LeBron passa a bola, Mavs afunda

Acabamos de sair do All-Star Game, em que LeBron James colocou sozinho seu time na disputa mas acabou errando um passe na jogada final ao invés de tentar o arremesso, e já estamos de volta à mesma polêmica. Na partida de ontem contra aquele-time-do-qual-não-falamos, LeBron teve 35 pontos, 10 rebotes, 6 assistências, 3 tocos e nenhum desperdício de bola. Mais do que isso: no minuto final, com o Heat atrás no placar por 2 pontos (após estar perdendo por 18), acertou duas bolas consecutivas para virar o jogo, uma bola de três depois de um corta-luz e uma outra bola desequilibrada, contestada, que o LeBron conseguiu colocar no ar na base do muque e que só não foi de três pontos porque seu pé tocou na linha. Foi surreal e lembrou muito os arremessos do próprio LeBron no All-Star, em que suas bolas de 3 espíritas transformaram o jogo. Mas o desfecho dos dois jogos foi o mesmo: Devin Harris virou o jogo para o time de Utah ao fazer uma cesta e sofrer a falta do Wade, e sobrou nas mãos do LeBron a última posse de bola. Ao dar o primeiro passo em direção à cesta e ver que a defesa acompanhou seu movimento, LeBron encontrou Udonis Haslem completamente sozinho na cabeça do garrafão para um arremesso. Haslem errou, perdeu o jogo, e LeBron está de volta à fogueira sagrada do “você não é Michael Jordan“.

Muitas coisas precisam ser lembradas num momento assim. A primeira é que Udonis Haslem é um excelente arremessador de dois pontos na cabeça do garrafão e na zona morta, quase automático, e faz sentido que lhe seja confiado um arremesso livre em qualquer momento do jogo. Outra coisa é que LeBron já fez isso outras muitas vezes. A primeira vez que recordo foi ainda no Cavs, quando LeBron deu um passe para o Donnyel Marshall livre arremessar da zona morta para a vitória e o arremesso não caiu, gerando críticas a LeBron. Marshall era um arremessador fantástico – aliás, era a única coisa que ele fazia da vida e o que ainda lhe mantinha na NBA. E pra terminar, vale lembrar do nosso perfil do LeBron escrito quando ele assinou com o Heat: sua posição natural é de armador principal e sua mentalidade tende a ser a do passe antes de tudo. Sua tendência é a fazer a jogada de basquete certa, a jogada correta, mesmo que isso vá contra aquilo que se espera.

Vou ser de novo acusado de estar protegendo o LeBron, de estar lambendo meladamente em seus bagos, mas como já fui também constantemente acusado de criticá-lo, acho que tudo se equilibra no final. A única coisa que me importa é que em algum momento do basquete o ato de tomar a decisão correta na hora de fazer uma jogada passou a ser algo mal visto, algo covarde, se esse ato não for um arremesso individualista. É preciso fazer a genealogia desse conceito, mas acho seguro dizer que surge com Michael Jordan e que comeu nossos cérebros como um pequeno Eddy Curry de insensatez. É um sinal dos nossos tempos, da falta de coletividade, do ódio fácil, da exigência de que um sujeito decida por todos, do colapso da democraria representativa. Mas aí vou parar em outro lugar, num daqueles posts gigantes misturando basquete e sociologia. Prometo para outra hora.

Fora essa polêmica, ainda restam algumas coisas. Wade não apenas fez a falta no Devin Harris que permitiu que o Jazz virasse o jogo como também fez uma falta algum tempo antes num arremesso de três do mesmo Harris, que cobrou os três lances-livres. A defesa do Heat é fantástica, mas ela é exageradamente agressiva às vezes, se arrisca demais tanto em roubos quanto em tocos, e acaba pagando caro volta e meia. Além disso, a defesa tem problemas graves especialmente contra jogadores fortes de garrafão, e o Al Jefferson passou boa parte dos minutos finais recebendo a bola na isolação sem que sequer precisasse haver uma

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jogada para ele. Esse garrafão do Jazz, insisto, ganha jogos sozinho e complica a vida de qualquer equipe, o Heat não foi exceção.

Outra equipe que complica a vida de qualquer um, mesmo fedendo, é o Hornets. Já faz um bom tempo que qualquer jogo do Hornets é brigado, sofrido e suado mesmo que acabem tomando uma surra nos 2 minutos finais de alguns jogos. Times ruins que se acham bons, como o Wizards, só tomam porrada. Times bons que se acham ruins não possuem confiança pra nada e acabam tomando porrada. Mas o Hornets é um dos raros times que são ruins, sabem que são ruins, e não acham que isso vai impedí-los de jogar basquete. Pessoalmente sou muito fã de jogadores ruins que sabem que são ruins, como o Chuck Hayes, por exemplo, porque eles dão a vida em quadra e acabam sendo muito úteis. O Hornets é inteiro assim e quem bobear contra eles sai não apenas com a derrota, mas também com a humilhação de perder para um dos piores elencos dos últimos anos.

Ontem foi a vez do Mavs descobrir essa assustadora verdade. Nowitzki teve problemas o jogo todo, o Mavs está sem Lamar Odom que tem quatrocentos problemas pessoais e agora talvez jogue na D-League para recuperar o ritmo depois de tantas paradas, e o jogo chegou no último quarto com o Mavs atrás no placar. Em geral é nessa hora que o Hornets começa a fazer merda e foi exatamente o que aconteceu, Roddy Beaubois aproveitou as falhas e acelerou o jogo, terminou a partida com 25 pontos e 4 roubos, e encostou o placar. Mas aí o Jarrett Jack mostrou que não tem medo de ser ruim e venceu o jogo num arremesso certeiro. Chris Kaman também está jogando muito desde que voltou de contusão, dessa vez foram 20 pontos e 13 rebotes contra um Mavs que ainda não sabe como compensar a falta de marcação individual no miolo do garrafão. São agora 4 derrotas seguidas para o Mavs, mas essa vale por quarenta.

Agora, pro resto da rodada. O Sixers se recuperou de péssima fase graças a 25 pontos em 27 minutos do Lou Williams, cestinha do time na temporada mesmo vindo do banco de reservas, e desafogo do ataque da equipe, e venceu o Warriors sem Stephen Curry, com lesão no pé. Aliás, o Cury tem as piores extremidades inferiores do mundo desde os 6 dedos da Cicarelli.

Suns e Clippers se pegaram num jogo sem vergonha, cheio de cabeçadas e péssima mira, cada time só tinha 30 pontos no intervalo e só passaram dos 80 no finalzinho e com uma ajudinha da arbitragem. Num jogo desses, o mais estranho é que o Suns garantiu a vitória na base da defesa. Sim, defesa, eu não tive um aneurisma cerebral. Nos minutos finais teve toco do Gortat no Caron Butler, rebote ofensivo com tapinha do polonês, e toco do Grant Hill de pontinha de dedo num arremesso de três decisivo do Chris Paul. Aliás, o que o Grant Hill fez na defesa parece piada, já faz uns jogos que ele é o homem designado para as marcações duplas nos pivôs adversários e está fazendo miséria, ontem ele simplesmente tornou a vida do Blake Griffin um inferno e pra mim é o defensor da temporada até agora. Sim, o velhinho do Suns. Esse é mesmo um mundo estranho.

Outro jogo de defesas fortes, mas com final bacanudo, foi Hawks e Bucks. Sem Joe Johnson, fora por pelo menos dois jogos com uma lesão no joelho, o Hawks teve que depender bem mais poder ofensivo de seu banco de reservas. Josh Smith teve uma daquelas estranhas partidas em que ele fica dentro do garrafão e aí percebe quão genial pode ser, com 24 pontos e 19 rebotes, mas o jogo foi decidido mesmo quando o antiga-estrela-e-agora-reserva Tracy McGrady encontrou o ex-relevante Radmanovic para uma bola de três que selou o jogo. T-Mac cumpriu muito bem o papel do Joe Johnson na armação da equipe e foi ajudado por Jannero Pargo, que também já foi relevante no Bulls não faz tanto tempo assim. Quando foi que o Hawks virou um asilo de ex-jogadores agora indesejados?

O Bucks teve 34 pontos, 9 assistências e 5 bolas de três pontos do Brandon Jennings, que tem carregado esse ataque inteiro nas costas, mas o Drew Gooden continua chutando traseiros, com 26 pontos e 10 rebotes dessa vez. Acho que é a primeira vez na vida que o Gooden não está sendo improvisado numa posição em que não consegue fazer nada e finalmente pode ser útil no ataque como sempre mereceu ser.

Se o banco do Hawks garantiu o jogo, o banco do Lakers quase jogou a vitória contra o Kings pela privada. O jogo estava uma mamata para o time de Los Angeles, Bynum usou todo seu tamanho para receber passes debaixo da cesta e envolver seus companheiros (teve 19 pontos e 15 rebotes no jogo), Kobe estava imparável (foram 38 pontos), mas bastou todo mundo ir sentar no que parecia um jogo ganho para os reservas começaram a fazer merda. O banco do Kings chutou traseiros: Chicão Garcia teve 18 pontos, Fredette teve 12 num par de bolas de três, e John Salmons teve outros 12. Os titulares do Kings jogaram bem, apenas não tiveram como competir com os titulares do Lakers que fizeram uma partida impecável. Mas na hora de comparar bancos de reserva, o Lakers sempre leva a pior. O problema é que quando a água bateu na bunda os titulares voltaram e Kobe e o outrora-conhecido-como-Artest mataram o jogo.

Tão manjado quanto o banco medonho do Lakers só o Rudy Gay decidindo jogos para o Grizzlies. Além dos arremessos que ele sempre mata no final dos jogos, ainda tem os arremessos que ele não mata mas que sempre, sempre viram rebotes ofensivos para alguém do Grizzlies vencer o jogo. Dessa vez Gay acertou o arremesso a 26 segundos do final e o Raptors não conseguiu pontuar do outro lado. Foram 23 pontos e 12 rebotes para o Gay, mas de brinde veio uma enterrada na cabeça por cortesia do James Johnson. Aliás, o James Johnson nunca teve chance nenhuma no Bulls, virou titular do Raptors meio do nada, sem nenhum aviso ou motivo aparente, mas não é que o desgraçado joga muito? É um defensor fantástico, atlético e que sabe incomodar, e ainda não compromete no ataque. Dá pra ver a enterrada no vídeo abaixo, vejam como ele é forte e consegue manter a jogada apesar das trombadas:

[youtube width=”600″ height=”335″]http://www.youtube.com/watch?v=ttW291PGDnw[/youtube]

No resto da noite, o Bulls venceu fácil o Cavs que não esboçou nenhuma reação porque o Kyrie Irving está muito “gribado” e nem sabe se consegue jogar no fim de semana. O Spurs venceu o Bobcats por 30 pontos e a única coisa minimamente interessante sobre o jogo, e isso só se você nasceu dentro dessas linhas imaginárias, é que o Splitter jogou 20 minutos e está recuperando a forma. O Celtics finalmente teve de volta Rondo (13 assistências), Garnett (20 pontos, 10 rebotes) e Paul Pierce (27 pontos, 8 assistências), mas aí o Ray Allen não jogou porque está “gribado” também, volta só no domingo. Ainda assim o Celtics venceu a partida contra o Nets, que teve 28 pontos e 3 rebotes para o Brook Lopez. Três. Eu adoro ele, reconheço que pega poucos rebotes porque marca jogadores fora do garrafão, mas três não dá, três é vergonha, três é vexame. Três. Eu, enquanto escrevia esse post, já peguei quatro rebotes então venci. E pra acabar, Ty Lawson teve 22 pontos e 15 assistências na vitória em cima do meu Houston, que ou deixa o Kevin Martin jogar sozinho e ninguém faz nada, ou então todo mundo joga e ignora o Kevin Martin. O meio termo mandou lembranças, pessoal.

Fotos da rodada:

Aquele momento de olhar para o horizonte depois de discutir a relação

 

“Será que o Kobe vai pegar no meu pinto?”

 

-dsaNSd?
-MDSAKNS!

 

O dia em que o técnico do Heat faz facepalm…

 

…e o do Cavs tá rindo à toa

 

-Desculpe não ser um técnico a sua altura, Scal.

 

Kemba Walker nem precisaria levitar para parecer grande perto de TJ Ford

 

DeSagana Diop é um péssimo trombadinha

Torcedor do Rockets e apreciador de basquete videogamístico.

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