🔒Filtro Bola Presa #68

🔒Filtro Bola Presa #68

Passamos de um quarto de temporada, amigos. Olhem os últimos Filtros e percebam a quantidade de histórias, recordes, jogadas incríveis, lances e bisonhos e causos absurdos que a NBA é capaz de produzir em pouco mais de um mês! Não é absurdo pensar que essa seção poderia ser diária.

Não será, que fique claro, esse aqui já dá trabalho o bastante! E é justamente por dar trabalho que você deveria ir lá em Apoia.se/bolapresa, nos assinar por R$9 para seguir lendo tudo aqui =) #CarinhaDoJabá

🔒Uma visita a 1990

🔒Uma visita a 1990

Os placares altos da temporada 2018-19 não param de surpreender. Para alguns, seriam responsabilidade do auge do basquete ofensivo; para outros, são responsabilidade do excesso de faltas marcadas pela arbitragem; para os mais saudosistas, no entanto, os placares são responsabilidade pura e simples do fato de que as defesas nunca foram PIORES, e que marcar muitos pontos é mais fácil hoje do que jamais foi. Aqui no Bola Presa já refutamos alguns argumentos de que a NBA está piorando (você pode ler aqui a parte 1, a parte 2 e a parte 3 de uma série em que mostramos que os arremessadores nunca foram tão bons, que a disparidade entre os times não aumentou apesar da percepção de que hoje em dia temos “panelas”, e que a safra de jogadores atuais é espetacular). No entanto, a PERCEPÇÃO é algo muito forte: para além dos números, dos argumentos e dos fatos, muitas vezes percebemos ou sentimos algo diferente porque há algo que confunde, nubla ou atrapalha nossa recepção do mundo. Frente à percepção que volta e meia vejo por aí de que jogadores como Stephen Curry teriam pouca chance contra as “defesas de ouro” dos anos 80 ou 90, resolvi então fazer uma viagem no tempo e analisar um jogo da temporada 1989-90 para ver o que é possível perceber do basquete – e das defesas – desse período.

🔒Erros a 150 quilômetros por hora

🔒Erros a 150 quilômetros por hora

Jogar em velocidade, acelerando rumo aos contra-ataques e aumentando o número de posses de bola por jogo tem se tornado cada vez mais comum na NBA. Muitos times escolhem essa abordagem porque, com o maior número de arremessos conseguidos quando se aumenta o ritmo do ataque, mais gente pode dar arremessos, mais gente sente que está participando ativamente do jogo e, portanto, mais gente fica engajada e interessada no jogo durante toda sua duração. Não é à toa, portanto, que dois dos times mais MACAMBÚZIOS e DESESPERANÇOSOS da temporada passada, Atlanta Hawks e Sacramento Kings, tenham adotado oficialmente o “basquete-correria”.

O Hawks é, atualmente, o time que mais joga em velocidade na NBA, seguido de perto pelo Kings. Os dois times seguem, entretanto, caminhos opostos em questão de número de vitórias: enquanto a equipe de Atlanta é o PIOR TIME da temporada, amargando uma emblemática última colocação geral, o time de Sacramento é uma das gratas surpresas até aqui, brigando cabeça-a-cabeça por uma vaga nos Playoffs do Oeste e contribuindo para o clima de qualquer equipe tem chances de pós-temporada na Conferência. Por que será que a estratégia da velocidade está tendo resultados tão diferentes para as duas equipes?

🔒O estereótipo do Warriors

🔒O estereótipo do Warriors

Nos anos 60 a Marvel liderava o mercado americano de histórias em quadrinhos, com a DC num distante segundo lugar. Diz a lenda que roteiristas e desenhistas das duas editoras se encontravam diariamente num bar próximo e mantinham uma relação de amizade, mas que Stan Lee se incomodava com o fato de que os rivais estavam constantemente copiando suas ideias. Foi aí que Stan Lee resolveu “torturá-los”: passou a pegar algum elemento qualquer aleatório das revistas da Marvel e contar a seus concorrentes que esse elemento era, segundo a “equipe de marketing”, o grande responsável pelo sucesso das vendas. O resultado era que na edição seguinte a DC já havia implementado esse pequeno elemento – enquanto a Marvel, SÓ DE SACANAGEM, retirava qualquer indício dele de suas próprias revistas. Foi assim que ter balões de fala nas capas das revistas foi considerado um elemento “fundamental para as vendas”, a DC copiou e a Marvel, para torturar o rival, deixou de utilizar esse recurso sem, no entanto, ver qualquer diminuição nas próprias vendas. A DC tentou de tudo: as cores da capa, os balões, as palavras de efeito, uma seção de cartas, matar personagens, qualquer coisa que parecesse responsável por manter a Marvel no topo. Mas não é só que a DC nunca conseguiu copiar esses elementos a contento – a própria Marvel abandonava esses pequenos detalhes a torto e a direito, sem ver sua supremacia ser minimamente abalada.

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