Contratados e analisados #1

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Collison

Darren Collison / Sacramento Kings / 16 milhões por 3 anos
O Sacramento Kings não acha um armador confiável desde Mike Bibby, o que é o equivalente de basquetebolístico de não ter um goleiro confiável desde o Marcos. Então, com medo de gastar muita grana Isaiah Thomas, eles deixaram a renovação do anão de lado e deram uma grana considerável para Darren Collison. Tem time que merece o fracasso, não é?

Dizem que eles estão a uns 4 milhões de conseguir um acordo com Thomas, mas, mesmo que dê certo, eles terão dois armadores que trazem dúvidas se conseguem render como titulares na NBA. Adianta ter dois da mesma categoria? Collison nunca rendeu sem ser backup de Chris Paul, até deixou traumatizados alguns torcedores do Dallas Mavericks. Thomas consegue números, mas ainda não fez o elenco do Kings jogar melhor. Será que a escolha de Nik Staukas sobre Elfryd Payton irá assombrá-los no futuro?

Para Collison, não sei se é uma boa mudar de time mais uma vez na carreira, justamente logo depois de finalmente voltar a ser relevante na NBA. Mas talvez ele ainda se veja como um possível titular e certamente tem mais chance de conseguir isso no Kings do que contra Paul no Clippers.

 

Farmar

Jordan Farmar / Los Angeles Clippers / 4.2 milhões por 2 anos
O substituto de Collison no banco do Clippers será Jordan Farmar, que troca o time Rico/Ruim da cidade pelo Pobre/Limpinho. Depois de todas as declarações de amor de Farmar para o Lakers, é até estranha a mudança, mas as últimas semanas deram a entender que Mitch Kupchak, se for pra manter algum armador do ano passado no Lakers, irá apostar em Kendall Marshall. Não faz sentido ficar lá para ser reserva do reserva em um time destinado a se dar mal por mais um tempo.

Bom para Farmar, portanto, que tem a chance de ir para um time que briga pelo título. No ano passado o armador teve altos e baixos, mas muito disso foi por suas lesões e pelo elenco abominável do Lakers. Em um grupo mais estável ele deve jogar melhor no ataque e na defesa. Sem dúvida o fato de já ter sido campeão e ser experiente pesou na sua contratação, o Clippers aposta em um time rodado. Sua precisão nas bolas de longa distância irão definir o quanto ele jogará ao lado de Chris Paul também.

Para o Clippers, certamente teria sido melhor manter Collison. O entrosamento com Paul é impressionante e jogou bem defensivamente ao longo da temporada. Porém dá pra ver a diferença no valor do contrato de Collison e Farmar, né? O Clippers já paga bastante por Paul, Griffin, Jordan e tem boa parte de seus salários medianos indo para bons jogadores como Matt Barnes, Jamal Crawford e JJ Redick, estes mais difíceis de serem substituídos do que um armador, a posição mais abundante da liga. Uma opção era usar o mid-level exception, mas, como veremos abaixo, ela foi usada para conseguir um pivô.

 

Hawes

Spencer Hawes / Los Angeles Cippers / 23 milhões por 4 anos
Outro que chegou para ajudar Doc Rivers é o pivô Spencer Hawes, que logo depois que fechou o contrato mandou uma mensagem para Blake Griffin no Twitter dizendo que eles poderiam resolver quem usaria o número 32 no braço de ferro. Griffin respondeu com algum bom humor. Eu acho.

A contratação de Hawes, que não saiu barato, foi para encontrar coisas que eles tentam sem sucesso desde o ano passado. Lembra quando eles contrataram Byron Mullens e Antawn Jamison em busca de um jogador de garrafão que soubesse arremessar de 3 pontos? Ou quando trouxeram Glen Davis para ter um reserva para tanto Griffin quanto DeAndre Jordan? É isso que Hawes, sozinho, vai tentar fazer. Com bom passe, tamanho e arremesso de longa distância, ele deve ser o terceiro elemento da rotação de garrafão do Clippers.

A NBA mudou nos últimos anos e cada vez mais vemos pivôs iniciando o ataque na cabeça do garrafão. É assim com Joakim Noah, Boris Diaw, Marc Gasol, Pau Gasol e até com passadores menos precisos como David Lee. Não duvido que Doc Rivers use Hawes assim entre os reservas do time, até porque Farmar é um armador agressivo, mas não muito organizador.

 

Shaun

Shaun Livingston / Golden State Warriors / 16 milhões por 3 anos
Mais um time da Califórnia contratando e, desta vez, muito bem. Depois que Shaun Livingston entrou no time titular do Brooklyn Nets e transformou a equipe, imaginei que ele fosse receber um exagerado e gordo contrato nesta temporada, mas ele pegou leve com os 16 milhões divididos em 3 anos. Imagino que depois de tantos contratos curtos, quando todos tinham medo dos seus joelhos, ele só queria ter a segurança de um acordo mais longo.

Livingston se encaixa bem nos planos do Warriors por sua versatilidade. Sem sucesso no experimento de Steve Blake, o time ainda busca um bom reserva para Steph Curry. Mas como achar um cara que seja bom o bastante para o time não despencar de produção e ao mesmo tempo ter um cara que aceite poucos minutos, já que Curry pouco sai de quadra?

A solução é buscar alguém que possa jogar também ao lado do armador. Livingston é alto, defende bem muitas posições e mostrou bem no ano passado como conseguia armar o time ou só servir de apoio a Deron Williams. Apesar de não arremessar bem de longe (16% em bolas de 3 ano passado!!!! Blergh), sabe jogar de costas para a cesta e ser uma ameaça ofensiva mesmo quando não está organizando o jogo. Ainda iremos descobrir como será o esquema de jogo montado por Steve Kerr em Oakland, mas Livingston é versátil o bastante para se adaptar a qualquer modo escolhido.

 

CJ Miles

CJ Miles / Indiana Pacers / 18 milhões por 4 anos
Uma prova que o contrato de Livingston foi um presente? Seu contrato é só um pouco mais lucrativo (e um ano mais curto) que o do limitadíssimo CJ Miles, que foi contratado pelo Indiana Pacers para tentar resolver dois problemas do time: arremessos de longa distância e o sempre trágico banco de reservas.

O desafio para o Pacers é criar um sistema de jogo que envolva esses reservas, já que nos últimos anos qualquer um na tal  ‘second unity’ de Frank Vogel está fedendo. Caras como CJ Watson jogavam bem antes do Pacers e mal lá, Miles Plumlee e Gerald Green despontaram quando saíram, um desastre. Será que eles criam o ambiente necessário para Miles jogar? Porque sozinho ele não resolve nada. E vamos torcer para que ele não sobre como titular em um possível fracasso na renovação de Lance Stephenson, seria exigir demais do cara.

Para CJ Miles o desafio é encontrar mais maneiras de ficar em quadra. Os 39% de acerto nas bolas de 3 pontos impressionam, mas às vezes é preciso produzir em outras áreas para se manter mais tempo em quadra. É, em resumo, uma contratação boa e discreta de um time que neste momento está totalmente focado em reassinar com Lance Stephenson e, diz-se por aí, até a trocar Roy Hibbert.

Dica de diversão: Vá no Google Imagens e pesquise por CJ Miles

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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