Miami Heat na Final

Os últimos 9 minutos do Jogo 7 foram a primeira vez nesses Playoffs que Erik Spoelstra usou uma formação com Dwyane Wade, LeBron James, Shane Battier, Udonis Haslem e Chris Bosh na quadra ao mesmo tempo. Foi nesse período que eles reverteram a vantagem do Boston Celtics, assumiram a ponta e conquistaram o título do Leste de 2012. Foi, por um curto período de tempo, tudo o que Pat Riley sonho de seu Miami Heat: Um elenco com estrelas, ótimos role players, defesa forte e seu trio de ferro marcando praticamente todos os pontos do time no período final. O Heat venceu o último quarto do jogo por 28 a 15, o jogo por 101 a 88.

Nem tudo foi uma maravilha como esse fim de jogo, claro. O quinteto ideal de Spoelstra não foi usado antes por vários problemas: A contusão de Bosh, a falta de um elenco de apoio adequado que obrigava o técnico a não jogar todas suas forças de uma vez e, claro, a necessidade de ter Mike Miller ou Mario Chalmers em quadra para bolas de longa distância. O Jogo 7 foi diferente porque era um jogo sem descanso, ninguém iria ser poupado e quem estivesse bem passaria os 48 minutos em quadra se preciso, não era hora de organizar descansos e combinações mais adequadas. Também foi diferente porque Chris Bosh matou dois problemas de uma vez só: Não só deu mais tamanho e rebote na defesa, cortando a necessidade de usar Joel Anthony, por exemplo, como acertou 3/4 bolas de 3 pontos no jogo, incluindo a da virada no último quarto. Com Bosh acertando bolas de longe (e nem precisariam ser

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de 3 pontos), pra que gastar tempo com o irregular Mike Miller? Ou pra que deixar o time mais baixo com Chalmers?

Essa formação de Wade-LeBron-Battier-Haslem-Bosh é um trunfo do Heat que poucos times na NBA tem o prazer de ter a sua disposição. É um grupo alto o bastante para ter LeBron James jogando na posição 2, mas baixo o bastante para ter dois jogadores de garrafão ágeis que sabem acompanhar os alas de força da atualidade, que gostam de jogar no perímetro. Contra o Boston Celtics foi a combinação perfeita, eles podiam trocar a marcação a qualquer bloqueio sem se preocupar com mismatches, todos eram altos, ágeis e bons o bastante para lidar com Rajon Rondo, Paul Pierce ou Ray Allen. No garrafão ninguém era tão pequeno para tomar pau de Kevin Garnett.

O Jogo 7 não foi um Jogo 7 normal, daqueles nervosos e cheios de erros, ambas as equipes beiraram os 50% de aproveitamento e cometeram poucos turnovers (cada time cometeu 13 erros). O placar não foi dos mais altos pelo ritmo lento e bem pensado de jogo, mas o nível da partida foi bem alto, mesmo o Celtics, que ficou conhecido nas últimas séries por variar picos de genialidade com momentos de Bobcats no mesmo jogo, foi regular e consicente no ataque. Faltou mesmo esse pico de genialidade, algo para deslanchar. Talvez se Rajon Rondo (22 pontos, 1o rebotes, 14 assistências) tivesse um daqueles 5 minutos onde parece o melhor armador da história da NBA ou se Paul Pierce (19 pontos) começasse a acertar arremessos na cara de qualquer defensor. Já vimos acontecer muitas vezes na temporda e até nessa série, mas não foi o caso nos dois jogos que o Celtics teve pra eliminar o Heat.

Foi o Heat conseguiu brilhar no último período. Encaixaram uma boa sequência de defesas, forçando o Celtics a arremessos contestados e responderam com uma jogada simples, mas muito eficiente. Sim, o Heat do xingado Erik Spoelstra usou uma jogada trabalhada e ensaiada para vencer um Jogo 7. Insisto: Podem questionar muitas coisas no treinador do Heat, mas o cara entende demais de basquete. Quem ainda diz que o Heat joga Streetball só pode estar de brincadeira. A jogada em questão foi o bloqueio duplo na cabeça do garrafão, o famoso chifre. Udonis Haslem e LeBron James (31 pontos, 12 rebotes) faziam bloqueios para Dwyane Wade (23 pontos, 6 rebotes, 6 assistências) (ou Chalmers, se ele estiver em quadra) em cada lado da linha de lance-livre. Enquanto isso Chris Bosh (19 pontos, 8/10 arremessos) abria na zona morta do lado direito e Shane Battier abria do lado esquerdo, o ponto onde ele tem maior aproveitamento de arremessos na temporada. Wade tinha que escolher um dos lados do bloqueio e a partir daí simplesmente ler a defesa. Abaixo o vídeo, cortesia do Grantland, é na versão Chalmers:

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Em um primeiro momento o defensor de Chalmers não conseguiu passar pelo bloqueio de LeBron, o marcador do King James não conseguiu evitar a infiltração e isso forçou Kevin Garnett, responsável por Chris Bosh, a fechar o garrafão para impedir a bandeja. Chalmers tocou para o livre Bosh que acertou uma bola de 3 pontos e virou a partida. Logo depois, agora com Wade, a mesma jogada aconteceu e KG decidiu não ir para a ajuda, estava mais longe da cesta, resultou em uma enterrada do armador do Heat. E a mesma jogada poderia ser usada para um pick-and-pop com Udonis Haslem, pick-and-roll com LeBron James ou mesmo aquele bloqueio falso de LeBron, que ele usa para se livrar da marcação e receber livre na linha de 3 pontos. Em resumo: Uma jogada simples, que começa com a bola nas mãos do confiável Wade e que, quando tem Chris Bosh acertando de longe, obriga todos os jogadores adversários a saírem de perto da cesta e do garrafão. Para o Heat, melhor é impossível.

Não é o tipo de jogada que dá pra usar infinitamente durante todos os jogos, mas é algo que deu certo em um momento crítico de quarto período e que devemos esperar ver mais durante a série contra o OKC Thunder na final.

Normalmente eu não me preocuparia em falar mal de um time que perdeu um Jogo 7 apertado fora de casa, mas ficou um gostinho bem amargo para o Celtics, não? Tiveram um Jogo 6 em casa para despachar o Heat e foram massacrados, depois tinham a liderança no começo do último período do Jogo 7 e perderam por mais de 10 pontos. Nesses últimos anos criamos a lenda de que o Celtics é um time cascudo, que joga só quando importa, que os veteranos brilham nos momentos mais tensos, mas nessa série não foi bem assim. Acho espetacular que tenham chegado tão longe nessa temporada. Foi o pior elenco de apoio que tiveram desde que Garnett, Allen e Pierce se juntaram, perderam Avery Bradley nos Playoffs, jogaram com Ray Allen quase sem tornozelo e mesmo assim estiveram muito perto da Final. Admirável, inesperado e digno de aplausos, mas parecia tão próximo e real que essa derrota foi um balde de água fria.

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O Miami Heat também sofreu um bocado nesses Playoffs. Depois de ir bem contra o NY Knicks, sofreram demais contra o Indiana Pacers, estiveram a beira da morte contra o Celtics e no meio do caminho viram contusões de Chris Bosh, um banco de reservas por vezes medíocres e um ou outro jogo nível-MoWilliams de Dwyane Wade. Mas se os defeitos foram expostos, tudo foi respondido quando a água bateu na bunda. Bosh voltou, Wade foi espetacular para virar a série contra o Pacers, LeBron James teve a melhor atuação desses Playoffs em um jogo de eliminação fora de casa e o time jogou coletivamente e com eficiência no quarto mais importante da temporada. Dá pra ir pra final com confiança, né?

Muita gente criticou a formação do Big 3 de Miami dizendo que era “apelação”. Realmente parecia na época, mas não tem sido bem assim. São 2 títulos do Leste em 2 temporadas, mas com muita ralação e dificuldade. É fácil achar motivos para cornetar e torcer contra o LeBron James, mas hoje eles são só mais um time forte como tantos outros. Não tem mais apelação, marra ou nariz empinado que qualquer outro time que esteve na briga pelo título dessa temporada. É divertido criar histórias, o esporte fica mais emocionante com personagens, nem fujo disso, mas é chato forçar a barra: O Heat não é mais vilão. Só um time bom, forte e que tem tido sucesso em contornar seus vários problemas. Curiosamente as pessoas tem a tendência de torcer para o mais fraco, mas hoje a maioria considera o Thunder uma equipe melhor. Será que alguém vai torcer para o Miami?

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Torcedor do Lakers e defensor de 87,4% das estatísticas.

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