Fim de feira

Após o período de trocas os times não podem mais fazer negócios entre si, mas podem catar lixo pelos cantos para continuar mexendo nos seus elencos. Alguns times tentam trocar certos jogadores e quando não conseguem, ao invés de segurá-los, já dispensam de uma vez. Os outros ficam de urubu só esperando isso acontecer para buscar um último empurrão rumo aos playoffs. Vamos a uma análise rápida das últimas aquisições dessa semana:

Boris Diaw (San Antonio Spurs) – Depois de conseguir Stephen Jackson, o Spurs agora adiciona outro veterano ao grupo, o armador/ala/pivô/garoto-da-água (e gordo) Boris Diaw. Apesar da forma física, Diaw sempre soube jogar mais com a cabeça do que com o físico, enxerga o jogo como poucos e atua em qualquer posição. Talvez só Lamar Odom seja tão versátil e tão bom passador entre os jogadores de sua altura. Sua notória preguiça se dava mais por jogar pelo Bobcats do que qualquer outra coisa, quando ele esteve em times bons (em Phoenix e até alguns anos em Charlotte) ele soube se esforçar e fazer a diferença.

Sem um armador reserva decente, o Spurs poderá colocar Diaw com os outros jogadores do banco e rodar o ataque através dele durante alguns minutos. Colocar pivôs de bom passe na cabeça do garrafão ou mesmo perto da cesta e espalhar bons chutadores ao redor da quadra não é novidade para o Spurs, Tim Duncan sempre fez isso. Diaw também fez parceria relativamente vitoriosa com o próprio Captain Jack no Bobcats, muitas vezes os dois dividiam as funções de organizar o time no ataque. Não é sempre que jogadores se adaptam rápido ao Spurs, mas eles fizeram certo ao tentar, se der certo pode fazer a diferença nos playoffs.

Ryan Hollins (Boston Celtics) – O Celtics não tinha muita opção. Chris Wilcox precisou operar o coração e está fora da temporada, Jermaine O’Neal se machucou pela 100ª vez na carreira (vai ganhar bolo por isso) e possivelmente não joga mais também. Precisavam de algum pivô, deixar a rotação do garrafão só com Brandon Bass, Kevin Garnett e Greg Stiemsma tava foda. Hollins pula muito, mas só isso, diria que (argh!) é uma versão piorada do JaVale McGee. Tirem suas conclusões.

JJ Hickson (Portland Trail Blazers) – Essa seria uma opção mais talentosa para o Celtics, mas de pouca cabeça também. Ele chegou com moral no Cavs, diziam que o time pós-LeBron James seria montado baseado nele. Mas JJ decepcionou, apesar dos 14 pontos e 9 rebotes de média do ano passado, ótimos números, não foi o líder que eles esperavam em quadra, errava horrores na defesa e não era de tomar boas decisões. Bom, mas dispensável.

Quando o Cavs conseguiu Tristan Thompson no Draft, toparam se livrar do ala quando o Sacramento Kings ofereceu coisas boas: Omri Casspi e uma escolha futura de Draft. Bom para o Cavs, péssimo para o Kings, que poucos meses depois o dispensou. Foram jogos fraquíssimos pelo Kings, onde não conseguiu ganhar vaga num garrafão com DeMarcus Cousins, Chuck Hayes e Jason Thompson. No Blazers chega em um time em desconstrução/reconstrução que topa qualquer um para ser um reserva bom para o LaMarcus Aldridge. Hickson tem um mês para pelo menos voltar a jogar o que jogava no Cavs.

Derek Fisher (OKC Thunder) – Desde que o Eric Maynor se machucou o Thunder queria um armador reserva, mas sem querer mexer no resto do elenco, acabou usando Royal Ivey mesmo, torcendo pra algo sobrar mais barato. Com Derek Fisher eles conseguem alguém para atuar alguns minutos e que ao mesmo tempo pode passar experiência para o jovem time. Um estudo recente divulgado na Sloan Sports Conference diz que elencos mais experientes não resultam, necessariamente, em times mais vencedores, como reza a lenda. O que costuma fazer mais diferença, dizem eles, é um elenco que atua junto há muito tempo. Por via das dúvidas o Thunder tem agora as duas coisas: Adicionou um veterano com experiência em playoff sem desmontar o time que já joga junto há anos.

Ronny Turiaf (Miami Heat) – O Miami Heat é apenas o 16º time da NBA em Rebounding Rate, uma estatística que considera o número total de rebotes por jogo junto com o número de situações de rebote que cada time enfrenta. É um número ruim para um time que ambiciona ser campeão. Ronny Turiaf não vai salvar eles sozinho, mas o garrafão do time ainda não é grande coisa e não machuca ter um bom reboteiro no elenco. O fato dele sempre fazer dancinhas engraçadas também é um fator que a Equipe Bola Presa acha relevante:

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Além desses, Rasual Butler (Raptors), Jason Kapono (Cavs) e Andres Nocioni (Sixers) foram dispensados. Butler parece que tem grandes chances de ir para o Bulls, Kapono ainda está desempregado e Nocioni acabou de acertar com o Baskonia da Espanha. Terrence Williams (Rockets) está a caminho do Kings, mas assinou apenas um contrato de 10 dias, não é provável que fique por muito tempo. Dos que já estavam sem time faz tempo, Kelenna Azubuike assinou contrato com o Dallas Mavericks e Kyrylo Fesenko está perto do Indiana Pacers, que essa semana anunciou a aposentadoria do mago dos rebotes ofensivos Jeff Foster.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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