Both Teams Played Hard #26

Caio
Fala pessoal! Não respondam em Podcast pois estou sem tempo para ouvi-los, mas essa falta de tempo vai me dar a possibilidade de assinar o conteúdo de vocês e pelo menos os Podcasts especiais vou marcar presença. Bem, Playoffs estão chegando, eliminações e com isso aqueles rótulos de “amarelão”, “pípoqueiro” vem junto. Pobre CP3 e a dupla West & KD, há anos sofrem dessa falta de mentalidade dos fãs brasileiros… E o pior é que isso se aplica a todos os esportes, como vocês reagem a isso? Como controlam a raiva nesses momentos? Valeu ai

Denis: Não acho que isso é “mentalidade de fãs brasileiros”. A mídia e os torcedores dos EUA reproduzem tudo isso também. Aliás, são eles que ditam as discussões que acabamos tendo por aqui também. Lá, hoje em dia, não se fala o nome do Chris Paul sem lembrar que ele nunca passou da segunda rodada dos Playoffs. Eu já nem sinto mais raiva, já falamos sobre esse assunto mil vezes, cada um acredita na fantasia que quiser.

Acho que momentos de pressão atingem qualquer jogador, ou qualquer pessoa, em diferentes momentos. É claro que eventualmente alguém sente a pressão e “amarela” num momento grande. Mas é difícil cravar que um jogador ou pessoa é assim SEMPRE, especialmente alguém que conseguiu chegar a esse ponto de sucesso na carreira como jogador. E, por fim, nada mais cruel do que julgar a carreira individual de um jogador pelos ganhos coletivos que ele teve. Se um jogador é campeão e diz que fez tudo sozinho, essas mesmas pessoas que o chamam de amarelão já iam mudar o discurso pra dizer que é um jogo de equipe, que ninguém ganha sozinho, etc.


George Romero
Zizek é o Bauman dos hipsters?

Danilo: Acho que simplesmente saber quem é Bauman ou Zizek já é coisa de hipster, né? Sociologia e Filosofia também tem o seu próprio nicho minúsculo, como basquete ou NBA, e parece muito alienígena e inacessível para quem está do lado de fora, infelizmente. Sobre a dupla: não querendo desmerecer Bauman, mas Zizek é um pensador muito, muito mais influente. Possivelmente é o filósofo mais importante dos últimos 100 anos, o que mata as faculdades de Filosofia de horror porque ELE AINDA ESTÁ VIVO, o que parece ser uma coisas muito ruim para esses lugares meio necrófilos como a Academia.


Guilherme Alzamora
Olá, Denis e Danilo
Acompanho o blog há alguns anos, se não me engano desde 2009-2010. Nesses anos sempre vejo um tema vir à tona nos comentários de posts ou no BTPH: Pessoas pedindo para colaborar com o blog com textos. Compreendo o desejo das pessoas de fazer parte desse projeto que realmente é inspirador, mas acredito que vocês não poderiam estar mais corretos na postura de barrar qualquer tentativa nesse sentido. Acompanho inúmeros blogs de basquete, cada um com seu estilo e imagino que ainda haja muito espaço para novos blogs. Acredito que o melhor caminho para essas pessoas seria realmente criar o seu próprio espaço. Compartilho da opinião de que o BP tem uma linguagem única, que seria descaracterizada caso comecem a abrir espaço para diferentes autores.
Outro aspecto que foi levantado no BTPH #25 seria o blog entrar em algum portal. Vocês não sabem como fiquei feliz no começo da temporada em receber o e-mail de vocês convidando para participar como apoiador do blog. Confesso que quando vocês reclamavam em posts ou podcast da falta de condições para dedicar mais tempo a esse projeto, eu cheguei a pensar nessa possibilidade, mas acho que em algum momento vocês seriam tolhidos de fazer algum comentário ou análise que não fosse “comercial” o bastante, ou ainda, mais frequentemente, “obrigados” a debater temas nem tão relevantes, apenas pelo fato de serem caça-cliques (leia-se: Desempenho dos brasileiros na NBA).

Dessa forma, ao perceber que de alguma forma poderíamos ajudar a sustentar o blog como ele é, não tive dúvida em me tornar um dos apoiadores, primeiro com R$14 e agora com R$20, a partir dos sorteios de camisas. Enfim, não é bem uma pergunta, talvez até o melhor caminho seria mandar por e-mail esse relato, mas gostaria apenas de afirmar que aqui tem um grande admirador do trabalho de vocês, e que espera que esse trabalho perdure por muitas temporadas, mantendo sempre a sua essência. Atenciosamente, Guilherme Alzamora

Denis: Realmente não é uma pergunta, mas está publicada porque você sacou absolutamente TUDO de todo o processo. De como o Bola Presa é algo entre amigos, com nossa personalidade nos textos, sem espaço para convidados, e de como o único jeito do Bola Presa sobreviver sem precisar apelar para ser algo caça-clique e/ou tradutor de notícias, seria um apoio TOTAL desse nosso nicho. E o nicho está apoiando!

Danilo: De fato, o apoio dos nossos assinantes nos liberta para escrevermos o que queremos usando nossa voz, sem nunca ter que apelar para as análises comerciais, para os posts de propaganda, se enquadrar na linguagem de um portal ou forçar uma frequência inviável de textos que diluiriam a qualidade do que queremos fazer. Esperamos que essa liberdade dure muito tempo, porque ainda há muito que queremos produzir por aqui!


Sergio
Gosto muito dos posts de vcs mas acaba tendo alguns termos e conceitos que não conheço (nunca treinei basquete mais seriamente). Então as vezes ficou boiando em algumas coisas que vcs falam. Teriam alguma referência ou lugar que tenham conceitos intermediários/avançado de forma a enriquecer mais o vocabulário relacionado ao basquete? (acho que isso poderia ser útil para mais pessoas)

Denis: Vamos preparar mais coisas sobre isso no futuro próximo, mas recomendo aqui o ‘ABC das quadras’ que o blog Triple Double fez. Nós também temos posts para iniciantes, como esse explicando termos em inglês que utilizamos no dia-a-dia do basquete.


José Vitor
Fala Dênis e Danilo, tudo tranquilo? Queria saber a opinião de vocês no meu causo amoroso.
Faz mais ou menos 8 meses que eu to vivendo no Estados Unidos devido a uma bolsa que consegui pela minha faculdade no Brasil, e vou ficar aqui até meados de Agosto desse ano. Quando eu saí do Brasil eu tava namorando essa menina, e já era um relacionamento a distância lá, ela mora em Santa Catarina e eu no Rio Grande do Sul, em cidades que são a mais ou menos 10hs de distância uma da outra, mas decidimos tentar fazer esse relacionamento funcionar mesmo assim. Com a subida do dólar, o plano dela de vir me visitar durante as férias melou, não queria que ela sacrificasse a saúde financeira dela por minha causa.

Com o tempo nossa relação foi desgastando, principalmente do lado dela, eu sentia cada vez mais pressão vindo dela, mas tava segurando as pontas como podia, sempre acreditando que valia a pena cada treta se isso significasse seguir do lado dela reconstruir a relação quando voltasse pro Brasil. Mas eu fui cansando de “remar o barco” sozinho, e mais ou menos um mês atrás ela veio com mais uma série de cobranças e me dizendo que queria um tempo, que achava melhor a gente se afastar um pouco e só se voltar a tentar algo de novo na volta. Mas eu não consigo pensar igual a ela, eu acho que se terminou terminou, e se é pra gente viver algo de novo não dá pra colocar data, então terminei de vez com ela. O problema é que eu ainda gosto muito dela, e ando pensando que talvez eu tenha sido muito duro quanto a minha decisão.

O que vocês acham? Eu deveria ser mais leve quanto a história de dar um tempo ou sigo meu instinto que diz que seria errado forçar uma volta quando eu retornar e sigo em frente com a vida?
Valeu por lerem e me darem uma força e sucesso com o blog! Abraço.

Denis: Essa questão do ‘dar um tempo’ é sempre problema. Ninguém registrou tão bem esse drama contemporâneo como a obra definitiva dos anos 90: ‘Friends‘. Afinal, o que pode e o que não se pode fazer quando se está ‘dando um tempo’? Como o Danilo sempre diz nos podcasts, tudo pode nos relacionamentos se os dois lados estiverem cientes das regras. E não existe lugar mais cinza do que esse ‘tempo’ no mundo dos namoros.

Se é pra ficar nesse espaço cinzento, melhor terminar mesmo. Quando você voltar pode tentar revê-la, conversar sobre tudo o que passou e decidir alguma coisa, mas com os dois tão longe a melhor coisa é algo definitivo: estão juntos ou não estão mais. Acho que você mandou bem nessa, resta agora lidar com a típica deprê pós-término. Eventualmente você vai pensar menos nela, mas já foi um bom começo passar por isso com algo em definitivo, não em meio termo.

Danilo: E lembre-se que esse término “definitivo” não necessariamente precisa ser definitivo pra sua vida inteira, só precisa valer pra agora. Não gaste energia contando com o futuro, mas se quando vocês se verem novamente acharem que vale a pena tentar recomeçar o relacionamento, manda bala. Decida esse tipo de coisa momento a momento, de preferência.


Tristão
Olá Denis e Danilo, eu tenho enfrentado um problema desesperador: estou viciado em música de elevador e aeroporto. Uns dias atrás eu descobri que existe um estilo musical próprio chamado “música de aeroporto”, que por incrível que pareça, não é feita pra tocar apenas em aeroporto, e desde que comecei a escutar, não consigo parar. As vezes eu fico deitado na bad escutando sem fazer nada. Tenho vergonha de dizer que escuto esse estilo e vivo um grande dilema: eu escuto e tenho que enfrentar meus pais/sociedade perguntando coisas ou eu paro. O problema é que eu não consigo mais parar. Mesmo quando eu estou dormindo, eu sonho com música de elevador. O que eu faço?

Denis: Eu não sei o que responder porque minha mente parou na parte onde você diz que existe um estilo musical próprio chamado “música de aeroporto”. Será que tem um blog e um podcast de dois amigos que gostam desse gênero? Isso sim seria um NICHO!

Quando eu estava na escola, nos anos 90, lembro que existia música certa e errada. Rock era certo, pagode era errado. Falar mal de música clássica era coisa de ignorante, mas gostar demais era coisa de gente esquisita. Música eletrônica só pra dançar, axé só se você for uma menina. Isso tudo, porém, parece que foi derretendo ao longo do tempo. O contato que tenho com a nova geração parece não ter esse tipo de bobagem, e qualquer pessoa gosta de coisas pop ou coisas bizarras ao mesmo tempo, sem muitos rótulos. Ou pelo menos é menos do que antes.

Por fim, estamos na era da internet! Ninguém está sozinho no mundo. Crie uma página/comunidade/fórum sobre “Fãs da NBA que gostam de música de aeroporto e acham a Lucy Liu a Pantera mais bonita” e certamente encontrará mais pessoas como você.

Danilo: Não gostando do pior gênero do mundo, que é “música de supermercado”, tá tudo liberado.


Martin Sugar
Denis e Danilo, quais armadores atualmente se encaixariam melhor no esquema de triangulo do Knicks?

Denis: Existem mil lendas e histórias sobre os triângulos, mas não é algo tão fora da realidade assim. A grande questão é que esse sistema tático NÃO pede um cara que controle as ações do ataque em sua mão, é um sistema de constante movimentação, criação de espaços e muito uso de pivôs (não necessariamente O pivô, mas alguém exercendo aquela função no garrafão). O armador, portanto, precisa ser alguém que possa continuar sendo útil em quadra quando solta a bola e passa a se mexer. Hoje em dia é difícil achar esse armador porque a nova safra é muito focada em ficar o tempo todo no controle e bitolada em pick-and-roll, que até existe no triângulo, mas não da mesma forma. Os pick-and-rolls do triângulo ocorrem mais nas laterais da quadra, nos sistemas predominantes de hoje eles ocorrem no meio, às vezes longe da linha dos três pontos, para oferecer o máximo de espaço possível para a infiltração.

Acho que vários jogadores poderiam se adaptar aos triângulos, meus favoritos são o Steph Curry e o Damian Lillard, mas eles teriam que ceder um pouco no instinto pontuador. Talvez o mais pronto para o trabalho fosse o Mike Conley.

Danilo: A maior parte dos armadores talentosos da NBA tem seu talento forjado para outros sistemas que não o triângulo. Alguns podem se adaptar (Curry e Lillard são ótimos exemplos!), mas sem sombra de dúvidas serão menos eficientes do que em seus atuais esquemas, mais adequados para o tipo de habilidade que possuem. Curiosamente, os melhores armadores para o triângulo seriam armadores que não se destacam tanto na NBA atual, alguns fundos de banco, outros que nem chegaram na Liga. Armador não falta, basta encontrar aqueles que se encaixam no esquema de jogo escolhido.


Gustavo Wermelinger
Olá Denis e Danilo, queria saber a opinião de vocês sobre um caso que aconteceu comigo. Eu participava de um time de basquete aqui do bairro, e de todas as vezes que jogamos, levamos uma surra, porém era para um torneio aqui da cidade. Só que certo dia, discuti com um integrante do time que se achava o dono, e acabei por sair levando mais 3 amigos juntos. Porém, no tal torneio, percebi que a equipe se manteve e que jogaram, e eu que tinha pago uniforme e ajudei com alguns gastos fiquei de fora. O time levou um coro, porém me senti lesado por ter ficado de fora. Fiz o certo de não jogar por orgulho, ou deveria jogar só porque gastei meu pobre dinheiro. Abraços! Obs.: Ainda não sou assinante, pois não trabalho, mas com certeza vou arranjar um jeito.

Denis: Primeira coisa é que certamente teria sido um melhor investimento assinar o Bola Presa! Dito isso, podemos responder: basquete é para se divertir. Um profissional pode até se obrigar a passar por situações desagradáveis em nome do salário ou do futuro da sua carreira, mas a gente não. Já temos muita coisa chata na vida, basquete é pra ser a parte boa. Se não tinha mais clima ou diversão, você fez bem em não jogar.

Danilo: Adoro jogar basquete, mas se no meio do jogo alguém grita comigo porque fiz alguma merda, broxo completamente e prefiro ir pra casa. Não somos profissionais, não precisamos aguentar gente berrando na nossa orelha ou achando que mandam no time AMADOR do qual escolhemos participar apenas para nos divertir.


Marcus “Assinante” Vinicius
Senhores, pretendia fazer esta pergunta a muito tempo, mas só agora consegui parar elaborá-la, primeiro gostaria de fazer um comentário, ha uns 4 ou 5 podcasts um leitor fez uma pergunt para vcs sobre Netflix, NBA e blablabla e vcs perguntaram como ele tinha tempo para tudo isso, e comigo hj é assim não consigo parar para assistir um misero jogo, antes assistia pelo menos um por dia , qdo não assistia 2 ou 3 sabado de manhã, então vou aproveitar e puxar o saco de vcs, pq o blog acaba sendo um dos únicos contatos que tenho com o basquete durante a semana lendo os posts escutando os podcats no metro.

E para terminar gostaria de fazer um ultimo comentário, vcs estão se tornando uma espécie daqueles programas de rádio americanos para dar conselhos amorosos/pscanálise que vemos nos seriado americanos e nas comédias românticas, tipo da série Frasier.

Denis: Acho que todos passamos por isso, especialmente em determinados momentos da vida onde o trabalho ou uma faculdade pegam mais pesado com a gente. Acho curiosa essa relação sua com a gente na NBA porque é o que eu faço com muitas outras áreas. Como não consigo e nem posso deixar a NBA de lado mesmo na falta de tempo, acabo deixando outros hobbies um pouco de lado, aí às vezes deixo de ver ou jogar tênis, mas lá estou lendo dúzias de análises e notícias de jogos que nem vi.

Eu não era muito fã de Frasier, mas assisti algumas vezes e ficava fascinado com a existência de programas desse tipo. Acho que ficou escondido num canto escuro do meu cérebro e renasceu com a versão rádio do Both Teams Played Hard.

Danilo: Curiosamente, cada vez tenho menos e menos tempo para jogar videogame, uma das minhas paixões – mas o Bola Presa me permite nunca deixar a NBA de lado, ainda mais agora que podemos nos dar ao luxo de abrir mão de outras coisas para nos focar no blog. Aí o que resta é ficar lendo milhares de resenhas de jogos de videogame na internet durante qualquer período morto. Isso é natural, não dá pra gente se dedicar integralmente a tudo que nos interessa na vida, infelizmente.


Luís
Vocês já ouviram falar que o Ersan Ilyasova tem o apelido de Turk Nowitzki? acabei de descobrir isso e achei a simples existência desse nome completamente genial, independente dos méritos. Cês lembram de mais algum apelido que acham completamente genial?

Denis: Eu gostava muito de AK-47 do Andrei Kirilenko, e adoro a aleatoriedade que deu origem ao Sauce Castillo, do Nik Stauskas. Para quem não lembra, o closed caption da transmissão de um jogo do Kings transcreveu o nome do jogador como SAUCE CASTILLO. E a internet, claro, pirou. E já fizemos um post bem antigo com nossos apelidos favoritos daquela época, olha lá!


Capistrano
Olá! Sou um fã do blog de vcs desde 2009. Vcs me inspiraram a escrever em meus próprios blogs (um sobre Survivor e outro sobre cultura pop em geral – http://arbitriocast.wordpress.com/).

Minha pergunta é relacionada a saga do Basquete de Clones. O filme será produzido pela Globo Filmes… E provavelmente a presença de atores globais deve ser obrigatória. Q papel o Tony Ramos protagonizaria nessa saga, por exemplo? E a Alinne Moraes como musa do blog se encaixaria como na trama? Abs!

Denis: Eu sou fã da Alinne Moraes como a vilã Silvia em ‘Duas Caras’. Acho que ela poderia ser vilã aqui também, que tal se ela fosse a maligna comissioner, neta do David Stern, que quer explorar os clones até a exaustão em nome do dinheiro? Por sorte, sua assistente, que também é sua irmã caçula (Agatha Moreira) irá descobrir o plano.

AM

E sobre o Survivor, tem NBA envolvida! Você chegou a escrever sobre a performance do grande Scott Pollard, ex-pivô do Sacramento Kings, no programa? No basquete ele sempre será marcado pela melhor barba pré-Harden deste século.

Danilo: Ainda pretendo dar um jeito da personagem da Alinne Moraes ter uma irmã gêmea, pra ela poder aparecer duas vezes mais no filme.


Tiago DDA
Olá Denis, Olá Danilo. Tudo bem?

Há umas semanas eu mandei uma pergunta e alguém perguntou se o DDA do meu nome era sobre Défict de Atenção, e sim, é isso mesmo e sim eu perdi a atenção enquanto vocês respondiam minha pergunta e tive que voltar o audio para poder acompanhar tudo de novo.

Eu sou designer e ilustrador, e há um tempo atrás eu fiz um set de ícones minimalistas com os melhores jogadores da história de cada time. O meu critério para a escolha foi basicamente o tempo em que o jogador atuou, o nome e o que de bom ele trouxe para a franquia (campeonatos, reconhecimento ou até o total de pontos que o jogador fez na franquia)

Goats

Fiz esse set há mais ou menos um ano e acho que algumas escolhas minhas já devem ser mudadas. Não vou entrar no mérito de todas pq afinal são 30 times. Enfim, como vocês são os maiores embaixadores do Grizzlies do Brasil (quiça do mundo) gostaria de saber se concordam com a minha escolha de Pau Gasol como o maior jogador de todos os tempos do Grizzlies. Embora ele não tenha dado o reconhecimento que a dupla mais fofa do oeste (Marc Gasol e Zach Randolph) deu ao time nos últimos anos, ele ainda é o maior cestinha da história do Grizzlies e por pouco não lidera em rebotes também (em tocos ainda é o líder da franquia mas por apenas 5 tocos de diferença a frente do seu irmão enquanto eu digito essa pergunta)

Sendo assim pergunto a vocês, quem é o maior jogador da história do Grizzlies? Marc Gasol, Pau Gasol ou Zach Randolph?? Um abraço e sintam-se livres para criticar as minhas outras escolhas também.

Denis: Antes de mais nada, putaquepariu que coisa foda! Gostei muito! Compraria um pôster com todos para colocar na minha parede e deixar minha sala com um visual modernoso e basqueteiro. Já fez mais coisas além dessa? Manda um e-mail para o bolapresa@gmail.com, queremos fazer planos para esses desenhos!

Sobre o Grizzlies, acho que que eu elegeria o Marc Gasol como o grande nome da história da franquia. Talvez o irmão dele tenha sido melhor, mas deixou a franquia justamente quando estava alcançando seu auge na carreira. O Marc vive seu auge no Grizzlies, foi peça essencial do time na ida deles a uma final de conferência, ganhou prêmio de melhor defensor do ano e é a cara dessa identidade que eles acharam de um time raçudo, brigador, mas também muito inteligente.

Também pesa que o Marc Gasol vive em Memphis faz tempo, morou lá quando era adolescente e foi jogar basquete colegial enquanto Pau Gasol estreava na liga. E passou toda a carreira lá, enquanto o Zach Randolph, por exemplo, passou por vários times antes de se encontrar em Memphis. Pela soma disso tudo, acho que o Marc é, até hoje, o grande nome da curta história da franquia.

Danilo: Quero todas essas imagens na minha parede. Agora. Já. Toma dinheiro. Tó.

Concordo com os argumentos do Denis sobre o Marc Gasol, mas não sei… a franquia é tão nova, tão sem história, que Pau Gasol me parece mais importante simplesmente porque estava lá no começo, dando credibilidade para um time mequetrefe. Por enquanto – e isso pode mudar rapidamente nos próximos anos – eu ainda ficaria com Pau Gasol como a cara da franquia.


Lucas Duarte
Fala D&D, beleza? Estou passando por um problema que me incomoda muito no meu relacionamento. Namoro há 2 anos com uma pessoa 8 anos mais velha que eu, ela tem 2 filhas e uma delas mora com ela (até aí nenhum problema). Nosso relacionamento é bom e, apesar de morarmos na mesma cidade, só nos vemos aos finais de semana, por causa da filha dela de 8 anos que mora com ela. Porém, nem tudo são flores. Ela é mega ciumenta. Ciumenta no ponto de que se eu entro no whatsapp e ela me vê online e eu não falo com ela, ela já pergunta com quem eu estou falando; parece que ela só imagina eu falando com ela. Chegou ao ponto dela achar ruim eu ir pra cidade dos meus pais (30 km da cidade onde moro) e ir pra casa do meu melhor amigo ver jogos da NBA, ou streams de jogos de computador. Ela tem ciúme meu e do meu amigo, porque vou pra casa dele quando vou pra casa dos meus pais. A questão é: será que ela acha que eu tenho que ficar em casa falando com ela pelo celular e me privar de fazer outras coisas? Eu já falei pra ela fazer coisas que ela gosta, que ela não precisa ficar presa em casa, mas ela não entende e parece que quer que eu faça o mesmo… já expliquei pra ela, que tenho hobbies e que ela deveria fazer o mesmo, porque não tem sentido algum eu ficar preso só porque ela está com as filhas dela no final de semana.

Denis: Você fez e já respondeu a questão. Realmente não faz sentido você ficar preso em casa, e não é porque a outra pessoa sai que você tem que sair também, a vida não é uma música da Thaeme & Thiago.

A questão aí é descobrir a origem disso para poder conversar e, se possível, resolver. Ela é insegura por um histórico de namorados que agiram de certa forma com ela? Ou ela não lida direito com o fato de ter filhos e ver os amigos (e agora até o namorado) seguindo com essa vida tranquila de sair, passear, ir na casa de amigos, etc? Eu acho bem possível que essa seja uma forma de reação por você ter os seus hobbies e ela encarar que não tem os dela por ter outras responsabilidades. Talvez mesmo você dizendo que ela precise ter outras ocupações não seja o bastante se ela não encontra essa possibilidade na rotina atual dela.

Nesse caso você pode puxar conversa, oferecer ajuda e dar ideias, mas o mais importante pode ser fazer ela perceber que coisas mal resolvidas dela com ela mesma, com a vida dela, podem estar machucando o relacionamento. Porque não dá pra durar pra sempre essa marcação cerrada sempre que você não está por perto dando total atenção.

Danilo: E depois de oferecer ajuda pra ela (talvez cuidar das crianças pra ela sair um pouco, etc) deixe bem claro que você vai continuar fazendo o que está fazendo porque isso é perfeitamente NATURAL e SAUDÁVEL, e que se ela realmente faz questão de impedir isso, não tem como continuar com o relacionamento. Às vezes é preciso deixar claro onde estão os seus limites pessoais.


UNNAMED
Olá, gostaria de saber quantos jogadores e quantas vezes um jogador chutou, em um jogo, mais bolas que o restante do time somado, como o Kobe fez em seu prelio derradeiro? Obrigado

Denis: Não consegui achar esse dado, mas tentei uma maneira de encontrar outros casos. Segundo o Basketball-Reference, um time nos últimos anos tem chutado, em média, 80 arremessos por partida. O número subiu nos últimos anos, mas arredondei para 80 para ficar mais fácil e para abranger mais anos.

Sabendo disso, coloquei o Basketball-Reference para me dizer que jogadores tiveram partidas com mais de 40 arremessos tentados desde 1983-84 (o limite do banco de dados deles). Primeiro fiquei sabendo que só existiram 24 partidas onde um jogador tentou 40 ou mais arremessos num jogo, depois que Kobe Bryant foi responsável por 10 dessas atuações. Michael Jordan tem 4 partidas com +40 chutes, Allen Iverson tem 3 e o resto só aparece uma vez, incluindo um jogo do nosso muso Zach Randolph.

Ao ver todas as fichas de jogos, descobri que em apenas DOIS casos um jogador arremessou mais que todo o resto de seus companheiros!

Kobe arremessou 46 dos 88 chutes do Lakers em uma vitória famosa aí sobre o Raptors em 2006 (sim, o jogo dos 81 pontos) e o mesmo Kobe, como você disse na pergunta, deu 50 dos 85 arremessos do Lakers na vitória sobre o Utah Jazz em seu último jogo na carreira. Teve ainda um terceiro caso, quando o mesmo Kobe empatou com o resto do time, 44 a 44, em arremessos em uma derrota para o Rockets em 2007.

Esses devem ser os únicos casos mesmo, difícil imaginar alguém conseguindo isso com menos de 40 arremessos tentados, teria sido uma partida muito lenta e cheia de turnovers. A única chance de alguém ter feito o mesmo que Kobe está no passado distante da NBA, antes do relógio de 24 segundos, quando alguns jogos eram bem lentos, com poucos pontos e poucos arremessos tentados.


Juniorbsb
Prezados, quanto a esportes que gostaria de ver alguém fazer: sou judoca e tinha vontade de ver Shaq de kimono, para enfrentar o Teddy Riner, super ultra mega campeão dos pesos pesados. Sou judoca, fui atleta com alguma proeminência nas categorias de base (campeão mineiro uns 5 anos seguidos, medalhista brasileiro…), quase sempre como pesado, mas algumas vezes como meio pesado. E nunca vi um cara tão dominante quanto o Teddy. Tem uns 10 anos que o cara não perde uma luta oficial (tem judocas japoneses que conseguiram isso no passado, mas quando o esporte era bem menos globalizado e a dominância japonesa era muito grande). Enfim, vendo o cara lutar parece que é um profissional contra um monte de juvenis. É absurda a diferença de tamanho e força do cara e, por isso, gostaria ver como ele se sairia com um cara do porte físico do Shaq. Outra possibilidade seria ver o Kobe jogando de centro avante de futebol, acho que seria um Peter Crounch, mas seria divertido. Já o Nash seria um 10 clássico, tipo o Zidane. Por fim, queria ver o Aaron Gordon competindo em salto em alturas: veja bem, foi muito impressionante no campeonato de enterradas nesse ano. Seria legal vê-lo numa competição oficial. Abraços

Denis: A impressão com o Teddy Riner é justamente essa, de que o resto é amador e não tem tempo de treinar para ser o mesmo atleta que o cara é. E caras com capacidade atlética impressionante é o que não falta na NBA, certamente seria legal ver uns monstros à lá Shaquille O’Neal (ou até outros mais lentos, tipo Kendrick Perkins) tentar fazer frente pro cara depois de um intensivão!

Mas como judô tem muito de técnica (como você deve saber por ter treinado por tanto tempo), eu acharia mais legal ver os jogadores da NBA tentarem algumas coisas do atletismo, que acho que seria mais fácil para eles pegarem por treinarem coisas semelhantes no seu dia-a-dia. Claro que mesmo só correr rápido pra frente tem sua técnica, mas para atletas como eles acho que seria mais fácil de aprender. Que tempo será que o Ty Lawson faria num 100m rasos em seu auge?

Danilo: Sempre que penso em atletas testando outros esportes, lembro do Bob Sapp. Ele foi jogador de futebol americano, era uma MÁQUINA fisicamente, uma montanha com pernas, e tentou a sorte no MMA. Ele treinou por anos, mas nunca conseguiu a técnica mínima para não ser MASSACRADO durante as lutas, ele sempre era maior do que todo mundo e mesmo assim apanhava sem parar e perdia para golpes simples de jiu jitsu. A gente esquece quão absurdamente especializados são os esportes hoje em dia, nas Olimpíadas vi uma comentarista dizendo que o Reino Unido ganha todas as medalhas de ciclismo porque não basta colocar um ciclista profissional para treinar em qualquer prova de ciclismo, porque elas tem características próprias que precisam ser ensinadas para os atletas ENQUANTO CRIANÇAS, de modo que eles treinem a vida inteira para um tipo super específico de ciclismo bizarro. Com isso em mente, acho que os atletas da NBA iriam falhar em quase todos os outros esportes, tirando os casos raros de gente que treinou futebol americano e beisebol durante e escola e conseguiria se virar por lá também.


Rafael
Como são escalados os árbitros para os jogos? Existem árbitros por conferência ou é feito um tipo de sorteio e não importa onde o cara more, que pegue um avião e vá apitar o jogo?

Denis: Não existe separação de árbitros por conferência e nem sorteio. A NBA escolhe quem forma cada trio que apita os jogos, mas tudo é pensado com antecipação, visando a viagem dos árbitros pelo país. Aliás, é uma profissão bem ingrata, porque árbitro nunca apita “em casa”, então eles vivem mais em hotéis do que os jogadores.


Benito
Por que os os jogadores passam o meio da quadra para pedirem time-out? Como funciona a regra dos “dois passos”? praticamente todos jogadores dão três passos, no mínimo, algumas vezes fica bem claro que foram quatro passos, por exemplo em direção a cesta. Nem no handebol, que são permitidos três passos, os jogadores caminham tanto com a posse da bola sem quicar. Outro lance esquisito, e que acontece várias vezes durante o jogo: o jogador recebe a bola, da um passo e firma o pé no chão, o outro pé é tirado do chão e volta a encostá-lo em um segundo lugar, esse pé vira o “pé-pivô”, isso é não é uma andada?

Denis: Os jogadores passam do meio da quadra para pedir tempo para poder cobrar o lateral pós-tempo na quadra de ataque.

A regra dos passos na NBA é a mesma do basquete em qualquer lugar, são apenas dois passos permitidos. A diferença não está na regra, mas na INTERPRETAÇÃO que os árbitros fazem desses passos. Na NBA o primeiro passo só é contado depois que acontece o que eles chamam de “gather“, que é quando o jogador demonstra que realmente agarrou e tem controle da bola.  Os juízes também são muito mais bonzinhos naquela passada inicial, deixando o primeiro passo rolar antes de bater a bola. Isso é errado, muita gente nos EUA mesmo reclama, mas a NBA simplesmente não força os juízes a olhar isso mais de perto.

O que você descreveu de trocar o pé de pivô parece uma andada mesmo.


Marcio – Ganhador da Promoção ASG 11

Bola Presa, boa tarde!

Idéia Genial: que tal um encontro anual Bola Presa na Excelente Pousada Porto Paraíso? Assim poderemos discutir o que relamente importa, o basquete e suas variações (basquete de clones, robôs, sem tabela, etc)

Abraços e continuem com o ótimo blog.

PS: como dei a ideia poderia ter estadia free (e também por estar desempregado…)

Denis: Bola Presa Pousada Porto Paraíso Meeting Guarujá 2016, por que não?! Mas a estadia free é por conta do nosso leitor/assinante/dono de pousada. Pela ideia você ganha, a princípio, apenas o primeiro controle no campeonato de NBA 2k17.

Danilo: Só precisamos descobrir como faz para levar uma tabela de basquete móvel para lá.


Agostinho
Fala Bolapresa, com relação aos Prêmios Individuais da NBA, sempre há muita discussão dos critérios utilizados pela mídia para a votação e minha questão é se já houve um posicionamento de jogadores/agentes com relação à esses critérios? Uma vez que influenciam na questão salarial dos jogadores, exposição na mídia, etc.

Danilo: Não consigo me lembrar de nenhuma demonstração pública de descontentamento com os prêmios. Em parte porque a NBA não é muito fã de críticas e por isso jogadores, técnicos e árbitros são multados frequentemente quando reclamam da NBA, mas em parte também porque os Estados Unidos são muito duros com os “mau perdedores”. Alguém reclamando por ter perdido é extremamente mau visto, os torcedores e a mídia caem matando, e sempre se espera que o perdedor simplesmente aplauda o vencedor. Basta lembrar da sensação de que o mundo estava acabando quando LeBron James saiu de uma derrota nos Playoffs sem cumprimentar seus adversários.


O Tony Allen da Engenharia
Olá feras tudo beleza?
Sou leitor do blog desde 2010, tenho que dizer que sou muito fã de todos os textos e do podcast. Tenho que parabenizá – los pelos textos dos playoffs estão muito fodas. Agora como bom leitor do bola presa rs venho pedir um conselho quanto a relacionamentos.

Estou “namorando” uma garota 4 anos mais velha (tenho 21), tivemos vivências diferentes do ponto de vista de relacionamentos, enquanto eu nunca quis me envolver em algo sério, ela possui dois relacionamentos de 3 anos cada no curriculum, sendo que foi traída e enganada em ambos.

E aí temos o problema, faço Engenharia Civil em uma universidade pública, então existem momentos (Provas e relatórios) em que não posso dar toda a atenção que eu sei que ela merece, e são nesses momentos que os fantasmas das experiências passadas ressurgem e ela fica em dúvida do meu amor por ela. Até cogitei informarmos nosso relacionamento pra amigos e familiares como uma forma de mostrá – la que eu realmente amo ela, mas ela pediu mais 02 meses pra que isso acontecesse.

Então feras, queria saber se algo parecido já aconteceu com vocês e se sim o que fizeram ou fariam em minha situação. amo muito essa garota como nunca gostei e nem me interessei en nenhuma outra e percebo que ela sente o mesmo por mim, agora não sei o que posso mais fazer pra ela ter 100% de confiança nos meus sentimentos? Ah tenho que contar que ela sofreu muito com o ex namorado o cara era um psicopata, chegando ao ponto de tentar engravida la pra ela continuar com ele, fato que ela só contou a mim. Por isso. e por saber que ninguém conhecido lê ou escuta o Bola Presa (infelizmente) venho pedir – lhes auxilio rsrs

Continuem com o blog e o podcast e já já viro assinante basta conseguir um estágio próximo período.

Danilo: Relacionamentos são esse estranho ambiente em que é preciso acomodar a história da outra pessoa sem anular a sua própria. Ou seja, o que a sua namorada sofreu é legítimo, deixou marcas nela e é absurdo esperar que isso suma de uma hora para a outra só porque ele agora está com você. Mas não faz sentido que você mude inteiramente a sua rotina e fique planejando como fará para demonstrar seu afeto o tempo inteiro. Mostre pra ela que você entende a história dela e as marcas que isso causou e que portanto tratará ela com respeito e honestidade: prometa que se o seu interesse por ela diminuir, você será SINCERO e dirá isso a ela, por mais duro que seja. Crie um ambiente de sinceridade e confiança, deixe ela ser quem ela é, mas mostre que você não sairá inteiramente do seu caminho.


Joe Johnson
Olá, amigos do bola presa.
Parabéns pela cobertura dos playoffs, todo dia chegando no trabalho a primeira coisa que faço é conferir o post de vocês.

Sou o user que começou a acompanhar vocês recentemente, no podcast do Joe Johnson. Agora estou escutando os podcasts antigos de vocês. E gostaria de saber se vocês ainda acham o Parsons um baita jogador e estão tristes pela tríade Lin,Harden e Parsons não ter dado certo?

E sobre os grandiosos clones, poderíamos ter treinadores clonados? A minha tara no NBA2K é fazer os times jogarem no triangulo, ver o Cavs, o GSW e vários times bons jogando no famigerado triangulo. Isso poderia ser um atrativo para os clones. O Clone do Lebron treinado pelo Phil Jackson contra o clone do Lebron treinado pelo Spoletra.

Falando em tara, tem uma coisa bizarra que tem tirado meu sono, por qual motivo que tirando o Lakers todos os times da NBA tem a home shirt branca. Vários times com cores tão legais e ficam usando a camisa branca que às vezes nem é a cor do time.

Aguardo um e se na post season, de como seria o Big 3 de Miami se eles tivessem draftado o Westbrook. E assim que eu tiver problemas amorosos eu entro em contato!

Continuem com o ótimo trabalho.

Danilo: Ainda acho que Chandler Parsons, saudável e na situação ideal, pode ser uma das grandes estrelas da NBA. Infelizmente ele ainda estava muito cru durante seu tempo com James Harden e o Rockets não quis esperar, o plano era vencer imediatamente e segurar o Parsons ficou em segundo plano. Sobre Jeremy Lin, prefiro não falar sobre ele, só comemorar que ele não esteja mais no meu time.

Sobre os treinadores, acho que eles não seriam clonados (pensei que um dos temas seria os treinadores “comuns” lidando com os jogadores clonados como se eles fossem animais), mas poderiam usar livros de jogadas de técnicos famosos.

As camisetas brancas dos times da casa são uma tradição antiga vinda do beisebol com um motivo bem prático: antigamente, os times que viajavam não tinham acesso a uma lavanderia como tinham os times que estavam em casa, então os times viajantes usavam uniformes coloridos, em geral escuros, para esconder melhor as manchas de sujeira, em geral terra e lama. Com isso, os times que estavam em casa precisavam usar seus uniformes claros, em geral brancos.


Eliab, assinante, baiano de Brasilia
Olá meus queridos. É só uma dúvida, vendo uns lances de calouro do Curry aqui, o GSW mudou as cores da franquia de lá pra cá foi? Abraços

Danilo: O Warriors mudou de cores e de logo em 2010, numa tentativa de se desligar da imagem de “time piada” que tinham adquirido com o técnico Don Nelson. O time era até interessante, mas a pura correria e falta de controle tornaram a equipe um trem descarrilhado que todo mundo adorava caçoar. Depois de draftarem Stephen Curry e começarem a reconstrução que daria no time campeão da temporada retrasada, o Warriors mudou toda sua imagem. Aproveitaram que a camiseta mais vendida da equipe era o relançamento da camiseta clássica dos anos 60 e fizeram novo logo e cores quase idênticos ao uniforme clássico.


Engenheiro do Hawaii
Olá senhores de todos os sortilégios, tudo bem ? minha dúvida é o seguinte: a NBA limita as franquias no tocante à capacidade de ginásios? a meu ver, ao invés de 20 e poucos mil lugares, não seria legal arenas de 40, 50 mil lugares? o que acham? abraços Hawaiiiianos. (p.s.: respondam no hiper-mega-hype-uber post de perguntas após os playoffs, no blog)

Danilo: Olha o hiper-mega-hype-uber post de perguntas após os playoffs aqui, gente!

Existem dois motivos para os ginásios da NBA serem tão pequenos. O primeiro é uma recomendação da NBA: acima de 20 mil lugares, você começa a oferecer apenas assentos com visibilidade MUITO comprometida, longe demais da quadra, impraticáveis para se ver qualquer coisa, e dependentes inteiramente do telão – que também passa a ter problemas com tamanho e altura ideal para todos os torcedores. O segundo motivo é que a enorme maioria dos times da NBA não conseguiria jamais lotar um ginásio com mais de 18 mil lugares. O Bucks foi super ousado e construiu o ginásio com maior capacidade da Liga apenas para vê-lo vazio todas as noites; mesmo alguns times bem tradicionais, como o Pistons, sofrem há anos com lugares vagos em suas arenas diminutas.


Vinicius
Estava vagando pelo YouTube até que me deparei com esta obra de arte

Acho que entendi o motivo do Leandrinho sempre preferir as bandejas às enterradas, mas quando ele era mais jovem e tinha mais explosão, ele costumava enterrar nos jogos? Não achei nenhum outro vídeo.

Danilo: Eu não sei explicar isso, mas o Leandrinho sempre escolheu a bandeja mesmo quando poderia enterrar facilmente, e olha que ele sempre teve um número BIZARRO de bandejas erradas em contra-ataques livres. Nunca foi problema para Leandrinho encontrar espaço para infiltrações ou encontrar a quadra aberta numa transição, mas muitas bandejas erradas comprometeram um pouco o potencial gigantesco que ele tinha. Enterrar poderia ser uma forma de finalizar com mais segurança, mas nunca foi o estilo dele. Talvez porque a geração dele sofreu muito com os treinadores no Brasil que achavam enterradas “bobagem”, “firula”, “desrespeito”, “coisa de moleque”, e não uma finalização segura como ela de fato é.


Wellington
Olá Denis e Danilo, parabéns pelo site, acompanho desde o ano passado, nas vacas magras, e ter textos e podcast toda semana é sensacional! Queria saber de vocês sobre o jogador Detlef Schrempf, pois, tem uma música da banda Band of Horses exatamente com o seu nome (e não, não tem nada a ver com basquete), e pesquisando sobre ela, descobri que o nome foi dado pois a banda, de Seattle, achou que a música fazia parte da identidade da cidade e resolveu batiza-la com esse nome pois era também uma identidade de Seattle. Então, queria saber se esse jogador, Detlef Schrempf, teve algum impacto ou marcou significativamente algum aspecto da NBA, principalmente em Seattle. Obrigado. PS.: Favor responder no podcast ou BTPH aberto, pois não sou assinante (ainda!).

Danilo: Schrempf era um especialista em arremessos de três pontos que foi pra Final da NBA naquele Sonics de Gary Payton e Shawn Kemp em 1996, chegou até a ser All-Star e ganhou um prêmio de Melhor Sexto Homem. Mas era um jogador secundário naquela equipe. Acho que a banda escolheu ele como piada, por ser um jogador esquisito, o menos famoso dentre os famosos, de origem alemã e mullets que depois viraram um cabelo escovinha bem engraçado.

Denis: Aquele time do Sonics era muito legal, chamava muito a atenção e era fácil torcer pra eles se você não tinha um time definido. E o Schrempf era um jogador não só legal, mas diferente, é sempre cool ser fã do cara que não é o mega all-star do time. É tipo ser fã do Andre Iguodala ao invés de só falar de Steph Curry e Klay Thompson.


poita
Fala denis e danilo blz? Sou assinante e acompanho o blog desde o início, parabéns por chegarem aonde chegaram!

Acabei de ver o documentário ‘Iverson’ que tem no netflix. Percebi que nesse documentário ele é bastante vitmizado, como realmente foi no caso da prisão, vestimentas e até a famosa entrevista do ‘practice’, em que até então eu , sendo um grande fã dele, dei bastante risada e achei que ele estivesse chapado ou algo assim, mas na verdade ele queria dizer que perdeu um grande jogo e eles tão falando sobre ‘practice’ e não do jogo, como se tudo de errado que ele fizesse fosse mais relevante, por que ele era o bad guy da NBA.

Porém falam que Denver não assinou extensão com ele porque é business, e que quando ele foi pra Detroit ele foi avisado que não jogaria muito e nao sairia nem do banco e o mesmo ocorreu em Memphis, tudo isso porque ele era o bad guy das tatuagens, adornos, hip hop e coisa e tal. Até que ponto isso é verdade? eu acredito mais na parte do jogador de basquetebol ineficiente que ele estava se tornando e a NBA seguindo em outra direção. O que vocês pensam a respeito disso? Ele foi realmente vitimizado ou não?

Denis: O Iverson sofreu bastante ao longo da carreira por sua imagem que era muito “rua e hip hop”, como diziam. Isso fazia com que qualquer coisa que ele falasse e fizesse fosse vista como algo provocador ou mesmo agressivo. Certamente pegaram pesado demais com ele por não aceitar que um cara com tatuagens, correntes e os cornrows no cabelo pudesse ser um cara que não causasse problemas.

Dito isso, não sei se foi o que o prejudicou no fim de carreira. O problema em Denver e Detroit foi que ele não conseguia mais fazer a diferença como antes, até pela idade, e não conseguiu se reinventar para ter outras funções. No máximo, a sua imagem de bad boy fazia os times não o virem como um tradicional veterano que pode ajudar no vestiário. No Memphis em especial, que nunca teve problemas em aceitar bad boys, a questão foi que eles queriam que ele fosse reserva e o próprio Iverson não topou a função. Então ele sofreu com muito preconceito e foi vítima em muitos casos, mas seu fim de carreira mais melancólico se deu por ele não querer ou conseguir se adaptar a uma vida onde não era mais uma mega estrela da NBA.


Jefferson Cavalcanti
E ai dupla D&D blz? Eu sou o cara que queria acabar ainda mais com o Brooklin Nets, lembram? Hoje minha dúvida é sobre Gastos x Resultados. Ontem o Cavs que tem a maior folha salarial da NBA levou o título, isso parece ser frequente, certo? Gostaria saber mais sobre isso, quais times conseguiram ser campeões gastando pouco? ou que chegaram muito longe. Além do Nets do big five (Deron, JJ, PP, Garnet e B. Lopez) quais times deram “vexame” gastando muito dinheiro mas que não chegaram a lugar nenhum como o Lakers do Nash, Kobe, Gasol e Howard? por favor, me ajudem nisso, estou tentando pesquisar mas não encontro informações relevantes, acredito que a nação BP iria gostar de saber disso. Finalizo parabenizando pela melhor análise em português sobre basquete e queria dizer que hoje em dia não tenho muito tempo no trabalho para ficar pensando em reconstrução de times alheios (to mandando a pergunta na hora do almoço). Abraços.

Danilo: Curiosamente o caso do Cavs, que foi campeão tendo a maior folha salarial da NBA, não é o padrão. É possível encontrar essas informações espalhadas por aí, mas juntas num gráfico precisa procurar bastante. Achei esse gráfico de três anos atrás que ajuda a ver que os melhores times em geral estão no meio da tabela em termos de gastos com salários, não no topo e nem abaixo do teto salarial. Nesse gráfico aqui dá pra ver quantas vitórias cada jogador gerou de acordo com seu salário na temporada passada (essa estatística é o “win share vs salary“, um dado comum na NBA e bem fácil de achar para todas as temporadas), e que mostra que muitos jogadores que ganham muito acabam ajudando pouco suas equipes. O próprio Cleveland da temporada passada é um caso engraçado: Dellavedova ganhava uma merreca e foi muito mais útil do que o salário máximo de Tristan Thompson. São muitos os times que gastam demais e ganham de menos. Além dos casos que você citou, teve também o Knicks de Marbury e Alan Houston, que pagava mil multas e nem conseguia colocar seus jogadores em quadra.


Pezão
Olá amigos, tudo bem? Não entendo como funciona o esquema de pé na bola. Quando a defesa coloca por querer a jogada para, mas quando é do ataque não? Mas quando bate sem querer aí não para? Bom, dá pra darem uma geral nessa questão? Obrigado

Denis: A questão do pé é a intenção. Se alguém enfia o pé na bola para parar o lance ou para ganhar vantagem de alguma forma, é infração. Se a bola bate no pé de alguém no meio de um lance, por acaso, segue o jogo.


Acacio
Ola. Nunca enviei pergunta aqui e sou novo no blog, conheci nos últimos playoffs. Estou até pensando em virar assinante. Por gentileza se puderem responder minha dúvida; Como funciona o doping na NBA? Já ouvi dizer uma vez que era muito frouxo e que na prática não existe muito essa questão de dopping na NBA. Também já ouvi que muitos jogadores de basquete usam maconha, inclusive algumas estrelas como Kevin Durant, Kyrie Irving, JR Smith, Dirk Nowitzki e Draymond Green. Porém já vi vários casos de jogadores caindo no doping. Poderiam esclarecer como funciona? Obrigado e parabéns pelo óitmo blog.

Denis:  Nós fizemos um texto falando bastante sobre doping na época da punição ao Rashard Lewis, mas comentamos mais aqui. São 4 testes por jogador ao longo da temporada, sem aviso prévio e definido por uma entidade independente da NBA e da Associação de Jogadores, esse teste engloba detecção de esteroides, drogas de performance e de drogas recreativas, como a maconha.

Vários jogadores fumavam maconha mesmo, mas isso era feito durante a offseason (de Julho até Setembro), quando não existiam testes. Este, aliás, era um dos buracos do sistema da NBA, já que dizem que é possível tomar coisas na offseason, ter seus benefícios a longo prazo, e ter o corpo “limpo” antes dos primeiros testes da temporada. De qualquer forma, há dois anos a NBA começou a fazer teste na offseason também, mas não tenho mais informação de como eles funcionam e, claro, os jogadores não falam como se adaptaram a essa mudança.


Sr.INDIGNADO NÍVEL DENIS COM O MASCOTE DO CELTICS!!
Quero deixar aqui minha INDIGNAÇÃO com essa mania estúpida da internet de criar abreviações à toa. Eu entendo que certas “siglas” viralizam por expressar reações de maneira curta e simples, como LMAO (laughing my ass off, algo como “Me borrei de tanto rir”) ou LOL (“laughing out loud” = rindo muito alto, rolando de rir). Mas além do fato de a grande maioria serem importadas, tem o fato da galera achar que pode usar a qualquer hora e em qualquer situação. Em papos sobre NBA pelos fóruns da vida, encontro muito LBJ (Lebron James), KD (Kevin Durant), RW (Russel Westbrook), beleza, é comum na nova geração. Agora neguin vir com RH (Roy Hibbert), FE (Festus Ezile), DG (Danny Green) é BRINCADEIRA. Parece um tentativa bisonha de parecer DESCOLADO numa discussão, como se esses caras fossem reconhecidos obviamente por essas inicias, ou puramente preguiça de escrever. Fora o cúmulo de ter que ler ZZP e ter que SABER PREVIAMENTE que estão se referindo à ZAZA PACHULIA. Pelo amor de deus!!!!! Essa nova gerações……

Denis: Eu ainda acho o mascote do Celtics mais indignante, mas entendo o desespero de ler ZZP ou RH e quebrar a cabeça pra entender. A minha solução para o problema: evite fóruns.

Danilo: Isso aí não é abreviação, é código de gangue.


Leia o livro o Universo em Desencanto
Olá amigos. Não, eu não estou indicando o livro “o universo em desencanto”, já indicado no disco Racional do Tim Maia. Foi só para chamar a atenção de vocês mesmo.

Mas minha dica de leitura é ainda melhor (embora não tenha lido o livro indicado pelo Tim). Esses dias comecei a ler o “Futebol ao sol e à sombra”, do Eduardo Galeano, e estou maravilhado. A forma com que ele escreve os contos sobre futebol, dando ênfase nas historinhas que há dentro do jogo lembra muito as narrativas dentro de um jogo de basquete tão faladas por vocês. Vale muito a pena a leitura.

Segue a baixo o primeiro conto do livro:

Confissões do autor

“Como todos os meninos uruguaios, eu também quis ser jogador de futebol. Jogava muito bem, era uma maravilha, mas só de noite, enquanto dormia: de dia era o pior perna de pau que já passou pelos campos do meu país.

Como torcedor, também deixava muito a desejar. Juan Alberto Schiaffino e Júlio César Abbadie jogavam no Peñarol, o time inimigo. Como bom torcedor do Nacional, eu fazia o possível para odiá-los. Mas Pepe Schiaffino, com suas
jogadas magistrais, armava o jogo do seu time como se estivesse lá na torre mais alta do estádio, vendo o campo
inteiro, e Pardo Abbadie deslizava a bola sobre a linha branca da lateral e corria com botas de sete léguas, gingando, sem tocar na bola nem nos rivais: eu não tinha saída a não ser admirá-los. Chegava até a sentir vontade de aplaudi-los.

Os anos se passaram, e com o tempo acabei assumindo minha identidade: não passo de um mendigo do bom futebol.
Ando pelo mundo de chapéu na mão, e nos estádios suplico:

– Uma linda jogada, pelo amor de Deus!

E quando acontece o bom futebol, agradeço o milagre – sem me importar com o clube ou o país que o oferece.”

Denis: Eu já li esse livro e achei realmente espetacular. Acho muito difícil fazer o balanço entre poetizar o esporte, lidar com seus clichês e realmente acrescentar alguma coisa nova para quem está lendo, mas o Eduardo Galeano, que é bom de tudo, fez isso com perfeição nesses pequenos contos sobre o futebol. No fim das contas tudo parece um misto de mitologia com história, que é o que o esporte é realmente pra gente, especialmente quando falamos de futebol na América Latina.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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