Miami Heat campeão de novo

O pessoal do ótimo HoopsHype no Twitter foi quem cravou melhor o sentimento pós-Jogo 7 da Final da NBA. Disseram eles: só jogadores de tênis que perderam match points no 4º set e que foram derrotados no tie-break do 5º set sabem como o San Antonio Spurs está se sentindo agora.

E não é à toa, embora o Miami Heat tenha seus muitos méritos na conquista do título, foi tudo disputado demais e não dá pra ignorar as inúmeras chances que o time de Gregg Popovich teve para o penta campeonato da franquia. Naquelas cruéis entrevistas coletivas após a partida, Manu Ginóbili disse que não conseguia parar de pensar no Jogo 6, enquanto Tim Duncan, visivelmente deprimido e arrasado, falou que nada seria pior do que esse Jogo 7, onde ele perdeu uma bandeja quase sem marcação, para empatar o jogo, a menos de um minuto do fim da partida. Aliás, pra mim, acabaram as piadas de Duncan não ter ou demonstrar emoções.

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Mas muita coisa aconteceu antes da bandeja errada de Tim Duncan e o Jogo 7, se não foi tão épico quanto a partida anterior, chegou perto e foi de altíssimo nível, especialmente considerando o nível de nervosismo que até os jogadores mais experientes demostraram desde o primeiro minuto de disputa. Não foram só questões táticas, mas bastante emocionais, que fizeram Chris Bosh, Mike Miller e Ray Allen saírem de quadra zerados, assim como os outrora heróis Gary Neal e Danny Green terminarem combinando para 3 acertos em 19 arremessos.

O caso de Chris Bosh acho o mais interessante, claramente fora do jogo ofensivamente, nem se deu ao trabalho de forçar o jogo. Com LeBron James e Dwyane Wade inspirados, com Shane Battier pegando fogo da linha dos 3 pontos, ele deixou o ego de lado e ralou nos bloqueios, na movimentação de bola e, mais importante, em gastar toda sua energia marcando Duncan. Com 2 títulos em 3 anos, fica parecendo fácil montar um time de sucesso como o Heat, que é só juntar estrelas e correr para o abraço. Mas muita coisa aconteceu para isso dar certo e lidar com o ego de jogadores mimados e acostumados aos holofotes foi uma delas. Alguns anos atrás Chris Bosh estava fazendo campanhas no YouTube porque se sentia no mesmo nível de LeBron James e Kevin Garnett na luta por votos populares em um All-Star Game, hoje ele sai de um dos maiores jogos da sua carreira tentando apenas 5 arremessos. E saiu feliz, comemorando e com sensação de missão cumprida. Bosh chegou no Heat como jogador soft, com medo de garrafão e conhecido por ser versátil ofensivamente, mas nessa Final foi ótimo coadjuvante e se destacando por seus rebotes e tocos no Jogo 6.

Cito o caso de Chris Bosh porque ele é o mais simbólico, já que outros jogadores chegaram em Miami em momentos de decadência em sua carreira, sabendo que estavam abrindo mão de minutos, arremessos e protagonismo em nome de títulos. Méritos para Pat Riley e LeBron James por recrutar esses caras: Mike Miller, Chris Andersen, Shane Battier e Ray Allen, que sabendo de suas funções foram decisivos em diversos momentos da campanha, em especial nessa final. É perceptível e natural que LeBron James tenha evoluído desde os tempos de Cleveland Cavaliers, mas esse título mostra como é difícil ganhar títulos da NBA e que vai muito além de se ter um ou dois grandes jogadores. A temporada de LeBron James foi a melhor que você pode imaginar de um jogador, mas mesmo assim ele precisou daquele arremesso do Ray Allen, dos muitos ajustes táticos de Erik Spoelstra nas séries contra Pacers e Spurs, de um pouco de sorte, de Dwyane Wade saudável nos momentos certos, da precisão de Mike Miller e Shane Battier nos 3 pontos e, como já citado, do sacrifício do Chris Bosh.

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Lembro disso tudo para reatar um post que escrevi uns tempos atrás, o Paradoxo Spurs. No texto, entre outras coisas, falo sobre o sentimento ambíguo que tinha em relação ao sucesso do Spurs durante toda a Era Duncan/Popovich. Por um lado eles ganharam mais jogos de temporada regular e Playoffs que qualquer outro time no mesmo período, também viraram exemplo e modelo para montagem de times dentro de um orçamento razoável, mas por outro, se tudo deu tão certo, não é pouco ter vencido “só” 4 títulos? O Los Angeles Lakers, por exemplo, no mesmo período, venceu 5 campeonatos e o fez com bem menos organização. Em outras palavras, apesar do sucesso claro dos últimos 15 anos, fica uma sensação de que eles poderiam mais?

Eu acho que certamente eles poderiam ter vencido mais vezes. Aquela derrota no Jogo 7 para o Dallas Mavericks em 2006 custou uma vaga na Final contra o mesmo Miami Heat, ano passado eles tinham condições de passar pelo OKC Thunder e, antes disso, teve aquela derrota imperdoável contra o Memphis Grizzlies na primeira rodada. Mas a Final deste ano contra o Miami Heat mostra bem como é complicado vencer um título da NBA. Às vezes tem um outro time num momento ainda mais iluminado que o seu, ou tá tudo tão disputado que é uma ou outra bola que decide, e às vezes é sorte. Tem muito time bom na NBA, muitas superestrelas, muitas contusões e os Playoffs são mais cruéis que pontos corridos. Pelo jeito, apesar das frustrações, o negócio mais seguro a se fazer é ser o Spurs: mantenha um time forte, entrosado e vá com tudo todo ano, de vez em quando vai dar certo.

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Confesso que eu fiquei arrasado com o erro do Duncan no fim da partida. Um giro daquele, embaixo da cesta, sobre o nanico do Shane Battier, é algo que ele acerta em 99% das vezes e que ele merece acertar, Duncan merece todo o sucesso que tem e mais um pouco. Mas por outro lado, se tem um jogador que não teria a carreira manchada por um erro em um momento tão decisivo, esse cara é o Duncan. Não consigo imaginar qualquer torcedor do San Antonio Spurs o xingando ou o condenando por alguma coisa, se fosse um bandeja errada por Gary Neal ou Danny Green, por outro lado, poderia ser algo para marcar pro resto da vida. Era um erro que LeBron James, por exemplo, não podia se dar ao luxo de cometer.

Também podemos citar aqui o turnover custoso de Manu Ginóbili no último minuto de partida, após o arremesso certeiro de LeBron James, e a decisão de Gregg Popovich de deixar Tony Parker, que fazia partida ruim, no banco nesta jogada para ter mais arremessadores. Ou seja, no fim das contas as coisas foram decididas, por bem ou por mal, por quem o Spurs mais confiava: Duncan, Manu, Parker e Pop. Nem sempre dá pra ganhar e não acredito que serão crucificados.

E falando em LeBron James, a coisa mais legal desse Jogo 7 não foi o título do Miami Heat ou o fato de LeBron, mais uma vez, ter feito um jogo histórico quando seu time estava contra a parede. Sim, foram 37 pontos, 12 rebotes e 4 assistências, mas o mais legal foi como ele conseguiu esses números. Primeiro as 5 bolas de 3 pontos e os arremessos de meia distância, justamente as bolas que o

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Spurs dava a LeBron de graça para impedir suas infiltrações. Depois que mesmo assim ele ainda infiltrou um bocado e, por fim, ainda fez um desses chutes no minuto final, onde ainda tinha gente o pentelhando por falhar. Mas tem mais: ele fez tudo isso ao mesmo tempo em que marcava Tony Parker, a principal arma ofensiva do San Antonio Spurs! Todos estavam exaustos, morrendo com a língua de fora e LeBron era o principal jogador no ataque, na defesa e fazia tudo isso com sucesso.

No maior jogo de sua carreira, LeBron James teve uma atuação impecável, completa e decisiva. Todos estão livres, como sempre estiveram, para odiá-lo porque ele é feio, bobão ou porque abandonou o Cavs, mas dentro de quadra não tem muito o que dizer nesse momento de sua carreira. Dois títulos, dois troféus de MVP da temporada, dois de MVP das Finais e algumas atuações para a história. O negócio é aproveitar esse momento mágico de LeBron James e torcer para que continuem aparecendo caras como Paul George e Tim Duncan para levá-lo a seu limite a cada ano.

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Um ótimo final de temporada para uma temporada bem divertida e cheia de histórias, não? Algumas contusões demais, mas isso acontece. Não acompanhamos tudinho aqui no Bola Presa, mas nos esforçamos para fazer um trabalho bom. Para a temporada que vem tentaremos manter a qualidade (já que quantidade tá difícil) dos textos, voltar com a regularidade dos podcasts e até arriscar algumas novidades que eu não anuncio senão é certeza que não darão certo.

Dentro de quadra, o Miami Heat tentará ser o primeiro time desde o Los Angeles Lakers (1981 até 1984) a alcançar 4 finais consecutivas e o primeiro desde o mesmo Lakers (2000 até 2002) a conquistar 3 títulos seguidos. Contra eles teremos a volta de Russell Westbrook, o Pacers ainda mais forte e experiente, Chicago Bulls com Derrick Rose, o New York Knicks tentando manter a constante melhora dos últimos anos e, por que não, o San Antonio Spurs aproveitando o possível último ano da carreira de Tim Duncan. E será que o Warriors era fogo de palha? O LA Clippers consegue segurar Chris Paul agora que contrataram Doc Rivers? Histórias nunca faltam.

Mas antes teremos muitas trocas, Ligas de Verão e, antes de mais nada, Draft 2013! Nesta semana postaremos o tradicional Draft de Força Nominal e, se der tempo, um pequeno preview do que acontecerá nesta quinta-feira. Boa offseason para todos nós, que agora temos que ralar para decidir o que fazer todo dia à noite ao invés de ver jogos de basquete.

Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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