Hora de fazer a fama

Dwight Howard sempre vai ser o palhaço da última fileira

 

O All-Star Game da NBA é o que mais recebe atenção da mídia entre todos os jogos festivos dos esportes americanos. No Futebol Americano a imprensa deita e rola no Superbowl, no beisebol é na World Series, mas no basquete todos se reúnem para o All-Star Weekend. Não sei bem se é porque a NBA é boa em organizar um baita show para esse fim de semana, se é porque no basquete um jogo de espetáculo é bem mais atrativo do que em outros esportes ou simplesmente porque nesse esporte existe mais atenção, pelo menos nos EUA, para o individualismo do que para as grandes equipes. Provavelmente um pouco disso tudo. E não é só nos EUA, diga-se de passagem, quando se trata de basquete estamos sempre comentando e relembrando dos grandes jogadores, muito mais do que dos grandes times. Até no dia-a-dia da temporada regular, somos capazes de trocar um jogo do Sixers ou do Spurs só pra ver os passes lindos do Ricky Rubio no Wolves, time que nem deve ir aos playoffs.

E se isso vale para nós, blogueiros e leitores do Bola Presa, bitolados em basquete que acompanhamos todas as rodadas e somos fanáticos por basquete e pela NBA, o que dizer dos chamados “fãs casuais”, aqueles que assistem basquete bem de vez em quando? Alguns só nos playoffs e, claro, no All-Star Game? Eles só conhecem as estrelas mesmo, talvez nem saibam em que times cada uma delas jogam. Por isso o All-Star Game é pico de audiência mundial da NBA e importantíssimo para definir a imagem que muitos jogadores carregaram nas costas por um bom tempo. Se você for um imbecil só uma vez no ano, mas for no jogo das estrelas, é assim que todos irão te enxergar no grande universo dos fãs casuais.

Porque para a fama e imagem de um jogador para o grande público, não importa tanto o que ele faz regularmente, mas o que faz na hora certa. Faz alguns anos, por exemplo, que LeBron James lidera, ou pelo menos está entre os 5 primeiros, de pontuação e eficiência nos últimos 5 minutos de partidas em quenenhum time lidera por mais de 5 pontos. Ou seja, faz anos que LeBron é um dos caras mais decisivos da NBA. Porém, se ele faz isso durante toda a temporada regular, mas falha em um jogo importante transmitido na ESPN para o mundo todo e logo depois erra mais uma vez em uma série de playoff, toda a estatística acumulada vai para o lixo. Pode-se dizer o contrário de Kobe Bryant, e daí que seu aproveitamento de arremessos não é dos melhores, ele foi decisivo, preciso e importante em 3 playoffs seguidos, quando chegou nas finais 3 vezes e venceu 2 títulos. É o que todo mundo viu, é o que ficou guardado.

E o que tudo isso tem a ver com o All-Star Game? Bom, todo mundo estava vendo, poderia ser o momento de mudar ou de confirmar estereótipos. Mas nesse ano foi a vez de se confirmar todos os rótulos que os jogadores tinham. Todos. LeBron James foi surreal, absurdo, o melhor em quadra e imparável, mas nas últimas posses de bola resolveu passar a redonda ao invés de arremessar. Pior, errou um dos passes e os outros não terminaram em cesta. Depois de ser o melhor em quadra em um jogo com os melhores do mundo, só se comenta da “amarelada” de LeBron. “Por que ele não arremessou?”, questionam os mesmos que criticam Kobe por querer arremessar tudo.

Kobe Bryant manteve a imagem do fominha marrento. Precisava de poucos pontos para passar o recorde de Michael Jordan de mais pontos em All-Star Games e o fez com certa facilidade. Mas, claro, sem escapar do alvo de críticos que sempre acham que ele arremessa quando deveria passar. Até críticas por ele não ter entrosamento com Andrew Bynum eu li. Não importa que Bynum jogou só 6 minutos e recebeu uma ponte aérea de Kobe, que ele não finalizou por pura desatenção. Kobe Bryant mantém a imagem de macho alfa da NBA, de líder, recebeu a bola nos minutos finais, mas nunca é bom o bastante. Seu companheiro Bynum jogou só os 6 minutos porque durante o fim de semana estava fazendo tratamento no seu sempre bichado joelho. E isso mantém outro rótulo bem intacto: Bynum é bom, mas nunca será 100% saudável.

Outras imagens foram reforçadas: Kevin Durant, MVP da partida e cestinha (empatado com LeBron) com 36 pontos, é a nova cara da NBA, provável MVP da temporada inteira se seu Oklahoma City Thunder se mantiver em primeiro no Oeste. Derrick Rose é o novo Tim Duncan da liga, não sorri, não participa das dancinhas pré-jogo, não vê graça no All-Star Game porque o jogo não vale nada. Competidor, vencedor e sério. Por outro lado, Dwight Howard é o oposto. Brinca o tempo todo, sorri, aceita ser zoado pela galera, tenta bolas de 3 pontos e tá tudo certo. Muitos acham que falta mais seriedade de Howard para ser mais decisivo na NBA, que ontem era dia de jogar sério e ser MVP já que o jogo era em Orlando. Se Magic Johnson ganha dando gargalhada na quadra tá beleza, se perde é porque falta seriedade. Ainda morro de desgosto com opiniões de resultado.

Muito desses rótulos tem um fundo de verdade, não foram invenções tiradas do acaso, mas simplificam muito assuntos mais complexos que isso. Mas não tem jeito, quem não vê a NBA de perto gosta dos rótulos para entender o que está acontecendo e assim até passar a se interessar. LeBron é do mal? Durant é do bem? Nash é vovô engraçado? Ótimo. Para a NBA foi ótimo que os rótulos foram feitos, agora todo mundo pode acompanhar a NBA de perto e saber o que esperar. Agora é certeza que esses caras vão ter que ralar muito para provar o contrário. Se é que eles querem provar o contrário.

Abaixo jogadas da partida de ontem em câmera lenta, que eu amo de paixão. Só a enterrada do Russell Westbrook que não dá pra ser em câmera lenta porque ele é uma aberração da natureza.

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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