro e requisitado por aí, Iggy pode dar o fora e o Sixers já planeja alguém para herdar a posição com o mesmo estilo. Embora os problemas do time não tenham sido resolvidos, entraram no Draft só com uma posição 15 e saíram com dois caras que podem render muito. Como a equipe de olheiros do Sixers é bem elogiada no mundinho da NBA, vou dar esse crédito também, acreditando que suas apostas darão resultado.

 

 Orlando Magic
 (19) Andrew Nicholson, PF
 (49) Kyle O’Quinn, PF

O fato de deixarem Andrew Nicholson cair até a 19ª posição mostra bem como funciona a mente do pessoal no Draft: Físico + potencial. Os times ainda são preconceituosos com jogadores que não tem o físico perfeito para o basquete. Não importa que todo ano apareçam vários jogadores compensando falta de altura ou peso para brilhar na liga, sempre vão olhar torto para quem não tem o corpo perfeito para o basquete. O caso de Nicholson ainda é pior, além de relativamente fraco para a posição 4, já tem 23 anos e fez todos os anos de faculdade. Ou seja, embora tenha mais experiência é pouco provável que evolua muito ao longo dos anos.

Caras mais novos e com físico melhor saíram antes, mas bom para o Orlando Magic que saiu com um ótimo jogador em mãos. Andrew Nicholson é bastante técnico jogando de costas para a cesta e tem um arremesso matador de meia distância, é comum ler comparações com Al Jefferson por aí. Caso Dwight Howard fique no time, algo que eu duvido, seria curioso ver ele jogando ao lado de um ala de força mais tradicional. Caso renovem também com Ryan Anderson terão a opção de mexer no time de acordo com o adversário, podendo deixar Nicholson como aposta contra times sem defesa interior e Anderson quando quiserem abrir a quadra.

Mesmo que ele não evolua muito, às vezes isso não é necessário. Alguém por aí vê o Chicago Bulls reclamando que o Taj Gibson não virou o Tim Duncan? É bom ter um cara que chega na NBA com mais idade, que pode ajudar desde o primeiro dia e não cause muitas surpresas. Será uma boa escolha independente da decisão de trocar ou não Dwight Howard. Na 2ª rodada ficaram com Kyle O’Quinn, jogador de garrafão raçudo, brigador, meio grosso. Terá a Summer League pra mostrar alguma coisa.

 


  Denver Nuggets

 (20) Evan Fournier, SG
 (38) Quincy Miller, SF
                  (50) Izzet Türkyilmaz, C

Algumas pessoas acharam exagero pegar o francês Evan Fournier com uma escolha tão alta. Ele é muito jovem, tem grandes chances de passar mais um tempo na Europa e vai saber no que vai virar, né? Ele parece muito bom, agressivo, com arremesso bonito, mas foi bem irregular na sua última temporada. Normal para um cara de 19 anos, porém.  Se o Nuggets tiver paciência pode acabar que essa escolha, mesmo que apressada, valha a pena. Mas esperava mais de uma posição tão alta, se era pra arriscar, por que não Jared Sullinger?

Outro que só saberemos no futuro se valeu a pena é Izzet Türkyilmaz, que faz parte da cota anual de pivôs turcos que a NBA tem adotado nos últimos anos. Desde Mehmet Okur, passando pelo recém-milionário Omer Asik e chegando até Semih Erden, é todo ano um monte de turco sendo escolhido. Esse Türkyilmaz já tem 22 anos e só jogou 10 minutos por jogo na última liga turca, juro que não entendo porque escolher um cara desse.

Mas a grande aposta do Nuggets foi Quincy Miller na 38ª posição. O ala sabe criar seu próprio arremesso e tem um estilo meio Tayshaun Prince, mesmo que muito mais individualista, que encantou a todos quando saiu do colegial como uma das promessas para brilhar no basquete universitário. Porém uma contusão grave no joelho o tirou de todo seu último ano de escola e ele não rendeu tudo o que se esperava de seu potencial no único ano que jogou na Universidade de Baylor. Poderia ter esperado um ano mais para mostrar serviço e crescer no Draft, mas decidiu arriscar. Só virou escolha de 2ª rodada, mas o Nuggets acredita na boa carreira colegial do rapaz. Vai ser difícil ter espaço em um elenco completo como o de George Karl, por isso é um dos bons nomes pra acompanhar de perto na Summer League de Las Vegas que começa no próximo dia 13 de Julho.

Arriscar no Draft é comum e às vezes muito recomendável, mas achei que o Nuggets saiu com muitas incertezas. Um pirralho francês, um cara bichado que não jogou a faculdade e um turco que não consegue jogar nem por lá? Para um time que foi tão bem no ano passado era melhor ter pegado jogadores mais seguros para fechar o elenco.

 

 Atlanta Hawks
 (23) John Jenkins, SG
 (43) Mike Scott, PF

No meio de muito boato de uma possível troca de Joe Johnson para o Nets, o Hawks conseguiu um cara justamente para a posição de JJ. Não sei se tem jogo pra ser titular, mas acho que hoje em dia o Hawks só pensa em se livrar de um dos contratos mais caros da NBA. Afinal mantiveram o cara a peso de ouro para continuar brigando pelo topo, mas continuam apanhando do Boston Celtics com Johnson jogando mal.

Sem a troca ser concluída, o Hawks só tem 6 jogadores no elenco, portanto precisa de um pouco de tudo. Em John Jenkins encontram o que muita gente considera o melhor arremessador de 3 pontos da última temporada universitária. Claro que o Hawks poderia ter apostado em Arnett Moultrie ou outros bons jogadores que ainda estavam disponíveis, mas para um time que precisa de tanta gente não dá pra considerar uma escolha errada. Arremessadores são sempre necessários.

Na segunda rodada acharam Mike Scott, um cara de força nominal ZERO e que tem bom arremesso de meia distância. Para um time que deu emprego tantos anos para Jason Collins, tudo é possível, mas não se surpreendam se nunca mais ouvirem falar desse cara.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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