Dois jogos fantásticos (sem spoilers), e o primeiro do draft enfrenta o último

O Carnaval continua e todo mundo que não está foragido nas colinas continua fingindo que está se divertindo de montão, mesmo que ninguém saiba explicar o porquê. Enquanto isso a NBA também continua à toda, ainda que eu só perceba volta e meia, quando a internet me deixa. Ainda assim mantemos a promessa de cobrir todos os jogos dessas rodadas pra quem retornar da festança louco pra saber o que andou acontecendo no mundo real. No capítulo de hoje, vamos dar uma olhada – ainda que atrasada – nos jogos do dia 19.

A parte legal de ter League Pass é que você não é mais obrigado a obedecer as leis do espaço-tempo, pode ver os jogos onde estiver e quando quiser, mesmo com alguns dias de atraso. Por isso, se você é dono dessa maravilha e acabou de retornar à civilização depois do feriado, faça um favor a você mesmo e assista a dois jogos da rodada de ontem: Thunder contra Nuggets e depois Knicks contra Mavs. Se você é daqueles que não gosta de spoilers e prefere ver os jogos sem saber o que aconteceu, quem venceu, ou porque foram jogos tão especiais, então pode pular os próximos parágrafos. Pra quem não se importa, lá vai o resumo das duas partidas que, mesmo assim, merecem ser assistidas na íntegra.

[spoilers abaixo]

Primeiro, Thunder e Nuggets. Foi um jogo em alto nível, disputado, com as duas equipes abrindo vantagens que desapareciam logo em seguida. O Nuggets manteve seu jogo coletivo que já é marca registrada, botando todo mundo pra jogar e distribuindo a bola. A equipe de Denver dominou completamente o garrafão, mesmo sem Nenê: Chris Andersen jogou muito bem e até o Kosta Koufos, que só jogou 13 minutos, saiu de quadra com 13 pontos e 9 rebotes. No perímetro, Affalo assumiu a responsabilidade no ataque que seria do contundido Gallinari e acabou o jogo com 25 pontos.
Mas a parte surreal das estatísticas cabe ao Thunder: Kevin Durant saiu de quadra com 51 pontos, recorde da carreira (acertou 19 de 28 arremessos, 5 das 6 bolas de três pontos que tentou, além de 8 rebotes e 4 roubos de bola), Westbrook marcou 40 pontos (além de 9 assistências) e Ibaka conseguiu um triple-double que já se anunciava, com 14 pontos, 15 rebotes (oito deles no ataque) e 11 tocos. Para o Ibaka sequer é estranho dar mais de 10 tocos num jogo, ele está fazendo isso com uma constância bizarra, o estranho mesmo é ele conseguir mais de 10 pontos – quando isso ficar comum, os triple-doubles vão acontecer a rodo.

Essa combinação bizarra de um jogador com 50 pontos, outro com 40 e um um terceiro com um triple-double nunca aconteceu na história da NBA, ver o jogo é como presenciar o nascimento de um cabrito de 4 cabeças. E o mais legal é que o Thunder precisou dessa combinação bizarra de estatísticas para conseguir uma vitória no sufoco, então foi um jogão. Al Harrington meteu duas bolas seguidas de 3 pontos e aumentou a vantagem do Nuggets para 9 pontos no quarto período. O Thunder foi aos poucos cortando a vantagem e, quando perdia por 5 pontos, Durant acertou uma bola de 3 pontos a 30 segundos do final. Posse de bola do Nuggets, defesa completamente impecável do Thunder em todos os sentidos, e eis que o Durant tem então a chance de empatar o jogo com 7 segundos no relógio. Resultado? Foi brincadeira de criança: corta-luz do Ibaka, Durant partiu para a cesta e deu a enterrada mais fácil da carreira. O garrafão do Nuggets até segura as pontas no ataque, mas na defesa sente falta do tamanho de lua pequena do Nenê. Na prorrogação, depois desse balde de água fria, o Nuggets não conseguiu correr atrás de Durant e Westbrook, que marcaram literalmente todos os pontos do Thunder no período extra.

Ainda estou devendo meu post gigante sobre Westbrook e Derrick Rose, que um dia terminarei quando finalmente puder sentar a bunda tranquilo na frente de uma internet que funcione (mudar de casa é um inferno), mas o mais importante é isso: quando Westbrook está num desses dias fantásticos, o resto do Thunder é um time infinitamente melhor e o Durant tem espaço para marcar quantos pontos ele bem entender.

O outro jogo obrigatório no League Pass é Knicks e Mavs, basicamente porque Jeremy Lin voltou a alcançar o Sétimo Sentido e JR Smith finalmente entrou em quadra pelo D’Antoni, o técnico dos seus sonhos. O Knicks chegou a marcar 17 pontos seguidos no primeiro quarto com Lin chutando traseiros e JR Smith metendo 3 bolas de três pontos assim que pisou em quadra, todas bolas idiotas e fantásticas que renderiam surras de chibata de técnicos mais conservadores. JR Smith é o melhor no que faz: dar arremessos de longe pra burro com oito marcadores na sua cara, e dar enterradas violentas contra defesas em que não se deve infiltrar no garrafão. Ele não obedece a desenhos táticos, levou o técnico do Nuggets George Karl à loucura, arremessa quando bem entende, mas ele pode vencer o jogo para um técnico que sabe quando colocá-lo em quadra e quando tirá-lo. Nasceu para vir do banco de reservas e ser comandado por um técnico legal que se limite a controlar seus minutos. É bem simples entender o motivo de ter escolhido o Knicks ao invés de Mavs ou Lakers: JR Smith disse que jogar para o D’Antoni era um sonho antigo, e como se não bastasse ele ainda tem familiares em New York e é amigo do Carmelo. Dá pra perceber logo de cara que esse casamento deu certo: JR Smith jogou minutos limitados, tentou 16 arremessos (só acertou 6), D’Antoni disse que enquanto ele esteve em quadra o Knicks não chamou jogadas, apenas jogou no improviso passando pra ele e vendo a bola ser arremessada sem critério, e que o técnico simplesmente adorou essa possibilidade. Que outro técnico da NBA admitiria que um jogador destrói o sistema tático e ficaria feliz da vida com isso? Coisas de Mike D’Antoni.

Jeremy Lin cuidou do resto quando JR Smith sentou: nossa amante oriental favorita acabou o jogo com 28 pontos (11 de 20 arremessos certos, 3 bolas de três pontos certas em 6 tentadas), 14 assistências, 5 toubos de bola. A parte negativa é que foram 7 turnovers, ele continua perdendo demais a bola especialmente quando força demais as infiltrações usando o pick-and-roll, mas contra o Mavs ele gerou poucos contra-ataques e forçar o pick-and-roll significa que o ataque do Knicks já é duzentas vezes melhor do que era semanas atrás.

Mas o jogo não teve só Knicks: Dirk Nowitzki fez chover com 34 pontos e a defesa do Mavs, se ainda não é consistente como era na temporada passada em que garantiu um anel de campeão, ao menos consegue funcionar em toda sua capacidade durante trechos das partidas. Contra alguns adversários é o bastante, contra o Knicks quase foi. No terceiro quarto o Knicks não conseguiu jogar, a defesa do Mavs sufocou, Shawn Marion fez um bom trabalho em cima do Lin, e parecia que os atuais campeões iriam vencer fácil. Só não conseguiram manter a intensidade defensiva no final do jogo, quando Steve Novak meteu 4 bolas de três pontos e Jeremy Lin meteu outras duas, uma delas na cara do Shawn Marion. O Novak é um dos melhores arremessadores de três da NBA, acompanhei ele muito tempo no meu Houston, mas ele faz apenas isso – é um especialista assim como Jason Kapono e, por isso, ganha poucos minutos de quadra. Mas com o D’Antoni (e um bom armador) qualquer grande arremessador vira um gênio, e o Novak vai se aproveitar disso e deixar todo mundo impressionado. Com um armador de verdade finalmente veremos o que o D’Antoni faz com suas equipes, o elenco inteiro vai crescer muito e carinhas zé-ninguém vão ganhar jogos. O ponto sempre será a defesa e o jogo de garrafão, mas a defesa parece estar funcionando nessa temporada. Parece finalmente um bom momento de ser torcedor do Knicks.

[fim dos spoilers]

Pronto, os dois grandes jogos da rodada já foram, agora você pode jogar tudo para o alto e ir assistí-los no seu League Pass o mais rápido possível. Foi?

Se você ainda não foi é porque não tem League Pass ou então é muito fã do Bola Presa, mora numa cracolândia virtual do basquete, e deveria me dar uns trocados. De todo modo, vamos para o resto da rodada, que também foi bem legal.

Por exemplo, tivemos no dia 19 o fantástico duelo entre a primeira escolha do draft (o armador Kyrie Irving) e a última escolha do draft, a 60 (o armador Isaiah Thomas). Foi apenas o segundo jogo do Isaiah como titular, a equipe técnica já está apaixonada por ele, e agora Tyreke Evans pode finalmente jogar na sua posição natural, que é de SG. Quer saber o porquê de tanta babação no nanico? Esse é um jogo bom para entender: Isaiah teve 23 pontos , 8 rebotes, 11 assistências e controlou muito bem o ritmo do jogo, enquanto Irving teve 23 pontos, 3 rebotes e apenas uma assistência.

Ou seja, o Isaiah ganhou o duelo pessoal, o Cavs está desfalcado do Varejão, DeMarcus Cousins continua jogando muito bem desde que o Paul Westphal foi demitido, e até fez a cesta que colocou o Kings um ponto na frente com menos de 3 segundos para o fim do jogo. Mas, senhoras e senhores, esse é o Kings: Irving teve a última posse de bola, estava batendo todo descontrolado para a cesta, e aí o Tyreke Evans tentou roubar a bola e cometeu uma falta com 0.4 segundos sobrando no relógio. Irving cobrou e converteu os dois lances-livres e o Cavs venceu o jogo. Funhé. O problema dessa Kings sempre foi cabeça, o Cousins é um dos jogadores mais descontrolados da NBA e o Tyreke Evans não fica muito atrás. Eles simplesmente não sabem vencer. Do lado do Cavs, as vitórias improváveis continuam vindo, e com a lesão do Varejão pelo menos está surgindo o Tristan Thompson, jogando cada vez melhor. Dessa vez foram 15 pontos, 12 rebotes e 3 tocos.

Outro time que adora perder no finalzinho é o Sixers. Contra o Wolves foi a terceira derrota seguida (seria culpa do nosso post, na já clássica “Maldição Bola Presa”?), e o mais bizarro, foi a quinta derrota nos 5 jogos decididos por 4 pontos ou menos. Basta o jogo estar realmente disputado e o Sixers não faz a menor ideia do que fazer. O Wolves, por exemplo, estava perdendo por 1 ponto na última posse de bola, Kevin Love bateu para dentro para uma bandeja e o Iguodala fez uma falta muito boba – faltando 0.1 segundos para o fim! O Love começou absurdamente mal, acertou apenas 2 dos primeiros 15 arremessos, mas engrenou no quarto período, fez 12 pontos seguidos e é claro que converteu os dois lances-livres para virar o jogo. Acabou com 20 pontos e 15 rebotes, enquanto o Pekovic teve 17 pontos e 9 rebotes. Mesmo nos dias ruins, um garrafão desses pode vencer o jogo. E é claro que nossa esposa atual, Ricky Rubio, fez a parte dele: na “Jogada Rubio do Dia”, vale dar uma olhada em quão simples ele faz esse passe biruta parecer.

Agora para o resto da rodada. O garrafão do meu Houston, que foi engolido pela dupla Love-Pekovic no último jogo, resolveu chamar de volta da D-League o pirralho Greg Smith para dar uma força na defesa embaixo do aro, e dar mais minutos para o Patrick Petterson mostrar sua capacidade como defensor. Deu certo: o Houston tomou 30 pontos no garrafão contra Al Jefferson e Paul Millsap no primeiro tempo, mas apenas 10 pontos no segundo quando a defesa dos dois engrenou. Para selar a vitória, Kyle Lowry meteu 7 bolas de três pontos: foram 32 pontos e 9 assistências. Kevin Martin também jogou bem, mas continua sendo ignorado pela movimentação ofensiva do time e quase não recebe a bola, vai acabar sendo trocado mais cedo ou mais tarde.

Roy Hibbert, o jogador-criticado-da-vez-por-ser-All-Star, chutou o traseiro do Bobcats com 18 pontos e 14 rebotes, e foi uma força defensiva junto com Danny Grenger para fazer o Bobcats passar vergonha. Para se ter ideia, o técnico do Pacers, Frank Vogel, pediu um tempo técnico com só 2 minutos de jogo porque estava descontente com a defesa e o resultado foi que o Pacers começou o jogo vencendo por 21 a 2. O Bobcats chegou a estar perdendo por 44 pontos (quarenta e quatro!) e os titulares da equipe marcaram apenas 25 pontos. Eles meio que fedem.

Outro pivô do Leste ganhou atenção ontem por finalmente voltar às quadras, aliás consideravelmente antes do que se esperava. Trata-se de Brook Lopez, também conhecido como “a chance ambulante do Nets trocar pelo Dwight Howard”. Já falei isso num longo post sobre o Magic, acho que o Lopez se daria melhor no Magic do que o Dwight mesmo não tendo sua capacidade atlética ou defensiva, mas dá medo de que ele tenha sido apressado de volta às quadras apenas para que o Magic considere trocar por ele. Ao menos nesse primeiro jogo, em que esteve em quadra por 20 minutos, pareceu não estar sentindo nenhuma lesão: errou muitos lances-livres (sinal de falta de ritmo) e pegou apenas 2 rebotes (sinal de que ele é o mesmo jogador de sempre).

Mas toda a incapacidade de pegar rebotes do Lopez é compensada na balança do Universo pelo Ersan “Lady Gaga” Ilyasova. O ala do Bucks é o jogador mais estranho da NBA, tudo a seu respeito é pouco ortodoxo: a cara de branquelo psicótico, as meias altas, o arremesso torto, os pulos desequilibrados, a intensidade com que joga, mas ele é um defensor espetacular, sabe se posicionar para o rebote, e consegue arrumar pontos na marra de todos os lados da quadra. Contra o Nets foram 29 pontos e 25 rebotes. Vinte. E. Cinco. Treze desses rebotes foram de ataque e garantiram por si só a vitória do Bucks, mesmo que a intensidade necessária para conseguí-los tenha tirado o Ilyasova do jogo com 6 faltas. O Nets precisa ensinar o Brook Lopez a levantar os braços e pegar alguns rebotes, mas o Shelden Williams vai quebrando um belo galho: a menor cabeça do Universo pegou 15 rebotes dessa vez.

Tão ridículos quanto os dois rebotes do Brook Lopez, só a derrota do Celtics para o Pistons – a segunda do Celtics para o Pistons em 5 dias! São agora 3 vitórias seguidas para o Pistons e 3 derrotas seguidas para o Celtics, o bastante para o Universo sair do equilíbrio e morrer de vergonha. O Pistons está mais agressivo, Greg Monroe está fazendo estrago no garrafão (dessa vez foram 17 pontos e 10 rebotes) e aquela filosofia “não temos ninguém muito bom, mas juntos podemos chegar lá” está voltando à cabeça dos jogadores, mas nada disso é motivo para o Celtics tomar pau duas vezes. Dá pra ver que o desespero está batendo em Boston conforme a temporada passa e está faltando cabeça pra lidar com esse trem descarrilhando: sem Garnett, fora por motivos pessoais, o Rondo saiu esbravejando com os juízes até ser expulso no terceiro quarto e jogar na privada as chances do Celtics. Quanto pior vão as coisas por lá, mais desespero bate no time e pior eles jogam. É bola de neve.

Já o Suns não tem desespero nenhum, já que não tem chance nenhuma de coisa nenhuma. Volta e meia eles encaixam uns jogos fantásticos em que dá pra ver o que esse time foi na última década. Dessa vez foi contra o Lakers: Gortat continua um bom cosplayer de Amar’e Stoudemire com 21 pontos e 15 rebotes, Jared Dudley foi bom cosplayer de Joe Johnson com 25 pontos, e a marcação dupla em cima do Kobe (quase sempre feita pelo Grant Hill) foi impecável. Nós já comentamos aqui, o Kobe odeia o Suns e sempre vence os jogos contra eles sozinho, dessa vez foram 32 pontos, 7 rebotes e 5 assistências, mas a marcação dupla tirou ele da zona de conforto, obrigou a bola a rodar e fez com que Kobe cometesse 10 turnovers (foi um double-double maligno). Gasol e Bynum jogaram bem (Bynum com 16 pontos, 10 rebotes, 4 tocos, e Gasol com 17 pontos, 12 rebotes e 6 assistências), mas na correria do Suns não receberam nem metade das bolas que poderiam, o banco do Lakers apagou outra vez e os dois armadores principais (Fisher e Blake) somaram juntos 2 pontos e 4 assistências. Contra um Suns funcionando direitinho, não dá pro cheiro.

Pra terminar o resumo, tivemos o Heat jogando empolgado como sempre e, pra variar, acabando com o jogo logo no primeiro quarto. O Magic até tentou resistir, mas se você começa sendo atropelado desse jeito não tem mais volta e o jogo acaba mais cedo. Não ajudou o fato do Dwight Howard errar 8 dos 10 lances-livres que tentou. Depois tem gente perguntando por que é que ele não recebe mais bolas nos minutos finais de um jogo. Funhé.


Fotos da rodada
Especial Jeremy Lin:

 O Elvis asiático

 Lin escapa da famosa “Defesa Losango”

 Kidd faz com Lin aquilo que todo mundo faz com o irmão mais novo

 Shawn Marion tem nojo de contato

 Lin chora como a Chiquinha

 Lin dobra o joelho na área

 Lin corre fazendo cara de desenho animado

Trocadilho e pornografia: “Jeremy, quero você dentro de mim”.

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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