Bola Presa Entrevista – Miami Heat

Foram dois treinos do Miami Heat visitados na última semana no Rio de Janeiro. Como o time de Erik Spoelstra era o primeiro a ir para a quadra, pegávamos os últimos minutos de treinamento e depois entrávamos na quadra para falar com os jogadores e com o técnico. Infelizmente, assim como no ano passado, assistentes técnicos não eram autorizados a falar. Então adeus ao papo com Juwan Howard. Já Pat Riley, que me deu um tapinha nas costas e disse “pode perguntar as coisas pra ele em espanhol” quando eu conversava com Mario Chalmers, também não quis falar. Só se rendeu quando o Balassiano usou seus xavecos cariocas.

Abaixo, as entrevistas que eu fiz, em geral com a Série B do time. Os medalhões falaram só por pouco tempo, cercado por dúzias de jornalistas. Achei que não ia conseguir nada de interessante ou diferente, então parti para os jogadores menores. Veja o que eles me falaram enquanto suavam como doidos naquele ginásio sem ar condicionado do Flamengo.

Chalmers Cole

Os armadores sobre os armadores

Mario Chalmers

“Nosso estilo de jogo não vai mudar muito, mas vai mudar. Temos que jogar para facilitar a vida dos nossos companheiros e para isso temos que ser mais agressivos e teremos oportunidade para isso, apenas precisamos estar prontos. As coisas que LeBron fazia começam com os armadores, mas depois todo o time deve ajudar e jogar com energia. Agora sou um dos veteranos nesse time, quero ser um líder, uma voz no vestiário”.

Norris Cole

“O sistema muda um pouco sem LeBron por aqui, mas não posso dizer exatamente como vai mudar. De qualquer forma, estou empolgado com essas mudanças. Nosso elenco é diferente nessa temporada, temos que aprender aos poucos a exigência desse grupo e mudar nosso estilo”.

Erik Spoelstra sobre Cole e Chalmers

“Os armadores terão um papel maior nessa temporada, eles serão mais responsáveis para organizar nosso ataque e em envolver todo o time. Mas ao mesmo tempo eles não precisam tentar fazer mais do que sabem, mudar seus estilos pessoais. Os dois (Chalmers e Cole) sabem o que fazer e ambos estarão em quadra durante muito tempo nos jogos”.

Spo

Erik Spoelstra sobre o Heat 2014

“Ainda é cedo para saber como vamos jogar na próxima temporada. É para isso que treinamos hoje aqui, pesado, por duas horas num chão duro e sem ar condicionado. Entendemos que é parte do processo e que temos que trabalhar muito na pré-temporada”.

“Quando fiquei sabendo que LeBron iria sair, ficamos surpresos, como todos. Mas depois continuamos a trabalhar, tínhamos que montar um time que faça nossa cidade se orgulhar. Então fizemos esse time e estamos aqui na pré-temporada para fazê-lo melhor. As expectativas para o Miami Heat não mudam, ainda queremos ser campeões”.

“É ótimo que a NBA tenha uma variedade de técnicos como tem hoje. Nos últimos 5 anos vimos mais diversidade na profissão do que nunca tínhamos visto antes, temos antigos treinadores da NBA voltando, ex-treinadores de faculdades,  ex-jogadores, ex-coordenadores de vídeo. Hoje temos mais franquias com a mente aberta para diferentes experiências, depende das necessidades de cada time”.

McRoberts

Josh McRoberts

“Estou muito empolgado para essa temporada. O time não é o mesmo, além de mim, Danny (Granger) e Luol (Deng) também são novos e todos estão me ajudando nessa mudança de equipe”.

“Acho que eu posso me encaixar bem no sistema do coach Spoelstra aqui no Heat. Claro que em Charlotte era diferente, com Al Jefferson sempre jogando dentro do garrafão, mas eu acho que posso continuar a jogar de frente para a cesta, movimentando a bola e tomando decisões de passe no ataque. Ainda tenho esse papel por aqui. Mesmo com Chris Bosh jogando mais fora do garrafão, meu estilo se encaixa aqui. Temos jogadores se movimentando pela quadra livremente como nos últimos anos. Mesmo com algumas mudanças no elenco eu acredito que a base tática será a mesma”.

“Na defesa também vejo muitos princípios defensivos parecidos, a principal diferença é que o Miami é conhecido pela agressividade na defesa, mais do que o Charlotte, que era um pouco mais conservador, mas com os mesmos princípios. O Heat é mais agressivo nos pick-and-rolls, mas para mim especificamente não muda tanto assim”

“Spoelstra tem conversado com a gente para sermos um melhor time nos rebotes nessa temporada. Não vou ser um cara que pega 15 ou 20 rebotes em um jogo, mas creio que posso ajudar e que seremos um time melhor nessa categoria nesta temporada”.

Ennis

James Ennis

“Para os torcedores do Heat no Brasil que não me conhecem, sou um jogador atlético, ala, braços longos e que adora enterrar. Gosto de entrar no jogo com energia e deixar os torcedores de pé com as minhas jogadas”.

“Na última temporada o Heat já tinha meus direitos, mas eles não tinham espaço no salary cap e já tinham 15 jogadores assinados no elenco e queriam manter um grupo de veteranos. Tinha a opção de ir para a D-League ou jogar fora do país, decidi ir para a Austrália por questão de dinheiro. Eu precisava ajudar minha família, que não está muito bem financeiramente até hoje. Eu, como filho mais velho, senti que deveria optar pelo caminho onde pudesse ajudar meus familiares”.

“Eu sou muito jovem, então quando fui para a Austrália eu sabia que o Heat, que manteve meus direitos, iria me dar mais uma chance. Não tinha garantia de nada, mas me preparei para voltar na Summer League . E foi o que aconteceu, eles me chamaram e eu mostrei como meu jogo melhorou no último ano”.

“É diferente para cada jogador, não posso responder por todos. Mas entre ser draftado na segunda rodada e ficar preso com um time, ou não ser draftado e ter liberdade para escolher qualquer equipe, eu preferi ser escolhido. Eu trabalhei duro minha vida inteira para ouvir o meu nome ser chamado no Draft, foi uma bênção ser chamado naquele dia”.

“Eu queria ter tido a oportunidade de jogar ao lado de LeBron James. Tê-lo como veterano, observar o melhor jogador do mundo no momento do seu lado seria legal. Mas temos Dwyane Wade, Chris Bosh, Mario Chalmers, são muitos veteranos de quem posso aprender muito e ainda seremos muito bons. Agora as pontes-aéreas que lançavam para LeBron podem ser minhas, eu amo essa jogada”.

Shannon Brown

Shannon Brown

“Pessoalmente, quero trazer minha experiência, energia e minha capacidade atlética para ajudar o Miami Heat nessa temporada. Acho que posso usar minha experiência em times vencedores para ajudar outros jogadores, para me entrosar com os novos companheiros e tentar manter o Heat entre os melhores times da liga”.

“Acho que meu estilo atlético combina muito com o Heat. Marcar com pressão no perímetro, forçar erros, incomodar o adversário e depois sair no contra-ataque para achar o companheiro livre ou finalizar. Acho que me chamaram aqui porque combino com o estilo de jogo do time”.

“Creio que o fato de eu ter sido campeão no Lakers ajudou na minha contratação. Quando se tem um título, ninguém pode tirar isso de você. Eles venceram, eu venci. Hoje somos capazes de nos juntar, comparar cada equipe, descobrir o que deu certo em cada time e tentar repetir isso no futuro. No Lakers aprendi que o jogo é quase todo mental. Todos estão cansados, todos tem dificuldades, vence quem consegue colocar esses problemas para trás para competir todos os dias”.

Devo admitir que, depois de encerrar a gravação com Shannon Brown, disse que sou torcedor do Lakers e que era muito fã dele. Com o gravador desligado pode, né? Ele, que mal deu entrevistas por lá, deve ter ficado um pouco feliz que alguém se interessava por ele. Foi uma boa ação! 

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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