Draft for dummies

Algumas pessoas pediram, com alguma dose de razão, um post explicando o Draft. Nem todo mundo acompanha NBA faz tempo e o Draft pode parecer algo confuso. Resgato aqui um texto antigo feito em Junho de 2010 que explica um pouco sobre essa seleção de novatos. Adicionei e tirei algumas coisas para atualizar as coisas.

 

O Draft da NBA é um evento anual que acontece sempre no final do junho e, eventualmente, no mesmo dia da morte de grandes ícones da música pop. Nele os times da NBA tem o direito de selecionar jogadores de basquete que atuaram no basquete universitário norte americano ou na gringolândia desde que tenham se inscrito no draft. Universitários no seu último ano estão inscritos automaticamente, os mais jovens precisam ir lá e se inscrever como os estrangeiros. A ordem de escolha é feita em um sorteio maluco e complicado que tem como participantes os 14 times que não se classificaram para os playoffs da temporada anterior. Os times que foram para a pós-temporada ficam com as 16 escolhas restantes, usando a ordem inversa da classificação geral da temporada regular (o resultado dos Playoffs são ignorados). São ao todo 60 escolhas para 30 times. A 2ª rodada, as 30 escolhas restantes, repetem a ordem da 1ª rodada.

O fato de existirem alguns times que foram para os playoffs que estão no Top 14, times com mais de 2 escolhas num mesmo ano e ordem toda embaralhada é porque essas posições no Draft podem ser negociadas.

As trocas de escolhas acontecem normalmente a qualquer momento da temporada, uma escolha de Draft é “trocável” como qualquer outro jogador. Um time pode mandar sua própria escolha de Draft do ano que vem, por exemplo, para ter um cara que já está na NBA. Cabe a esses times imaginar o valor dessa escolha na hora de negociar. Explico: Uma escolha do Bobcats tem mais chances de estar no Top 5 do que uma do Spurs, logo provavelmente seria negociada por um jogador com mais qualidade. O que acontece às vezes é que times trocam suas escolhas de 3 anos no futuro, sua posição é impossível de ser prevista.

Ano passado o New Orleans Hornets só aceitou a troca de Chris Paul quando o Clippers aceitou colocar uma escolha de Draft no negócio. Essa escolha era viajada, era do Wolves, e tinha ido cair nas mãos do Clippers há algum tempo. O Hornets ficou muito feliz, afinal o Wolves não era grande coisa e renderia uma boa posição, mas acabou que Kevin Love e Ricky Rubio mandaram bem e no fim das contas o Hornets tem “só” a 10ª posição. É um jogo de riscos.

Vale a pena comentar, sem querer complicar o assunto, que essas escolhas podem ser protegidas. Por exemplo, o Clippers poderia ter mandado essa mesma escolha para o Wolves dizendo que ela era “Top 10 protected”. Isso quer dizer que se no sorteio ela acabasse no entre as 10 primeiras, ficaria com o Clippers e o Hornets ficaria somente com a do ano seguinte, 2013. Não foi o caso, ela era desprotegida, mas é uma maneira que os times usam para não perder escolhas muito valiosas. Na troca de Gerald Wallace no ano passado o Nets mandou para o Blazers sua escolha no Draft de 2012, protegida para o Top 3. Se no sorteio ficassem entre as 3 primeiras, era do Nets, mas acabou ficando em e está nas mãos do Portland Trail Blazers. Confuso?

As trocas podem acontecer também durante o Draft. Aliás é divertido demais acompanhar todas as negociações e trocas que acontecem nesse momento onde todos os General Managers estão no mesmo lugar. Hoje, por exemplo, dizem que o Sacramento Kings (5ª escolha) tem várias propostas por sua posição, mas só vai negociá-la se o poeta Andre Drummond não estiver mais disponível. Irão decidir mesmo naqueles 5 minutos que os times tem para selecionar seus atletas.

Para acompanhar o Draft, que começa daqui a pouco às 20h, você tem algumas opções: (1) Ignore o vídeo e fique com a gente  na loucura do Twitter. Vai ser tanta especulação e trocas falsas que vai ser engraçado. (2) Ache um link pirata na ATDHE ou no FirstRow (3) Entre na NBA.TV e assine o pacote do canal da NBA, a NBA TV, que custa 4 dólares por mês.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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