? Pivôs e os lances livres

? Pivôs e os lances livres

Nessa segunda-feira, DeAndre Jordan alcançou um recorde na NBA capaz de fazer nossos olhos sangrarem: ao errar 22 lances livres ao longo de um jogo, o pivô do Clippers empatou a marca de Will Chamberlain em 1967 de mais lances livres não convertidos em uma única partida. DeAndre Jordan cobrou 34 lances livres, converteu apenas 12, e protagonizou com isso um dos jogos mais medonhos que a NBA já viu. Para ter uma ideia do horror, os mais corajosos podem assistir a uma compilação com todos os lances livres errados pelo pivô durante a partida. Tirem as crianças da sala, por favor:

https://www.youtube.com/watch?v=1ralEhcRPsE

?Filtro Bola Presa #5

Todos nós sabemos que LeBron James se acha o centro do mundo, né? Isso deve acontecer porque geralmente ele é mesmo, aí o cara acostuma. Mas amigo LeBrão, não é porque você domina o planeta que pode alterar regras básicas do basquete. Por exemplo: você não pode simplesmente se substituir sozinho no meio de uma partida! Avisar seu técnico para ele ao menos tentar correr e enfiar um quinto jogador em quadra também ajudaria.

https://www.youtube.com/watch?v=CbURiNygZ_k

Mais fácil o pobre Cavs ganhar só com o LeBron do que com 4 reservas e sem o LeBron na quadra. E esse nem foi o momento mais constrangedor do Cavs na semana:

? A aventura por trás dos números

? A aventura por trás dos números

Volta e meia falamos sobre a revolução estatística que tomou conta da NBA nos últimos anos. Alguns times tomaram a dianteira na corrida tecnológica, mas logo outros seguiram e hoje é raro uma franquia não ter uma vasta equipe de pessoas especializada em números, tecnologia, programação, visualização de dados e muito mais. Mas o que aconteceu na NBA, ao contrário de muitos outros esportes ou campeonatos, foi que a própria liga resolveu correr atrás do prejuízo. A NBA ignorou o desejo dos clubes de manter muitas estatísticas em segredo e criou a página NBA.com/Stats há duas temporadas, juntando tudo o de mais avançado que o basquete oferece em termos de números. Soa surreal num país onde nosso próprio campeonato brasileiro de FUTEBOL não tem uma página própria.

Não é perfeito, claro. Os times da NBA tem seus números próprios, outras empresas, como a Synergy, disponibilizam dados muito mais avançados, e com vídeo acoplado, apenas para equipes e veículos gigantes da mídia americana. Mas para um fã bitolado, esse mar de dados é simplesmente o paraíso, e certamente tem ajudado a criar um exército de blogueiros, comentaristas e até torcedores de Twitter que ao invés de gritar “falta coração pra honrar a camisa” manda um “ele não tem bom aproveitamento em arremessos da cabeça do garrafão quando o defensor está a menos de 3 pés de distância”.

?Filtro Bola Presa #4

O Golden State Warriors igualou o recorde de 15 vitórias nos primeiros 15 jogos de uma temporada e a impressão que eles passam hoje é que nunca mais vão perder uma partida durante toda a existência humana neste frágil planeta. Deus abençoe os Playoffs, porque se fossem pontos corridos esse título já estaria decidido com menos de um mês de campeonato.

Como todo bom super herói, o Warriors é bom em tudo e tem diversos poderes: a defesa espetacular, o banco de reservas que salva, o MVP, as bolas de 3 pontos, etc. Mas há ainda o MEGAZORD, a arma secreta para quando todas as outras dão errado.

? Da arte de perder

? Da arte de perder

Não interessa para a NBA, enquanto Liga e enquanto marca, que um time simplesmente desista de tentar vencer partidas. Um time que não tem a menor chance de ser competitivo perde torcedores, diminui seu mercado, reduz os lucros da Liga como um todo, e influencia negativamente a qualidade e os resultados de 82 jogos durante uma temporada. Outras equipes são prejudicadas porque o interesse pelas partidas diminui quando sabemos que o jogo não será minimamente interessante, e até a classificação das equipes para os Playoffs acaba alterada, já que times da mesma Divisão da equipe que não tenta vencer enfrentam os desistentes mais vezes e ganham com isso uma vantagem no número final de vitórias. A NBA como um todo se beneficia ao construir uma competição disputada e parelha em que os piores times e os menores mercados possuem sempre chances reais de ganhar um título, e por isso existem tantas regras diferentes para tentar reduzir as disparidades: há repasse de verbas para os times com mais dificuldade, teto salarial para limitar o gasto máximo com salários, multas para quem extrapola o limite que são enviadas para os times que gastaram menos, e o sistema de draft para os jogadores que querem entrar na Liga.