Draft de Força Nominal 2012

Como em todos os outros anos, o Draft de Força Nominal é escrito pelo nosso amigo Sbub. Além de único escritor convidado da história do Bola Presa é também leitor do blog, poeta, modelo e dono de time de fantasy.

Michael Kidd-Gilchrist – Alguém ganha dele?

Todo ano, o Bola Presa publica o único draft de força nominal entre todos os sites sobre NBA do universo. E todos os anos é preciso explicar o porquê, afinal hordas de novos leitores chegam todos os segundos por aqui, ávidos por ler textos gigantes sobre detalhes passageiros da NBA.

Então vamos lá: Pra quem não sabe, quando a União Europeia decidiu que ia ter uma moeda comum, o Euro, os líderes do continente determinaram que seria necessário que eles tivessem vários índices macroeconômicos comuns. Isso porque a inflação de um país, suas reservas em dólar e seu nível de endividamento afetam o valor que a moeda terá. Então, se todos teriam a mesma moeda, precisariam de condições parecidas. Num dado momento, que deve ter sido muito emocionante e divertido, houve divergência sobre qual seria a meta de inflação comum para todo o continente.

O que a gente imagina que ocorreria nesta potência econômica e científica que guia o pensamento ocidental há séculos? Cálculos, é óbvio. Milhares de cálculos, projeções e modelos que demonstrariam cabalmente qual seria o índice a ser utilizado. Mas não foi o que aconteceu. Em vez disso, eles colocaram papeizinhos num saco e a Margareth Thatcher sorteou e definiu a meta em 2%. Pois bem. Se para definir os rumos da economia da Europa neguinho usa a mesma estratégia que você usa para tirar o amigo secreto no natal, por que você acha que na NBA seria diferente? Não é. Os olheiros se travestem de estatística, observações sobre a movimentação de corpo, recorrem à ficha criminal e acadêmica do indivíduo, mas, no final, deixam-se enganar por um nome que soe muito legal ou muito diferente ou que proporcione bons apelidos. Enes Kanter, DeMar DeRozan e Emeka Okafor são apenas algumas das provas irrefutáveis disso. Então, quem vai ser escolhido na frente só porque a mãe dele foi criativa?

Você descobre agora, exclusivamente no Bola Presa. O Draft de Força Nominal de 2012 não apresenta a mesma força de anos anteriores. Nomes como Anthony Davis, Thomas Robinson e Orlando Johnson não dizem absolutamente nada, são apenas a combinação nome comum-sobrenome comum. Casos assim afetam negativamente a mente dos gerentes dos times, que acabam achando que eles podem sim, ser bons role players, mas acham que falta alguma coisa para que eles sejam verdadeiros franchise players. Um nome muito curioso é o de Khris Middleton. Nome de mulher, com sobrenome de princesa. Fosse na WNBA, Khris Middleton não ia nem esquentar o banco da noite do draft. Mas essa combinação feminina vai deixar muito dirigente com a pulga atrás da orelha, achando que pode estar aí um novo Andrea Bargnani.

Khris Middleton – Nome de princesa, mas ficou fora da lista

Aí vai um Top-9, porque Top-10 é muito vulgar:

9. Tomas Satoransky Combinação clássica entre um nome comum e um sobrenome maroto, Satoransky não tem tantas habilidades, mas vai dar um salto em relação a previsão inicial dos sites especializados em Draft.

8. Tornike Shengelia Se você for fazer um filme de ficção científica, aí esta uma bela sugestão. E se for um filme de época? Também. Uma novela engraçada? Idem. Um livro sobre vampiros adolescentes? Vai fundo, meu amigo. É um nome que não passa desapercebido.

7. Moe Harkless A sonoridade deste excelente nome ainda faz referência ao dono de bar que aparece nos Simpsons há mais de vinte anos. Ele vai até achar que é trote quando tiver seu nome chamado na sétima posição do Draft.

6. Scott Machado Depois de sofrer com a possibilidade de termos um brasileiro com o apelido de Lucas Bebê, o Brasil aparece com força esse ano com razoável Fab Melo e o ótimo Scott Machado. Machado é uma palavra latina que para os gringos soa muito forte, tanto que Hollywood fez um filme chamado “Machete“, achando massa um nome que lembra a TV Manchete. E Scott é o nome familiar que introduz um sobrenome exótico e sonoro. No Brasil, já iam rejeitá-lo por lembrar do Marcelinho Machado. Mas como nos EUA ninguém o conhece, não será um problema.

5. Kim English Kim English poderia ser um agente secreto, ou jogador de críquete ou líder de uma banda de rock no anos 60. Com simplicidade, sonoridade e evocação de coisas maneiras, Kim English será a maior surpresa do Draft

4. Bradley Beal Quem acompanha desde o início, sabe a força que iniciais dobradas têm. Pela carência de nomes assim no draft, Bradley Beal tem tudo para cair em algum time horrível, digo, em reconstrução.

3. Festus Ezeli Festus Ezeli é tão estranho e chamativo, que poderia liderar o draft de força nominal. Mas na hora de apoiar o nome, o olheiro fica com vergonha de não saber falar. Mesmo assim, será impossível ignorá-lo perto de nomes chochos como Harrison Barnes e John Henson.

2. Kostas Papanikoloau Este nome é tão mágico que me abstenho de comentar qualquer coisa sobre ele. Qualquer pessoa que tenha descoberto o conceito de força nominal ao ler este post tem condições de fazer suas próprias considerações.

1. Michael Kidd-Gilcrhist O primeiro nome do Deus do basquete sempre ajuda. O sobrenome enorme e separado por hífen destaca-se. O Kidd, além de sonoro, remete a muito talento e QI para o basquetebol. Com Gilchrist o nome torna-se exótico, forte e o faz brilhar em neon aos olhos de quem o lê. São muitas referências misturadas, sem parecer forçado, sem parecer novela mexicana. O único senão do nome, que o impede de se tornar um membro do Hall da Fama do basquete desde já, é a história de que Drazen Petrovic, ao chegar ao céu, teria chamado Cristo para jogar um basquetinho. E Cristo teria respondido “Não vai dar, eu tô pregado”. No entanto, com tantas qualidades, Michael Kidd-Gilchrist ganha a coroa de rei da Força Nominal entre os postulantes a ingressar na NBA em 2012!

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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