🔒Um sentido para Elton Brand

🔒Um sentido para Elton Brand

Não falta à NBA histórias de jogadores que simplesmente não deram certo, mesmo quando as expectativas em cima deles eram altíssimas. Diversos jogadores que foram a primeira escolha do draft em seus respectivos anos tiveram carreiras desastrosas, por uma série de motivos variados: Greg Oden teve problemas de saúde; Kwame Brown não tinha maturidade psicológica para lidar com a pressão; Andrea Bargnani foi escolhido por parecer ser algo que ele não era; Anthony Bennett e Michael Olowakandi simplesmente não eram bons o bastante para o basquete profissional. São jogadores que a NBA descartou rapidamente, ou que se mantiveram na Liga pelas pontas dos dedos, sobrevivendo em papeis drasticamente secundários, sombras daquilo que esperávamos que eles fossem. Muitas vezes olhamos para esses jogadores com raiva ou desdém, fruto do fato de que ao serem escolhidos eles privaram suas equipes iniciais de escolher jogadores MELHORES, futuras estrelas. Os torcedores se sentem enganados, frustrados pela promessa de sucesso ter sido arrancada de seus times.

Não percebemos, no entanto, que muitas vezes esses jogadores passaram uma parte considerável de suas vidas ouvindo a mesma promessa: que seriam grandes, que seriam vencedores, que teriam carreiras extraordinárias. Ser o primeiro nome chamado em qualquer draft é uma enorme confirmação dessa promessa: não apenas os times esperam que a primeira escolha seja um grande jogador, mas a própria escolha já CONFIRMA essa condição de grandiosidade. E ainda assim, após os primeiros passos na NBA, esses jogadores tem essa promessa arrancada de suas mãos: seus corpos não são resistentes o bastante, suas mentes não são suficientemente preparadas, seu talento não funciona na NBA ou sequer está lá de verdade. É preciso olhar no espelho e aceitar eventualmente que não se é aquilo que as pessoas esperavam que você fosse, que você não é BOM O SUFICIENTE para ser quem te disseram que você seria durante toda a porção inicial de sua vida. Deve ser um processo muito duro e difícil, em que esses jogadores sentem-se ainda mais frustrados e enganados do que os torcedores que esperavam uma estrela para ajudar suas equipes.

🔒O poder do calendário

🔒O poder do calendário

Por mais de 25 anos, um certo Matt Winick teve um emprego que pode soar comum para muitos trabalhadores das grandes cidades do mundo: organizar dados em planilhas, acomodar pedidos de clientes, resolver pepinos e entregar resultados dentro de um prazo apertado. Quando finalmente chegava ao fim, era a hora de começar tudo de novo.

🔒Todos já de olho em 2019

🔒Todos já de olho em 2019

A temporada 2018-19 da NBA ainda nem começou e já tem muito time já ansioso pelo seu fim. Não digo técnicos e jogadores, sempre competitivos e preocupados em vencer o próximo jogo e em superar metas imediatas, mas há General Managers que colocaram o verão (do norte) de 2019 como alvo principal de suas ambições.

🔒 A carcaça vazia de Carmelo Anthony

🔒 A carcaça vazia de Carmelo Anthony

Mesmo tendo sido campeão universitário e eleito o melhor jogador do torneio, Carmelo Anthony não foi cotado para a primeira escolha do draft de 2003. LeBron James, vindo direto do Ensino Médio, era a escolha unânime porque parecia ter “potencial ilimitado” e a febre pelo seu talento adolescente já havia tomado os Estados Unidos de ponta a ponta, com transmissões nacionais de suas partidas escolares. Ainda assim, na época, Carmelo Anthony era visto como um jogador mais maduro, mais perto de estar PRONTO, e esperava-se que ele tivesse sucesso na NBA bem antes de LeBron James ser capaz de alcançar seu próprio potencial. De certa maneira, foi isso que assustou o Detroit Pistons, dono da segunda escolha do draft em 2003: vindos de uma Final de Conferência, eles não queriam acrescentar um jogador que já parecia preparado para ser titular e demandaria minutos, o que poderia quebrar a incrível “química” que o time construíra na temporada anterior. Por isso o Pistons acabou escolhendo Darko Milicic, uma promessa europeia que poderia ficar no banco de reservas tranquilamente enquanto era preparada não para ajudar no presente, mas sim para constituir o futuro da franquia.

🔒 Como trabalham os agentes dos jogadores da NBA

🔒 Como trabalham os agentes dos jogadores da NBA

Quando fizemos o texto apontando os vencedores e perdedores desta offseason, esquecemos um nome importantíssimo: Mark Bartelstein. Nunca ouviu falar? Não tem problema, ele nunca entrou em quadra mesmo. Bartelstein é um empresário ou, como falamos no mundinho do basquete, um agente. Ele foi o responsável por negociar alguns dos contratos mais lucrativos e inesperados do último mês, garantindo fortunas para jogadores que nem sabíamos que recebiam lá tanto interesse assim na liga. Como ele consegue isso?

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