Locaute 2017: Eu vou!

Lembra quando o Milwuakee Bucks, o time menos valioso da NBA, foi vendido por meio bilhão de dólares? E há algns meses, depois das acusações de racismo do antigo dono, Donald Sterling, quando o Los Angeles Clippers foi vendido por DOIS BILHÕES de doletas? Pois é, os números envolvendo a NBA ficam cada vez mais surreais e eles ganharam mais algumas cifras nessa semana.

Foi assinado um novo contrato de televisão entre a NBA e a Disney (dona da ESPN e da ABC) e com a Turner (dona da TNT) no valor de… preparem-se: 24 BILHÕES de dólares por 9 anos! A média é de 2,6 bilhões por temporada, mas ainda não foi decidido ao certo quanto será pago a cada ano, e explicaremos a razão.

NBA TV deal

O teto salarial da NBA é decidido baseado no Basketball Related Income (BRI), o PIB da NBA, o total de grana que a liga recebe ao longo de uma temporada. Somando contratos de TV, League Pass, patrocínios, produtos e tudo mais, pega-se o valor total ganho pela liga e é definido o teto salarial e do “luxury tax”, o limite de salários que, se ultrapassado, resulta em multas. Tirando os pormenores, em geral o teto salarial equivale a 45% do BRI dividido pelo número de franquias da liga.

Desde a metade dos anos 2000 que o teto salarial fica na casa dos 50 e poucos milhões de dólares. O aumento costuma ser bem pequeno de ano pra ano e foi até uma surpresa quando, no ano passado, ele cresceu 5 milhões e passou de 58 para 63 milhões de dólares. Isso aconteceu porque a renda da NBA subiu bastante e, segundo dados obtidos pelo Grantland, apenas 13 equipes tiveram pequenos prejuízos no último ano. Um bom número!

Agora imagina o caos se, de repente, o BRI ao invés de contar com os 900 milhões anuais do atual contrato de TV, passa a receber 2,6 bilhões! Tudo ia mudar e, de uma hora para a outra, sem que ninguém pudesse ter previsto, o teto salarial pularia dos 63 milhões atuais para a casa dos 80 ou até 90 milhões de dólares! Times que estão com o teto salarial comprometido, como o Brooklyn Nets, iriam se ver podendo assinar até jogadores de contrato máximo. Imagina o Kevin Durant como Free Agent justamente no ano que TODOS os times na liga ganham espaço salarial para oferecer um contrato gigantrosco para o jovem MVP, vai ser um caos.

Além de ser caótico, seria injusto com muitos times que passaram os últimos anos calculando, trocando e até evitando negócios para não chegar nessa temporada com problemas de teto salarial. O próprio Thunder trocou James Harden anos atrás para não ficar acima do teto salarial e com sua folha salarial engessada pelo grande número de contratos grandes. Os times terão que entrar em acordo sobre como isso irá mudar, com alguns sugerindo uma adição aos poucos desses bilhões e outros um aumento imediato, mas no fim das contas cada time vai ser bem egoísta.

Outra aberração criada pelo salto inesperado do teto salarial é que a regra para o salário dos jogadores não mudaria em nada. O escala de pagamento dos novatos, o salário máximo e mínimo permitidos para jogadores com pelo menos 5 ou 10 anos na liga não são calculados baseado de acordo com o BRI, ao invés disso são definidos durante as negociações entre a liga e o sindicato dos jogadores. O último contrato foi tenso, vencido pelos donos dos times e acarretou no locaute de 2011. Naquela época os donos das equipes argumentaram que estavam ganhando pouco e que a divisão do dinheiro teria que ir mais para o lado deles e menos para os jogadores. O cenário será completamente diferente na próxima negociação, em 2017.

Quantos jogadores vão querer contratos longos que ultrapassem a próxima negociação de salário, onde os pagamentos podem estourar? Será que os donos vão estar mais tranquilos com os contratos de TV e vão facilitar a vida dos jogadores para evitar mais uma paralisação? Afinal, agora que o dinheiro está entrando não parece um bom negócio perder meses e meses de jogos lucrativos. E como estará a sempre capenga organização dos jogadores para conseguir exigir uma fatia maior dessa grana surreal que adentra a liga? São tantas questões que fica difícil acreditar que tudo será resolvido pacificamente sem pelo menos uma ameaça de paralisação em 2017.

A diferença do último locaute, porém, é clara. Em 2011 a discussão pairava sobre se a liga poderia ser lucrativa, agora ela será sobre com quem deve ficar todo esse rio de dólares. Provavelmente os jogadores vão pedir salários maiores e maiores garantias, especialmente para os que estão entrando na liga. Os donos devem topar um aumento grande do teto salarial, mas em troca vão pedir o “hard cap”, o teto que não pode ser ultrapassado nem com jeitinhos e nem com multas, como é hoje. Muita coisa vai mudar.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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