Mais novatos

Há alguns anos nós tínhamos o hábito de fazer posts analisando a performance dos novatos. Embora fosse uma ideia muito divertida, ela tinha algumas coisas que hoje em dia eu não gosto mais. No fim dos posts a gente brincava de futurologia e tentava imaginar o que ia ser do resto da carreira desses atletas, embora tentássemos justificar com fatos todas as previsões, não sei o quanto de valor elas realmente tinham.

Hoje prefiro fazer diferente. Foi o que tentei no último post sobre o Anthony Davis. Analisei sua temporada até agora (boa, mas discreta) e dei pontos a serem analisados na continuação de sua carreira, mas em nenhum momento quis prever se ele será o novo Tim Duncan ou o novo Kwame Brown. Não custa lembrar que há poucos anos teve um outro jogador que teve um primeiro ano bom-mas-discreto, James Harden. E sabe quem foi espetacular num primeiro ano, com protagonismo e jogo completo? Emeka Okafor. Analisar o primeiro ano não é dar uma sentença de futuro.

Tudo isso para começar a analisar o começo de carreira de outros novatos, pedido que foi feito por alguns leitores no post do Monocelha. Bora lá?

 

1. Anthony Davis (New Orleans Hornets)

Anthony Davis

Como já disse antes, bom-mas-discreto. Não chama o jogo em um time de campanha fraca, poderia se arriscar mais, mas prefere ficar mais de lado e só fazer o que sabe. Essa consciência do que sabe e não sabe fazer pode ser sua maior qualidade num futuro próximo, muitos demoram uns 10 anos pra ter esse discernimento, mas é bom ele aumentar seu repertório também.

Outra boa solução é o time se adaptar a algumas de suas qualidades. Sabiam que Anthony Davis tem 76% de aproveitamento em jogadas de transição e contra-ataque? É a 4ª melhor marca de toda a NBA! Uma pena que elas só significaram 56 arremessos tentados por ele na temporada, menos de uma vez por jogo. Pode-se pensar em um time que joga mais rápido no próximo ano para usar esse talento e velocidade de Davis. Mas que isso não faça ele abandonar uma offseason de intenso treinamento de costas para a cesta. Ainda é um pirralho, fez 20 anos no meio dessa temporada, bom ter paciência com ele. Talento não falta.

 

2. Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte Bobcats)

Michael Kidd-Gilchrist

No fundo, lá no fundo, todo mundo sabia que ele não era uma superestrela pop da NBA. O Charlotte Bobcats dizia estar escolhendo um jogador que daria uma nova cara para a franquia, mais séria, defensiva, de dedicação e profissionalismo. Isso tudo aconteceu, Kidd-Gilchrist é pura raça, defesa e foco. Mas eles continuam perdendo uma atrás da outra.

Mas não vamos deixar as derrotas nos enganar. Kidd-Gilchrist ainda é uma das grandes forças nominais da liga e defende muito. Em jogadas de mano a mano, as famosas ISOs, o novato segurou seus adversários a apenas 29% de aproveitamento! Defesa fenomenal. Ele também tem números bons marcando o pick-and-roll, o que já o torna um dos melhores defensores de perímetro da liga. Difícil que isso nem sempre apareça em um time com elenco tão fraco, do mesmo jeito que seu desempenho pífio no ataque fica ainda mais exposto.

 

3. Bradley Beal (Washington Wizards)

Bradley Beal

A média de pontos de Bradley Beal na temporada é de 13 pontos por jogo, mas para entender seu ano é legal ver as médias mês por mês: 11 pontos por jogo em Novembro, 13 em Dezembro, 15 em Janeiro, 17 em Fevereiro, 15 em Março. Beal começou o ano sofrendo, era um novato em um time sem entrosamento e que tinha perdido sua mair estrela, o armador John Wall. Caíram na cabeça do pirralho responsabilidades de armar o jogo em alguns momentos, pontuar, criar situações para outros jogadores. Não deu lá muito certo.

Mas aos poucos ele foi ficando mais confortável em quadra e quando Wall voltou, Beal explodiu. Sua média de aproveitamento de arremessos de 3 pontos saltou da casa dos 20% nos dois primeiros meses e saltou quase 50% desde a volta de Wall. Sem as responsabilidades de armar o jogo, até seus erros diminuíram. Nada como ter um grande armador do lado para a transição para o basquete profissional parecer fácil. A dupla tem futuro.

 

4. Dion Waiters (Cleveland Cavaliers) – Não sei o que dizer. Comento do Waiters do bem, capaz de costurar defesas e acertar arremessos de todos os cantos de uma quadra de basquete? Ou o Waiters do lado negro da força, que se acha um Ricky Davis contemporâneo? Gosto da coragem de Waiters e de sua força física nas infiltrações, mas ele precisa aprender muito sobre basquete nos próximos anos para poder ajudar mais do que atrapalhar o Cavs. De qualquer maneira, foi uma grata surpresa.

5. Thomas Robinson (Houston Rockets) – Novato mais azarado do ano. Caiu num time completamente perturbado, o Sacramento Kings, onde tinha poucas chances e era mal usado. Depois foi para o Houston Rockets, onde seu estilo se encaixa melhor, mas mesmo assim ele joga pouco porque o time está fechado, entrosado e lutando por vaga nos Playoffs. Quem sabe ano que vem.

6. Damian Lillard (Portland Trail Blazers) – Sabiam que Lillard é mais velho que John Wall, que está em sua terceira temporada na NBA? Chegar mais preparado e velho na NBA às vezes dá muito certo. Alguns questionam se isso quer dizer que Lillard está, portanto, mais próximo de seu ápice e que pouco tem a evoluir. Será? De qualquer forma, tá ótimo. Ele pode não melhorar nunca, jogar para sempre como tem jogado esse ano, com quase 19 pontos por jogo, que o Blazers nunc vai reclamar.

Melhor novato da temporada, de longe, mas pode melhorar ainda mais na arte de cavar faltas (exclusividade de veteranos), e com seu bom arremesso dá pra se especializar nos 3 pontos, como fez Derrick Rose após seu ano de novato.

7. Harrison Barnes – Sabiam que o nome completo dele é Harrison JORDAN Barnes? Tem talento escondido aí, galera. É um caso parecido com o de Anthony Davis: apenas 20 anos e apesar de mostrar talento, às vezes passa despercebido em alguns jogos. Mas ele tem motivos mais lógicos para se esconder: seu time luta por boa posição nos Playoffs e ele precisa dividir funções com o espetacular Steph Curry e o promissor Klay Thompson.

8. Terrence Ross (Toronto Raptors) – Ele enterra. Enterra muito. Mas precisa de mais consistência no seu bonito arremesso de longa distância (32% em 3 pontos) e nas suas jogadas mano a mano (31% de aproveitamento) para ganhar mais minutos na próxima temporada. Não à toa nesse ano chegou a perder minutos valiosos para o limitadíssimo Alan Anderson.

9. Andre Drummond (Detroit Pistons) – Ele tinha todas a pinta daqueles jogadores que chegam cedo na NBA porque tem um físico absurdo, mas que demoram para embalar, foi péssimo nas ligas de verão, por exemplo. Mas não, ao invés disso ele surpreendeu e fez ótimo primeiro ano de NBA. Ele é o líder do Detroit Pistons em +/-, que faz o saldo de pontos com o jogador em quadra, e os únicos 3 quintetos do Pistons que conseguem bons números defensivos (menos de 1 ponto sofrido por posse de bola) tem o poeta na formação. Ele está a um entrosamento com Greg Monroe de começar a fazer mais barulho na NBA.

10. Austin Rivers (New Orleans Hornets) – Sem um arremesso confiável e sem ser o cara mais rápido na quadra, todo o coração, força de vontade e liderança de Rivers parecem não fazer tanta diferença assim. Com o surgimento, do nada, de Brian Roberts, assim como a temporada fora de série de Greivis Vásquez tiraram ainda mais espaço do jovem armador. Por fim, também se machucou muitas vezes e perdeu sequência de jogos. Uma temporada para esquecer e, vamos torcer, para aprender. Doc Rivers pode usar seu verão para treinar o filhote.

 

Outros destaques

Valanciunas

Jonas Valanciunas (Toronto Raptors) – O pivô lituano foi selecionado no Draft 2011, mas só foi para a NBA nesta temporada. No começo do ano sofreu horrores na defesa, cometendo faltas bobas e não entendendo o porque. Aos poucos evoluiu, conseguiu passar mais tempo na quadra e não demorou muito para se soltar onde manja, no garrafão ofensivo. Em seus últimos 15 jogos, Valanciunas tem média de 1.2 pontos por posse de bola, é simplesmente a melhor marca de toda a liga!

Nos seus últimos 10 jogos ele tem média de 15,5 pontos, 7,7 rebotes, 2 tocos e só 3 faltas por partida. Tudo isso com aproveitamento de 60% nos arremessos. Seu entrosamento com Kyle Lowry no pick-and-roll, desastroso no começo da temporada, também evoluiu demais. Melhora devagar, mas constante para o pivô em seu primeiro ano. Ah, e ele é gigantesco.

13. Kendall Marshall (Phoenix Suns) – Um armador burocrático e ainda se acostumando com a velocidade da NBA. E seu titular era o melhor jogador do time. Mas apesar de tudo muita gente tem esperança no futuro do garoto, continuaremos de olho.

14. Moe Harkless (Orlando Magic) – Pediu para ser chamado de Maurice, mas é novato então não vamos obedecer.

17. Tyler Zeller (Cleveland Cavaliers) – É branquelo demais para compensar erros com capacidade atlética, saltos e tocos mirabolantes. Ele precisa entender o jogo e fazer a coisa certa para fazer a diferença, só ser grande não adianta. Bom sinal é que ele consegue isso às vezes, mau sinal que está longe ainda de alcançar regularidade. Bom reserva para Anderson Varejão e achar bons pivôs reservas não é fácil como parece.

21. Jared Sullinger (Boston Celtics) – Quer scout pré-draft mais preciso que esse? Diziam que ele era bom o bastante para ser Top 10 no Draft, mas que os times tinham medo de possíveis lesões nas costas. O que aconteceu? Era um dos melhores novatos da temporada até ser afastado com uma lesão nas costas.

34. Jae Crowder (Dallas Mavericks) e 35. Draymmond Green (Golden State Warriors) – Dois achados da segunda rodada. Com bom arremesso, excelente defesa e boa noção de espaço de quadra, Crowder impressiona por jogar como veterano. Ajuda nas mesmas coisas que seu companheiro Shawn Marion. Já Green é o especialista em defesa que Mark Jackson coloca em quadra nas maiores furadas que um novato pode enfrentar, e mesmo assim ele tem dado conta do recado.

 

Outros pirralhos tiveram bons momentos na temporada. Orlando Johnson chegou a aparecer bem na rotação do Indiana Pacers na falta de Danny Granger. John Henson é excelente reboteiro e poderia ser mais bem aproveitado pelo Milwaukee Bucks. Tony Wroten

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teria feito mais impacto se o Memphis Grizzlies tivesse menos medo de usar seu banco de reservas. Por fim, o que foi essa última partida de Will Barton? O cara foi a 40ª escolha do Draft, seu máximo de pontos na temporada tinham sido 14 e aí ele mete 22 pontos, 14 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola em 32 minutos contra o Dallas Mavericks. Dá onde veio isso?! Dá pra entender por que eu desisti da futurologia?

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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