Entrevista – John Paxson

Meu relato de como foi ir até o Rio de Janeiro e acompanhar, ao vivo e pagando de imprensa, o NBA Global Games, está a caminho. Mas até lá vocês podem conferir um resultado prático do evento: uma entrevista que eu fiz ao lado do Bala na Cesta com o grande John Paxson.

Antes da partida começar no domingo, foi organizada uma entrevista coletiva com alguns jogadores consagrados do passado do Chicago Bulls. O nome principal era Scottie Pippen, mas também estavam lá Horace Grant, Randy Brown e John Paxon, todos campeões com o time nos anos 90. Os dois últimos provavelmente não viajariam o mundo só com o nome deles, mas estavam lá porque atualmente trabalham na equipe. Brown é assistente do General Manager, Gar Forman. Já Paxson é o chamado vice-presidente de operações de basquete da franquia. O nome do cargo é vago porque a função é vaga, um cara desse organiza viagens, eventos, participa do planejamento do time, negocia com patrocinadores e eventos na comunidade local.

Antes disso, Paxson havia sido o General Manager do mesmo Bulls, sendo o responsável pelos drafts de Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng e Andres Nocioni, além da negociação por Ben Wallace, a contratação e depois demissão de Scott Skiles e tantas outras coisas. Ele trocou de cargo em 2009. Mas a verdade é que não importa tanto assim tudo

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o que ele fez de terno e gravata, ele estava naquela entrevista coletiva por causa disso aqui:

[youtube width=”600″ height=”335″]https://www.youtube.com/watch?v=GnAr4I3-Z48[/youtube]

O engraçado é que hoje o Paxson não parece mais o Paxson. Está mais gordo, careca e com uma barbixa de Breaking Bad. Mas reconhecemos o cara a tempo de saber o que perguntar pra ele. Após a coletiva, eu e o Bala na Cesta nos aproximamos e conseguimos uma entrevista mais calma, tranquila e bem legal. Vejam aí:

#TeamBalaPresa: É inevitável começar com isso. Você está bem diferente daquele armador do começo dos anos 90, hein.
PAXSON: (Risos) Sim, sim. Eu sei disso.

Agora falando sério: como está a situação do Derrick Rose? Ele não vai atuar hoje (sábado, contra o Washington). Como ele está?
Nosso objetivo é ter todo o time saudável por todo o campeonato. Este é nosso objetivo maior. Sofremos bastante com isso na temporada passada e também na anterior, quando Derrick já começou a sofrer com alguns problemas de lesão. Por isso estamos tentando nos manter o mais saudável possível para termos a nossa melhor chance contra Miami, Indiana, Nets, Knicks, enfim, os melhores times do Leste. Gostamos do nosso time, gostamos da nossa chance, e precisamos estar bem fisicamente para brigarmos de igual pra igual.

Na temporada passada vocês tiveram muitos jogadores atuando lesionados, contundidos, enquanto que Derrick Rose acabou retardando a sua volta pois não se sentia confiante. Como foi lidar com isso internamente?
Derrick vinha de uma lesão complexa e de uma cirurgia complexa. Isso é importante ser lembrado. Os outros jogadores estavam lidando com problemas físicos, mas que não demandavam operação. Então é diferente. Não dá pra comparar muito. Nós ficamos muito orgulhosos dos nossos atletas na temporada passada com o que eles fizeram e com o que eles atingiram dentro das circunstâncias que se apresentaram. Não foi fácil.

Muitos torcedores ficaram magoados com essa questão de Rose não jogar antes do playoff e principalmente na pós-temporada. Os jogadores não ficaram chateados também?
Não, não ficaram mesmo. Temos um grupo muito bom de atletas, mas sobretudo de pessoas. Eles se ajudam muito e eles nunca olham por cima de um companheiro – ainda mais uma situação assim. Todos sabem que o companheiro só entrará em quadra quando estiver pronto para atuar.

Vocês foi um bom armador, e hoje acaba sendo chefe de todos os jogadores do Chicago Bulls na posição em que exerce (vice-presidente de operações). É uma situação delicada, mas como a sua experiência como armador ajuda Rose, Kirk Hinrich e Marquis Teague?
Para ser sincero, eu não era o tipo de jogador que eles olhariam para copiar alguma coisa (risos). Derrick Rose é rápido, explosivo, e eu não era nada disso quando jogava, tenho total consciência disso. Eu não posso falar muito com eles sobre isso. Derrick, por exemplo, é um cara muito inteligente e com ótima leitura do jogo e das situações a sua volta. Ele sabe que é ótimo e quer ser o melhor. Já é o bastante.

Uma das grandes memórias dos torcedores do Chicago sobre você é aquele arremesso no jogo 6 da final de 1993 que você acertou para dar o tricampeonato ao Bulls. Dá pra descrever a sensação de matar uma bola dessas?
Eu lembro muito obviamente. A melhor coisa de se ganhar é a força que o time ganha consigo mesmo. Todos se tornam mais confiantes e a unidade da equipe só cresce. Eu tive muita sorte de jogar com Michael Jordan e Scottie Pippen, além de Horace Grant e Bill Cartwright. Não diria que aquele arremesso mudou a minha vida, mas fez minha vida no basquete ser um pouco mais feliz, sem dúvida alguma. Já vai fazer 20 anos dessa conquista. Tenho ótima relação com todos os caras que fizeram parte daquele grupo tricampeão pelo Chicago, isso é o mais importante.

Em seu recente livro (“Eleven Rings”), Phil Jackson fala muito sobre você e sua liderança naquele Bulls tricampeão.
Phil é um dos caras mais diferentes que eu já conheci. Diferente no sentido de ser único, pouco comum de ser encontrado. Tenho um grande respeito por ele. Mais do que qualquer técnico, ele entende como trazer um time coeso em torno de um objetivo em comum. Ele entende a individualidade de cada um, e sempre está disposto a te ajudar quando preciso. É um dos melhores treinadores da história da NBA, quanto a isso não há dúvida

Agora você tem Tom Thibodeau, técnico deste Chicago com perfil completamente diferente. Consegue fazer algum paralelo entre ambos?
A primeira coisa a se dizer é que ambos são completamente diferentes em tudo. Phil era mais calmo, na dele, deixava as coisas fluírem com mais tranquilidade em quadra. Tom, vocês já devem ter notado, tem um estilo mais animado, mais agitado, mais participativo durante as partidas. Eles vieram de lugares e filosofias diferentes – de vida e de basquete. E é natural que seus comportamentos de basquete sejam diferentes. Phil aprendeu com Red Holzman, técnico lendário do Knicks. Tom, por sua vez, é da escola de Bill Musselman, Jeff Van Gundy John Lucas. O interessante da profissão de técnico é que você aprende que não há uma única maneira de se ganhar, de se construir um time vencedor. É preciso acreditar em si, acreditar que se pode vencer com o time que se tem em mãos. Talvez esta seja a similaridade entre ambos – os dois acreditam que podem ganhar com seus times desde que o grupo esteja focado em torno de um mesmo objetivo.

Quando você está contratando jogadores, fazendo trocar ou escolhendo jogadores você pensa na filosofia do técnico que tem em mãos?
Sim, totalmente. Você está sempre olhando o que o técnico gosta nos jogadores. Tom é um cara muito metódico, respeitado e que exige que os atletas joguem de maneira dura e defendam muito. Nosso grupo é todo forjado nessa ideia.

A escolha de Jimmy Butler, dois anos atrás, talvez seja o maior exemplo disso, não?
Sim, é bem isso mesmo. Jimmy é um lutador, que entrou mais velho na faculdade e que passou por muita coisa para chegar na NBA. É um cara forte de cabeça, duro na queda e é exatamente isso que Tom gosta em um jogador. Faz parte do perfil que gostamos.

O que você disse, ou seja, ser “forte de cabeça”, talvez seja a maior vantagem de seu time para bater o Miami Heat, um time mais talentoso que o de vocês?
Eu já passei por essa situação antes e posso dizer pra vocês: quando você ganha dois títulos seguidos é muito difícil de se manter o foco para a terceira. Pode ser difícil porque são jogos e anos juntos de forma seguida. Não é fácil. Mas eles são os atuais campeões e temos um grande respeito por eles. Qualquer time que queira vencer o Leste terá que passar pelo Miami. O Heat tem um grandíssimo time de basquete e temos muito respeito por eles.

Sobre o Miami, existe algum jogador na NBA atual que consiga fazer algo parecido com o que LeBron James vem fazendo? Ou seja: jogando como Scottie Pippen fazia antigamente, marcando armadores, caras mais altos…
Fazer o que LeBron faz? Não, não acredito. Ele é único. Pelo seu tamanho, pela sua altura, fora e pela sua velocidade. É um ser diferente, versátil e altruísta demais. Não há ninguém como ele atualmente. Temos sorte de podermos vê-lo atuar, essa é a grande verdade.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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