🔒Duas décadas de enganos

🔒Duas décadas de enganos

Em 1985, o New York Knicks conseguiu com a primeira escolha do draft o pivô Patrick Ewing. Com ele no elenco o time levou ainda mais dois anos para conseguir chegar aos Playoffs, mas a partir de então não saiu mais da pós-temporada. Sob comando do pivô, o time foi aos Playoffs 13 vezes consecutivas, incluindo 4 Finais da Conferência Leste e duas Finais da NBA, em 1994 e 1999. Em 2000, após o Knicks ser derrotado nas Finais de Conferência, Patrick Ewing foi trocado para o Seattle Supersonics. Ewing já se aproximava do final de sua carreira e apenas dois anos depois se aposentaria, incomodado por constantes lesões nos joelhos. Sem ele o Knicks precisava de um plano de reconstrução para voltar ao topo. Dezenove anos depois, nem sinal de reconstrução bem sucedida. O Knicks voltou à pós-temporada apenas 5 vezes desde então: uma na temporada seguinte à saída de Ewing, uma outra que acabou numa varrida na primeira rodada com Stephen Marbury na armação e três sob comando de Carmelo Anthony. Se faltaram campanhas de sucesso, sobraram trocas absurdas, contratações indefensáveis e escândalos de todos os tipos. Quem vê Kristaps Porzingis ser trocado para o Mavs e quer entender de verdade o que está acontecendo precisa encaixar essa decisão numa história de quase 20 anos de fracassos e confusão.

🔒O mínimo esforço

🔒O mínimo esforço

Nos últimos anos a NBA foi profundamente abalada por uma questão aparentemente simples: o que é, afinal de contas, um “bom arremesso”? Muitas vezes acreditamos, indevidamente, que praticar bem um esporte é apenas ser capaz de realizar uma ação fisicamente melhor do que os demais atletas – que para ser um bom corredor, por exemplo, basta “correr” como qualquer um só que mais rápido; e que para ser um bom jogador de tênis basta atingir a bola, mas com mais precisão e força. Daí ficamos com a noção de que os melhores atletas são aqueles com mais poder FÍSICO para realizar as ações exigidas por cada esporte; são os mais rápidos, os mais ágeis, os mais fortes, os mais precisos. Esquecemos que em qualquer jogo um dos elementos mais importantes é compreender as regras e encontrar, MENTALMENTE, as melhores maneiras de cumpri-las.

🔒Filtro Bola Presa #75

🔒Filtro Bola Presa #75

Toda semana vivo um dilema ao começar o Filtro Bola Presa dos assinantes. Devo ou não devo listar mais recordes e feitos absurdos de James Harden? O ponto todo mundo já entendeu, mas os recordes se renovam sem parar. No fim das contas creio que seja obrigação moral desta seção listar marcas absurdas que estejam sendo quebradas pelo atual MVP, especialmente as mais tolas e aquelas que o pessoal cavuca lá nos confins do Basketball-Reference para achar. Um dia a HISTÓRIA irá nos agradecer.

🔒Ser um líder

🔒Ser um líder

Um dos grandes favoritos da NBA na temporada, o Boston Celtics amargou nessa última semana uma sequência de 3 derrotas para times que estão longe de compor a elite da Conferência Leste: Heat, Magic e Nets. Contra o Heat, a primeira derrota da sequência, tivemos Marcus Morris e Jaylen Brown tendo que ser separados em um tempo técnico após um empurrão. Contra o Magic, o segundo tropeço, tivemos Kyrie Irving batendo boca com Gordon Hayward no meio da quadra quando a jogada final da partida não saiu da maneira desejada e o Celtics foi incapaz de empatar o jogo no arremesso final. Contra o Nets, a equipe de Boston chegou a ficar 27 pontos atrás no placar durante o quarto período. As fissuras do Celtics tem se tornado cada vez mais evidentes, a tensão é palpável e tanto torcedores quanto imprensa se mostram incapazes de compreender a incapacidade do time de cumprir as expectativas após se reforçar para a temporada atual. Em meio a esse caos, após a derrota para o Orlando Magic, Kyrie Irving resolveu falar com a imprensa e responsabilizar os “jogadores mais novos” do time, que “não sabem o que é necessário para ganhar um título”. Jaylen Brown, um desses jovens jogadores do elenco, respondeu dizendo que Kyrie não deveria estar “apontando dedos” nesse momento. Irving se desculpou imediatamente, afirmando que não abordará mais essas questões publicamente, mas o que o armador do Celtics estava fazendo não era um mero “apontar dedos” – o que ele fez foi, acreditem, SER UM LÍDER.

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