Clippers quase repete a dose, Heat não é mais freguês

Antes do jogo de ontem entre Clippers e Mavericks em Dallas, o pivô DeAndre Jordan disse que iria tirar muito sarro de seu companheiro de time Caron Butler se ele chorasse durante a entrega do seu anel de campeão. Butler se segurou, pareceu emocionado mas foi poupado do companheiro de time. A emoção dele só teria sido maior se duas horas depois Butler tivesse acertado o arremesso de 3 pontos que poderia ter dado a vitória de virada para seu Clippers. Mas deu aro e o Mavs venceu mais uma em sua impressionante ascensão.

A história desse arremesso foi boa. Depois de um jogo que ficou amarrado durante quase todos os 48 minutos, o Mavs acertou alguns bons arremessos nos últimos minutos para abrir boa vantagem. Curioso que várias das jogadas foram assistências para jogadores embaixo da cesta, pouco comum para um time que gosta de isolações para Dirk Nowitzki e Jason Terry nos momentos finais dos jogos. Mas deu certo e eles venciam por 5 faltando 21 segundos para o fim do jogo. Mas lembram que nesse post sobre a ausência do Chauncey Billups eu disse que o Chris Paul era um dos caras mais decisivos da NBA desde que entrou para a liga em 2005? Então, ele acertou um impossível arremesso de três, dando um passo e saltando para trás com a marcação na cara. Na jogada seguinte roubou a saída de bola do Mavs, num passe arriscado do Jason Kidd e achou Caron Butler equilibrado e bem posicionado para virar o jogo. Por questão de centímetros CP3 não faz história.

Detalhe que na última partida entre os dois times o Clippers havia vencido com uma bola de Chauncey Billups de 3 pontos no último segundo. Seria maldade demais com o pobre Mavs, que tem melhorado muito defensivamente nas últimas rodadas. No vídeo abaixo os melhores momentos do jogo, lá tem a bola fantástica de Chris Paul, o roubo dele e até uma enterrada fantástica do Vince Carter. Não exatamente como nos velhos tempos, mas nada mal para um cara de 35 anos.

O Bucks tinha 3 confrontos com Miami Heat em toda a temporada. Venceu os dois primeiros, chamou o Heat de freguês e foi com tudo para varrer a série ontem. Estava conseguindo até o fim do 2º quarto, mas  um trator chamado LeBron James passou por cima de tudo, cuspiu em cima e dançou na cara deles. O King James passou 33 minutos em quadra, fez 35 pontos e deu algumas daquelas enterradas que a gente até pisca quando vê de tão violentas. Soma-se isso a uma defesa pressionada que finalmente limitou o ataque do Bucks abaixo dos 100 pontos e temos uma vitória. Destaque do time da casa foi Carlos Delfino com 24 pontos. É estranho como o ala argentino sempre tem uns jogos mais ou menos e de repente explode numa partida qualquer. Ontem estava metendo bola de 3 na cara de Wade e LeBron como se fossem dois manés.

O Minnesota Timberwolves estava se baseando em duas coisas para fazer o time dar certo. Uma era velocidade: é o time que joga no segundo ritmo mais rápido da NBA, o segundo que tem mais posses de bola por jogo, atrás apenas do Denver Nuggets. Outra coisa era a defesa, 12ª mais eficiente da liga. Pois nos últimos jogos, incluindo a derrota de ontem para o Orlando Magic, nada disso funcionou. Poucas jogadas de transição, jogo amarrado e complicado de meia quadra e uma defesa bem mais ou menos. Como disse Ricky Rubio (11 pontos, 8 assistências, 5 turnovers), o time está esperando demais ao invés de começar o jogo agredindo como fazia antes. E times jovens definitivamente não sabem jogar atrás no placar. Pelo Orlando Magic, o que dizer do 1/10 arremessos do Glen Davis até em dia que dá tudo certo para o resto do time? O Troféu Gary Payton de jogador que mais involuiu na temporada está quase nas mãos dele já.

Um novato de 26 anos já não é normal. Um novato mexicano de 26 anos menos ainda. Mas essa raridade existe na NBA e atende pela boa força nominal de Gustavo Ayón. O ala do New Orleans Hornets foi contratado meio às pressas antes do início da temporada por causa do elenco magro do time. Acabou ficando e ontem fez contra o Jazz o seu 4º jogo como titular. Jogou muito bem, fez 13 pontos, 9 rebotes e 3 tocos. Vamos ficar de olho nele. Melhor que o chicano só seu companheiro de garrafão, Chris Kaman se esforça para ser uma peça de troca mais valiosa e ontem meteu 27 pontos e 13 rebotes contra um dos melhores garrafões da NBA. Com o Jazz perdendo e jogando mal, o técnico Tyrone Corbin deu uma de Greg Popovich: Tirou 4 titulares da quadra (Millsap, Jefferson Harris e Bell) e jogou o último período todo com os reservas. Derrick Favors (14 pontos) e Enes Kanter (6 pontos, 12 rebotes) se destacaram, mas não conseguiram virar o jogo.

Para fechar a rodada, mais dois bons confrontos. Em Charlotte o Bobcats fez jogo duro para o meu querido e delicioso Philadelphia 76ers, embalando uma reação graças à boa defesa do novato Bismack Biyombo e de bolas de 3 do outro novato Kemba Walker. Mas o Sixers foi frio e soube decidir com seu próprio rookie. O pivô Nikola Vucevic (8 pontos, 10 rebotes) fez ótima partida tanto no ataque como na defesa e foi premiado com a chance de estar em quadra nos minutos finais. Retribuiu o técnico Doug Collins com uma bonita cesta e uma assistência no último minuto para tirar qualquer chance de virada do Bobcats. Destaque também para Thaddeus Young, o cara que chamou a responsa nos momentos mais críticos do jogo. Estão lembrados que ele é o pontuador mais eficiente da NBA?

O último jogo foi entre Suns e Warriors, o antigo maior clássico da correria gratuita quase teve nenhum dos dois times passando dos 100 pontos, uma tristeza. Quem passou, por pouco, foi o Warriors, com 102 pontos e a vitória. Foi o terceiro resultado positivo do time de Mark Jackson, não por coincidência também o terceiro double-double seguido de David Lee (28 pontos, 12 rebotes). Faz diferença ter alguém no garrafão para complementar os sempre perigosos Ellis e Curry. A jogada mais estranha do jogo foi no finalzinho: Warriors vencendo por apenas 3, 35 segundos restantes na partida. Monta Ellis passa (uau!) para Epke Udoh e logo já pede de volta em posição de chute. Mas Udoh, sei lá com o que na cabeça, decide ir sozinho, gira e faz uma cesta tão difícil quanto improvável.



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Fotos da Rodada

38 anos. Nenhuma falta cometida na carreira.
Como o juiz apita essas lutas sem usar luvinha? Absurdo!
Não é hora e lugar de fazer a dança do robô, Dirk
Mais feio que o uniforme do Hornets só o uniforme no Chris Kaman
Bela composição formando um triângulo no lado superior da  imagem.  Arte.
Facepalm of the night: Paul Silas, técnico do Bobcats
LeBron James tem problemas em achar a bola
LeBron é perseguido pela bola
LeBron desiste

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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