?Quem gosta de Dwight Howard?

?Quem gosta de Dwight Howard?

Após cinco anos seguidos de títulos divididos entre Shaquille O’Neal e Tim Duncan, de 1999 a 2003 apenas uma super dupla de garrafão, Ben Wallace e Rasheed Wallace, parou a dupla. Se as pessoas tinham alguma certeza no começo desse século era que somente com um jogador de garrafão muito fora de série era possível desafiar os melhores times da NBA.

No miolo disso tudo, em 2004, surgiu um pivô adolescente com um porte físico digno de bater de frente com qualquer um desses: Dwight Howard era aquele tipo de jogador que surge uma vez a cada década e que muda o centro de gravidade da NBA. Se ele se desenvolvesse no grande jogador que prometia ser, iria obrigar times a contratar e se armar pensando em como encarar o gigante e como defendê-lo. Algo como Shaquille O’Neal, que mesmo no fim de sua carreia, nem de perto produzindo como antes, ainda obrigava adversários a montar esquemas específicos que não o deixassem receber a bola no mano-a-mano muito perto da cesta. O Orlando Magic havia ganhado na loteria.

?Filtro Bola Presa #16

?Filtro Bola Presa #16

Tivemos um caso trágico e um feliz na última semana envolvendo pessoas ligadas à NBA. O triste já comentamos até no Facebook, a mulher de Monty Williams, ex-técnico do New Orleans Pelicans e atual assistente do OKC Thunder, morreu em um acidente de carro. Ingrid Williams só tinha 44 anos e tinha 5 filhos com o treinador. Monty é conhecido por ser um técnico meio paizão, de bom relacionamento com seus jogadores, e com tantos anos de NBA nas costas dá pra imaginar a comoção de todo mundo ao redor da liga com o caso.

? O que significa ser um “All-Star”?

? O que significa ser um “All-Star”?

Já estamos cansados de saber que definir um All-Star é tarefa das mais difíceis, tendo em vista a ausência de critérios adequados para isso. Os titulares são escolhidos pelos fãs, com critérios que vão da noção vaga de “melhor” à subjetividade do “preferido”, passando pelo nacionalismo da China ou da Geórgia. Os reservas são escolhidos pelos técnicos de suas conferências, com critérios que misturam aleatoriamente o desempenho da equipe na temporada, a quantidade de jogadores de cada posição, o legado na carreira, o afeto pessoal e muitos outros intangíveis. A escolha dos times “All-NBA”, que acontece ao fim da temporada, é confuso mas ligeiramente mais adequado para quem está preocupado com uma lista meritocrática dos melhores. O All-Star não tem essa função, não tem essa pretensão e não passa de uma grande festança de confraternização.

Tendo dito isso, o que significa ser escolhido para um All-Star, não em critérios conceituais, mas na prática? Que diferença isso faz para o jogador, para a Liga e para os fãs? É isso que proponho tentar definir, já que é o que existe de valor real para todos os envolvidos nesse fim de semana comemorativo.

? A identidade do Thunder

? A identidade do Thunder

“Olha, nós não somos o San Antonio Spurs.” Foi com essa afirmação que Kevin Durant respondeu na semana passada às críticas de que o ataque do Oklahoma City Thunder continuava estagnado. “Nós não vamos dar 30 passes numa posse de bola. Não somos assim. É claro que as pessoas querem que sejamos. É um tipo de basquete fantástico, não me entenda mal. Mas nós não somos assim. Temos caras que podem pontuar. Temos dois caras na equipe que podem fazer uma cesta. Vão existir momentos em que teremos que isolá-los contra a marcação.” Com essa afirmação o ataque estático e com pouca rotação do Thunder deixou de ser um equívoco, uma falha tática, uma limitação da comissão técnica e passou oficialmente para o patamar de IDENTIDADE. É assim que o Thunder QUER jogar.

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