Corrida sem futuro

Ellis sente na pele a forte defesa do seu antigo Warriors (até levantaram os braços!)

Não foi todo mundo que já fez sua estreia pelos times novos. As exceções foram Ramon Sessions pelo Lakers, Stephen Jackson, que jogou um punhado de minutos pelo Spurs e nosso assunto no post de hoje: Monta Ellis pelo Milwaukee Bucks. Eu já vinha ensaiando um texto sobre o Bucks há algum tempo, mas com outras prioridades fui deixando para depois e fiz bem, tudo fica mais interessante após a troca de Andrew Bogut pelo veloz e pontuador armador que veio do Warriors. O Bucks me chamou a atenção antes mesmo do locaute quando trocaram por Stephen Jackson na noite do Draft. Eles abriram mão da 10ª escolha no Draft (onde Jimmer Fredette foi escolhido) para contar com um dos caras mais problemáticos da NBA. Talentoso, sem dúvida alguma, mas já veterano e que tem problemas de autoridade. E pior, para ser treinado pelo mala sem alça do Scott Skiles. Era óbvio que não iria dar certo e não deu mesmo. Jackson jogou pouco, não contribuiu com grande coisa e agora, poucos meses depois do começo da temporada, foi trocado. Mas apesar do fracasso da troca, ela nos dizia alguma coisa sobre as intenções do time: Não queremos mais pirralhos, temos um time formado e queremos ir longe. Queriam vencer logo. Outra prova da falta de paciência do Bucks foi dada no tratamento do novato Jon Leuer. Mesmo que a concorrência não seja das maiores (Josh Harrellson, Andrew Goudelock, Lavoy Allen, etc.) ele era o melhor nome da 2ª rodada do Draft 2011 até Chandler Parsons, do Rockets, começar a voar nas últimas semanas. E mesmo com esse talento em mãos, Scott Skiles preferiu dar mais tempo de quadra a seus veteranos do que usar o moleque. Apesar de alguns erros típicos de rookie, muitas vezes ele era o melhor homem de garrafão do time. Outras equipes estariam babando para ter um novato assim, o Bucks o deixou de lado. O que acabou ferrando ainda mais o jovem Leuer foi o que em teoria deveria tê-lo ajudado, a contusão de Andrew Bogut. Nas últimas 4 temporadas o pivô australiano perdeu 106 jogos (bem mais que uma temporada inteira) por lesões. Cansados de esperar ele voltar outra vez, Scott Skiles resolveu revolucionar o time. Ao invés de colocar seu reserva imediato em quadra, Leuer, Skiles passou a improvisar Drew Gooden como pivô e mandou seu time correr. Quer dizer, mandou pela milésima vez, com a diferença que dessa vez obedeceram. Quem cobre o Bucks de perto afirma que o treinador, fugindo um pouco da sua postura em outros times onde trabalhou, sempre tentou fazer com que o time jogasse em mais velocidade que o normal. O problema é que seu foco na defesa assustava os jogadores, eles preferiam correr menos e não serem crucificados quando tomassem um contra-ataque do que ir para o tudo ou nada. Mas com o time baixo, sem a referência defensiva que era Bogut, sem precisar esperar o pivô chegar no ataque para rodar o ataque através dele, acabaram abraçando a ideia. Depois de ser o 6º time mais lento da última temporada, é o 7º mais rápido dessa. Lembrando que a velocidade do time é sempre contada pelo número de posses de bola por jogo. A hesitação em mudar de estilo é compreensível. Há dois anos o Bucks tinha um time que se tornou a grande sensação da segunda metade da temporada 2009-10. Eles terminaram o ano com a 2ª melhor defesa da temporada, embalaram sequências inacreditáveis de vitórias, viraram o xodó da torcida com o slogan “Fear the Dear“, viram Andrew Bogut quase liderar a liga em tocos e ser eleito para o 3º time da NBA ao fim da temporada. Mas uma contusão de Bogut (surpresa!) tirou boa parte da força do time e eles acabaram sendo eliminados pelo Atlanta Hawks por 4 a 3 na 1ª rodada dos playoffs. Desde então, ou pelo menos até o começo dessa temporada, eles tentavam repetir aquele time, a mesma estratégia, mas sem sucesso. Mesmo com Bogut ainda no elenco, antes da troca, era difícil imaginar como seria o time quando ele voltasse. Simplesmente porque o diferencial deles nesse ano era jogar sem pivô. O time titular sofreu inúmeras alterações ao longo da temporada (foram 12 combinações diferentes), mas o básico sempre foi Brandon Jennings na armação, ao lado dele Shaun Livingston (agora a posição é de Monta Ellis), depois Carlos Delfino e Luc Mbah a Moute nas alas e Drew Gooden como pivô. Os três últimos são baixos para suas posições, assim como Ellis sempre foi para a posição 2. Ou seja, é um time ágil, veloz e com dificuldades de altura para segurar o adversário defensivamente. Para minimizar essa falha, o Bucks costuma se fechar dentro do garrafão, se não podem com altura vão na quantidade, dobrando
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a marcação e deixando a vida dos pivôs um inferno. Isso faz que que eles fiquem no meio da tabela em pontos sofridos no garrafão, mas em compensação são o 5º que mais sofrem pontos em bolas de 3 pontos. Não tem jeito, time baixo é cobertor curto, o negócio é compensar no ataque, onde o Bucks tem se dado bem. Atualmente são o 11º melhor time da NBA no ataque, mas devemos levar em conta que eles demoraram para embalar. Se levarmos em consideração apenas os últimos 8 jogos, ninguém faz mais pontos por posse de bola do que o time de Scott Skiles. É um ataque em ascensão. A base desse sistema ofensivo são os 4 jogadores abertos, inúmeros bloqueios e os cortes em direção à cesta. Geralmente times que jogam sem pivô e com jogadores espaçando a quadra são conhecidos pelos arremessos de longe, caso clássico do Phoenix Suns e Golden State Warriors. Mas o Bucks é diferente, são apenas o 12º time que mais chuta de 3 pontos, nada muito acima da média. Seu jogo se baseia mais na movimentação desses jogadores abertos. Geralmente as jogadas do time começam com dois bloqueios. Um no armador, geralmente Brandon Jennings, feito por Gooden. Jennings faz o movimento de atacar a cesta, para forçar a defesa a não deixá-lo escapar. Isso deixa Drew Gooden pouco na frente da linha dos três pontos, onde recebe a bola. Ao mesmo tempo outros jogadores fazem bloqueios uns para os outros, pode ser Mbah a Moute para Ellis ou Delfino, por exemplo. É esse jogador que passou pelo segundo bloqueio que recebe o passe de Gooden, uma espécie de Boris Diaw, um point-forward (armador-ala) do Bucks. Não é à toa que outro dia até triple-double Gooden fez, todas as jogadas passam por sua mão e os adversários tem pagado para ver. Sobre os passes de Gooden, Mike Dunleavy disse semana passada que “às vezes é mágico, às vezes é trágico”. A qualidade dos bloqueios e dos cortes em direção à cesta ajudam Gooden a usar essa sua veia passadora, mas alguns turnovers de quem não é do meio ainda acontecem. Acho ainda que o time é até melhor quando os reservas entram em quadra. A estratégia não muda, mas o estilo dos jogadores sim. Beno Udrih faz o mesmo que Jennings, mas com uma mentalidade mais de armador, o leque de jogadas aumenta após o primeiro bloqueio simplesmente porque ele tem mais visão de jogo. Já Mike Dunleavy Jr. é o grande coringa do time. Ele pode fazer o bloqueio, pode ser o cara que controla a bola, pode ser o que espera o arremesso de longa distância ou o que corta em direção à cesta. Não é gênio em nada disso, sabe fazer de tudo um pouco. Fechando o banco, o Ersan Ilyasova, aquela aberração da natureza, é outro que sabe se virar de tudo quanto é jeito. Tem dia que acerta arremesso de longe, tem dia que ataca a cesta para virar uma mistura de Dwight Howard e Carl Landry nos rebotes ofensivos. O time é versátil, vários mudam de posição durante o jogo, ninguém para quieto e não ligam de passar a bola, é difícil de marcar. São o Barcelona mas com o lado negativo de não ter os melhores jogadores do mundo no time para sonhar mais longe. Outro dia o Mike Dunleavy até soltou o clichê de que “passar a bola é contagioso”, foi quando eles deram 38 assistências em um jogo. Não é tão simples, não é só um ou dois caras passarem a bola que o resto do time se anima a fazer o mesmo. Na verdade o que mais anima um passador é ver todos os jogadores ativos e presentes, não só assistindo aos outros jogarem. Mas entendemos a mensagem, Mike, o time está ativo e procurando os passes, sem individualismo. A maior exceção ainda é Brandon Jennings, que volta e meia resolve decidir umas jogadas sozinho. Quando a bola cai parece que é necessário ter alguém assim no time, quando não cai dá a impressão de “por que não fez o que estava dando certo?”. Coisas do basquete de resultado. No primeiro jogo de Monta Ellis, um dos medos dos críticos foi superado. Ellis conseguiu jogar boa parte do tempo sem a bola na mão, usando apenas bloqueios dos outros para ficar livre e aí iniciar seu ataque. Se ele continuar assim o time pode dar certo, mas foi só um jogo, o blog Hardwood Paroxysm nos lembra de alguns números perturbadores: Brandon Jennings e Monta Ellis estão em um seleto grupo de 32 jogadores com porcentagem altíssima (mais de 25%) de usage rate, uma estatística que mede a quantidade de posses de bola em que um jogador é usado durante os minutos que ele está em quadra. De todos esses 32, Jennings e Ellis são 2 dos 4 que tem mais de 35 minutos por jogo e 2 dos 14 com baixo aproveitamento de True Shooting, estatística que soma o aproveitamento de arremessos de 2 pontos, 3 pontos e lances-livres. Em outras palavras, os dois monopolizam o jogo e não necessariamente resolvem as partidas. O Bucks sobrevivia a um deles, mas e agora com uma dupla? A nova filosofia de dividir a bola vai dar certo? Eu não me animei muito no dia da troca e talvez tenha pegado pesado demais com o Bucks, mas depois de ver o primeiro jogo de Ellis fiquei mais otimista. Ele conseguiu fazer sua parte sem precisar empacar o jogo alheio e eles venceram a partida contra o Warriors marcando 120 pontos, talvez isso sirva de lição para todo mundo. Com a troca o time perde uma peça que não usava mais e ganha outra que pode melhorar a estratégia atual. Mas e aí? Até onde esse time vai? Isso que ainda me perturba nessa troca. O Bucks tinha um grande time em 2001 com Sam Cassell, Ray Allen e Glen Robinson. Quando o time se desmontou, ficaram ruins e acabaram conseguindo a 1ª escolha no Draft de 2005, Andrew Bogut. Agora, com a saída do australiano, eles querem o quê? Trocar Bogut simbolizou o fim de uma era, mas eles não parecem estar na direção de uma reconstrução. Nada de jogadores jovens, novatos e escolhas de Draft, partiram para pegar Monta Ellis no auge da carreira. E por melhor que Ellis seja, o que ele pode fazer além de levar esse time até, sei lá, a 7ª posição do Leste? Eles estão com um ataque afinado e com sucesso na temporada regular, mas nada indica que é um elenco que possa lutar de igual para igual com equipes grandes da conferência. Quando digo que é mais do mesmo para Ellis, quero dizer que ele ainda está em um time veloz, ofensivo e sem nenhuma perspectiva de futuro. Com o único bônus de que no Leste esse time ainda tem espaço para lutar por uma vaguinha nos playoffs para ser varrido na 1ª rodada. A curto prazo esse novo Bucks é uma beleza. Poderemos assistir mais um mês de boas apresentações, basquete coletivo (se Jennings e Ellis deixarem) e eventuais placares altos. Mas é só. Se John Hammond, General Manager do Bucks, quis montar um time divertido que estará brigando pelas últimas vagas do Leste nos próximos anos, fez um ótimo negócio. Se está visando algo mais grandioso, ainda precisa explicar como vai ser isso.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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