Both Teams Played Hard #20

Felipe
Caros Denis e Danilo, descobri uma força nominal que deve ser considerada, que, apesar de não estar tão em evidencia como o Carlão Antonio Cidades, é também bem legal. Trata-se de Rakeem Christmas. Primeira vez que ouvi o nome, pensei que não fosse real, que não pudesse existir. Morri de rir. Ele pertence ao Mad Ants da D-League, mas volta e meia tá participando de alguns jogos com o Pacers

Denis: O Rakeem Christmas  tem ido bem na D-League e deve ganhar chances no Pacers eventualmente. Ele tem histórico de brilhar com sua Força Nominal na Summer League. Em um ano, inclusive, virou nosso herói ao jogar ao lado do Justin Holiday. Sim, Christmas e Holiday juntos, só faltou o Nerlens Noel e um jogo em 25 de Dezembro. Detalhe: sabiam que Christmas tem caveiras e aranhas decorando seu apartamento? Cara estranho como nome esquisito.


Gustavo
Por favor não responder em podcast fechado (sim não tenho dinheiro) na nba o que são game backs e como são calculados com funcionam e afins

Denis: Vamos lá, essa é uma dúvida que aparece sempre. Na NBA não existem rodadas, então nem sempre os times estão com o mesmo número de jogos disputados, para facilitar a gente na hora de ver a classificação, eles usam o conceito de “games back” ou “games behind”.

Nesse caso, se um time tem 20 jogos disputados com 20 vitórias e nenhuma derrota, e outro tem 19 vitórias e 1 derrota, este segundo time está um jogo atrás do líder. Mas caso esse segundo time tivesse as mesmas 19 vitórias mas nenhuma derrota, ou seja, um jogo a menos, ele estaria MEIO JOGO atrás do líder. É meio porque ele não jogou ainda, nem venceu e nem perdeu, o resultado vai pender essa metade para algum inteiro.

O cálculo, se você se interessar mais a fundo, é esse:

GB = (Vitórias do Time A – Vitórias do Time B) + (Derrotas do Time B – Derrotas do Time A)/2

Se um time está 5 jogos atrás do outro, quer dizer este precisa vencer 5 partidas e o outro perder 5 para que ambos empatem. Ainda segue confuso? Sei que não é das coisas mais naturais de entender mas tente gastar um tempinho na página de classificação da NBA que as coisas vão fazendo mais sentido.


Gorki
Perguntas para o btph : Sou um torcedor do Bulls da geração D. Rose ( o primeiro jogo da nba que eu vi foi a unica vitoria do bulls sobre o Miami na final da conferencia leste ) , logo gostaria de saber de nobres bacharéis como excelências neste esporte tão nobre . Oque aconteceu com o Bulls entre o fim da geração Air Jordan até o começo da geração atual da flor cocha ? E na atualidade , oque falta para o time da bendita cidade, simbolo do neoliberalismo , voltar ser um time de final de conferencia ? ( P.S.: Sou novinho tanto na vida quanto no basquete , com isso não consigo arranjar ninguém para jogar :( . Alguma dica de como arranjar alguém para jogar ? )

Denis: O melhor jeito de arranjar alguém para jogar é ir até onde as pessoas já jogam e gritar “PRÓXIMO!”. A não ser que você numa cidade minúscula onde ninguém joga, esse lugar deve existir, é só sair perguntando por aí. Se não tiver, pegue você uma bola e comece a jogar para o alto, eventualmente alguém vai pedir pra jogar junto.

O que aconteceu entre Michael Jordan e Derrick Rose foi um pequeno grande desastre. O Chicago Bulls desmontou aquele time campeão, fedeu, e tentou se renovar via Draft. Começou bem, com Elton Brand (esse mesmo que foi contratado pelo Sixers), mas inventou de trocar o novato que fazia 20 pontos e 10 rebotes por uma nova escolha de draft. Com isso, eles tiveram duas escolhas altas (2 e 4) no que hoje sabemos que foi um dos piores drafts da história, o de 2001. Eles convocaram a dupla de garrafão Tyson Chandler (2) e Eddy Curry (4), deixando passar Pau Gasol entre eles.

O então Baby Bulls foi um fracasso categórico. Curry nunca sequer entrou em forma, Chandler era um cara totalmente perdido que só foi acordar para a vida na NBA anos e anos depois, quando saiu de Chicago. Em 2002 lá estavam eles de novo no topo do Draft e o que aconteceu? Jay Williams, promissor armador com brilhante carreira universitária, sofreu um grave acidente de moto e viu sua carreira acabar após apenas um ano de profissional. Foi uma época terrível.

Com Ben Gordon e Kirk Hinrich o time começou a melhorar, mas só depois, com Luol Deng e Joakim Noah que passaram finalmente a sonhar em fazer algum barulho. Foram 4 anos entre a seleção de Gordon (2004) e a chegada de Rose (2008). Quatro anos para montar um time não é de todo mal, o desesperador é que eles demoraram de 1999 a 2004 para COMEÇAR a montar essa equipe. Esses anos de erro atrás de erro que pesaram na seca de Chicago, e foi um pacote completo: Free Agents que não se interessaram, desastres no Draft, trocas equivocadas, técnicos que não emplacaram, etc.


Vitor
Vocês não pensam em aderir outros serviços para os apoiadores do site? Não tenho cartão de crédito.

Denis: Não somos nós que decidimos isso, infelizmente. O sistema de pagamento é do Apoia.se, que ainda é uma empresa nova e que está correndo atrás disso. O difícil é que para pagamentos recorrentes, como o caso de uma assinatura, o ideal é mesmo o cartão de crédito. Eles ainda estão correndo atrás e acho que em breve devemos ter uma novidade. Até lá, porém, vocês podem mandar um e-mail para bolapresa@gmail.com e a gente tenta negociar uma maneira alternativa.


Felipe
“Don Nelson sai de Golden State, mas Golden State não sai de Don Nelson.”

Lembram dessa?
Afinal, sobrou alguma coisa de Don Nelson nesse time dos Warriors?
E outra: Qual a importância do período Mark Jackson para o sucesso atual?

Denis: Claro que lembro, e sabem que até sobrou mesmo. Don Nelson era o técnico do CAOS, gostava de dar total liberdade para os seus times e achava que a velocidade e o “small ball” eram excelentes soluções ofensivas. O Warriors usa isso até hoje, embora o técnico Steve Kerr prefira usar o termo “caos controlado”, é correria, é improviso, mas não é uma loucura abstrata. Já o Mark Jackson foi o primeiro técnico que fez esse time defender, o que segue sendo uma marca registrada desse grupo, ele foi importante. Mas GRAÇAS A ZEUS que suas decisões ofensivas foram embora pela janela.


Matheus Sensato
Estive pensando nas transmissões que ocorrem aqui no Brasil e o quanto elas influenciam para que o telespectador se interesse pelo esporte. Digo isso porque, no meu caso, por exemplo, em que pese acompanhar NBA há muito tempo, nunca me interessei pela NFL. Só que isso mudou no ano passado, certo dia, num domingo comecei a assistir aquele jogo e não parava de rir com a transmissão feita por eles, especialmente pelo Rómulo Mendonça e pelo Paulo Antunes. Os caras são muito bons e mesmo que o jogo esteje ruim, eles conseguem fazer você dar risada. Daí em diante estou cada vez mais fissurado em NFL. Todo esse rodeio é pra demonstrar minha chateação com os comentaristas brasileiros de NBA. Poxa, não é possível que alguém se interesse pelo jogo com o Zé Boquinha reclamando o jogo todo de FALTA, o mesmo vale para os comentaristas da Sportv, se do que o último que se salva pra mim é o Bulgarelli. Enfim, vocês acham que isso pode atrapalhar em atrair mais fãs para a NBA?

Denis: Eu não tenho dúvidas de que a qualidade dos comentaristas é essencial para atrair novos fãs para qualquer modalidade. Depois que você já gosta da coisa, quem narra se torna uma coisa menor, você quer alguém bom, mas não liga se for mais ou menos. Mas quem está começando precisa ser convencido, precisa aprender as regras e descobrir o que é legal e o que não é, o que é normal e o que é extraordinário. Um bom narrador não faz milagre, nenhum vai me fazer assistir nado sincronizado, mas é a porta de entrada.

E isso não é nada fácil, muitos desses narradores e comentaristas de esportes americanos passam a transmissão inteira na gangorra de às vezes falar com mais profundidade para quem os acompanha sempre, e às vezes voltar ao básico e explicar tudo para os que estão chegando agora. E tudo isso sendo simpático, articulado e engraçado no processo. Não é pra qualquer um.

Existe também um cuidado extra, o de promover o esporte e a transmissão sem ser um baba-ovo. Assim como o Zé Boquinha parecer reclamão pode ser chato, é pior ainda aqueles que só querem vender emoção e fingem que tudo é lindo. Que ao invés de narrar o jogo, ficam gritando “veja como é emocionante!” para ver se conquistam as pessoas na marra. É tênue a linha entre narrar com emoção e só parecer que está fazendo propaganda do produto que a emissora pagou pra transmitir.


Tharso Borba
o maior defeito defensivo dos knicks é facilidde que os armadores adversários tem em infiltar no garrafão , alem do fato que o calderon é velho , lento e uma merda na defesa existem fatores táticos par isso ? tanto o kp quanto o lopez sao bons protetores de aro e tem boas medias de tocos mas toda hora é foda ne

Denis: Tem coisas que não dá pra escapar, não adianta ter um Serge Ibaka protegendo a cesta se os adversários entram no garrafão a hora que querem, no ângulo que querem, sem sequer hesitar. Eles vão aprender a escapar do toco, a cavar faltas. Esses pivôs precisam funcionar como cobertura, não podem ser sempre atacados em aberto.

Também não adianta ter só um bom defensor de perímetro, o adversário aprende usar bloqueios, cortes, trocas na marcação ou qualquer outro recurso para chegar na cesta e fazer a bandeja. É preciso ter um mínimo de boa defesa de perímetro, de alguém que ao menos faça o adversário pensar duas vezes antes de infiltrar e, mais importante que tudo, entrosamento: como vão defender o pick-and-roll, que lado eles vão dar, em que lado está a cobertura, quem corre para onde após uma dobra, etc. O ideal é ter tudo, mas só o entrosamento e a comunicação que minimizam esses problemas. Lembre-se, o Bulls teve a melhor defesa da NBA com o Derrick Rose ainda pirralho e CARLOS BOOZER, disciplina e entrosamento fazem milagres.


Lola Paluzza
Odeio o U2. Não é depressivo? Ta loco…

Denis: Não sou eu quem vai defender o U2, mas música só pode ser alegre? Nada mais chato do que ficar ouvindo uma música feliz atrás da outra. Não vai dizer que você é desses que acorda de bom humor e gosta de carnaval, né?


Salim
Denis e Danilo, genios, tudo bem?
Vcs não tem medo de com essa cobrança atraves do apoiase o publico comece a ficar mais critico e mais exigente? Por exemplo cobrarem que não foi feito podcast toda semana e tal. E isso faça vcs perderem o tesao em escrever, parecendo ser uma obrigaçao… alem de que ficar ouvindo cobrança eh muito chato!
Fora que pode ter revolta dos nao-assinantes, já que os textos obviamente não vão manter a frequencia diaria sempre e os textos que acabam sendo publicados nesse tempo de seca sao apenas os protegidos? Abrs, um dia ainda vou assinar!!!

Denis: A gente pensou em tudo isso antes de começar com o programa de assinaturas, mas a questão era bem simples: se não desse certo, o blog acabava. Aí a gente ficou entre lidar com essa nova dinâmica ou não fazer mais, e decidimos arriscar.

Até agora está dando tudo certo. Os assinantes não estão mais ou menos críticos do que eram antes, mas se ficarem a gente ouve o que eles tem a dizer e tenta se adaptar, isso não é um problema. O importante é justamente os assinantes gostarem do serviço para que mais gente queira também. Queremos que seja algo a longo prazo, que já está mudando nossa vida, então é uma obrigação mesmo, mas uma que assumimos por conta própria.

A frequência de textos está boa tanto nos gratuitos como nos pagos, e os projetos “extras” vindos das metas do Apoia.se estão evoluindo aos poucos. E não vejo os não-assinantes “se revoltando” por falta de textos, é só lembrar dos anos anteriores onde já estávamos com pouquíssimos textos! As assinaturas é que estão possibilitando os textos abertos, sejam eles poucos ou muitos por semana.

E se você diz que vai assinar um dia é sinal que está dando certo! Te aguardamos por aqui no mundo das senhas.


Me julguem
quem é o jogador da imagem q vcs colocam sempre no both teams play hardy vcs são foda pena q ñ tenho dinheiro para assinar(ainda )perdão pelo vacilo(calma isso vai mudar)

Denis: Amigos, temos uma galera tão jovem no blog que eles não conhecem Rasheed Wallace! Seja bem vinda, nova geração. O cara que ilustra todos os posts da seção Both Teams Played Hard é Rasheed Wallace, ala/pivô que começou sua carreira no Portland Trail Blazers (na época Jail Blazers, porque era um time de bad boys), depois foi ser campeão da NBA no Detroit Pistons e ainda teve tempo de disputar uma final como reserva do Boston Celtics. Conhecido por ser recordista de faltas técnicas em uma temporada (41), certa vez ele deu uma entrevista inteira só respondendo “both teams played hard“, algo como um jogador de futebol passar uma coletiva inteira dizendo “foi um jogo pegado mas graças a deus que saímos com os 3 pontos”, mas de propósito.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

Como funcionam as assinaturas do Bola Presa?

Como são os planos?

São dois tipos de planos MENSAIS para você assinar o Bola Presa:

R$ 14

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

R$ 20

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo: Textos, Filtro Bola Presa, Podcast BTPH, Podcast Especial, Podcast Clube do Livro e texto do FilmRoom.

Acesso ao nosso conteúdo exclusivo + Grupo no Facebook + Pelada mensal em SP + Sorteios e Bolões + Vídeo ao vivo para discutir Clube do Livro e FilmRoom.

Como funciona o pagamento?

As assinaturas podem ser feitas pelo Aplicativo PicPay. Baixe, cadastre-se, busque o Bola Presa e escolha seu plano de assinaturas. Você pode pagar com cartão de crédito ou carregar sua Carteira PicPay com boleto ou depósito bancário. Depois de assinar, escreva para bolapresa@gmail.com para mais detalhes de como ter acesso ao conteúdo exclusivo.

DÚVIDAS SOBRE AS ASSINATURAS? Nos escreva: bolapresa@gmail.com

Assine já!