O jogo sem fim

A rodada de domingo não foi das maiores, teve 8 jogos, mas teve muita história. Começaremos pelo jogo que fez história: Atlanta Hawks e Utah Jazz se enfrentaram em uma partida que poucas pessoas além de seus próprios torcedores estavam empolgados para assistir. Mas 3 horas e 16 minutos depois estavam todos comentando o primeiro jogo desde 1997 a alcançar uma 4ª prorrogação! Não gostamos de falar do Jazz, mas hoje não tem como evitar. E o Hawks, coitado, ainda estava jogando a última partida de um back-to-back-to-back.

O jogo começou como todos esperavam, morno. Nenhuma das duas equipes é conhecida por ser muito agressiva ou veloz, jogam devagar, na meia quadra e com paciência. O Hawks chegou a abrir uma vantagem larga no 2º quarto, mas logo ela virou farofa e na maior parte do tempo o jogo ficou amarrado, com cara de que seria decidido no final mesmo. E no fim do tempo normal as duas equipes tiveram chances de vencer. Primeiro o Hawks, que poderia primeiro não ter deixado Al Jefferson empatar o jogo após um rebote ofensivo de lance-livre, e depois com um arremesso de Joe Johnson a 3 segundos do final que parecia perfeito até não entrar. O Jazz também poderia vencer, em bonita e simples jogada desenhada por Tyrone Corbin, Paul Millsap teve um arremesso limpo para vencer a partida no estouro, mas errou. Primeira prorrogação.

No primeiro tempo extra, nada de bom para ninguém. Primeiro que Josh Smith foi o primeiro eliminado com 6 faltas, após jogar apenas 30 minutos e conseguir 22 pontos, 10 rebotes e 6 assistências, depois porque os 5 minutos de basquete renderam um empate patético de 2 a 2. Sim. Uma cesta pra cada lado apenas. O recorde negativo de pontos marcados em um tempo extra é de 0, feito por 10 times na história. O menor placar foi um 2 a 0, foi por pouco. Na segunda prorrogação parecia que o Jazz iria levar. Eles abriram 5 de vantagem mas logo entregaram a rapadura: cesta e falta para Jeff Teague seguido de cesta e falta de Zaza Pachulia após a troca de passes mais linda do jogo. Mas aí o Jazz respondeu com o sempre excelente Al Jefferson (28 pontos, 17 rebotes, 3 tocos em 51 minutos jogados) e com uma cesta de Devin Harris, abrindo 3. Coube a Joe Johnson acertar uma bola de 3 para deixar o jogo eterno. Essa semana JJ (37 pontos, 8 rebotes) já tinha acertado outros arremessos decisivos, tinha feito a bola de empate no tempo normal e a da vitória no tempo extra contra o Cavs.

Pior que mesmo indo para a terceira prorrogação o jogo não estava excitante. Nem os jogadores pareciam muito vidrados ou empolgados.

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Sei lá, foi histórico mas morno ao mesmo tempo. A prorrogação de número 3 me chamou a atenção pelas jogadas no final, que garantiram o empate. Bolas bem trabalhadas para arremessos de Al Jefferson e Marvin Williams. Coisas que não costumamos ver em situações de fim de jogo. Muita frieza ou defesas já cansadas? Não sei. Finalmente chegamos na última prorrogação! Aleluia. Em jogadas tolas, o Jazz perdeu seu garrafão e aí o jogo. Primeiro Al Jefferson foi contestar um arremesso de Joe Johnson e cometeu suas 6ª falta. Pouco depois Paul Millsap fez uma falta em Jeff Teague em uma jogada em que CJ Miles estava defendendo e contestando a infiltração do armador do Hawks. Sem seus principais pontuadores o time ficou mais frágil. Ainda que CJ Miles teve uma bandeja completamente livre, após rebote ofensivo, para empatar o jogo, mas errou. Na bola seguinte Joe Johnson, de novo, acertou bonito arremesso, abriu 4 de diferença e matou o jogo imortal.

Os recordes: Primeiro jogo com 4 prorrogações desde um Suns/Blazers de 1997. Primeiro jogo com 4OTs da história do Jazz, primeiro do Hawks desde 1982. Os 57 minutos de Gordon Hayward foram o máximo do jogo e recorde do Jazz, igualando os 57 minutos disputados por Karl Malone em um jogo de 3OTs contra o Bulls em 1992. O Jazz também tentou 126 arremessos no jogo, foi apenas a 10ª vez desde 1985 que um time tenta tantos arremessos num jogo. Curiosamente 9 desses 10 times, Jazz incluso, perderam as partidas em que chutaram tanto.

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Ufa! Podemos ir para as outras histórias da noite? Aconteceu bastante coisa. Como por exemplo a chamada “prévia da final” entre Oklahoma City Thunder e Miami Heat, termo que ofendeu muitos torcedores de Spurs e Bulls por aí. Assim como em outra possível prévia da final, contra o Lakers, o Heat foi completamente dominado e não teve chance de vitória em nenhum momento. O curioso é que o Thunder apertou muito a defesa de perímetro, forçou 21 turnovers do Heat e fez 18 pontos de contra-ataque. Foi o plano de jogo do Heat para derrotar o Heat.

O time do Big 3 tentou a mesma coisa, mas sem sucesso. Sua pressão sobre Kevin Durant apenas se transformou em 8 assistências (além de 28 pontos e 9 rebotes) do ala. Ele infiltrava, via o pivô saindo para dobrar e soltava o passe para Ibaka (19 pontos) ou Perkins (16 pontos) sob a cesta, fácil. Eu amo o Shane Battier, mas acho que se o Heat quer vencer o Thunder eles devem usar seus melhores defensores de perímetro contra os melhores atacantes do Thunder. Isso quer dizer Wade marcando Westbrook e LeBron marcando Durant. Nada de deixar o trabalho com Chalmers e Battier para poupar as estrelas para o ataque. Se o Heat quer ganhar nos playoffs vai ser com defesa e é lá que os dois devem se dedicar e se cansar.

Em Cleveland o Cavs continua mal depois de até chegar a sonhar com playoffs, tomaram uma surra do Suns com direito a 22 pontos de Marcin Gortat e 13 assistências de Steve Nash. Vitória tranquila também do Wolves, que recebeu o Nuggets e se deu melhor no duelo da correria. Kevin Love se tornou o primeiro jogador desde Moses Malone a conseguir pelo menos 30 pontos e 20 rebotes (teve 30-21) um jogo após ter alcançado a marca de 50 pontos. Quem também se destacou foi o armador Avery Bradley, do Celtics, mas com números um pouco mais singelos que os de Love: 23 pontos na vitória sobre o Wizards. Com Mickael Pietrus e Ray Allen machucados, Bradley foi titular e já meteu 15 pontos só no primeiro período. Outro dia me perguntaram dele no Twitter e disse que achava que ele era um cara “estilo Jeff Teague“. Sustento isso. Simples, nada de mais, mas bom jogador. Em jogo de má fases, o Blazers contou com 24 pontos do contestado Raymond Felton para vencer o Warriors.

Polêmica na vitória do Memphis Grizzlies sobre o Los Angeles Lakers: Mike Brown decidiu deixar Kobe Bryant no banco de reservas durante muito tempo no último quarto! Pois é, ele tem 8 bolas no saco ou nenhum cérebro. A vantagem do Grizzlies subiu de 3 para 14 pontos no último período e o técnico, faltando 5:45 para o fim do jogo, tirou Kobe para colocar Ex-Artest em quadra. Apenas faltando 1:51 para a partida acabar que Kobe, com a desvantagem em 8, voltou. Não deu certo, mas a derrota não era mais assunto quando o jogo chegou ao fim. Muito menos os 7 jogadores do Grizzlies que passaram dos 10 pontos e a ótima partida de Tony Allen (12 pontos e espetacular defesa). Ninguém ligou para essas coisas pequenas, só queriam ouvir o que Kobe iria falar.

E aí veio a maior surpresa da noite: Ele não reclamou. “É uma decisão dele. Se vocês estão esperando eu falar alguma coisa para ter uma história, não vão conseguir. Eu apoiei ele a temporada toda e não faria sentido ir contra ele agora”. Já Mike Brown minimizou o fato, “Não foi uma coisa que ele fez, apenas tentei ir com o Metta e colocá-lo mais tarde. Não deu certo. Nunca explico para os jogadores porque faço substituições e não vou fazer diferente agora”. Realmente Kobe não estava bem, já tinha cometido 2 turnovers no período e tinha acabado de errar um arremesso forçado quando saiu do jogo. Mas ele nunca foi substituído assim antes mesmo nos jogos em que tinha ido bem mal. Se é, como muita gente está dizendo, porque Kobe tem forçado muito jogo, Mike Brown deveria abrir uma exceção e ir explicar os motivos para Kobe. Simplesmente alguns minutos de banco não vão fazer Kobe repensar o que faz desde sempre. Se o técnico quer uma mudança deve deixar isso mais claro.

Na impressionante vitória do San Antonio Spurs sobre o Philadelphia 76ers, a coisa mais curiosa não estava na quadra, mas no site da NBA. O Spurs poupou Tim Duncan da partida e mesmo assim não tomou conhecimento da melhor defesa da NBA, venceu o 2º tempo por 41 a 27 e saiu com a vitória tranquila. Ao ver os números do jogo você olha para o nome de Tim Duncan e lê: DNP – Old”. Ou, em português, “Não jogou – Velho”. No boxscore da NBA.com, o DNP (did not play) costuma vir acompanhado de uma explicação para a ausência do jogador, geralmente “coach’s decision” (decisão do técnico) ou alguma contusão. No começo parecia ser piada de algum estagiário do site da NBA, mas não, todos os boxscores saíram assim. Foi o Spurs que passou a informação desse jeito! Pior, não é a primeira vez que eles fazem a piada. Alguns anos atrás o mesmo Spurs fez isso com o poupado Robert Horry. O Spurs é uma franquia especial, parece chata, mas tem o humor mais sutil da NBA inteira. As 10 jogadas da noite (incluindo linda jogada Manu Ginóbili) para celebrar o bom humor:

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Fotos da Rodada – Especial Futebol

Kobe = Chicão

 

Durant = Kaká

 

Tinsley = Valdívia

 

Felton = Willians (erra os passes também!)

 

Hayward = Qualquer Sub-15

 

As organizadas

 

Pierce = Felipe “mão de alface”

 

Thompson = Domingos, Sandro Goiano, Leonardo versão 1994…

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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