Lin e Wallace na noite dos não draftados, Blazers passa vergonha

Tudo se encaminhava para que a Linsanity se acalmasse um pouco. Jeremy Lin (27 pontos, 11 assistências) não estava jogando mal na na noite de ontem contra o Raptors, mas parecia, finalmente, um jogador comum. Isso quer dizer que errou muitos arremessos, tomou decisões erradas e como todo pirralho armador em começo de carreira, cometeu muitos turnovers (8) durante o jogo. Ao mesmo tempo ele não foi bem na defesa sobre Jose Calderón ou mesmo Leandrinho, como o próprio Lin admitiu após o jogo: “Fiz um trabalho horrível marcando os dois”. Mas quando o momento é mágico, é mágico.

Faltando 1:30 para o fim do jogo, Iman Shumpert, excelente defensor, roubou a bola de Calderón e foi para a enterrada, cortando a vantagem do Raptors para 3 pontos. No ataque seguinte Jeremy Lin, mesmo com todos os erros, bateu pra dentro, sofreu a falta e fez a cesta. Jogo empatado. Aí Tyson Chandler, sim, o pivô gigante, fez uma defesa fora de série em cima do Leandrinho, acompanhando ele como se fosse jogador de perímetro, forçando o brazuca a um arremesso desastrado de 3 pontos que não caiu. Com a chance de finalmente passar na frente nos segundos finais, Shumpert arremessou de novo, mas errou. Sorte dele e do Knicks que Chandler pegou mais um rebote de ataque (o 3º dele, 11º do Knicks no jogo) e deu a bola para Jeremy Lin. Aí o resto é história.

Parabéns à TV canadense que escolheu muito bem a câmera para deixar o arremesso ainda mais foda. Acertar um chute da vitória desse tipo já é algo especial, fazer com todo mundo olhando no meio dessa loucura que está sendo o momento de Lin, eleito jogador da semana no Leste, é surreal. Não dá pra cansar de dizer que há pouco mais de uma semana só um punhado de pessoas conhecia Jeremy Lin e nenhuma, digo com certeza, NENHUMA, apostava que ele fosse fazer metade do que tem feito. E o quanto é legal ter escrito tudo isso sobre o Knicks sem nem sequer citar Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire ou Baron Davis? Desses só Stoudemire jogou ontem, foi meio mal no começo, mas engrenou depois e se aproveitou de alguns bons passes de Lin. Essa dupla dá caldo! Com Carmelo é que ainda teremos que esperar e ver.

Como vocês já devem ter enjoado de ouvir, Jeremy Lin não foi draftado. Ele tentou no ano passado, mas passou as 60 escolhas sem ser chamado ao palco. Ele não é o primeiro undrafted a brilhar na NBA, e ontem um deles, Ben Wallace, se tornou o jogador não-draftado com mais partidas jogadas na história da liga: 1.054, superando o recorde de Avery Johnson. Foi em um jogo justamente contra o ex-time de Johnson, o Spurs, e pra comemorar Big Ben foi muito bem. Entrou no lugar de Greg Monroe, que estava sendo anulado por Tim Duncan e contribuiu com excelente defesa em TD, 9 pontos, 5 rebotes, 2 assistências e, preparem-se, uma bola de 3 pontos! A sétima da sua carreira. Pior que nem foi tão no desespero assim, ainda faltavam 4 segundos de posse de bola, ele poderia ter infiltrado, passado a bola, sei lá o que se passou naquela cabeça.

Para segurar a reação fulminante do Pistons, Greg Popovich apelou. Começou a brincar de Hack-a-Ben, fazendo faltas intencionais em Ben Wallace para que ele cobrasse lances-livres. Big Ben se saiu até que bem, acertando 4/8, mas certamente deu uma esfriada no time. O Pistons chegou perto de vencer, mas no final o Spurs se salvou com boa defesa de perímetro sobre Rodney Stuckey e duas bandejas de Tony Parker. Sabem como é, né? Ele bate pra dentro, não sai do chão e não há ser humano no mundo que seja capaz de pará-lo. Irritantemente eficiente.

Você sabe que a crise está feia quando toma 124 pontos do Washington Wizards. Em casa. O Portland Trail Blazers chegou a ter 11 vitórias e só 1 derrota em casa em determinado momento da temporada, agora perdeu 3 seguidas em seus domínios e despenca na tabela do Oeste. Tomar tantos pontos do Wizards, incluindo 33 de Nick Young, é uma vergonha para um time que tem pelo menos 3 especialistas em defesa como Nicolas Batum (que foi bem no ataque com 33 pontos e essa enterrada), Gerald Wallace e Wesley Matthews. Mas espera aí que a coisa piora: Segundo Marcus Camby o time foi derrotado porque perdeu a cabeça depois que LaMarcus Aldridge saiu machucado no 1º quarto e não voltou mais. Funhé. Uma curiosidade numérica sobre o Blazers. Em saldo de pontos eles são o 5º melhor time da NBA! Estão tão mal na tabela porque estão com só 1 vitória e 9 derrotas em jogos decididos por 5 pontos ou menos. Cadê o Jamal Crawford decidindo os jogos?

Jogo feio ontem no Staples Center. O Lakers pareceu preguiçoso durante todo o tempo e o Hawks pareceu apenas ruim mesmo. Andrew Bynum (15 pontos) no primeiro tempo e Pau Gasol (20 pontos, 15 rebotes) no segundo ganharam o jogo para o time da casa, que teve Kobe Bryant com apenas 10 pontos, seu mínimo desde dezembro de 2010. Não precisaram dele e isso diz muito sobre a fase do Hawks.

A história do Lakers no jogo aconteceu antes da partida, quando o outrora conhecido como Ron Artest fez as pazes com o técnico Mike Brown. Nem sabia que eles estavam brigados? Explicamos. Após o jogo contra o Knicks, ex-Artest disse que o seu técnico era um “cara de estatísticas, que antes de ser técnico era analista de vídeo ou algo do tipo” e que ele não jogava nos minutos finais dos jogos só por causa desses benditos números, mas que quando ganhava a chance, como contra o Celtics, ele defendia bem e o time ganhava. “Ele estava preocupado com eu errar arremessos ou lances-livres no fim dos jogos, mas eu não poderia me importar menos com isso. Eu vou conseguir parar qualquer adversário no fim dos jogos. Vou vencer”. Os números que preocupam Mike Brown são os seguintes: 16% (!) de aproveitamento em bolas de 3 na temporada (9/55) e 50% de lances-livres. Compreensível, não é? O técnico respondeu dizendo que ele não é um cara de estatísticas, “Se eu me baseasse em estatísticas ele não entraria em quadra”. Touché.

Em Chicago o Bulls resolveu brincar de não defender o Sacramento Kings. Fugindo de qualquer sinal do estilo de jogo de seu técnico Tom Thiboudeau, o time da casa jogou e deixou jogar. Tyreke Evans (27), DeMarcus Cousins (28) e Marcus Thornton (23) passaram dos 20 pontos e deram canseira, mas nunca controlaram o jogo e perderam no finalzinho. Luol Deng impressionou comandando boa parte do ataque e terminando com 11 assistências, nada mal para quem era apenas um arremessador anos atrás. O outro líder de conferência também ganhou, o Thunder dominou o jogo inteiro e encerrou a sequência de back-to-back-to-back com a segunda derrota seguida do Utah Jazz.

Pela primeira vez desde 2006 o ala Kevin Martin saiu zerado de um jogo. Bem ele que tinha média de mais de 25 pontos contra o adversário de ontem, o Memphis Grizzlies. Saíram com uma derrota, claro. Como disse o pessoal da NBA.com hoje, o Heat não está apenas vencendo, está “despachando os adversários com uma precisão metódica típica de quem está em uma missão”. Que poeta eles contrataram para escrever resuminho de jogo? Mas pior que é verdade. O Heat tem entrado nos jogos focado e querendo resolver tudo logo, ontem abriram 29 pontos de diferença no primeiro tempo e não deram chance. Isso porque o Pacers, em casa, deveria ser um desafio considerável.

O último jogo da noite é uma vitória do Denver Nuggets, milagre. Para sorte deles enfrentaram o pobre Phoenix Suns, que estava sem Steve Nash. É como enfrentar uma dupla de tênis que está sem um jogador, não tem como perder. Foi a primeira vitória do Nuggets em casa depois de uma sequência de 5 derrotas seguidas. Destaque para o garrafão: Como titular, o novato Kenneth Faried anotou 13 pontos e 9 rebotes, vindo do banco Chris Andersen fez 16 pontos e 7 rebotes.

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Fotos da Rodada

Marvin Williams vence Erick Dampier no quesito esforço
No quesito tatuagem e estilo, Chris Andersen  já venceu faz tempo
A cara do Gortat diz tudo sobre o Birdman: “que porra é essa, viado?”
Faried, Robin Lopez e Childress leva o nível de Força Capilar dessa foto a 2.000
“Eu quero o Nash” é o novo “Eu quero a minha mãe”
As mãos divinas por trás de Jeremy Lind

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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