Dia de mudança

Nessa quinta-feira tem Draft da NBA. Sim, coladinho com a temporada por culpa do locaute, mas dá tempo de se preparar. Se você sabe inglês, vale a pena conferir sites como o NBADraft.net ou o DraftExpress, que vivem de analisar os pirralhos que serão escolhidos para jogar na NBA no ano que vem. Se você não quiser ler as análises chatas e cheias de clichês dos caras, pode aguardar nossa já tradicional análise pós-Draft que dá nota e pitacos em todas as escolhas de todo santo time. É só depois do Draft, mas vai valer a pena.

 

Andre Drummond: No meio do caminho tinha um Draft, tinha um Draft no meio do caminho

O que podemos dizer antes do Draft acontecer é que esse é um dia muito importante para muita gente. Para os jogadores nem se fala, irão descobrir onde irão começar a carreira profissional deles, mas para os times também pode ser o dia onde o futuro deles se decide. Imagina se o pessoal do Blazers pudesse prever o futuro e escolhesse Kevin Durant ao invés de Greg Oden no Draft de 2007, a NBA seria outra coisa hoje. Em Draft pode acontecer tudo, mas todo ano ele acaba sendo mais decisivo para alguns times que vivem momentos de mudança. Lembram do Bulls de 2001 que trocou Elton Brand para ter 2 das 4 primeiras escolhas do Draft? Eles mandaram o melhor jogador deles para reconstruir a equipe baseados naquele bendito/maldito dia, dá pra ser mais decisivo que isso? O fato de terem escolhido Tyson Chandler e Eddy Curry explica boa parte do fracasso do time na última década (Ironia cruel que Chandler foi campeão ano passado e Curry nesse ano).

Não sei se os times desse ano estão em situação tão dramática quanto aquele Bulls, mas é bom ficar atento, por exemplo, ao New Orleans Hornets. O time recém-comprado por Tom Benson está em modo de reestruturação: Trocaram Emeka Okafor e Trevor Ariza, conseguiram a 1ª e a 10ª escolhsa do Draft e  querem/precisam reassinar com Eric Gordon.  A primeira posição deve ficar mesmo com Anthony Davis, o Monocelha, considerado um defensor fora de série. Ele ser tudo isso ou não implica boa parte do futuro do time. Mas não é só ele: Com espaço salarial (que pode aumentar com a dispensa de Rashard Lewis) o Hornets ainda é um bom mercado para times que queiram fazer trocas e movimentar seu elenco, com essa reestruturação toda é capaz que Jarrett Jack, Gustavo Ayón ou até Greivis Vásquez sejam envolvidos em trocas a qualquer momento. A decisão da 10ª escolha também pode ter reflexos na velocidade em que o time se desenvolve. O Cavs, por exemplo, acertou em cheio com Kyrie Irving no ano passado, mas estaria bem melhor se Tristan Thompson tivesse mostrado jogo também.

O Hornets pode escolher o promissor Austin Rivers, filho do técnico do Celtics Doc Rivers, que é excelente pontuador, mas seu estilo de jogo até lembra o de Eric Gordon. E que tal arriscar Tyler Zeller? Muita gente tem elogiado o pivô e o Hornets poderia começar a criar seu time do garrafão pra fora. Se nada lá interessar, certeza que teremos troca à vista.

 

Austin Rivers: Orgulho do papai

Outro time que deve se movimentar é o Portland Trail Blazers. Primeiro porque faz anos que o Blazers adora ser a estrelinha do Draft e impressionar todo mundo com suas movimentações, depois porque será o primeiro grande dia do novo General Manager Neil Olshey no cargo. Muito do que ele prometeu na sua entrevista de emprego terá que começar a mostrar no dia do Draft. O Blazers tem muito espaço salarial (Brandon Roy anistiado, Gerald Wallace trocado, Jamal Crawford e Raymond Felton não continuam) e duas escolhas importantes: A 6, ganha do Nets, e a sua própria, a 11. Tudo indica que o Blazers será um novo time na quinta-feira. Neil Olshey disse que confia na base do elenco com LaMarcus Aldridge e Nicolas Batum e que agora busca o elenco para montar o time em volta deles. Tenham isso em mente na hora de fazer suas apostas, bem provável que o time vá atrás de um armador (Damian Lilliard?) ou até de um pontuador mais baixo (de novo Austin Rivers é uma possibilidade) para deixar Batum em sua posição natural de Small Forward (3).

Mas talvez o time que devemos dar mais atenção no dia do Draft é o Houston Rockets. Eles estão babando por mudanças desde o ano passado, quando por muito pouco não conseguiram Pau Gasol na fatídica troca cancelada de Chris Paul. O time claramente não é bom o bastante para ir longe, mas tem um General Manager criativo, Daryl Morey, e muito material para usar em trocas. O boato do momento é que eles usarão suas duas escolhas de 1ª rodada (14 e 16) para conseguir uma escolha no Top 10, e essa, por sua vez, seria a principal isca para tirar Dwight Howard do Orlando Magic. Uma dessas trocas também pode envolver Kyle Lowry, que é um baita armador mas que insatisfeito com o técnico e em ter virado reserva do Goran Dragic, e Luis Scola, que há anos está em todo boato que envolve o Rockets. Talvez Howard seja um sonho muito distante (embora o time seja um dos poucos que topa receber o pivô mesmo sem garantia de extensão de contrato) mas a verdade é que é pouquíssimo provável que o Rockets simplesmente escolha 2 jogadores e vá embora para casa.  O boato dessa noite de segunda-feira era Kevin Martin para o Wolves em troca da escolha 18. Será? Não sei, mas alguma coisa vai rolar.

Um dos alvos pode até ser o Charlotte Bobcats, que parece bem interessado em trocar sua 2ª escolha. Parece estranho um time tão ruim perder uma oportunidade como essa, mas o elenco deles é tão fraco que segundo o novo técnico do time, Michael Dunlap, faz sentido para eles trocar uma escolha lá em cima por duas ou mais um pouco piores. A teoria faz ainda mais sentido quando você analisa o que os especialistas gringos dizem e ninguém chega a um consenso de quem é o melhor jogador disponível depois de Anthony Davis. Difícil esperar genialidade do Bobcats, nunca vi acontecer, mas também devem ser um dos times que vai para o tudo ou nada.

Lembrem-se que estaremos acompanhando o Draft pelo Twitter na quinta-feira, começaremos a cobrir tudo desde o começo da noite, comentando os boatos mais furados da bagaça. E também na quinta, mais cedo, esperamos contar com a ajuda de nosso amigo Sbub para entregar o já tradicional Draft de Força Nominal do Bola Presa. Será que alguém desbanca Michael Kidd-Gilchrist?

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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