Both Teams Played Hard #25

inicius
Da série, “aqueles jogadores que ninguém mais comenta a respeito”: queria saber a opinião de vocês sobre a carreira de Jermaine O’Neal. Ele foi um cara que eu não cheguei a acompanhar, mas vi vídeos no YouTube e gostei bastante do estilo de jogo dele.

Ele teve médias muito boas por vários anos no Pacers, sendo 6x um All-Star, ganhou prêmio de jogador que mais evoluiu, etc… Passou por times com boas pretensões para a temporada, como o Heat, Celtics, e seu último time, o Warriors. Curioso como suas médias caíram bastante e sua relevância também diminuiu a partir da temporada 2007-08. O que houve? Lesões atrapalharam sua carreira? Foi a idade que pesou? Se queimou no Malice at the Palace junto com Ron Artest e Stephen Jackson? Ou simplesmente seu jogo não encaixou mais com o evoluir da liga?

Denis: O Jermaine O’Neal é um dos muitos jogadores do fim dos anos 90 que pulou direto do colegial para a NBA. Como tantos outros, não emplacou logo de cara e passou uns anos esquentando banco no Portland Trail Blazers, que tinha ambição de playoff e dava preferência para os veteranos do garrafão, caras como Rasheed Wallace, Arvydas Sabonis, Cliff Robinson e Brian Grant. Ele até chegou a receber extensão de contrato, mas acabou pedindo pra ser trocado e foi para o Indiana Pacers em 2000.

Lá ele teve a melhor fase da sua carreira. Ele era muito talentoso, todo classudo, cheio de jogadas técnicas, bom jogo de pernas e um turnaround jumper de meia distância que era sua marca registrada. O problema é que seu auge durou pouco, lá por 2005 ele já começou a lidar com uma série de lesões, desde o ombro até os joelhos, que sempre ficaram interrompendo suas temporadas no meio, tirando seu ritmo. No seu melhor ano, foi o melhor jogador do Pacers que teve 61 vitórias, a melhor campanha de 2003-04 em toda a NBA. Naquele ano ficou só atrás de Kevin Garnett e Tim Duncan na votação de MVP da temporada. Acabaram perdendo para o Detroit Pistons na final do Leste, na série mais defensiva, brigada e cheia de tocos que eu vi neste século. No ano seguinte, como você citou, aconteceu aquela briga generalizada no ginásio em Detroit que destruiu essa ótima geração do Pacers.

Acho que o Jermaine O’Neal é pouco citado porque seu auge não foi dos mais longos e porque faltam momentos marcantes, mais séries de playoff onde ele tenha jogado bem, algum prêmio (além do Most Improved Player em 2003) ou mesmo recordes. Acho que o jogo dele lidaria bem com a mudança da NBA, ele provavelmente passaria mais tempo como pivô do que na posição 4, onde jogou boa parte da carreira, mas nem sei se isso tem a ver. Seu declínio já começou quando a liga ainda dava muito valor e espaço para jogadores de garrafão especialistas em atuar de costas para a cesta.

O Jermaine O’Neal, pouca gente lembra disso, jogou no Golden State Warriors há dois anos e foi um dos veteranos em que o time apostou para desenvolver a pivetada. Dizem que ele era bem próximo do Harrison Barnes e do Festus Ezeli, por exemplo, dois dos mais novos do time, e que realmente foi importante para o desenvolvimento deles. O’Neal só não continuou no time no ano seguinte porque, segundo ele, não estava mentalmente pronto para mais uma temporada na NBA. A Sports Illustrated contou bem essa história, com o Jermaine O’Neal falando de todos os apelos da sua família, especialmente dos filhos, para que ele parasse de jogar e ficasse mais tempo com eles. Deve ter pesado o fato dele só ter conhecido o pai depois dos 20 anos de idade, acho que não queria cometer os mesmos erros e decidiu ser um pai presente ao invés de um reserva.

Vale a pena ler a matéria para ler sobre os sentimentos esquisitos do jogador. Por um lado a filha agradecendo ele por ter feito isso por ela e a família, por outro a sensação de que poderia ter feito parte de um time campeão. E ele foi importante: foi uma das várias vozes que convenceu Bob Meyers, manager do time, a não trocar Klay Thompson por Kevin Love antes da última temporada.


Bosh,
J. McRoberts é o mais proximo do D. Green na NBA? BEBAM AGUA

Denis: Nada é mais importante que beber água. Nada mesmo. Dica de ouro essa, muito obrigado. Vamos beber muita água, galera. Hidratação nunca é demais. Faz bem pra saúde, previne doenças, até ajuda a emagrecer. Sempre levem uma garrafinha com vocês quando saírem e forem passar muito tempo na rua, às vezes a gente começa a fazer outras coisas e esquece de beber água. Não podemos esquecer da própria saúde, água é essencial. E não, Josh McRoberts não é o mais próximo do Draymond Green. Ele poderia fazer papel semelhante no ataque, mas é bem menos utilizado (era mais no Hornets), mas não oferece a mesma versatilidade defensiva, o que prejudica as formações onde ele é o cara mais alto.


José
façam aí lista com os melhores sites/podcasts/canais de youtube… que fale sobre basquete. Vcs sempre citam vários, mas nunca me lembro o nome depois. vlws

Denis: Os melhores podcasts são o do Zach Lowe, o True Hoop, o do Woj, do Chris Mannix, do JJ Redick e o Bball Breakdown. Em português tem o do Triple Double, o do Bala na Cesta e o Hack-a-Cast. Todos esses escrevem em sites/blogs, é só procurar pelos mesmos nomes. O Lowe, que era do Grantland, tem seus textos semanais na própria ESPN, e o Hack-a-Cast é do sempre citado Two-Minute Warning. Nos EUA ainda dá pra achar bons textos de basquete em vários lugares, desde os jornais de cada cidade até blogs específicos de cada time, é só fuçar. Um jornal que eu não dava muita bola na cobertura esportiva mas que costuma trazer textos legais é o Wall Street Journal.


André Homero
Fala Bola Presa! Tudo bem? Sou novo leitor e estou esperando apenas descolar aquele estágio esperto para assinar o blog. Mas mesmo assim, se puderem responder esse não-assinante seria até um incentivo. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre como o sucesso do Raptors nessa temporada vem atrapalhando o desenvolvimento do Caboclo e do Bebê, os dois já estão no segundo ano de liga e praticamente não jogaram. Fiquei pensando e vi que o fato do Raptors estar tão bem vai ser determinante para eles terem cada vez menos e menos chances. Será que o melhor pra eles seria sair de la? Vcs acham que algum time apostaria neles? Um abraço amigos!

Denis: Essas coisas não são tão simples assim. Os jogadores do Sixers têm espaço até demais, mas o time é tão ruim que fica difícil avaliar o quanto estão evoluindo e como iriam se sair em outros times. Não quero cravar o futuro dos meninos, mas Michael Carter-Williams e KJ McDaniels não conseguiram recriar em times mais organizados o que fizeram na Philadelphia. O Bruno Caboclo e o Lucas Bebê não acham minutos pra jogar porque estão em um time bom, competitivo e com elenco completo, mas ao mesmo tempo estão treinando e convivendo com esses caras todos os dias. Acho que dois anos em um bom ambiente podem ser muito bons, especialmente se a equipe estiver dedicada a trabalhar com eles. Mas aí vêm as questões: o Raptors ainda acredita neles e está investindo em trabalhar na evolução deles? O time pensa que no ano que vem poderão realmente entrar em quadra? Porque três anos sem jogar com regularidade já começa a parecer demais. Entre jogar numa várzea e não jogar num bom ambiente, prefiro o bom ambiente, especialmente para o Caboclo, que já sabíamos que não estava pronto para a NBA. Mas chega uma hora que a gente quer ver algum resultado, né? A próxima temporada deve ser o momento de julgá-lo em quadra, e se isso não acontecer talvez possa ser o momento de pensar em uma troca.


George Romero
Não enche o saco essa coisa do Damian Lillard querer provar a todo custo e a todo momento que ele é o melhor de todos e que pra ele isso só não acontece porque ele é muito injustiçado e todo o mundo está contra ele? Fala sério, eu tô começando a ficar com raiva dele.

Denis: Entendo que seja uma narrativa cansativa e irritante. Por mais haters que existam na internet, não vejo ninguém sério dizendo que o Lillard é um jogador ruim, então parece que ele inventa algumas coisas. Mas se isso serve pra ele, pra que mudar? Não deve ser fácil ser eternamente competitivo e motivado, os jogadores devem tirar isso de algum lugar. Tem uns que veem os adversários como inimigos, criam rusgas onde não há nada (tipo o Joakim Noah ou o Kevin Garnett), outros são obcecados por melhorar seus próprios números, outros acham que todos só falam mal deles e que precisam calar críticos. Pode ser tudo mentira, mas é o que eles colocam na mente pra ter disposição em acordar cedo, treinar como doidos e jogar 82 jogos em alto nível todo ano.


Daniel [Uberlândia-MG]
Amigos, poderiam explicar a regra dos 3 segundos de defesa/ataque? Eu nunca entendo direito aquilo! Abraços.

Denis: A penalização de 3 segundos de defesa acontece quando um defensor passa 3 segundos dentro do garrafão sem estar marcando um adversário. Por estar “marcando o adversário” entende-se a distância de um braço de um oponente. A penalização de 3 segundos de ataque acontece quando um jogador de ataque passa mais de 3 segundos sem pisar fora do garrafão. Se ele fica menos de 3 segundos e recebe a bola, deve fazer um movimento de ataque à cesta para que os juízes recomecem a contagem.


Leonardo
Qual o motivo de alguns jogadores usarem a tabela no arremesso de meia distância? Eu entendo que usar a tabela em uma bandeja é uma saída mais segura para fugir de tocos ou no pior dos casos forçar um goaltending, mas simplesmente não consigo imaginar a utilidade desse arremesso a medida que o jogador se afasta da cesta já que é muito mais difícil fazer a cesta por tabela do que em um arremesso direto.

Denis: Você acha? Eu acho bem mais fácil arremessar de meia distância, especialmente na diagonal da cesta, usando a tabela. Acho que Tim Duncan e Derrick Rose concordam comigo =)


Êgo
Botana e Silvestre, já pararam pra pensar que vocês devem ter influenciado muito leitores a terem um blog sobre basquete? Eu, por exemplo, tentei ter um blog alguns anos depois de começar a acompanhar vocês (acompanho desde 2008), mas que não deu nada certo… faltava tempo pra escrever, não tinha as manhas de colher as informações e não escrevia tão bem e de maneira tão divertida como vocês fazem. Acabei desistindo na época, mas agora venho pensando em criar um blog para divulgar os eventos esportivos na cidade onde moro (Feira de Santana-BA), acho que será mais fácil de colher informações e mais tranquilo de conciliar e tentar escrever próximo do nível de vocês. Com o sucesso que estão tendo no apoia.se a tendência é aumentar as demandas fazendo surgir a necessidade de ter mais gente para dar conta. Quem sabe não começam a pegar currículo? É só avisar os pré-requisitos que vou correr atrás! haha

Denis: Todos que sentem vontade de escrever, sobre basquete ou qualquer outra coisa, devem tentar. É tão fácil começar um blog que no mínimo é legal só pra ver no que dá. No meio de tantas experiências, umas de sucesso e outras não, alguma pode te ajudar a se achar. Eu não serviria para fazer o que você se propõe a fazer porque não gosto de sair de casa e falar com outros seres humanos, mas acho que é algo que deveria existir mais. Todas as não-capitais do Brasil precisam criar, por conta própria, entre seus cidadãos, maneiras de divulgar, ampliar e discutir o que acontece por lá. Um número enorme de comentaristas de NBA nos EUA, especialmente antes da era Twitter na internet, começou a trabalhar na área esportiva escrevendo sobre os times colegiais e universitários em jornais regionais. Sinto falta disso por aqui, jornais regionais que não sejam um emaranhado de puxa-saquismo do prefeito e anúncios de oficinas mecânicas.

Sobre o Bola Presa, sempre foi uma coisa nossa manter os textos entre eu e o Danilo. Se precisar de mais gente é sinal que crescemos demais e tá na hora de dar um passo para trás e não perder a identidade. Talvez a gente precise de ajuda com coisas técnicas, como temos agora um editor para o podcast, mas nos textos tem que ser entre amigos.


Raphael (Guangzhou, China)
Pergunta: nunca rolou a possibilidade de vincular o blog a um grande portal? Vocês já foram sondados para trabalharem em algum portal de esporte da internet? Se aconteceu algo do tipo, porque não deu certo?
Abraços

Denis: Nenhum grande portal correu atrás da gente, mas nós corremos atrás de todos os portais possíveis e ninguém deu bola. Para quem gosta muito de NBA parece uma coisa óbvia, mas para o mundo lá fora não parece um bom negócio pagar alguém pra ficar escrevendo de basquete gringo. Precisa de muitos acessos, mas MUITO mesmo! Entendo o lado deles, mas estamos nos virando muito bem com o apoio dos nossos leitores.


Alyson
Eaí Denis e Danilo, tranquilo? Sou torcedor fanático do Heat e vivo me metendo em discussões por um motivo: Eric Spoelstra. Todo mundo mete o pau nele, mas eu simplesmente não consigo entender como um cara que sempre levou o time aos playoffs (salve a última temporada), sempre inovou no sistema de jogo, tem um bom sistema de defesa e que já tem dois títulos no curriculum consegue ser alvo de tantas críticas. Por eu ser fã o defendo, mas quero saber a opinião de vocês. O Spoelstra, é péssimo, ruim, mediano, bom ou ótimo? Abraço

Denis: O primeiro ano do Miami Heat com LeBron James mostrou como juntar aquelas três estrelas não era sinônimo de vitória automática. O Erik Spoelstra, que já tinha feito bons trabalhos antes lá mesmo no Heat, que teve que quebrar a cabeça, mudar a parte tática e aprender a lidar com o ego de todo mundo para fazer o time dar certo. E deu. Acho que o Spoelstra não foi bem no último ano, na adaptação pós-LeBron, mas era uma tarefa difícil e só um ano ruim após tanta coisa boa. Nesta temporada ele já está bem melhor, montou uma baita defesa e aos poucos está conseguindo contornar o pouco entrosamento de Goran Dragic e Dwyane Wade. Acho o Spoelstra um técnico muito bom e não vejo motivos para o Miami Heat trocá-lo num futuro próximo.


Lucas Frischeisen (São Paulo)
Essa é só uma recomendação sobre o amor ao esporte.

Denis: Basquete no Alasca? Terra do meu querido Carlos Boozer? Eu topo. Vou assistir.


broxinha
o que é Ewing Theory?

Denis: É uma teoria criada pelo Bill Simmons para explicar como alguns times começam a ganhar muito quando sua estrela deixa de jogar, seja por troca ou lesão. Para Simmons, existem dois pré-requisitos para a teoria funcionar: (1) essa estrela tem que receber muita atenção da mídia e nunca ter vencido nada e (2) as pessoas devem dizer que o time, sem essa estrela, não tem mais chance de ir longe. Ela foi batizada desse jeito para explicar uma melhora do Knicks em um período sem Patrick Ewing.


Cambraia
Olá Feras! Sou professor universitário, casado há de 5 anos, e há cerca de 6 meses me envolvi com uma aluna 10 anos mais nova que eu. No início era apenas um bate papo diário no facebook, mas logo virou uma amizade “quente” e acabamos ficando algumas vezes. Meu casamento sempre foi bom, gosto da minha esposa, PORÉM acabei me envolvendo e gostando dessa aluna. Já cheguei a pensar em terminar meu casamento para ficar com ela (ela diz que gosta de mim e que seria o sonho dela, mas não me força a nada), mas tenho muito receio de perder a segurança que tenho em meu casamento e acabar me dando mal com uma moça tão mais nova (20 anos de idade) e me arrepender. Se puderem me dar uma palavra de sabedoria, agradeço. Abraços de um grande fã do blog!

Denis: Já comentamos isso em alguns outros casos parecidos e acho que vale para você também: é preciso separar o que é real do que é fantasia. Como um casamento já é uma realidade, não fantasiamos muito em torno disso, é difícil fazer isso depois de escovar os dentes enquanto o cônjuge usa a privada. Passamos essa fantasia para a colega de trabalho, a aluna, a prima do amigo, etc. É normal, mas não necessariamente pede uma medida drástica. Por outro lado, se você está no casamento só pela “segurança”, aí é preciso repensar, mas não só por causa da novinha sedutora, mas porque o casamento pode simplesmente não estar funcionando. Eu sei como é, já passei por isso, mas temos que assumir que é meio canalha essa ideia do “não quero terminar sem ter a certeza absoluta que o relacionamento novo vai dar certo porque tenho pavor de ficar sozinho”.


Marcos Jr
Tenho 14 anos e ainda não trabalho, só estudo e jogo basquete, queria muito assinar o bolapresa mas não tenho cartão, conta em banco, não tenho nada ainda. Pedi para meus pais, mostrei o site pra eles e todos os comentários positivos, falei que não tem baixaria e putarias e mesmo assim me falaram que é besteira e que não vão me ajudar com isso. Bom, queria muito ter poder ler os posts bloqueados, por isso peço que me ajudem… Não quero caridade, mas escrevam alguma coisa pra eu mostrar para meus pais e tentar falar com eles de novo, acho que essa é minha única chance!

Denis: Caro Marcos Sênior, entendo que não pareça ser o melhor investimento do mundo gastar R$9 ou R$14 para ter acesso a textos de basquete, mas peço que pense além disso. Quando pagamos por um serviço como esse, diferente de quando pagamos por um prato de comida ou um eletrônico, por exemplo, temos a sensação de gastar com algo desnecessário. É como o dilema de comprar um livro eletrônico ou um livro físico: se a diferença de preço não for grande o bastante, as pessoas preferem pagar o livro de papel pela sensação de que está realmente possuindo algo. Um blog vai além do e-book, parece ainda mais efêmero, mas será que o trabalho do escritor do livro, do cozinheiro que fez o prato e de todos os responsáveis pelo seu eletrônico são diferentes assim? Na parte técnica, sim, sem dúvida, mas no fundo todos estão vendendo seu tempo, esforço e conhecimento específico para algo que será aproveitado por outra pessoa.

Quando eu tinha a idade do Marcos Jr, tinha que pedir para o meu pai ir lá comprar o jornal porque queria ler o que o Luís Fernando Veríssimo tinha escrito. Não tinha na internet por aqui e não parecia absurdo pagar para ler o que aquele cara que eu adorava e que me inspirava tinha escrito. O fato da internet crescer tanto e tão rápido nos deixou mal acostumados com conteúdo grátis, mas o fato é que quem escreve e fornece esse conteúdo precisa de dinheiro para pagar as contas, para se divertir, para planejar a vida. Hoje nós estamos abrindo mão de alguns trabalhos (não todos, ainda) para poder criar textos sobre basquete, com a esperança que aqueles que gostam deles, que aprenderam a gostar nos últimos 8 anos, nos paguem para isso. Não só o Marcos Jr vai poder ler textos bons de basquete, mas também é um jeito dele mudar sua percepção sobre remuneração de trabalho, sobre pensar no que o suado dinheiro merece ser gasto. Minha sugestão: negociar um trabalho-por-mesada e dar a chance dele gastar R$9 reais desse ganho dele no Bola Presa. Talvez na hora que ele trabalhar, pense que tem outras coisas que goste mais, mas talvez ele ache uma boa gastar em conteúdo fechado sobre a NBA.


Luigi Martineli
Olá Denis e Danilo, Primeiramente gostaria de parabenizá-los pelo trabalho, acompanho o blog desde 2010.
Atualmente estudo em uma universidade nos Estados Unidos (Valparaiso University), fui em todos os jogos aqui durante a temporada regular. D time de basquete aqui é considerado muito bom pelo tamanho da universidade, mas não conseguiram classificar para o March Madness, mesmo ficando 29-6 na temporada, e estando na primeira divisão da NCAA. Sei que o blog é sobre NBA, mas como não consegui achar respostas para essa pergunta, pensei em perguntar para vocês. Como funciona o sistema de classificação na NCAA.

Denis: Das 68 vagas no NCAA Tournament, 32 estão separadas automaticamente para campeões dos torneios das conferências da Division I. As outras vagas são selecionadas por um grupo da própria NCAA, formada pelos diretores atléticos de algumas universidades grandes, que pelos seus próprios critérios selecionam os times que eles consideram melhores para o torneio.

A sua universidade, a de Valparaiso, ficou em primeiro da sua conferência na temporada, mas no mata-mata final foi derrotado por Green Bay. No fim das contas, provavelmente por ser considerada uma conferência fraca, só o campeão acabou classificado para o NCAA Tournament. Lá, na primeira rodada, Green Bay foi eliminada por Texas A&M por 92 a 65.

Mas não fique mal, não foi só com o seu time. A LSU, que contava com nada mais que Ben Simmons, provável primeira escolha do próximo Draft, fez uma campanha TERRÍVEL ao longo do ano e acabou não se classificando também. Foi uma expectativa grande, e meio ridícula até, a espera para ver se Simmons teria uma chance no torneio. É estranho você precisar de um comitê para ter a chance de disputar o título máximo, mas é a saída que eles encontraram para um país com tantas divisões, times e conferências.


laettner
Vendo a final das olimpíadas de 1992, percebi que a equipe jogava com dois armadores (magic\mj), dois alas ( pippen\bird) e um pivô (ewing). isso já não era um prelúdio do “small Ball” tão decantado hoje em dia, em que pesem bird e pippen passarem dos 2,05?

Denis: Ao contrário do que muita gente pensa, talvez até por culpa nossa que escrevemos sobre basquete, o small ball (que é quando um time atua com um quinteto mais baixo que o padrão do basquete) não é uma invenção recente. O Denver Nuggets era famoso por isso nos anos 1980, quando tinha o ataque mais poderoso da NBA, o Don Nelson usou muito nos anos 90 e já existiam alguns alas arremessadores antes do Dirk Nowitzki aparecer para a NBA.

Até um passado recente, o small ball tinha duas funções básicas. O técnico colocava um time baixo para jogar no contra-ataque, em constante velocidade, caso do Dream Team; ou para fazer dobras constantes na defesa, coisa típica do small ball do basquete universitário dos EUA. O que mudou nos últimos anos foi o refinamento e o alcance do small ball: hoje em dia, times como o Golden State Warriors e até o Indiana Pacers, pra não falar do próprio Miami Heat dos últimos anos, conseguiram ser times completos no small ball. Jogam em velocidade, jogam na meia quadra, defendem com ou sem pressão e conseguem proteger o aro, seja de pivôs ou infiltrações, mesmo com alas e pivôs baixos. O maior número de especialistas, em todas as posições, nas bolas de 3, deu mais possibilidades ainda de small ball.

Uma coisa que acontece hoje e que não acontecia antes, e aí pode-se discutir mil razões disso ter ocorrido, é que os times mais baixos estão derrotando os maiores. E na NBA tudo se copia dos vencedores, desde o Phoenix Suns até esse Warriors, cada vez mais times foram tendo sucesso jogando baixo, virou tendência. O small ball, portanto, não é novo, apenas vive seu ápice de popularidade.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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