Dono da Bola – Brooklyn Nets

Villa Leopolda é o nome da casa mais cara do mundo. Não é uma mansão em Hollywood nem algo futurista em Dubai, mas uma tradicional, antiga e bela casa na Côte d’Azur, a Costa Azul, no cultuado litoral sul da França. A casa já foi do Rei Leopoldo II da Bélgica (isso explica o nome) e do dono da Fiat Gianni Agnelli, que deixou a casa mundialmente famosa ao organizar festas espetaculares para a elite da elite mundial da metade do Século XX. Até hospital improvisado a casa foi durante a I Guerra Mundial. Hoje ela é de uma brasileira, Lily Safra, mas por pouco ela não deixou de ser: Em 2010 a Sra. Safra fechou negócio de 500 milhões de Euros pela compra da casa. Porém, pouco depois de fechado o negócio, o comprador desistiu de sua aquisição e quis cancelar o acordo. Ok, sem problemas, só teria que desistir de reaver os 39 milhões de euros dado como entrada. Tudo bem, Mikhail Prokhorov, bilionário russo dono do Brooklyn Nets nem ligou.

 

Mikhail Prokhorov
Temporadas: 3
Playoffs: 0
Títulos de divisão: 0
Títulos de conferência: 0
Tiítulos da NBA: 0

Riqueza estimada: 13 bilhões de dólares
Comprou o time por: 200 milhões de dólares (2010)
Valor atual da equipe: 357 milhões de dólares
Maior contrato oferecido: Deron Williams (99 milhões de dólares)
Técnicos contratados: 1 (Avery Johnson)

 

A de Villa Leopolda é uma de várias histórias surreais e mirabolantes que envolve um personagem único na NBA. Prokhorov é o primeiro dono de time não-americano da história da liga, com fortuna estimada em 13 bilhões de dólares (e já foram 18…) ele é o mais rico entre todos os donos de equipes. Também é o único que mora longe do lugar que seu time joga, é um dos menos presentes no dia-a-dia da sua franquia e certamente o único dono a já concorrer a presidência de seu país. O cara que Bill Simmons, colunista da ESPN americana, chama de Mutant Russian Mark Cuban é único.

Formado em Economia no Moscou, Prokhorov é um dos muitos russos que souberam tirar proveito das privatizações pós-União Soviética para faturar alto. Depois de um primeiro negócio onde ele vendia jeans (!), em 1992 ele abriu uma empresa de investimento com seu amigo de faculdade Vladimir Potanin, que havia acabado de sair de uma posição na área de comércio exterior do governo soviético, para investir nas futuras privatizações. Quer dizer, não foram exatamente privatizações. No discurso oficial o governo tomou empréstimos de bancos e investidores e em troca cedeu uma

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porcentagem no comando de companhias comandadas pelo Estado. Aí caso o governo não pagasse os empréstimos até 1996 (claro que não pagaram) o resto das empresas poderiam ser adquiridas por essas que já tinham vencido o primeiro leilão. Nesse processo pouquíssimos bancos e investidores tomaram controle das principais empresas russas. Prokhorov e Potanin ficaram com a Norilsk Nickel, uma das maiores empresas do planeta em extração de platina e cobre por míseros 250 milhões de dólares, pouco mais do que ele pagou pelo Nets em 2010, por exemplo.

Segundo Bill Simmons, no ótimo texto que ele fez sobre Prokhorov, esse período de privatizações na Rússia nos anos 90 foi o que fez a NBA demorar tanto para aprovar a compra do time pelo russo. Isso porque aquela época foi um bocado doida na Rússia, com subornos rolando solto, alguns empresários assassinados, crescimento vertiginoso da máfia local e vários outros crimes nunca explicados. A NBA não queria que um dono de equipe aparecesse de repente em escândalos policiais. Nem a NBA e nem ninguém nunca provou nada contra Prokhorov, quer dizer, a não ser ele mesmo. Em entrevista com a mídia americana logo após a compra do Nets ele comentou que “faz uns 15 anos que eu não suborno ninguém”. Quem nunca, né?

Mas não pense que a fortuna de Prokhorov vêm só da Norilsk Nickel, tem coisa mais cabeluda e doida vindo depois. Durante umas férias na França, a polícia local prendeu Prokhorov por “suspeita de cafetinagem” (Ou, em inglês, “Suspicion of Pimping”, que Simmons sugere que deveria ser o nome de um álbum do Snoop Dogg. Por aqui eu digo que “Suspeita de Cafetinagem” é até muito leve para um disco do Mr.Catra). Foi um mal entendido, Prokhorov é esperto e sutil: Ao invés de contratar prostitutas para suas festas, ele trouxe apenas modelos, amigas, interesseiras ou piriguetes em geral da Rússia para animar e povoar seus encontros. As garotas tem as passagens pagas, mas não recebem para sexo e só fazem o que bem entenderem. Oficialmente não pode ser chamado de prostituição. Porém a polêmica sobre o assunto irritou o sócio de Prokhorov, Potanin, que ele exigiu que seu até então companheiro vendesse seus 25% da Norilsk Nickel. Prokhorov vendeu, mas não para Potanin. Achou outro bilionário russo, faturou 7 bilhões de dólares e seguiu a vida.

Fim de história? Claro que não! Poucos meses depois disso tudo acontecer chegou a crise mundial, as ações da Norilsk Nickel caíram 70% e Prokhorov não tinha mais nada com isso. Tinha dado o fora e aí começou a usar seus 7 bilhões para comprar, na baixa, ativos que outros empresários estavam vendendo no desespero. Uma dessas empresas foi a OAO Polyus Gold, maior produtora de ouro no mundo, que pouco tempo depois cresceu um zilhão de porcento quando investidores do mundo inteiro acharam que comprar ouro era a coisa mais segura a se fazer naquele momento. E foi no meio da crise mundial, com todo mundo se fodendo, que ele juntou seus 18 bilhões de dólares e entrou para a lista dos 50 homens mais ricos do mundo.

O encontro mais estranho da história: Prokhorov, Michael Bloomberg (prefeito de Nova York), Jay-Z (rapper e sócio minoritário do Nets) e Bruce Ratner (empresário do ramo imobiliário)

Uma coisa curiosa é que Prokhorov fez tudo isso sem usar um computador. Ou celular. Ao New York Post ele disse que não tem celular, que raramente usa um computador e que prefere ler jornais de papel e escrever cartas. No especial que fez para o programa “60 Minutes” da CBS afirmou que na internet “existe muita informação e é impossível de filtrá-la”. E legal demais que justamente o cara anti-internet quisesse levar o Nets de New Jersey para New York para fazer o que ele chama de “o primeiro time realmente internacional da NBA”.

O bilionário não comprou o Nets por ser o negócio mais rentável do mundo. Talvez seu dinheiro rendesse mais fama, lucros ou vitórias no futebol europeu ou no beisebol, onde seus bilhões teriam mais impacto do que na NBA e seu teto salarial, mas o fato é que o cara gosta de basquete. Com 2,03m de altura é provavelmente o único dono de time além de Michael Jordan a conseguir enterrar. Ele também já foi dono do CSKA de Moscou, que ele comprou quando a equipe de basquete estava quase falindo e transformou no time que mais vezes participou do Final Four da Euroliga na última década.

Ser bilionário e dono de um time do seu esporte favorito poderia indicar que Prokhorov iria querer sossegar, casar e curtir sua fortuna. Mas ele é um cara estranho. Disse que apesar de adorar mulheres, elas não estão no topo do seu interesse. No programa 60 minutes ele lista suas preferências assim: 1-Negócios, 2-Esportes, 3-Comida, 4-“Interação Humana” e 5-Mulheres. Ou seja, ele é o cara que depois de bater uma bola e jantar, se ainda não conseguir dormir, chama uma puta, mas só pra conversar. E ainda disse que as mulheres tentam se aproximar dele do jeito errado, querem o impressionar com beleza quando na verdade deveriam tentar conquistá-lo pelo estômago. E sossegar mesmo solteiro e com o time de basquete, rola? Também não, melhor tentar derrotar Vladimir Putin e se tornar presidente da Rússia.

Em 2011 ele se tornou líder do Pravoye delo, partido que não é considerado de oposição mas que não iria apoiar Putin caso ele confirmasse o desejo de participar das eleições presidenciais de 2012. Mas não demorou muito para Prokohrov sair do partido, o

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chamar de “fantoche do Kremlin” e dizer que iria sim concorrer a presidência, mas como candidato independente! “Senti que havia alcançado o que desejava no mundo dos negócios e queria contribuir para o meu país”, disse em entrevista à revista Época Negócios em Fevereiro desse ano.

Não foi dessa vez, porém. Prokhorov ficou em 3º lugar nas Eleições de 4 de Março com apenas 7% dos votos e Putin venceu fácil com 63% apesar dos inúmeros protestos populares e acusações de fraude. Prokhorov, um liberal a favor de mais privatizações, desburocratização do Estado e focado no desenvolvimento econômico da Rússia, não ficou abatido. Pouco tempo depois, em Junho, ele criou um novo partido, o Grazhdanskaya Platforma e disse que seu projeto é a longo prazo. Em outras palavras, ele libera um dinheiro para o Nets e deixa o General Manager Billy King gastar com qualquer Kris Humphries que ele quiser. Multas não são um problema desde que o time cresça em resultados e popularidade. Enquanto isso Prokhorov tem assuntos mais importantes para lidar.

Mais curiosidades sobre Mikhail Prokhorov:

– Ele tem um iate tão grande que parece um país. É o que aparece no começo desse vídeo onde ele é filmado andando de Jet-Ski em um momento Fernando Collor. Ele disse ao 60 minutes, porém, que pouco usa o barco porque ele fica enjoado com facilidade.

– Para entrar na política ele abriu mão de boa parte suas posições de destaque nas empresas que fazia parte. Isso significou abrir mão da presidência do ONEXIM Group, um gigante que tem não só a citada OAO Polyus Gold como outras empresas de mineração, investimentos e nanotecnologia.

– Prokhorov é o principal investidor o Yo, o primeiro carro híbrido da Rússia.

– Em um programa de TV russo, Prokhorov aparecendo fazendo um rap mezzo russo, mezzo inglês onde se autoproclama o “Eminem Russo”. E encerramos por aqui.

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“Dono da Bola” é uma seção esporádica onde contamos a história dos às vezes desconhecidos donos das equipes da NBA. Abaixo os outros textos da série:

Philadelhia 76er – Ed Snider
Los Angeles Clippers – Donald Sterling
Washington Wizards – Abe Pollin
Boston Celtics – Wyc Grousbeck

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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