Celtics beira a perfeição, Bulls tem revanche

No começo da temporada parecia que o Leste seria uma enrolação simbólica até que finalmente chegássemos à final da conferência entre Chicago Bulls e Miami Heat. É bem possível que esse confronto realmente aconteça, mas antes disso um desses times terá a ingrata tarefa de bater o Boston Celtics. Sim, eles são velhos, sim, o começo de temporada deles não foi bom, mas agora o time está numa sequência fantástica e parece estar jogando como uma máquina, no maior estilo San Antonio Spurs. Ontem eles enfrentaram o Miami Heat pela segunda vez em 10 dias e venceram de novo, dessa vez em Miami: 115 a 107. Placar altíssimo para defesas tão boas.

Não vou dizer que o Heat fez uma apresentação fantástica na defesa, seria exagero, mas erraram pouco. Tirando algumas vezes que se atrapalharam em uns bloqueios no Rajon Rondo e a insistência em deixar o Kevin Garnett arremessar com liberdade do perímetro, o resto foi muito bem executado como sempre. Pressionaram Paul Pierce, fizeram de tudo pra manter Rajon Rondo longe do garrafão e etc. Mas não deu certo. Nada. O Boston Celtics estava concentrado e a partir da metade do 1º período fez um jogo coletivo, atento, forte e simplesmente impecável. Eles pegaram pela frente uma das melhores defesas da NBA e acertaram 60% de seus arremessos, 64% nas bolas de 3 pontos e 80% no lance-livre! Foi a 1ª vez na temporada que o Miami deixou um oponente acertar 60% nos arremessos gerais e nos de 3 pontos. E só uma vez eles deixaram o adversário acertar mais de 50% dos arremessos e 60% dos de 3, justamente em outra derrota para o Celtics.

Foi uma das melhores atuações de qualquer time durante a temporada e não é à toa que foi contra o Heat, o Celtics parece ser um dos poucos times que ainda vai enfrentar o Big 3 de South Beach com a mentalidade do ano passado de que o Heat era o vilão da NBA. Eles jogam com uma gana impressionante. Deveriam fazer mais vezes, porque jogadores como Kevin Garnett e Paul Pierce rendem muito mais quando se envolvem pessoalmente e emocionalmente nas partidas. Ontem Pierce foi cestinha do time com 27 pontos, Garnett foi um monstro como nos bons tempos de Wolves e teve 24 pontos, incluindo uma sequência de 8 em 4 posses de bola seguidas , justamente quando o Heat havia encostado no placar no último quarto. Destaque também para os 18 pontos (vários arremessos de longe!) e 15 assistências de Rajon Rondo, que continua jogando muito em jogos transmitidos em rede nacional nos EUA.

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No outro jogo da rodada dupla da ESPN gringa, o Chicago Bulls teve sua revanche contra o NY Knicks após aquela partidaça do último domingo que teve prorrogação e tudo. A diferença foi que dessa vez o Bulls jogou em casa e, surpresa, não teve Derrick Rose. O bichado armador do Bulls tinha perdido acho que só 6 jogos na carreira inteira antes de ficar fora de 23 nesse ano. Dessa vez culpa de um tornozelo torcido no jogo contra o Knicks.

O jogo começou com o Knicks e Carmelo Anthony dominando ataque e defesa. Muitos roubos de bola de um lado e Melo acertando tudo do outro. Mas não demorou muito para o banco do Knicks estragar tudo. Sem Jeremy Lin e Amar’e Stoudemire, machucados, e com JR Smith em dia pouco inspirado, ficou complicado para o Knicks marcar pontos. Toda jogada acabava com alguém do Bulls desviando um passe, atrapalhando alguém na hora de pegar a bola, era o inferno na terra para o Knicks. Para virar o jogo faltava o próprio Bulls embalar no ataque, o que aconteceu quando Rip Hamilton marcou 18 de seus 20 pontos no 3º período. No último foi a vez de Kyle Korver fazer 11 de seus 14 pontos e matar o jogo, 98 a 86. Durante o jogo Korver deu um toco (!) no Landry Fields e o Jeff Van Gundy, que comentava a partida, disse que deveria ter um lugar para punir os jogadores que tomassem toco de Korver. Bom, ontem foram 3: Chandler, Shumpert e Fields. Dá pra acreditar? Até ontem ele tinha 12 tocos em 58 jogos, ontem baixou o seu Dwight Howard interior.

O Knicks sofria com Carmelo mal das pernas quando tinha D’Antoni, aí Mike Woodson fez Carmelo renascer além de acertar a defesa de D’Antoni que já era muito boa. Mas agora falta poder ofensivo. Algum outro time passou por tantas fases e momentos tão distintos nessa curta temporada? Ou na última década?

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O resto da rodada não foi tão interessante quanto esses dois jogos. Em Dallas, o Mavs segurou o Kings e venceu por 110-100 na volta de Jason Kidd. Ele parece fazer pouco, mas o time sofreu um bocado nos jogos que ele perdeu machucado. Pelo Kings, 25 pontos e 18 rebotes para DeMarcus Cousins, um dos favoritos ao Prêmio Bola Presa de Melhor Jogador em Time Que Só Perde. Em New Jersey, outro lugar com candidatos a esse prêmio, o Philadelphia 76ers conseguiu importantíssima vitória para se manter dentro da vaga para os playoffs, 107 a 88 sobre o Nets. Já a palavra “playoff” nem sequer foi citada na vitória do Cavs sobre o Bobcats, que teve como destaque a atuação de Lester Hudson: 25 pontos, 8 rebotes e 6 assistências. Hudson veio da D-League no final de março, assinou um contrato de 10 dias com o Cavs e ontem passou dos 23 pontos pelo 3º jogo seguido. É o Jeremy Lin de Cleveland.

Fechando o dia, derrota bem triste para o Orlando Magic. Não há ausência de Dwight Howard que justifique perder do Washington Wizards com 24 pontos e 13 rebotes do Kevin Seraphin. Mas alguma surpresa? O Magic desse ano é o time bom que eu mais vi passar vergonha na minha vida. Para times ruins, do fundo da tabela, ter derrotas vergonhosas é comum, mas entre esses times que são certeza nos playoffs nenhum passou mais momentos embaraçosos que o Magic. “Ah, mas o jogo foi disputado”, pode dizer alguém. Tá aí, teve um jogo disputado contra o Wizards = vergonha.

Top 10 da Rodada

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Fotos da Rodada

Tom Thibodeau só fica bravo assim quando seu time sofre mais de 3 pontos em um jogo

 

Taj Gibson é Yao Ming

 

Máscara, meia, cotoveleira, ombreira, protetor bucal, protetor de saco, caneleira: Cyborg Hamilton

 

Vince Carter ainda gosta de enterrar

 

ATRÁS DE VOCÊ!!!!!

 

Vou querer 5 corações humanos, por favor

 

Uma imagem fala mais que mil turnovers

 

A boa e velha defesa libanesa

 

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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