Danilo

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

Lin perde o Sétimo Sentido, Chris Paul faz cagada

Ah, o Carnaval! Aquela gloriosa época do ano em que todo mundo fica preso no trânsito por dias, reclama da chuva, escuta música em volumes que dedam surdez crônica, bebe cerveja até pelas orelhas e acha super normal as mulheres estarem peladas mas usarem penas coloridas na cabeça. Umas quatro pessoas sensatas até resistem e dedicam seus preciosos dias de feriado à nobre tarefa de assistir a todos os jogos das rodadas da NBA, mas todos os outros do planeta voltarão de viagem cheios de areia entre os dedos e desesperados para saber como andou o mundo do basquete nos últimos dias. Não temam então, ó mortais: o Bola Presa vai manter os resumos da rodada para que todos possam retornar às suas vidas e se interar do que andou acontendo nas quadras da NBA. Mas como não somos de ferro, também fomos viajar: o Denis e eu, cada um para um canto, demos um jeito de fugir para as colinas – literalmente. Então pode ser que não consigamos manter os resumos diários, mas mesmo que tenhamos um ou outro dia de intervalo, cobriremos todos os dias de NBA. Combinado? Para provar que não estamos mentindo, o resumo de hoje abrange dois dias para correr atrás do prejuízo!

Vamos começar com os jogos do dia 17, sexta-feira:

Em Cleveland, o Cavs recebeu seu inimigo público número 1, LeBron James. Como todos sabemos, o LeBron abandonou o Cavs, cuspiu no prato que comeu, empurrou velhinhas escada abaixo, trocou todos os potes de manteiga da região por margarina, e além de tudo isso ainda é o culpado pela fome na África. Com tudo isso, é fácil entender o motivo das visitas do Heat a Cleveland serem tão espetaculares: LeBron é vaiado o tempo todo, do aquecimento ao fim do jogo, com as vaias piorando toda vez em que toca na bola. LeBron disse antes da temporada começar que essas vaias constantes tinham feito com que ele acabasse adotando uma postura de vilão de luta-livre, atiçando a torcida, forçando o jogo e saindo do seu natural, da sua zona de conforto. Seu desejo era deixar isso para trás e não cair mais na provocação, não aceitando essa personalidade que tentam lhe enfiar goela abaixo. Dá pra ver que LeBron, e o Heat como um todo, estão realmente mais tranquilos e simplesmente jogando o jogo deles o tempo todo. Mas em Cleveland não é tão fácil manter essa tranquilidade e, embaixo das vaias, o elenco todo jogou com sangue nos olhos. LeBron começou a partida como se quisesse beber o sangue de seus antigos companheiros e o Heat fez 25 a 5 no placar logo de cara. Massacre absoluto e depois disso nunca mais olharam pra trás. Mas que o LeBron esteja avisado de que só foi fácil assim porque o Varejão não jogou, hein? O brazuca não vai precisar de cirurgia, mas mesmo assim só volta no finalzinho de março, na melhor das hipóteses. Depois disso, LeBron James tremerá!

A rodada do dia 17 também foi o fim do Sétimo Sentido do cavaleiro de bronze Jeremy Lin. O Lin até jogou bem, com 26 pontos, 5 assistências e 4 roubos, mas cometeu 8 desperdícios de bola só no primeiro tempo contra o Hornets. Gerando tantos contra-ataques, não deu para o Knicks segurar a onda. No segundo tempo Lin só cometeu um turnover, mas aí o estrago já estava feito. Nossa amante oriental favorita admitiu que é justo que lhe culpem pela derrota assim como lhe culparam pelas outras 7 vitórias seguidas desde que começou a jogar pela equipe, e que precisará tomar mais cuidado com a bola. A verdade é que Lin continua agressivo, inteligente e se entendendo bem com Amar’e Stoudemire (que fez 26 pontos com 12 rebotes), mas cada vez mais parece empolgado com a própria lenda. Antes ele precisava se firmar no time e era mais cuidadoso, agora está confiante e nem sempre isso dá resultados tão bons. Mas o Lin é inteligente, vai saber encontrar um meio termo e continua sendo um excelente Cavaleiro do Zodíaco. O futuro do Knicks agora é subitamente mais brilhante: JR Smith chega à equipe quando acabar a liga chinesa e tanto Carmelo quanto Baron Davis podem jogar já na segunda-feira. Vai caber ao Lin envolver toda essa galera, mas por outro lado essa gente vai tirar um pouco da pressão das costas do armador e permitir que ele realmente possa se concentrar em tomar mais conta da bola.

Pelo Hornets continua a surpresa de Gustavo “Olé” Ayon, que vem chutando traseiros e fez mais um double-double, com 13 pontos e 11 rebotes. Nesse time sem Okafor e Carl Landry, lesionados, Ayon tem sido uma ajuda importante. Além dele, o garrafão teve ajuda de Chris Kaman, que está jogando como se sua vida dependesse disso para que possa ser trocado logo e ir jogar num time minimamente decente. Kaman é um dos melhores pivôs da NBA mesmo que a gente não se lembre disso porque ele se machuca cortando as unhas, mas agora que voltou de contusão está jogando pra valer. Contra o Knicks, mesmo sofrendo com a correria da equipe de D’Antoni, foram 12 pontos, 8 rebotes e 6 assistências. Uma hora ele será trocado de uma vez e libertado desse Hornets amaldiçoado. Pra se ter noção, além das contusões de Landry e Okafor, Eric Gordon não tem previsão de volta e sequer existem dados sobre a gravidade da sua lesão. Dizem as más línguas que ele pode até estar com a carreira em risco.

Por falar em lesões, o Nuggets sem Nenê (que deve saber esses dias qual é a gravidade da sua lesão no calcanhar) e sem Gallinari (fora por no mínimo um mês) quase conseguiu uma virada histórica: perdiam por 23 pontos para o Grizzlies mas reagiram e passaram à frente nos segundos finais. Culpa basicamente de Corey Brewer, que parece estar se aproximando do potencial que todo mundo sabia que ele tinha, e que meteu 26 pontos com 5 bolas de três. Mas aí na posse de bola final Rudy Gay foi tentar o seu milésimo arremesso da vitória (ele é um dos melhores finalizadores da NBA), errou e Dante Cunningham estava lá para dar o tapinha no rebote ofensivo para virar o jogo e vencer por um pontinho. Vale ver o lance no vídeo abaixo:

Como diria Ivan Zimmerman em seus gloriosos dias de transmissão de NBA na ESPN, “dói, um tapinha não dói”. É duro para o Nuggets, numa fase tão complicada, perder um jogo porque não conseguiu impedir um rebote ofensivo desses. O pirralho Kenneth Faried está quebrando um bom galho no garrafão, acabou o jogo com 18 pontos e 10 rebotes, mas falta força física para lidar com o garrafão do Grizzlies. Mesmo sem Randolph (que deve voltar no começo de março), Marc Gasol teve 16 pontos, 14 rebotes, 8 assistências e 3 tocos. Engoliu o Nuggets vivo, é All-Star e um dos melhores no que faz. Vamos voltar no tempo e tentar não rir na minha cara quando eu disse que ele seria foda?

Ainda no tema de garrafões que engolem times vivos, que tal o Kevin Love e Nikola Pekovic somando 63 pontos e 29 rebotes na vitória do Wolves em cima do meu Houston? Tá bom que o Scola é a maior mãe na defesa, ele serve biscoitinhos e pede para seus adversários vestirem casacos quentinhos, mas Love e Pekovic merecem crédito pelo que estão fazendo. O Wolves sente bastante falta do Darko Milicic na defesa, por mais estranho que essa frase pareça, mas no ataque o Pekovic é genial e abre muito espaço para o Love. Quando o jogo estava apertado, Rick Adelman começou a colocar a bola nas mãos dos dois, às vezes perto da cesta, às vezes longe, e a defesa do Rockets quebrou em mil pedacinhos. Foram 33 pontos (e 17 rebotes) para o Love e 30 pontos (e 12 rebotes) para o Pekovic. Tudo, claro, orquestrado pelo nosso marido Ricky Rubio. Pra ele não ficar com ciúmes da

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nossa babação no Lin, vamos todos juntos dar as mãos e pagar pau para esse passe do espanhol:

No resto da rodada, o Al Jefferson engoliu o Wizards sozinho com 26 pontos no primeiro tempo e 34 pontos totais na partida. Esse garrafão do Jazz dá trabalho pra qualquer um e é prova de que não importa o seu time, suas deficiências ou suas limitações, ter um garrafão de ponta simplesmente estraçalha outros times menores. Já na partida entre Lakers e Suns, o garrafão de Gasol e Bynum até fez sua parte, mas quem acabou com o jogo foram os 36 pontos do Kobe, que continua sendo o maior inimigo do Suns, e os 17 pontos do Matt Barnes vindo do banco. Isso é oitenta vezes mais do que o banco inteiro do Lakers costumava fazer em 10 partidas! Se o banco engrenar, a equipe de Los Angeles vira outro time.

No duelo “B” entre Raptors e Bobcats, o Leandrinho conseguiu perder a bola duas vezes em bandejas que deveriam ter sido fáceis no final do jogo e, apesar dos 16 pontos, deu a vitória para a equipe de Charlotte – que vinha de 16 derrotas seguidas. O Raptors está sem a Dedé Bargnani, mas nada justifica perder para o Bobcats, mesmo que Reggie Williams esteja voltando aos seus bons tempos de Warriors (foram 22 pontos com 4 bolas de três) e que Bismack Biyombo esteja virando um monstro na defesa (foram 13 rebotes e 7 tocos). O Raptors deveria ficar de castigo e passar uma semana jogando NBB até aprender a fazer melhor.

O Kings também merecia alguma punição por perder para o Pistons. Foram 23 pontos e 10 assistências do novato Brandon Knight e 36 pontos do Rodney Stuckey, ou seja, o Kings oficialmente não defende nem ponto de vista. DeMarcus Cousins continua um monstro que come ônibus escolares no café da manhã, foram 26 pontos e 15 reboets, mas o Kings precisa respirar fundo e pensar em mudanças táticas rápido. Tomar duas bolas de três seguidas nos segundos finais (uma de Knight, outra de Stuckey) para perder o jogo é falta de qualquer esquema defensivo.

Pra fechar a rodada, o Thunder venceu o Warriors no jogo da porra-louquice mesmo sem o Westbrook, com Durant (23 pontos, 10 rebotes) e James Harden (25 pontos) dando conta sozinhos de todo o ataque da equipe. O Magic venceu o Bucks marcando 17 pontos seguidos sem tomar nenhum para terminar o jogo, com 26 pontos e 20 rebotes do Dwight Howard, mas só venceram mesmo porque o ataque do Bucks – que passou a ser genial nos últimos tempos – não sobrevive a um dia em que o Jennings só acerta 4 de 20 arremessos tentados. E pra terminar, o Mavs venceu o Sixers após estar perdendo por 14 no intervalo mas só tomar 8 pontos no 3o quarto e 16 pontos no último período. Dirk está voltando à forma, foram 28 pontos e 12 rebotes, mas o que está fazendo a diferença é a defesa do Mavs que volta a funcionar aos poucos depois de ter sido aniquilada pela saída de Tyson Chandler.

Agora a micro-rodada do dia 18. Vamos começar com o Spurs, que vem de uma fase fantástica analisada no post do Denis, fase tão boa, mas tão boa, que até vence quando não deveria. Com a vitória em cima do Clippers são agora 10 vitórias seguidas, mas essa vitória simplesmente não fez nenhum sentido! O Clippers vencia por 3 pontos faltando 9 segundos para o fim do jogo, e ainda por cima tinha a posse de bola, repondo um lateral. Bastava que Chris Paul recebesse a bola para sofrer uma falta e cobrar os lances-livres, ou então que ele recebesse a bola na quadra de defesa para sair driblando um pouco e queimar segundos do cronômetro. Mas na prática deu tudo errado: Chris Paul passou correndo para receber o passe do Ryan Gomes na quadra de defesa para queimar uns segundos, mas Ryan Gomes passou a bola cedo demais, quando Paul ainda estava na quadra de ataque. No embalo da corrida, Chris Paul percebeu que iria acabar indo parar na quadra de defesa e seria uma violação, então ele soltou a bola como um idiota nas mãos de Gary Neal, do Spurs, que meteu uma bola fácil – e livre – de três pontos. Funhé. Nas palavras do Chris Paul, a pior jogada de sua vida, prorrogação para a partida e derrota vinda na prorrogação para – adivinhem! – outra bola de 3 pontos do Gary Neal.

Chris Paul é um dos jogadores mais decisivos da NBA, Randy Foye está – como previu o Denis – tapando muito bem o buraco do Billups (ontem foram 21 pontos para ele), Blake Griffin teve o primeiro vinte-vinte da sua carreira (foram 22 pontos e 20 rebotes), Tiago Splitter jogou 2 minutos e logo machucou o calcanhar, Ginóbili também saiu contundido apenas 4 jogos depois de voltar da fratura na sua mão, Duncan foi dominado na defesa por Kenyon Martin, mas nada disso foi o bastante para dar a vitória para o Clippers. A fase do Spurs é absurdamente boa, a cagada na cobrança de lateral deu uma chance para o Gary Neal (que agora é a mistura do Bruce Bowen com o Robert Horry), e não tem ninguém na NBA jogando melhor do que o Tony Parker nesse momento. Foram 30 pontos e 10 assistências para ele, que voltou a jogar como se nenhuma defesa existisse. Gênio.

Se o Clippers não vai engolir essa derrota tão cedo, o que dizer então do Bulls, que perdeu ontem para o – irgh! – Nets? Foi a primeira vitória da equipe de New Jersey nesse mês. Deron Williams marcou 29 pontos, Kris Humphries continua chutando traseiros mesmo sem ser notado com 23 pontos, 18 rebotes e 5 assistências, e até o Shelden Williams (dono da menor cabeça da NBA desde Nesterovic) pegou 14 rebotes. Eu até gosto do Shelden, acho ele bom reboteiro e defensor, mas se um zé ninguém desses pega 14 rebotes contra o Bulls é porque o troço tá feio. É claro que o Bulls ainda sente falta de Derrick Rose, lesionado, mas no começo é mais fácil suprir a falta de uma estrela. Armadores genéricos taparam bem o buraco, Luol Deng cumpre oito papéis ao mesmo tempo, mas quanto mais tempo passa mais os jogadores vão sentindo a pressão e sentindo falta do Rose. Aliás, curiosidade aleatória do dia: na lista de armadores genéricos o Bulls já usou John Lucas III e agora acabou de chamar Mike James, ou seja, estão colecionando ex-armadores do Houston Rockets. Será que o próximo será meu “queridinho” Rafer Alston?

No jogo entre Grizzlies e Warriors, tivemos repeteco do jogo anterior do Grizzlies, pode ir lá ler o resumo no começo do post. Rudy Gay errou de novo o arremesso da vitória mas tinha um jogador do Grizzlies lá para um tapinha no rebote para virar o jogo – dessa vez foi o Tony Allen! (Allen é raça!) Dá pra ver o lance nas melhores jogadas da rodada de ontem. O garrafão do Grizzlies de novo vai ganhando jogos e OJ Mayo está voltando a liderar o banco de reservas, o que faz muita diferença para eles. Foi o bastante para vencer o Warriors apesar de ser um jogo em que tanto Ellis quanto Curry ganharam no palitinho: foram 36 pontos e 6 assistências para Stephen Curry e 33 pontos e 6 assistências para Monta Ellis, somando 10 bolas de três pontos com os dois. Sem garrafão não dá.

No último jogo da rodada, o Blazers saiu da pindaíba vencendo fácil o Hawks. Batum marcou 22 pontos, comandando de vez o ataque do Blazers, e LaMarcus Aldridge, que deveria ficar um tempo fora lesionado, voltou pra quadra e mandou 19 pontos e 10 rebotes. Será que ele é tão bom que ficou imune à maldição de jogadores de garrafão lesionados do Blazers? Com ele de volta, Camby saudável e Batum de titular, o Blazers é não apenas um time super versátil, mas também um time enooorme, alto pra valer. Josh Smith jogou bem pelo Hawks, foi um quase-triple-double com 14 pontos, 10 rebotes e 9 assistências, mas ele tentou duas bolas de 3 pontos ridículas (duas focas foram mortas em represália) e não conseguiu lidar com o tamanho do Blazers.

Ufa, foi isso. Voltamos nos próximos dias com o resumo das próximas rodadas! Usem camisinha!

Fotos da(s) rodada(s):

 É só comparar, Shelden Williams tem a menor cabeça do planeta
 Nem interessa se jogam bem, Yao e Lin são importantes 
para trazer à NBA a torcida mais biruta do universo

 É fácil confundir a cabeça do Taj Gibson com a bola, mas a cabeça 
minúscula do Shelden Williams no fundo é inconfundível 

 Deron Williams: fotogênico
 Todo homem só quer colo de mãe
 Agradeço a deus a graça alcançada
Lionel Hollins, técnico do Grizzlies, quebra um dedo sozinho no banco 
Flopar, verbo intransitivo: agir como Manu Ginóbili 
Jogo de vôlei: um dá de manchete, o outro tenta um bloqueio

>Depois de errar dois lances livres decisivos contra o Heat (e o arremesso final, forçado porque o Boozer não seguiu a jogada devida), Derrick Rose avisou que iria se redimir com o planeta Terra na partida contra o Wizards. O armador foi o mais agressivo que conseguiu, chutou o traseiro do John Wall, chegou até a levar falta técnica apesar da cara-de-Duncan e acabou o jogo com 35 pontos, 8 assistências e 3 tocos. Lembra quando o Rose era fantástico, maravilhoso, tudo-de-bom?  Pois bem, temos que criar outros adjetivos desde que ele despertou seu Sétimo Sentido e passou a acertar floaters que fariam Tony Parker morrer de inveja. Sem uma defesa coletiva como a do Heat, é impossível parar o Rose com um arsenal tão completo no ataque. O Wizards ainda manteve o jogo respeitável no começo porque John Wall e JaVale McGee seguraram as pontas no ataque, mas não deu pra segurar a represa por muito tempo.

Outro time que manteve o jogo respeitável foi o Magic contra o Sixers, mas quando a represa começa a rachar (e eventualmente racha, em todos os jogos), a equipe de Orlando perde a cabeça e taca o jogo na privada. O jogo estava bem disputado até que o Magic perdesse o 3o período por 21 a 9. Nove! E esse ataque medonho que só faz nove pontos dessa vez esteve nas costas de Dwight Howard.

Nas últimas derrotas, achei que o Magic estivesse passando mais a bola para ele horas em que o time está na merda para ver se  resolve, se ele salva o time de ter que continuar com um ataque em que as bolas não caem. Mas agora estou começando a achar que não é desespero, que é algo deliberado. O Magic parece estar insistindo no Dwight como se fosse alguma espécie de lição para o pivô que insiste em cobrar seus companheiros publicamente, se acha a última bolacha no pacote e não para de pedir para ser trocado. Ontem, contra o Sixers, Howard foi muito acionado e – pasmem! – recebeu a bola em uma infinidade de jogadas de pick-and-roll, coisa que sempre cobramos que acontecesse nessa equipe. Mas eis que o Dwight se mostrou bastante ruim para finalizar essas bolas em movimento, perdeu muitos pontos fáceis e seus companheiros continuaram insistindo. Quer dizer, menos o Turkoglu, que achou mais divertido tentar arremessos impossíveis de longa distância, teve hora em que eu achei que ele ia tentar de costas só pela diversão descompromissada.  O Dwight acertou 6 dos 17 arremessos que tentou, o experimento pick-and-roll é um fracasso, e já não sei mais o que sugerir para essa equipe. O pior de tudo é que o Sixers teve um jogo completamente meia-boca, sem sal, não fizeram nada demais e erraram quinhentos arremessos fáceis também. Imagina se tivessem jogado bem.

Mas a atuação ofensiva do Dwight não foi a pior da noite: na partida entre Grizzlies e Spurs, Rudy Gay conseguiu sair de quadra com um mísero pontinho, errando todos os 7 arremessos que tentou. A equipe de Memphis estava cansada, frustrada e o ataque não tem muitas válvulas de escape sem Zach Randolph para arrumar pontos na marra ou Rudy Gay nas jogadas de isolação. O Spurs, por outro lado, mostrou que tem quinhentas armas e impôs o estilo de jogo que bem quis. O senso comum diria que, com o garrafão do Grizzlies desfalcado do Randolph, o ideal seria abusar do jogo de garrafão do Spurs para vencê-los. Mas o Popovich fez exatamente o contrário: limitou os minutos do Splitter, colocou o pessoal para correr e deixou gente mais baixa em quadra. A ideia foi essa: já que não temos que defender ninguém no garrafão, vamos aproveitar. Deu muito certo, e ao mesmo tempo deu muita raiva do Spurs: tem equipe que se saia melhor no draft do que eles? Chega a ser ridículo. Podendo jogar mais na velocidade e com jogadores mais baixos, o Spurs usou Danny Green (11 pontos, 2 bolas de três pontos, 4 roubos de bola) e Kawhi Leonard (12 pontos, 10 rebotes, 2 roubos) para atropelar o Grizzlies. Os dois juntos somaram 6 roubos de bola, mas como o Denis tão bem mostrou em seu post de ontem sobre como identificar bons defensores (leitura obrigatória, corre lá!), isso não é nem a ponta do iceberg do que foi a defesa impecável dos dois durante a noite. O único jogador do Grizzlies que conseguiu fazer alguma coisa no ataque foi o OJ Mayo, de novo cestinha da equipe com 17 pontos. Se alguém por lá queria mesmo trocar o garoto, com certeza já respirou fundo e tacou a ideia pela janela.

Por falar em troca, os dois times que trocaram de treinador um com o outro, Houston e Wolves, se enfrentaram de novo ontem. No primeiro confronto o Rockets ganhou em Minessota, agora foi a vez do  Wolves ganhar em Houston. E tudo porque o Wolves teve um dos períodos mais sensacionais da história da humanidade conhecida! O Houston estava jogando bem e se saiu melhor durante todo o jogo, mas no terceiro período tomou 42 pontos (!!!) e fez “apenas” 25. Foi um quarto impecável para o Wolves, forrado de cestas de 3 pontos, passes perfeitos do Ricky Rubio, bolas absurdas do Kevin Love e movimentação inteligente de bola. Aliás, quem foi o gênio que resolveu unir Ricky Rubio e o técnico Rick Adelman? Prêmio de melhor ser humano para o cara que uniu os dois. Rubio faz com perfeição as infiltrações seguidas de passe para a linha de 3 e agora o Wolves inteiro pegou o jeito da jogada, sabendo dar um passe a mais em busca de uma bola de 3 melhor ou então cortando o defensor para um arremesso de 2 pontos. Essa jogada simples rendeu boa parte dos 34 pontos do Beasley ontem (acertou 10 de 14 arremessos e todos os seus 12 lances-livres), que está conseguindo render sem ter que arremessar todas as bolas – até porque ele não recebe todas quando existem armadores inteligentes e um esquema de jogo consistente. O Rubio, por sua vez, acabou com 18 pontos, 8 rebotes e 11 assistências – uma pena que esses 8 rebotes possam ter sido responsáveis por evitar um double-double do Kevin Love, que dessa vez só pegou 7 rebotes (mas marcou 29 pontos). Nem é questão de quão orgasmático é ver o Rubio jogar, simplesmente não tem equipe na NBA que passe tão bem a bola coletivamente quanto o Wolves. Como diabos isso aconteceu? Por experiência própria, acompanhando de perto meu Houston, sei como as equipes demoram para entender o ataque do Rick Adelman e como costumam fazer muita merda até pegar o jeito. Não é o caso em Minessota.

A parte triste da rodada vem agora, na partida entre Jazz e Blazers. E nem é porque o time-do-qual-não-falamos ganhou, isso está ficando comum e pela milésima vez foi porque o Millsap ficou doido no fim do jogo. O Jazz conseguiu outra vez sua primeira liderança do jogo no quarto período, e dessa vez nem tinha o Al Jefferson lá, contundido, para pegar os rebotes ofensivos do Millsap ou abrir espaço para os rebotes ofensivos do Millsap. O Derrick Favors quebrou o galho com 8 pontos e 6 rebotes (4 ofensivos) e o Blazers não resistiu ao garrafão do Jazz no final. Quer dizer, quase resistiu, e essa é a parte triste. O Batum meteu 3 bolas de três pontos seguidas no quarto período e aí roubou uma bola faltando 35 segundos pra o fim do jogo, com chance de empatar a partida. E aí o que ele fez? Estava com a mão quente, liderando a equipe, e partiu para dentro para tentar uma bandeja. Errou o arremesso? Tentou um passe e falhou? Cometeu falta de ataque? Não. O joelho dele simplesmente torceu quando ele tocou uma perna na outra, ele caiu como cocô e a bola ficou lá no chão para o Jazz recuperar. Esse é o Blazers amaldiçoado que conhecemos, em que as lesões nunca vão deixar o time em paz.

No resto da rodada, o Mavs foi liderado por Vince Carter e Delonte West e venceu um Suns sem Steve Nash (fuja, Nash, corra enquanto é tempo), sinal de que as novas contratações do Mavs podem estar pegando o jeito da coisa. Em Milwaukee, o Buchs venceu o saco-de-pancada Pistons usando o que é agora, de repente, um baita ataque de respeito com Brandon Jennings e Mike Dunleavy, que estão se entendendo desde que o armador começou a ser mais agressivo como queria seu técnico. Em Miami, o LeBron James também se vingou dos lances-livres que errou contra o Bulls ajudando a vencer fácil o Hornets, mas como é o Hornets simplesmente não vale.

Para acabar, mas com chave de ouro, o Clippers venceu o Thunder após 4 bolas de três pontos seguidas para encerrar o segundo quarto, num 12 a 0 que simplesmente acabou com o jogo ali. Mas o melhor de tudo foi a enterrada espetacular do Blake Griffin em cima do muro-de-tijolos Kendrick Perkins. Lembra daquela enterrada do Griffin em cima do Mozgov em que ele, hã, despejou seu “saquinho de chá” na “xícara” que era a cara do pivô? Pois bem, digamos que o Griffin serviu chá de novo, agora numa xícara de tijolos. Absurdo.


Fotos da rodada

 Stuckey dá uma bitoca em Delfino
 – Supimpa!
 Dança contemporânea
 LeBron James senta na torcida após ser atingido por Gyoday
 Foto de fim de festa
 Blake Griffin é a primeira vítima de um vírus zumbi
 Brandan Wright dá o toco e ainda puxa a orelha do Frye pra ensinar uma lição
Sam Young dá um abraço em sem amigo imaginário

Por amor

Vinde a mim as criancinhas

Kevin Love, o jogador que fez 18 double-doubles em suas última 19 partidas, que venceu o Clippers num arremesso de último segundo, que marca 25 pontos por jogo (quarto melhor da NBA) e que pega 14 rebotes por partida (segundo melhor da NBA), acaba de aceitar uma extensão de contrato de 60 milhões de doletas por 4 anos com o Wolves. Com o Wolves, crianças, aquele time que fica em Minessota, lugar em que nem os ursos querem viver. Aquele time que era motivo de piada e vergonha desde que Garnett saiu de lá. Aquele time de que os jogadores deveriam fugir desesperados assim que seus contratos acabassem.

A extensão de contrato de Kevin Love é muito mais do que um jogador bom aceitando continuar em sua franquia, ela é também a vitória do General Manager David Kahn e de todos os mercados pequenos da NBA. Hoje em dia, basta um jogador se destacar numa franquia porcaria para começar a aguardar com ansiedade o fim do seu contrato e assinar com, adivinha, Lakers, Knicks, Mavs, Heat. Todo mundo quer jogar nos grandes mercados, nas grandes equipes, ter chance de título. É normal, todos nós vimos como jogadores fantásticos são tratados como cocô caso não ganhem títulos (LeBron, alguém?) ou como são completamente esquecidos quando jogam em pequenos mercados (Bosh em Toronto, Elton Brand no Clippers). Muito se falou, durante as negociações entre donos e jogadores no locaute, de novas regras que favorecessem as equipes pequenas, que incentivassem os jogadores a não ir parar todos em Los Angeles ou  em New York. Mas insistimos aqui: os jogadores querem ir jogar nas cidades mais legais, algo que independe das regras do basquete, e querem também equipes com chances de título, algo que varia muito de tempos em tempos. Já houve uma época em que todo mundo queria ir jogar em Sacramento só porque o Kings da década passada chutava traseiros, e agora todas as estrelas já estão colocando o Clippers como eventual possibilidade de destino.
Minessota nunca vai convencer ninguém a ir lá curtir o turismo, e também não pode oferecer chances de título a curto prazo. Equipes assim acabam perdendo suas jovens estrelas, draftadas com tanto esforço, para equipes melhor estabelecidas. Mas aí é que entra David Kahn e sua política com o Wolves. Desde que assumiu a brincadeira, instituiu uma comunicação clara tanto com a imprensa quanto com seus jogadores. Explica porque está contratando cada jogador, o que espera deles, deixa que façam cagadas em quadra para aprender, e insiste em ter um time rápido e veloz. Trocou jogadores insatisfeitos ou que mereciam mais espaço em quadra como Al Jefferson e Jonny Flynn para deixar o elenco contente e ficar com fama de que trata bem seus jogadores, nem que seja liberando eles para ir jogar em outros lugares. Ao invés de fazer como o Clippers, que era uma prisão de jovens estrelas que só queriam dar o fora dali assim que pudessem, Kahn apostou em criar um lugar legal para se jogar, chamou o Rick Adelman para ser o técnico e colocar em prática seu esquema ofensivo livre e criativo, e segurou com unhas e dentes o novato Ricky Rubio. O armador choramingou quando foi draftado pelo Wolves, quis ficar na Espanha, dizem que pediu para ser trocado para o Knicks, mas Kahn insistiu em mantê-lo mesmo tendo que esperar anos para que o armador voltasse da Europa, e durante esse tempo manteve contato constante com o pirralho, acompanhou treinos e jogos, cuidou da papelada e tranquilizou o menino com definições claras de qual seria seu papel em quadra, quantos minutos teria e qual seria o estilo de jogo da equipe. Agora temos o fenômeno Ricky Rubio, que o Denis explicou tão bem em um post recente, o Wolves se tornou um time obrigatório de se assistir mesmo que não ganhe bulhufas, e o Kevin Love está feliz por lá: dando espaço aos trocadilhos panacas, Love agora ama sua equipe e vai ficar justamente por isso, por amor. Poderia ir para outra equipe melhor, mas está satisfeito lá, num mercado pequeno e sem chances de título, ao menos por enquanto.
Os mercados pequenos precisam ser bem gerenciados, precisam criar estruturas funcionais e que respeitem seus jogadores. Com o Wolves tem funcionado, e até o Clippers agora é um time respeitado. Kevin Love continuará na sua equipe, enchendo as orelhas de grana, e o Wolves pode voltar aos playoffs em breve com um elenco divertidíssimo de acompanhar, lembrando os tempos em que Garnett (nesse mesmo mercado pequeno) levava o Wolves às finais do Oeste. E olha que ele nem tinha Ricky Rubio. Os mercados grandes possuem vantagens naturais, é claro, mas as outras equipes estão dando um jeito e o Wolves deu, hoje, seu maior passo rumo aos grandes.

Um emocionante jogo horrível e o Knicks fede

>Depois de meses olhando para a cara do David Stern em reuniões intermináveis de mais de 20 horas, o que é um arremesso final na cara do Dirk Nowitzki, certo? Mamata. Sem medo e sem qualquer sinal de hesitação o Derek Fisher conseguiu encerrar um dos jogos mais sofríveis dessa temporada com uma grande jogada. Um arremesso de três de muito longe e com um alemão de 2,13m na sua cara para dar a vitória de 73 a 70 do Lakers sobre o Mavs. Dos últimos 13 pontos do Lakers no jogo, Fisher marcou 9.

A seção das estatísticas é a 8 ou 80, não o Resumo da Rodada, mas só com números para descrever a aberração que foi essa partida. O Lakers acertou 38% de seus arremessos, o Mavs 35%. O Lakers acertou apenas 1/10 bolas de 3 (10%), a certeira foi só aquela do Fisher mesmo, o Mavs 4-26 (15%). O placar do 3º período foi, acreditem, 16 a 7 para o Dallas Mavericks! O Lakers conseguiu a proeza de fazer apenas 7 pontos em um período e ainda ganhar o jogo! Nem nos duelos de Pistons e Pacers do meio da década passada a gente via coisas tão absurdas. Foi como assistir a uma partida de… argh… basquete feminino!

De quente nesse jogo só os primeiros minutos do Lamar Odom de volta a Los Angeles. Recebeu aplausos de pé de todos, um abraço carinhoso do Fisher e meteu 7 pontos rapidinho. Foi só. Acabou. Nenhum jogador durante todo o resto da partida pode ser considerado “quente” no confronto. Andrew Bynum foi bem com 17 pontos e 15 rebotes, mas a verdade é que quando marcado por Ian Mahinmi teve dificuldades de se posicionar bem para receber a bola. Kobe Bryant e Dirk Nowitzki até se esforçaram para o jogo ganhar um placar decente no último quarto, fazendo muitos pontos no começo do período, mas acabaram chutando 7-22 e 8-17 respectivamente.

Mas não só de jogos horripilantes foi feita a rodada de ontem do Dia de Martin Luther King Jr. nos EUA. Na cidade onde MLK foi assassinado, Memphis, o Grizzlies continua fazendo muitos pontos de contra-ataque e assistindo ao renascimento de Rudy Gay. Ele fez a alegria dos piadistas de plantão com 24 pontos e liderou o Grizz contra o Bulls, que estava sem Derrick Rose, machucado. A diferença chegou a estar em 27 para o time da casa, mas Tom Thibodeau puxou uma jogada de basquete universitário, usou marcação pressão quadra inteira e diminuiu a vantagem para apenas 9. Não foi o bastante, mas foi bem legal. Já na cidade onde Martin Luther King fez sua famosa marcha em 1963 (quando disse o “Eu tenho um sonho”), o Wizards perdeu de novo. Dessa vez John Wall resolveu começar a acertar arremessos pela primeira vez na temporada e fez 38 pontos, o máximo de sua carreira, mas mesmo assim não foi o bastante. Eles tomaram 20 pontos do Samuel Dalembert (14 no 3º período!!!) e apanharam do Rockets. Eles não tem salvação.

Outro time que às vezes parece que não tem solução é o New York Knicks. Eles tem uns jogos tão desanimadores que dá vontade de tacar tudo para o alto. Mas, vidrado em estrelas como somos, teimamos em acreditar que um dia o trio Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Tyson Chandler vai dar certo. Ontem eles perderam em casa do Orlando Magic. Carmelo Anthony tentou 27 arremessos, o resto dos titulares apenas 23. “Não é como se ele estivesse sequer procurando o passe”, disse Mike D’Antoni após a partida. Repetimos o clássico Dilema de Kobe: Melo chuta muito porque o resto do time não presta ou o time não presta por que Melo chuta muito? Nesse caso o erro começa quando Mike D’Antoni deixa a bola tanto tempo na mão do ala. O instinto dele é procurar a cesta, não comandar o jogo. E vão ser as mesmas críticas até eles mudarem de esquema tático, treinador ou conseguirem um armador.

E outra coisa, a derrota nem foi porque Dwight Howard arrebentou. O pivô fez apenas 8 pontos e 10 rebotes! Quem compensou foi Ryan Anderson, o franchise player do Magic meteu 30 pontos com 7 bolas de 3 pontos. E olha o que ele disse depois do jogo: “Muitos dos meus arremessos vieram quando fizeram o pick-and-roll com o Dwight e eu esperava a bola livre do outro lado”. Temos que valorizar o blog quando a gente acerta essas coisas. Quando erramos é só editar o post e negar tudo até a morte.

Durante o jogo entre Lakers e Clippers no último sábado eu disse que a única maneira do Chris Paul ser parado era se o Lakers conseguisse o Deron Williams. A rivalidade dos dois sempre teve o Paul impressionando mais todo mundo e o Deron ganhando os duelos mano a mano. Sei lá porque, mas o atual armador do Clippers simplesmente não rende a mesma coisa contra seu rival. Qual o segredo do Clippers na hora de enfrentar o Nets então? Chris Paul não joga. Vinny Del Negro gênio. Tá bom, foi por causa de uma contusão, mas sabemos que no fundo o Del Negro é gênio, não? Não? Bom, o jogo não foi a mamata que deveria ser, mas em nenhum momento pareceu que o Nets realmente tinha uma chance. Valeu porque o Clippers sozinho ganhou o Top 3 de todo o Top 10 da rodada de ontem!

No resto da rodada alguns jogos de resultados previsíveis. O Atlanta Hawks contou com mais uma partidaça do Josh Smith (meu fantasy agradece), que fez 28 pontos e 15 rebotes, para bater o Toronto Raptors, que teve Leandrinho cestinha com 24 pontos. Nada como um ano de contrato para botar fogo no rabo do brazuca. E vocês viram que a Samara Felipo, a esposa do Leandrinho, tem agora uma coluna no Basketeria? Digamos que escrever não seja o grande dom da eterna Érica. Em New Orleans o Blazers encontrou o adversário dos sonhos para embalar uma reação, o Hornets sem Eric Gordon, Trevor Ariza e com DaJuan Summers de titular. Pela segunda vez seguida Nicolas Batum foi o melhor em quadra com 19 pontos. Será que agora para de reclamar ou só dá mais motivo para querer ser titular?

Outro adversário dos sonhos? Sacramento Kings. O Wolves havia perdido os últimos três jogos em casa e conseguiu se recuperar. Kevin Love (bocejo) conseguiu 33 pontos e 11 rebotes e teve ajuda de um grande armador. Ricky Rubio? Não, Luke Ridnour fez 25 pontos, 9 assistências e até uns passes sem olhar. Rubio é contagiante e o Wolves agradece. Finalizando a seção “Eu já sabia”: o Sixers venceu mais uma, dessa vez sobre o Bucks. Em dia que eles fazem só 6 pontos de contra-ataque compensam com 11 bolas de 3 pontos. A fase é boa.

Outro dia fomos até ofendidos no formspring por dar a entender que o Boston Celtics já era. Mas ontem eles tiveram o primeiro jogo bom do Paul Pierce na temporada, o Kevin Garnett pegando rebotes, o Rajon Rondo beirando triple-double e mesmo assim nem assustaram o Oklahoma City Thunder. Tem uns exagerados dramáticos dizendo que eles nem vão para os playoffs, é demais, mas tem que melhorar uns 400% para ser citado na listinha de favoritos ao título.

Fechando a extensiva rodada de 11 jogos o Charlotte Bobcats perdeu do surpreendente Cleveland Cavaliers, que hoje não está só à frente do Celtics, mas também do Knicks no Leste. Kyrie Irving quer fazer a briga com Rubio pelo troféu de melhor novato da temporada bem interessante e marcou 25 pontos de novo.


Fotos da Rodada

Mark Cuban manda beijinho…

… e Kobe fica toda encabulada

Joe Johnson pergunta se Leandrinho não tem ciúme do Touro

Derek Fisher quebra tijolos invisíveis

Perkins se esforça ao máximo para não mostrar emoções na sua volta a Boston

Essa é a temporada do Boston Celtics

Marvin Williams olha dentro da sua alma

Garrafão faz a diferença, o Suns não sabe o que faz

>Como hoje, segunda-feira, é dia de Martin Luther King nos Estados Unidos e já é tradição que aconteçam jogos da NBA ao longo do dia inteirinho, ontem foi dia de mini-micro-nano-rodada na NBA. Foram apenas três jogos e nenhum deles era um grande confronto, o contrário do que costuma acontecer nas quintas-feiras quando tínhamos dois ou três jogos mas sempre clássicos. Então vamos dar uma passada rápida pelos jogos mais-ou-menos de ontem para você ter tempo de ver jogos da NBA durante o dia todo e ler nosso post de ontem sobre o Sixers e o técnico Doug Collins.

A rodada começou com o Warriors, que ainda não tinha vencido nenhum jogo fora de casa, enfrentando o Pistons em Detroit. Stephen Curry continua fora após sua bilionésima torção no mesmo tornozelo que ele operou nas férias, se jogasse no Clippers o pé dele já teria descolado do corpo e ido embora. Curry deve voltar terça-feira, mas Monta Ellis segura bem as pontas como armador dessa equipe: não olhem agora, mas ele está entre os 10 melhores da NBA em pontos e assistências por jogo. Eu sou da época em que o Monta Ellis era genial, um dos melhores finalizadores da NBA próximo ao aro, mas ele não sabia arremessar bulhufas e nem armar o jogo. Agora ele é um arremessador espetacular e sabe quando soltar a bola. O problema é conseguir manter uma defesa forte quando ele e Curry estão juntos em quadra.
O Pistons também sofre com lesões, mas quer saber? É bem melhor ver Villanueva fora e finalmente vislumbrar um time de pirralhos entrando em quadra, é o primeiro sinal verdadeiro de que o Pistons pode ter um time no futuro. Ontem jogaram juntos Brandon Knight, Jonas Jerebko e Greg Monroe, só tinha o Prince por lá pra mostrar que não era equipe juvenil.  
O jogo em si mostrou os pontos fortes de cada equipe e o fato de que não possuem as possibilidades de parar os pontos fortes do adversário. O Warriors foi trucidado pelo Greg Monroe no garrafão de um lado, que está jogando demais, mas o Pistons não soube parar o David Lee no outro garrafão. No fim, quem decidiu foi o Monta Ellis, que acertou uma bandeja completamente absurda. É ou não é um dos jogadores com maior controle de bola e de corpo quando sai do chão rumo à cesta?
Continuando a rodada, tivemos o time-do-qual-não-falamos enfrentando o Nuggets e seus quinhentos jogadores bons mas nem tanto. Pra variar todo mundo jogou bem pelo Nuggets, Nenê teve uma bela partida, a equipe joga em velocidade, sabe rodar bem a bola encontrando o companheiro melhor posicionado, é uma beleza. Mas assim que o Nenê ficou mais discreto no jogo, Al Jefferson e Paul Millsap botaram o jogo debaixo do braço e foram pra casa. Dá pra escrever uma tese com esse Jazz sobre a importância de jogadores de garrafão na NBA, porque a partida inteira se transforma quando os dois estão bem em quadra. Nenhum dos dois pode receber marcação dupla quando parte para a cesta porque o outro vai estar lá livre, os arremessos mesmo forçados acabam virando rebotes ofensivos e cestas fáceis, e ainda tem o fato de que ambos são bons arremessadores e o Millsap é genial quando coloca a bola no chão e tenta driblar seus adversários mais lentos, o Nenê ficou desnorteado às vezes. Assim que a defesa do Jazz apertou um pouco e o Nuggets já não tinha mais a mesma confiança para rodar a bola e muito menos para infiltrar no garrafão, Paul Millsap fez simplesmente 14 pontos seguidos de todos os jeitos possíveis: ponte-aérea, gancho, arremesso caindo pra trás, rebote ofensivo, só faltou de costas como o Monta Ellis. O Jazz não é tão bom assim, eles deveriam finalmente feder depois de perder Deron Williams e Jerry Sloan, mas não, eles dão um jeito de ser um baita time e agora é com um garrafão que arranca vitórias do nada, de repente, quando o outro time está cansado e combalido. Bizarro.
Pra fechar a rodada tivemos um clássico da década passada, Spurs e Suns. Esse já foi o confronto mais legal da NBA, as partidas de playoff mais legais da minha vida, mas agora é só um time que continua fazendo tudo direitinho contra um Suns que não faz ideia do que deveria estar fazendo. Tem hora que o Suns resolve voltar a correr e só usa jogadores menores, tem hora que acham que precisam de um garrafão forte e insistem no Robin Lopez, tem hora que acham que vão vencer no perímetro e só usam arremessadores, mas nunca entram num ritmo, nunca parece natural – são apenas uma imitação barata daquilo que um dia foram. Steve Nash e Marcin Gortat funcionam juntos, mas e todo o resto? E uma identidade para esse time que parece mais desconfortável do que nerd em bacanal? O Spurs é exatamente o contrário, entra ano sai ano, mudam os jogadores, chega a pirralhada, Tim Duncan (24 pontos, 11 rebotes, 4 assistências, 2 tocos) está cada vez mais velhinho, mas tudo funciona exatamente do mesmo jeito e sempre há um padrão de jogo. O Spurs venceu, claro, e por favor vamos começar uma campanha para libertar o Steve Nash, ele merece algo melhor no fim de carreira do que o Michael Redd, que joga numa cadeira de rodas.
Fotos da rodada
 Chris Andersen dá uma chave de braço
 – Mamãe, faça isso parar!
 Gordon Hayward ainda está a uns 10 anos de começar a ter espinhas na cara
 De braços dados pra dançar a quadrilha
 Steve Nash grita de pavor por estar preso em Phoenix
Richard Jefferson tenta evitar a dança descontrolada de um Dudley bêbado
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