Análise do Draft 2013 – Parte 3

Chegamos a terceira parte da análise do Draft 2013. Para quem perdeu as primeiras, seguem os link:

Parte 1 (Cavs, Magic, Wizards, Bobcats e Suns)

Parte 2 (Pelicans, Kings, Pistons, Jazz, Blazers, Sixers, Thunder, Celtics, Wolves)

 

Lucas BebÊ

A tradição dos posts do Draft é assim: Analisamos time por time, na ordem das escolhas e damos a cada equipe um selo de qualidade que resume o que achamos das escolhas no geral. O tema dos selos muda todo ano, já foi baseado em mulheres, números, Michael Jackson, memes da internets e até seleções brasileiras em Copas do Mundo. No ano passado tivemos sucesso usando Redes Sociais como parâmetro.

Nesse ano, mantendo a tradição, fizemos selos de qualidade baseado em um assunto gostoso do momento: manifestações no Brasil.

Passe Livre Passe-Livre: Contra corporações que faturam em cima de um serviço básico, é apartidário mas não é anti-partidário, tem uma luta focada e organizada e conseguiu seu objetivo, revogar o aumento das passagens. Selo para os times que sabiam o que queriam, correram atrás e vão olhar para o Draft 2013 com orgulho.

Ruas Sair Na Rua: Muita gente só saiu na rua, meio sem saber o que fazer. O ideal pode ser ter um ideal, uma causa para lutar e assim forçar mudanças, mas não podemos ignorar a beleza e o poder de uma multidão concordando apenas em sua insatisfação. Selo para quem não foi perfeito no Draft, mas fez a coisa certa.

vandalismo ~Vandalismo~: Quem quebrou coisas na rua virou inimigo número 1 da multidão, mas nem por isso a pessoa é idiota. Teve gente que fez porque é babaca, teve gente que fez porque acredita que quebrar propriedades públicas ou privadas é um modo de lutar pelo o que se quer. Talvez não seja a forma ideal de conquistar as coisas, mas é válida e às vezes a única coisa que dá.  Selo para os times que não pegaram nenhum grande jogador, mas fizeram o que dava na hora.

Guy Fawkes Máscara do Guy Fawkes: Símbolo de uma bizarra história real e que ficou famosa por uma história em quadrinhos fantástica, mas as pessoas insistem em estragar coisas boas. Usar a máscara por usar e movimentar um mercado paralelo de gente lucrando com isso parece fugir ao motivo original. É o selo para o time está achando que fez uma coisa boa,  mas que vai quebrar a cara em breve.

CoxinhaCoxinha: Sou brasileiro com muito orgulho e muito amor, estamos todos juntos aqui pelo Brasil, seja lá o que isso quer dizer. Vamos lutar contra a corrupção mesmo sem saber se existe alguém que é a favor. O mensalão é holocausto brasileiro. Imposto zero! Selo para os times que erraram feio e deveriam se envergonhar disso.

…..

 

Guy FawkesMilwaukee Bucks
(15) Giannis Antetokounmpo / SF
(38) Nate Wolters / PG

O Bucks tem grandes chances de perder Brandon Jennings, Monta Ellis e acabaram de gastar 15 milhões de dólares para um contrato de 3 anos com Zaza Pachulia! Em outras palavras, eles querem ser ruins. Talvez o projeto de reconstrução devesse envolver o Tobias Harris, que mandaram para Orlando em nome de meia temporada de JJ Redick, mas tudo bem, é passado. Nesse Draft investiram pra valer nesse negócio de resultado a longo prazo, pegaram Giannis Antetokounmpo, que, por razões óbvias, só vou chamar de Giani daqui pra frente. O grego filho de nigerianos tem só 18 anos, uns 2,10m de altura e na base das seleções gregas chegou a jogar como point-forward, armando o jogo mesmo sendo gigante. O quanto é legal que ele esteja no mesmo time de Ersan Ilyasova, outra aberração daquele canto do mundo?

Mas assim como Ilyasova demorou para engrenar, o mesmo deve acontecer (se acontecer) com Giani. É muito jovem e tem muito o que aprender. Espero que nesse elenco cheio de alas do Bucks, uma nova tara deles à la Kings, ele tenha espaço e minutos de jogo. Gostei da análise que o Ball Don’t Lie fez dele: “ele pode virar Scottie Pippen, pode virar Thabo Sefolosha ou pode não estar mais na NBA em 2015″. Sim, galera tá sabendo bastante sobre ele.

Na segunda rodada, Nate Wolters. O armador tem bom arremesso e, dizem, leitura de jogo bem acima da média. Se sobrou para a escolha 38 é porque causa dúvidas, mas pode ter espaço para pegar o jeito em um time que não tem muitos jogadores de sua posição.

 

Passe Livre Atlanta Hawks
(16) Lucas Nogueira
(17) Dennis Schroeder
(44) Mike Muscala

O Hawks, pelo o que eu me lembre, não tinha histórico de pegar jogadores gringos como o Raptors e o Spurs, mas nesse ano apostaram nos não-americanos e empolgaram os críticos, me incluo nessa. O nosso Lucas Bebê ainda está magro para jogar de pivô na NBA, mas pode usar isso a seu favor. Nenê também chegou na NBA magro e no seu primeiro ano isso o ajudou a roubar muitas bolas na base da interceptação, acompanhar contra-ataques e vencer outros pivôs com agilidade. Quando ele ganhou peso, perdeu muito dessa qualidade na transição.

O brazuca encantou os scouts estrangeiros com seus belos tocos e leitura defensiva e é nisso que ele deve se focar. Novatos que defendem bem costumam ter mais tempo de quadra e liberdade para errar no outro lado da quadra. Com a saída de Pachulia, Bebê pode ter participação importante como reserva de Al Horford e também do recém-adquirido Paul Millsap.

Com a escolha seguinte o Hawks pegou Dennis Schroeder, alemão que traz o grande nome DENIS de volta à NBA depois de tantos anos após a aposentadoria de Rodman. Agora o Bola Presa quer saber quem é melhor, Denis (Schroeder) ou Danilo (Gallinari)? Alguns olheiros dizem que Schroeder é um dos jogadores com mais potencial nesse Draft, que às vezes parece ser uma estrela. Não caímos nessa porque sabemos do risco da palavra ‘potencial‘, mas vale a pena ficar de olho. Ele é veloz e ataca a cesta sem medo, tem o perfil dos armadores contemporâneos e passou confiança o bastante para o Hawks não renovar com Jeff Teague, que deve ir para o Bucks.

 

vandalismoDallas Mavericks
(18) Shane Larkin / PG
(43) Ricky Ledo / SG

Não me parece que Shane Larkin esteja pronto para ser um titular na NBA, talvez nunca esteja, mas quando o Mavs contratou José Calderon essa escolha pareceu menos arriscada e, logo, melhor. No ano passado muita gente falou da boa influência do espanhol sobre os jovens jogadores do Pistons e se ele fizer o mesmo com Larkin, pode ser um armador para o futuro. Mas o Mavs contratou também o armador israelense Gal Mekel que, se render bem, pode fazer Larkin mofar no fundo do banco. Será que não era melhor ter apostado em alguém de outra posição?

Na segunda rodada o Mavs selecionou o misterioso Ricky Ledo. Saca só o histórico do cara: jogou em 4 escolas diferentes durante os 4 anos de colegial, onde foi eleito um dos melhores jogadores dos EUA na categoria. Depois foi para a Universidade de Providence, onde era muito bem cotado mas não jogou porque suas notas eram ruins. Mesmo sem ter atuado durante o ano todo, decidiu tentar o Draft e foi escolhido pelo Mavs. O Two-Minute Warning compara ele ao Lance Stephenson, muito talento e uma cabeça complicada. O ala do Pacers demorou, mas engrenou, vamos acompanhar a história de Ledo.

 

RuasChicago Bulls
(20) Tony Snell / SG/SF
(49) Erik Murphy / PF

Difícil imaginar um jogador nesse Draft que tivesse mais a cara do Bulls do que Tony Snell. Discreto, dedicado, se entrega ao time sem estrelismo e não tem frescura para defender. Aliás, é ótimo nisso, segurando quem o atacasse a apenas 18% de acerto em jogadas de mano-a-mano na última temporada universitária. Snell finaliza o pacote com ótimo arremesso de meia distância. Em outras palavras, é um clone de Luol Deng. Dizem que não chamou atenção o bastante para subir no Draft porque às vezes parece muito passivo e desligadão em quadra, mas nada que o Tom Thibodeau cobrando DISCIPLINA E INTENSIDADE durante 5 horas seguidas não resolva.

Não sei se Erik Murphy terá muito espaço na rotação magérrima do Bulls, mas ele chega para fazer o que Vlad Radmanovic deveria ter feito no ano passado. Jogador alto que pega meia dúzia de rebotes e arremessa de longe. Dá pra dizer que o Bulls buscou construir o elenco do último ano, mas mais jovem e barato. Murphy é Radmanovic, Snell é um Deng com funções de Rip Hamilton. Gostei.

 

vandalismoBrooklyn Nets
(22) Mason Plumlee / C

 

O Nets está numa fase de gastança e ostentação, eles nem se importam com um pirralho na 22ª escolha! Mas já que tinham que escolher, fizeram razoavelmente bem. Não que Mason Plumlee seja grande coisa, apesar de estar mandando bem na Summer League de Orlando, é bem limitado. Ele joga com intensidade e vai fazer a alegria dos torcedores com a empolgação nos poucos minutos de quadra atrás de um garrafão que já tem Kevin Garnett, Brook Lopez, Andray Blatche e Reggie Evans. Talvez um especialista de longa distância fosse melhor aqui, mas com a saúde e idade do elenco, é bom garantir um garrafão.

 

CoxinhaIndiana Pacers
(23) Solomon Hill / SF

 

Durante a última temporada o Pacers sentiu falta de jogadores que pudessem criar jogadas de ataque mesmo quando as coisas dessem errado. Solomon Hill fez isso na universidade, mas a maior parte dos críticos gringos não o via como talento de primeira rodada. Entenderia perfeitamente se o Pacers trocasse sua escolha por contratos não garantidos de segunda rodada, afinal o elenco já parece fechado e provavelmente Hill sobraria por lá, poderiam pegá-lo por menos dinheiro e sem garantia de contrato. E se fosse pra manter a escolha 23, que usassem melhor.No dia pedi um armador reserva, mas pelo menos eles contrataram CJ Watson depois pra compensar. O Two-Minute Warning sugeriu Reggie Bullock aqui e eu concordo, mas poderia ter sido Tim Hardaway Jr também. E falando nele…

 

RuasNew York Knicks
(25) Tim Hardaway Jr / SG

 

Vejam isso aqui: “Junior dá ao Knicks mais uma ameaça de longa distância, ele também tem habilidade para criar seu arremesso do drible em situações de mano a mano. É um pontuador que pode pegar embalo e tomar conta de um jogo sozinho”. Parece que o Junior acima é o famoso JUNIOR Smith, o JR Smith do Knicks, mas não, é como o NBADraft.net descreve Tim Hardaway Jr, draftado pelo mesmo Knicks na 25ª colocação do Draft.

O problema é que ainda não sabemos se essa descrição é um elogio, né? De qualquer forma, o Knicks penou na última temporada porque faltaram armas ofensivas para ajudar Carmelo Anthony, especialmente nos Playoffs. Se JR Smith era de lua e não confiável, agora eles têm dois JR Smiths para aumentar a probabilidade do time ter um segundo pontuador pegando fogo. Pode dar certo ou pode deixar o técnico Mike Woodson, já careca, arrancando os cabelos. Vou manter o otimismo e dar um selo bom para o time de NYC.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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