Miami Heat campeão da NBA

Já algum tempo que percebo que as Finais da NBA são séries muito diferentes do resto dos Playoffs. É tanta ansiedade vista claramente na cara dos jogadores que não dá pra fazer previsão baseado no que o atleta fez até ali (alô James Harden), é um cenário onde tudo muda. Os ajustes táticos entre os jogos parecem ter menos valor também, visto que a confiança acaba fazendo mais diferença que qualquer coisa, não adianta uma ordem nova do técnico se o jogador estiver arrasado e não acerte um arremesso sequer. Em suma, é uma série muito emotiva onde viradas são raras e coisas estranhas acontecem. Um dos motivos que nos faz dizer aqui que o Miami Heat é campeão da NBA em 2011/12 é que eles conseguiram ser mais frios que o Oklahoma City Thunder quando estavam atrás no placar, e usaram a confiança de quando estavam na frente para esmagar seu adversário. Com o 121 a 106 da noite dessa quinta-feira, o Heat fez 4 a 1 numa série que não teve nada de fácil.

 

Esse Jogo 5 começou com nervosismo puro, os dois times errando tudo que era tipo de arremesso e passe. Aos poucos as coisas foram se acalmaram e quando isso aconteceu o Miami Heat passou a dominar o jogo. Dominar mesmo, incluindo roubos de bola, ponte aérea, jogadas de efeito e bolas de longa distância. Parecia um daqueles dias que não tem como nada dar errado. Mas o OKC Thunder foi arranjando um jeito de ficar no jogo. Perdeu o 1º período por 5 pontos, foi para o intervalo atrás por 10 e no meio do 3º quarto teve uma sequência de pontos de Kevin Durant (32 pontos, 11 rebotes, 7 turnovers) que deixou o Thunder atrás por apenas 7. Mas aí Erik Spoelstra pediu um tempo, o Miami Heat fez uma sequência de 19 a 1 nos minutos seguintes e o jogo foi pro brejo. No período final teve até gargabe time com Juwan Howard (único do Fab Five a finalmente ganhar um título), Cole Aldrich, Daequan Cook e cia.

O Miami Heat não fez tantos ajustes táticos para essa partida. O mais importante foi que eles se preocuparam em dar menos espaço para Russell Westbrook infiltrar, dedicaram boa parte da defesa para isso, aliás. Além das dobras de marcação do pick-and-roll, a ajuda vinha de todo lado para tirar os espaços vazios por onde Westbrook se contorce para fazer suas bandejas impossíveis. A estratégia deu muito certo e o armador acertou apenas 4 dos 20 arremessos que tentou. Se marcou 19 pontos foi porque cobrou 13 lances-livres! Fechar o garrafão assim significa muitas faltas também. O plano fez Westbrook tocar mais a bola, mas o resto do Thunder não estava acertando muita coisa, Serge Ibaka e Kendrick Perkins somaram 4 acertos em 13 tentativas de arremesso, Sefolosha errou os 2 que tentou.

De todos os jogadores que atuaram mais que só os minutos finais do jogo, o único jogador do Thunder que saiu de quadra com um plus/minus (placar do jogo quanto o atleta está em jogo) positivo foi Nick Collison, com +3 durante seus 17 minutos de ação. Isso fez que se retomassem as críticas ao técnico Scott Brooks por usar pouco o ala/pivô quando Kendrick Perkins estava claramente jogando muito mal. Eu concordo com as críticas. Perkins é muito útil nos bloqueios de ataque (alguns ilegais, é verdade) e é uma presença de garrafão importante para conter infiltrações, entendo que não fosse a hora de tirá-lo do time titular ou do jogo completamente, como fez Spoelstra com o seus pivôs Ronny Turiaf e Joel Anthony nessa série, por exemplo. Mas Perkins não poderia ter passado tanto tempo em quadra ao longo desses 5 jogos, ele perdeu todos os confrontos contra Chris Bosh (24 pontos, 9/14 arremessos), que é umas 400 vezes mais veloz e ágil que o famoso muro de concreto humano. Bosh batia para dentro com facilidade e marcava quando bem entendia, Collison teria muito mais condições de igualar esse duelo. Não sei se foi excesso de confiança em Perkins ou medo de mudar demais a rotação, mas não deu certo.

Meu palpite é que Scott Brooks não mudou porque ele se recusou

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a ver que o adversário jogava sem pivô e que seu homem mais alto em quadra não era capaz de fazer meia dúzia de pontos. O Heat foi o primeiro time que finalmente fez o Thunder pagar por não ter um jogador que jogue de costas para a cesta, dentro do garrafão. A capacidade atlética do Heat limitou as infiltrações em algumas posses de bola importantes, as bolas de James Harden não caíram e aí faltou uma opção nova para desafogar o ataque. Eles chegaram a tentar usar mais Kendrick Perkins no ataque, mas mesmo quando o Heat trocava a marcação e ele sobrava sendo marcado por Shane Battier a coisa não dava certo. O Heat não tem pivô ofensivo também, mas LeBron James e Wade fizeram esse trabalho no garrafão. Como disse Spoelstra, “Montamos um time baixo, mas jogamos na força”.

Outra crítica ao técnico Scott Brooks aconteceu em relação à defesa, muita gente pedia uma marcação por zona, que tanto incomodou o Heat nos últimos 2 anos e foi essencial na vitória do Dallas Mavericks na final de 2011. Conversou-se disso antes da série começar e o Thunder repudiou a ideia. James Harden chegou a afirmar que sabia que o time tinha capacidade física e atlética para se igualar com o Heat na marcação individual e que a zona seria desnecessária, já um assistente técnico de Brooks (que não consigo achar o nome, foi mal) disse que não faria sentido usar a zona depois de uma temporada inteira sem utilizá-la ou treiná-la. Concordo com o assistente que a Final da NBA não é hora de inventar algo que nem foi treinado, isso é afirmar que não confia no que fez o ano todo, acaba com a confiança do time e provavelmente nem seria bem executada. O que pode ser criticado, porém, é justamente o fato de não ter sido treinada. Assim como é importante ter várias formações e jogadas de ataque para enfrentar diferentes tipos de defesa, é essencial ter vários tipos de defesa para se ajustar aos diferentes oponentes que se encontra ao longo do ano.

Eu só sei que se tinha um dia que a defesa por zona não daria certo era ontem. Um dos jeitos de quebrar esse tipo de marcação é acertar arremessos de longa distância, e o Heat igualou o recorde de bolas de 3 pontos em um jogo de Final com 14 acertos! Não é surreal que no Jogo 3 eles só tenham acertado 5 bolas fora do garrafão e no Jogo 5 quebrem essa marca? É o tipo de coisa estranha que acontece em Final. Shane Battier (11 pontos)

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acertou 3 dessas bolas, Mario Chalmers (10 pontos) fez 2, mas o herói do dia foi mesmo Mike Miller, que meteu 7 bolas de 3 pontos em 8 tentativas e acabou com 23 pontos. Como bem disse Erik Spoelstra após o jogo, “não sei como ele estava lá jogando”. Miller está sofrendo com contusões desde que chegou no Heat no ano passado, perdeu metade dos jogos da temporada 2010/11 e 27 partidas da temporada 11/12. Nos Playoffs teve problema nas costas, jogou pouco e o plano para essa partida era, nas palavras do técnico do Heat, “colocar ele por apenas 3 ou 4 minutos como nos outros jogos”. Mas Wade (20 pontos, 8 rebotes) teve problemas com faltas, Miller entrou e começou a acertar arremessos. Um atrás do outro. Foi ficando, jogou 23 minutos e saiu de quadra visivelmente esgotado. Uma atuação para tirar o peso das costas de um cara que chegou como o role player ideal para jogar com o Big 3 e não conseguiu ajudar por problemas físicos. Após o jogo Miller disse que irá ver alguns médicos para saber se tem a chance de continuar jogando, mas que se não der “esse foi um bom jeito de encerrar a carreira”.

Ontem as bolas de 3 pontos mataram o OKC Thunder, mas eles perderam mesmo a série dentro do garrafão. LeBron James, cestinha da Final com média de quase 30 pontos por jogo, fez 16 pontos ou mais no garrafão em todas as partidas da série! Nos Jogos 2 e 3, vitórias importantes do Heat, LeBron somou apenas 2 cestas de fora da área pintada. Ao total LeBron teve apenas 18% de acerto (7/38) fora do garrafão, mas nem precisou disso pra dominar o jogo. Foi jogando lá dentro, de costas, como um pivô, que ele conseguiu superar a marcação de Thabo Sefolosha. Deu tão certo que no Jogo 5 o Thunder tentou começar a dobrar a marcação sempre que LeBron empurrava Sefolosha com as costas, mas para um cara com a visão de jogo e o tamanho de James foi fácil, era só tocar para quem ficou livre. Em um dia que tudo estava caindo, acabou sendo uma lavada e James saiu de quadra com um triple-double: 26 pontos, 11 rebotes e13 assistências.

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Acho que o dado que mais explica o Miami Heat dessa temporada é que eles estiveram perdendo 3 das 4 séries de Playoff que disputaram. Depois de passar fácil pelo New York Knicks, estiveram perdendo de 2-1 para o Pacers, de 3-2 para o Celtics e de 1-0 para o Thunder. Sempre igualaram as coisas logo no jogo seguinte, todos eles fora de casa! Aí partiram desse empate longe de Miami para ir pra cima e vencer a série. Foi o primeiro time na história a estar atrás em 3 séries a conseguir ser campeão.

Só isso já diz tudo o que você precisa saber sobre o Heat. Não é o time fora de série que atropelaria a NBA que imaginávamos quando Wade, LeBron e Bosh se juntaram, eles tem muitos defeitos e tiveram que ralar como qualquer outro time da NBA que tenta ser campeão. Mas também mostra como tiveram sucesso nesse trabalho: superaram a falta de um pivô bom com defesa de perímetro agressiva e veloz; Colocaram LeBron James e Dwyane Wade para jogar de costas para a cesta para variar o ataque; Contrataram Shane Battier para complementar o elenco; Wade e Bosh deixaram o ego de lado para não jogarem da maneira que mais gostam em nome do time. Não dá pra ignorar tudo isso. Na entrevista pós-título de ontem, Wade disse que quando venceu pela primeira vez em 2006, com 24 anos, achou tudo lindo e que tranquilamente repetiriam no ano seguinte. Dessa vez ele percebeu como é complicado, como é preciso ralar pra chegar. E admitiu que teve que abrir mão de ser o cara que conduz a bola para que LeBron James jogasse mais, precisou se adaptar e aos poucos encontrou seu espaço. Acabou ganhando como prêmio a chance de resolver o jogo na partida 4, quando LeBron saiu com cãibras. Na ocasião fez 2 pontos, 1 assistências, 1 toco e 2 roubos em cerca de 4 minutos decisivos de partida. Dá pra dizer que, finalmente, LeBron James e Dwyane Wade sabem jogar juntos. Os estilos realmente se confrontam, mas acharam um jeito de passar por isso sem que a os dois juntos pareça mais problema que solução.

 

Foi uma temporada bem legal, especialmente se considerarmos que ela poderia nem ter acontecido. Espero que LeBron James tenha agradecido Derek Fisher após a partida! A temporada de 66 jogos foi maçante e tiveram muitos jogos a serem esquecidos, mas os Playoffs compensaram tudo. Ontem durante a transmissão da ESPN gringa comentaram que cerca de 25% das partidas foram decididas por 3 pontos ou menos! É um número impressionante. Vimos que essa final, apesar do placar elástico, foi resolvida em algumas posses de bola dos Jogos 1 até 4. Não dá pra pedir mais que isso. Ou melhor, dá: Que chegue logo Outubro para gente assistir a temporada 2012/13! Até lá sobrevivemos com Draft, Summer League, Olimpíadas, trocas e contratações, acompanharemos tudo isso no Bola Presa. Mas vida não é vida de verdade sem ligar o computador para assistir um belo Golden State Warriors x Milwuakee Bucks no meio da madrugada.

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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