? A aventura por trás dos números

? A aventura por trás dos números

Volta e meia falamos sobre a revolução estatística que tomou conta da NBA nos últimos anos. Alguns times tomaram a dianteira na corrida tecnológica, mas logo outros seguiram e hoje é raro uma franquia não ter uma vasta equipe de pessoas especializada em números, tecnologia, programação, visualização de dados e muito mais. Mas o que aconteceu na NBA, ao contrário de muitos outros esportes ou campeonatos, foi que a própria liga resolveu correr atrás do prejuízo. A NBA ignorou o desejo dos clubes de manter muitas estatísticas em segredo e criou a página NBA.com/Stats há duas temporadas, juntando tudo o de mais avançado que o basquete oferece em termos de números. Soa surreal num país onde nosso próprio campeonato brasileiro de FUTEBOL não tem uma página própria.

Não é perfeito, claro. Os times da NBA tem seus números próprios, outras empresas, como a Synergy, disponibilizam dados muito mais avançados, e com vídeo acoplado, apenas para equipes e veículos gigantes da mídia americana. Mas para um fã bitolado, esse mar de dados é simplesmente o paraíso, e certamente tem ajudado a criar um exército de blogueiros, comentaristas e até torcedores de Twitter que ao invés de gritar “falta coração pra honrar a camisa” manda um “ele não tem bom aproveitamento em arremessos da cabeça do garrafão quando o defensor está a menos de 3 pés de distância”.

?Filtro Bola Presa #4

O Golden State Warriors igualou o recorde de 15 vitórias nos primeiros 15 jogos de uma temporada e a impressão que eles passam hoje é que nunca mais vão perder uma partida durante toda a existência humana neste frágil planeta. Deus abençoe os Playoffs, porque se fossem pontos corridos esse título já estaria decidido com menos de um mês de campeonato.

Como todo bom super herói, o Warriors é bom em tudo e tem diversos poderes: a defesa espetacular, o banco de reservas que salva, o MVP, as bolas de 3 pontos, etc. Mas há ainda o MEGAZORD, a arma secreta para quando todas as outras dão errado.

? Da arte de perder

? Da arte de perder

Não interessa para a NBA, enquanto Liga e enquanto marca, que um time simplesmente desista de tentar vencer partidas. Um time que não tem a menor chance de ser competitivo perde torcedores, diminui seu mercado, reduz os lucros da Liga como um todo, e influencia negativamente a qualidade e os resultados de 82 jogos durante uma temporada. Outras equipes são prejudicadas porque o interesse pelas partidas diminui quando sabemos que o jogo não será minimamente interessante, e até a classificação das equipes para os Playoffs acaba alterada, já que times da mesma Divisão da equipe que não tenta vencer enfrentam os desistentes mais vezes e ganham com isso uma vantagem no número final de vitórias. A NBA como um todo se beneficia ao construir uma competição disputada e parelha em que os piores times e os menores mercados possuem sempre chances reais de ganhar um título, e por isso existem tantas regras diferentes para tentar reduzir as disparidades: há repasse de verbas para os times com mais dificuldade, teto salarial para limitar o gasto máximo com salários, multas para quem extrapola o limite que são enviadas para os times que gastaram menos, e o sistema de draft para os jogadores que querem entrar na Liga.

? Filtro Bola Presa #3

Bem-vindos ao segundo Filtro Bola Presa aberto apenas para nossos assinantes no Apoia.se. Vocês, queridos assinantes, poderão acompanhar o Filtro todo sábado com exclusividade!

Para quem ainda não conhece, o conceito do Filtro Bola Presa é simples: uma espécie de resumo semanal em que fazemos um apanhado de pequenas histórias que nunca iriam virar textos grandes, mas que merecem alguma atenção. Pode ser um vídeo, uma notícia, uma estatística, um passe de bunda do Kevin Durant.

? A morte do ala de força

? A morte do ala de força

Quando Hakeem Olajuwon, um dos maiores pivôs que já existiram, foi campeão em 1995 pelo meu Houston Rockets, seu principal companheiro de garrafão praticamente não ficava no garrafão: Robert Horry, campeão no ano anterior pelo Rockets jogando como “small forward”, foi colocado como ala de força quando Otis Thorpe foi trocado no meio da temporada. Desde então nunca mais voltou à sua posição de origem: ganhou outros 5 títulos na NBA, ainda que em papéis pequenos, como um ala de força que arremessava no perímetro.