Brasil vence jogo feio; França bate Argentina

Mais uma vez podemos decidir se vemos tudo pelo lado bonito ou pelo feio. Pelo bonito podemos dizer que o Brasil aprender a ganhar feio, que derrotou a Grã-Bretanha por 67 a 62 mesmo sem fazer grande apresentação, mesmo com aproveitamento ainda baixo nas bolas de 3 pontos e apesar de um dos piores quartos da história olímpica: 4 míseros pontos nos 10 primeiros minutos de jogo. Pelo feio, podemos observar que esse jogo ruim veio justo num dos jogos mais simples da 1ª fase, onde o time deveria ganhar bem, dar confiança para todo mundo, rodar bastante os jogadores e se poupar.

 

O primeiro quarto da Seleção Brasileira foi uma das coisas mais feias que eu vi nos últimos anos. Não tenho os números específicos do primeiro período, mas em média o Brasil tem 17 ou 18 posses de bola por período, marcar pontos em apenas duas delas é um troço patético. Piora quando a gente lembra que a primeira cesta foi logo no comecinho do jogo, depois disso foram 9 minutos (e umas 16 posses de bola) onde o Brasil só marcou uma cesta, uma bandeja em contra-ataque. Contra a Grã-Bretanha o Brasil ainda conseguiu segurar muito bem o jogo na defesa, sofrendo apenas 11 pontos no primeiro período, mas e como seria contra qualquer time mais forte? Contra a Rússia poderia significar um jogo inteiro com a pressão de estar 10, 15 pontos atrás do placar.

Mas vale ressaltar que a defesa brasileira não funcionou só durante o começo do jogo. Alex e Leandrinho fizeram espetacular trabalho em Luol Deng, que marcou apenas 12 pontos e acertou só 3 dos 13 arremessos que tentou no jogo. De Alex era esperada defesa tão feroz, mas Leandrinho surpreendeu muita gente. É verdade que ele já fez boa temporada defensiva pelo Indiana Pacers, ganhando até elogios do técnico Frank Vogel, mas na Seleção nunca tinha visto Barbosa marcar com tanta gana e qualidade. Foi importante principalmente evitando que a bola chegasse no ala britânico.

Outro ponto legal dessa vitória foi o final de jogo apertado. Tá bom, o time nem deveria ter chegado nos minutos finais atrás no placar, mas foi legal para ver o Brasil executando bem naquelas posses de bola cruciais. Tiago Splitter, disparado o melhor do jogo (finalmente! Será que o velho Splitter voltou?) com 21 pontos e 8 rebotes, fez bandeja difícil após passe de Marcelinho Huertas, Nenê conseguiu uma enterrada animal após erro dos britânicos e Marquinhos, um grande ponto de interrogação para últimos períodos, fez uma bola de 3 importantíssima para a vitória. E que fique claro que duas dessas jogadas não estavam funcionando durante o jogo: O Brasil acertou apenas 2 de 22 tentativas de bolas de 3 pontos e Nenê só tentou 3 arremessos de quadra durante toda a partida. Qualquer pessoa vendo basquete pela primeira vez pode perceber que o Brasil precisa melhorar seu aproveitamento de longa distância e usar mais Nenê para poder ir longe. Envolver Nenê, agora reserva, deveria ser imperativo para os momentos em que Marcelinho Huertas (13 pontos, 8 assistências) estiver descansando.

VIDEO: Mais uma vez, vão ter que apelar para o R7 para ver os melhores momentos da partida. Irgh!

 

 

O melhor jogo da rodada foi a vitória da França sobre a Argentina por 71 a 64 no famoso duelo de 2º lugar do Grupo A. Mas por “melhor jogo da rodada” entenda que foi um jogo disputado e bem jogado, mas nem de longe teve show ou atuações fora de série. De um lado Tony Parker ficou apagadíssimo por 3 quartos antes de fazer 11 de seus 17 pontos no último período. Pela Argentina o time conseguiu boa parte de seus 12 turnovers tentando sem sucesso colocar a bola no garrafão para Luis Scola, que fez bons 16 pontos mas não conseguiu dominar a partida como fez contra a Lituânia.

A França começou o jogo melhor, mas logo a Argentina reagiu e os times foram quase empatados para o intervalo. Na volta o ex-Sonics Mickael Gelabale (13 pontos, 6 rebotes) fez ótimo período e liderou a França, que não deixou mais a frente do placar. No último período destaque para Tony Parker, que fez o que se espera sempre dele: viveu dentro do garrafão adversário para bandejas, passes e faltas cavadas. Ele chegou a fazer 3 bandejas seguidas no momento mais complicado do jogo, quando Manu Ginóbili havia acabado de deixar a vantagem francesa em apenas 2 pontos. Para virar a Argentina tentou usar muito as bolas de 3 pontos que deram tão certo na estreia contra a Lituânia, mas ontem foram apenas 4 bolas certas em 22 tentativas. Aliás, alguém tem acertado bolas de 3 no torneio? É quase todo jogo com aproveitamento ridículo por todos os times.

 

Os EUA também atuaram ontem no que deve ter sido jogo mais desigual das Olimpíadas em qualquer esporte, contra a Tunísia. O jogo tinha tudo para ser tão fácil que os EUA até cancelaram o treino que fariam mais cedo ontem.  Acabou que não deu muito certo quando os titulares americanos deixaram a quadra quase no fim do 1º quarto com o jogo praticamente empatado. Coube aos reservas fazer um 7-0 logo de cara para sossegar as coisas, mas o placar só ficou elástico depois do intervalo, quando os EUA venceram o 3º período por 39 a 14. Chato demais ver o time americano titular jogando com tanta preguiça, sem cortes em direção a cesta, só com toques de lado no perímetro e arremessos preguiçosos (e tortos) de longa distância. Só com Russell Westbrook (11 pontos) em quadra que os EUA passaram a atacar a cesta com vontade. Já Andre Iguodala (6 pontos, 5 rebotes, 5 assistências) conseguiu umas enterradas surreais em rebotes de ataque e forçou inúmeros turnovers, Carmelo Anthony (16 pontos) não errou nenhum dos 6 arremessos que tentou, aproveitamento perfeito também de Tyson Chandler e Monocelha Davis. Seria muito legal se na próxima partida o Coach K desse mais moral para quem mostrou vontade contra a Tunísa. Ah, Kevin Love sentiu dores no joelho durante o jogo mas já confirmaram que não foi nada de mais.

VIDEO: O técnico da Tunísia tem cara de bundão. Mas tem as bolas para dar TAPA NA CABEÇA de nego de 2m de altura.

Nos outros jogos da rodada só vitórias tranquilas. No primeiro jogo da rodada a Rússia atropelou a China por 73 a 54 sem maiores dificuldades, abusando do tamanho dentro do garrafão e de feroz defesa. A dupla do Wolves foi bem, Andrei Kirilenko foi novamente cestinha com 16 pontos (além de 9 rebotes) e Alex Shved mandou 14 pontos e 6 assistências. Mas Shved também ouviu poucas e boas do técnico David Blatt, que disse que o armador segurou muito a bola e que poderia e deveria ter jogado melhor. Quem não gosta de um técnico que dá esporro público mesmo quando o time ganha por 20? Escola Popovich. Um pouco mais tarde, mas  ainda na manhã de ontem, a Lituânia bateu a Nigéria por 72 a 53. A Lituânia já havia perdido para a Nigéria no Pré-Olímpico mundial, mas com os africanos acertando apenas 24% de seus arremessos a coisa ficou um pouco mais difícil. Até agora não vimos o pivô Jonas Valanciunas do Raptors jogar muito bem, mas quando é acionado tem tido algum sucesso.

Fechando nosso resumo, vitória da Espanha sobre a Austrália por tranquilo placar de 82 a 70. Durante o 1º quarto a Austrália chegou a liderar e muita gente ficou assustada, mas é preciso lembrar que a Espanha é um dos poucos times que, como EUA, pode ser dar ao luxo de trocar bastante seus jogadores durante a partida e não deixar o ritmo do jogo cair. Eventualmente a Austrália viu seus principais jogadores cansarem e aí a Espanha abocanhou a liderança. Destaque para os 20 pontos de Pau Gasol, que poderiam ter sido 30 se ele fosse acionado mais vezes. Ele já faz isso há uns 10 anos, mas ainda me impressiono em como Gasol simplesmente domina essas partidas de basquete internacional contra pivôs menos renomados. O momento chave da partida foi no começo do segundo quarto quando Gasol e Rudy Fernandez (17 pontos) marcaram quase todos os 16 pontos de uma sequência de 16-4 que deu a frente para os espanhóis. Má notícia para a Espanha é que Rudy jogou bastante tempo porque Juan Carlos Navarro ficou de fora com uma contusão no pé. Ele sentiu dores na vitória contra a China e pode perder mais jogos ao longo das Olimpíadas.

Fotos da Rodada

Suvacos britânicos fedem como o 1º quarto brasileiro

 

Gasol finalmente acha uma cama onde ele cabe inteiro

 

MAIS SUVACOS BRITÂNICOS

 

Try da Inglaterra

 

Certeza que nem tocaram no Ginóbili

 

Comédia pastelão dos anos 30
Dedo no olho

 

pq reboet taodificl?

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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